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A importância de A última palavra nos dias de hoje

11 de agosto de 2020

 

 Há algum tempo minhas leituras vem sendo direcionadas para determinados assuntos, como por exemplo transtornos mentais, não com o intuito de julgamento, mas sim para entender como o mercado editorial vem dando espaço para determinadas narrativas. Assim que tomei conhecimento da existência de A última palavra, fiquei curiosa para descobrir como se daria a narrativa feita a partir do ponto de vista de uma personagem com TOC mas que tenta esconder isso a todo custo, recebi uma excelente lição sobre autocuidado e relações tóxicas. 


 

 Samantha McAllister figura entre as alunas mais populares da escola, seu grupo de amigas é conhecido pelas piadas maldosas e pela extrema popularidade, mas ela não se importa muito com a má fama e aguenta tudo firme, porque sabe que se descobrirem a verdade, Sam nunca mais irá encontrar amigos.

 Diagnosticada desde cedo com Transtorno Obsessivo Compulsivo, Sam faz um esforço danado para ser reconhecida como alguém normal, apenas sua família sabe da sua condição e ela não quer mudar isso tão cedo. Mas quando uma figura bastante excêntrica a convidada para um secreto grupo de poesia, Sam sente que pode ser quem ela é de verdade, sem mentiras e sem rodeios, principalmente perto de Caroline, alguém tão quieta e ao mesmo tempo tão compreensiva. Mas a união entre a antiga Sam e a nova, podem fazer com que tudo dê errado e a verdade venha à tona, vale a pena?




 Esse com certeza foi um dos melhores livros sobre o tema que já li, Sam mostra antes de qualquer coisa a importância do acompanhamento médico, sempre rodeada por profissionais que sabem do seu transtorno e a tratam da melhor maneira possível, em qualquer alarme vermelho ela não surta e nem faz bobagem, ela age como sua psiquiatra recomenda, procurando sempre pelo melhor de sua saúde mental. Além disso, Sam sabe das perversidades que suas amigas cometem e conscientemente está pronta para se desfazer dessa relação, só falta o momento certo. Caroline por outro lado, aparece na hora exata e surge como um acalanto, sendo alguém que Sam sempre procurou mas nunca encontrou, uma amiga bacana, relação saudável. O canto da poesia acaba sendo um lugar especial, onde os rejeitados da escola se sentem mais fortes e podem mostrar quem realmente são, cada poema citado é lindo e dá um quentinho no coração surreal! O plot da história é pra deixar qualquer um de queixo caído, a situação é inesperada e mostra como é super importante o auxílio médico em toda e qualquer situação.

 Obviamente há o romance, que acontece de maneira muito leve e divertida, mas creio que esse não seja o ponto alto, a intenção na obra é mostrar como as relações da protagonista eram tóxicas e que há espaço para o novo, porque boas amizades existem por aí, sempre se cuidando da melhor maneira possível. Fica aí a dica de leitura para quem procura um YA super diferente e com um tema necessário.




Título: A última palavra

Autora: Tamara Stone

Editora: Rocco

Nº de Páginas: 352

Sinopse: "Samantha McAllister esconde de todos o que se passa em sua cabeça. Sam sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo caracterizado por pensamentos intrusivos. Seus pensamentos não param um segundo do dia, cada passo e palavra suas são controladas, e esconder isso tudo faz com que viver seja um grande esforço. Tudo piora quando suas amizades começam a se tornar tóxicas e ela é julgada por conta de pequenos erros com suas roupas, comida ou o garoto por quem ela se interessa. Mesmo assim, Sam sabe que ela estaria verdadeiramente louca se deixasse de ser amiga das garotas mais populares da escola. Por causa disso, Sam é constantemente aconselhada por sua terapeuta a conhecer novas pessoas e fazer novos amigos, pessoas que não lhe provoquem crises de ansiedade e pânico constantes. Em um primeiro dia de aula assustador, Sam conhece Caroline, uma menina que vai levá-la para uma sala secreta em que um grupo de pessoas que são ignoradas pelo resto da escola se reúne. Ela rapidamente se identifica com eles, especialmente com um talentoso garoto que toca violão, e começa a descobrir uma nova versão de si mesma. Aos poucos ela passa a se sentir mais normal do que nunca, coisa que jamais tinha se sentido antes... até ela encontrar um novo motivo para questionar sua sanidade e tudo o que ama." 




RESENHA: Verity

5 de agosto de 2020


 Colleen Hoover é uma das minhas autoras favoritas da vida e por isso sempre leio tudo que ela escreve sem pensar duas vezes, sei que de algum modo a leitura irá me prender e eu sairei dessa experiência completamente surpreendida. Quando fiquei sabendo sobre Verity confesso que fiquei um pouquinho desconfiada, principalmente porque não sou a maior fã de suspenses, mas nem isso foi suficiente para me desanimar. Descobri uma nova Colleen durante essa leitura, muito mais desafiadora em suas reviravoltas, onde eu só ficava me perguntando de onde essa mulher tira ideias tão mirabolantes para as suas histórias.



 Lowen é a narradora dessa obra, mas não a única protagonista dessa história. Com contas que extrapolam qualquer orçamento, sua luz no fim do túnel parece ser uma proposta mirabolante que acaba de surgir: finalizar a série de uma autora mundialmente conhecida que após sofrer um acidente está em coma, Verity. Esse tipo de trabalho exige imersão, Lowen vai até a casa de Verity dar uma olhada nos rascunhos e separar material para dar continuidade na série e encontra o diário da autora em coma, com segredos que podem comprometer a família toda e mudar todo o curso da história, Lowen deve contar ou permanecer em segredo? A cada nova página mais incertezas parecem surgir.

 Pra começar, Lowen me parece ser uma personagem extremamente melancólica, sua vida não tem muitos acontecimentos e o modo que ela encara a sua rotina me fazem questionar sobre a sua saúde emocional, as coisas mudam quando ela se muda temporariamente para a casa de Verity, uma casa também melancólica, com todo aquele mistério de casarão. Com a desculpa de avaliar rascunhos e colher material para dar continuidade na série, Lowen começa a vasculhar o escritório da autora e descobre um diário BIZARRO, com narrações de acontecimentos que até então Jeremy(marido de Verity) conhecia apenas a versão romantizada, desde o primeiro beijo entre os dois até a verdade sobre o acidente dela, tudo nesse diário é uma versão diferente da verdade que todo mundo conhece e só Lowen tem acesso, o problema é que ela começa a sentir algo por Jeremy e não sabe até que ponto é saudável contar isso à ele sem parecer que quer pintar a esposa em coma de megera, sem saber se tudo aquilo é realmente verdade. Mas quando a garota começa a ver Verity pela casa e sentir que algo está acontecendo enquanto todo mundo dorme, a verdade precisa ser descoberta.
GENTE, eu preciso dizer que eu sou uma pessoa genuinamente medrosa, eu tenho medo do escuro, de barulhos estranhos, de tudo, que complicação foi ler essa obra, sabendo que existem vultos, aparições, barulhos e situações estranhas em um casarão que parece mal assombrado? Sofri demais! Passei um bom tempo sem conseguir olhar para a escada no escuro hahaha. Acontece que Lowen enquanto trabalha no novo livro segue lendo esse diário encontrado e a cada nova descoberta mais o acidente de Verity faz sentido, mas contar tudo isso para Jeremy pode ser complicado, principalmente porque há uma criança nessa relação.
 Mas posso dizer com toda a certeza que nada é o que parece, a leitura segue densa e NADA arrastada até certo ponto, quando a virada acontece o ritmo muda totalmente e são tantos acontecimentos que você se vê atordoada, não consegui parar de ler e terminei essa obra em horas. O final me deixou tremendamente assustada com a capacidade de CoHo em criar novos plots que fogem totalmente do que estamos habituados, muita gente não gostou do final mas entendi totalmente qual a proposta da autora, para além disso, esse é seu primeiro suspense e digo com toda a certeza que entrou para o meu top 3 de obras favoritas dela! Pra você que quer uma leitura que te faça até prender a respiração, essa é a dica certa.





Título: Verity
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 320
Sinopse: "Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história... E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série.Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity – e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imediatamente anteriores a seu acidente – incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal. Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa. Emocional e fisicamente atraída por Jeremy, ela precisa decidir: expor uma versão que nem ele conhece sobre a própria esposa ou manter o sigilo dos escritos de Verity?"*Exemplar cedido em parceria com a editora.  





Indicação: Contos Negreiros

4 de agosto de 2020


 Fazendo parte daquela listinha que indiretamente venho tentando me propor a partir desse ano, com livros que tragam a temática racial, Contos Negreiros é um exemplar singelo, pequeno no formato mas com um conteúdo forte o suficiente para te deixar de ressaca, uma obra que se faz necessária em tempos tão sombrios quanto esses que estamos enfrentando.







Essa será uma resenha curtinha porque sinto que essa é mais uma indicação do que uma resenha, Com micro contos, o autor aqui irá trabalhar a temática racial de todas as maneiras, violência, morte, a revolta, a dor, nada aqui é muito feliz, afinal a temática precisa ser tratada com seriedade. É por meio de pequenas histórias que vamos conhecendo personagens sem nome, que muitas vezes são rejeitados muito antes da descoberta de suas personalidades porque a cor da pele acaba por ser um fator definidor. Temas que para pessoas que não fazem parte dessa minoria parecem ser tão comuns e sem importância, aqui são colocados em outro patamar. Ser negro em um país como o Brasil é enfrentar um leão por dia e Marcelino Freire coloca isso muito bem.
 Apesar de ser uma obra curtinha, com poucas páginas, a obra cumpre o seu papel e nos propõe uma reflexão a respeito de como as pessoas negras são vistas em nosso país, para além disso, contos que muitas vezes nos causam um amargor, me fizeram repensar a respeito dos privilégios que carrego hoje e que muitas pessoas antes de mim não tiveram a oportunidade.
 Uma obra necessária e que deveria ser lida com certa obrigatoriedade em todas as escolas, pois pensar o racismo é repensar o nosso cotidiano e traçar modelos para combatê-lo de maneira bastante direta e nada flexível. Contos Negreiros é obra de cabeceira para quem quer mudar o mundo.







Título: Contos Negreiros
Autor: Marcelino Freire
Editora: Record
Nº de Páginas: 126
Sinopse: "Um dos expoentes da nova geração de escritores brasileiros, Marcelino Freire se inspirou em clássicos brasileiros como Cruz e Sousa, Lima Barreto e Jorge de Lima para criar os contos deste livro. Apresentando uma releitura moderna do preconceito, Contos negreiros esquadrinha, com ironia e bom humor, questões como o homossexualidade e o conflito de classes."*Exemplar cedido em parceria com a editora.


















RESENHA: Namorado Modelo

2 de agosto de 2020


 Quando eu li Imbatível, sai bastante realizada da leitura porque o amadurecimento dos autores na produção narrativa foi surreal, sem história com dramas adolescentes, sem pequenos empecilhos que são presentes na leitura só pra ocupar espaço, tudo me pareceu bastante amadurecido, com personagens que passam longe da perfeição e tem muito para nos ensinar. Assim que fiquei sabendo de uma possível continuação, minha alegria foi imensa! Principalmente porque a gente sempre quer saber como ficaram aqueles personagens que adoramos.



 Nick precisou se aposentar precocemente dos jogos de rugby, após uma lesão grave, sua vida no mundo dos esportes infelizmente parece ter fim, e para um jogador tão focado quanto ele, isso é como perder todo o eixo da sua vida. As coisas mudam um pouco de situação após um convite para trabalhar como modelo, novas portas se abrem e ele vê nesse mundo uma nova chance de ser feliz fazendo algo que gosta, mas para além do glamour de ser alguém famoso e reconhecido, esse mundo reserva muitas outras situações que podem estremecer o seu relacionamento amoroso, será que dessa vez eles serão maduros o suficiente também?



Uma das coisas que me saltou os olhos na leitura de Imbatível, foi a ambientação com o esporte, o fato do modelo da capa ser um dos autores e ter sido atleta ajudou demais! A imersão no nicho dos esportes foi completa, deu pra ver que envolveu pesquisa e me peguei realmente torcendo por um esporte que eu havia acabado de conhecer, além disso, essa escrita em dupla mesclou também o estilo narrativo e a obra ficou ainda mais dinâmica, eu esperava uma continuação disso em Namorado ideal e foi o que realmente encontrei, aqui o esporte segue tendo um foco bastante significativo e a explicação não é nada cansativa, pelo contrário. Além disso, o trabalho de modelo ganha certa proporção e a gente acaba ficando por dentro dessa parte da vida de Nick também, dá pra ver que nem tudo é glamour e que há muita coisa que a imprensa acaba não mostrando, ainda assim, o casal se mostra bastante consistente, senti que Anna talvez tenha ficado em segundo plano na escrita, já que o foco aqui é Nick e seus novos obstáculos, mas o relacionamento continua nos fazendo questionar muitas coisas principalmente no que diz respeito ao amadurecimento enquanto indivíduos e depois pensar no plural, enquanto casal.
 Para quem não leu o primeiro livro, talvez role algum estranhamento, principalmente na relação entre Anna e Nick, eles já possuem um bom tempo de estrada, seu próprio jeitinho e os leitores do primeiro livro conhecem isso muito bem, mas não é nada que atrapalhe o desenvolvimento! Uma ótima dica para quem procura um romance maduro e com temas que fogem do comum.







Título: Namorado Modelo
Autores: Stuar R. e Jane Harvey-Berrick
Editora: Record
Nº de Páginas: 378
Sinopse: "Será que um casal apaixonado consegue sobreviver às tentações de um mundo de luxo e glamour?Imagine como seria namorar um dos homens mais bonitos do mundo. Um homem cujo rosto está estampado em todas as capas de revistas. Não tão divertido quanto parece ― é o que Anna Scott logo descobrirá.Aposentado do rugby aos 33 anos, não demora para Nick receber um convite para trabalhar como modelo fotográfico. Mas, por trás da fachada glamorosa, se esconde uma horrível realidade: drogas, álcool, todos os pecados capitais e muitas pessoas dispostas a dormir com outras para conquistar seu lugar ao sol.É uma vida muito difícil, principalmente para quem está em um relacionamento sério. E Nick precisa aprender rápido a desviar das armadilhas desse caminho ou correrá o risco de perder tudo ― inclusive a mulher da sua vida."*Exemplar cedido em parceria com a editora. 






Mulheres negras na escrita: Palavras não ditas

13 de julho de 2020

 Recentemente eu falei sobre Palavras não ditas, lançamento da Mayra que parecia tanto conversar com alguns assuntos que se tornaram mais latentes na quarentena, quando tudo parece estar entalado em nossa garganta e as palavras parecem tão difíceis de serem escritas, quando para nós meros mortais não é mais possível, Mayra vai lá e faz, ou melhor, escreve. Pois bem, eu li o seu primeiro livro de poemas e não poderia estar mais feliz por uma mulher negra conseguir colocar tanta força em tudo que escreve, por conseguir externar situações que para nós, pertencentes a minorias, parecem tão naturalizadas. Não há como você ler qualquer um dos seus poemas sem sair mudado de algum modo, recebendo uma gama de sentimentos que te levam de um extremo ao outro, essa é quase uma experiência visual sobre ser negro no país que mais nos mata.



 Desde a sua apresentação até o poema final Mayra não faz questão nenhuma de nos envolver em um véu de proteção, o tempo todo são assuntos reais, com dores reais e que nos provam como optar por não ler assuntos mais pesados é um privilégio, já que independente da sua escolha ou não, eles continuam acontecendo. São temas fortes, desde abuso sexual até amor, sempre colocando a perspectiva racial como a temática principal, a poesia da autora nos carrega por vivências tão distintas e ao mesmo tempo tão conectadas. Mas então, o que Mayra tem de tão especial?
 A autora vem sozinha realizando todo o trabalho de divulgação da sua obra, sem grandes editoras, sem planos mirabolantes de marketing, Mayra acredita na força da sua escrita como quem acredita que respirar é o que nos mantém firme, e assim ela segue alcançando cada vez mais pessoas, abrindo cada vez mais corações com uma caneta que vez ou outra sorri, vez ou outra sangra. Conseguir ter sucesso no ramo editorial não é fácil em nosso país, de maneira independente então nem se fala, mas nada disso é motivo para desânimo, Mayra segue firme, livro após livro, contrariando qualquer gráfico sobre negros no país, provando que a literatura nos salva muitas vezes de nós mesmos, e tantas outras nos aproxima.

 Durante toda a leitura eu me mantive focada, porque os temas aqui tratados por uma mulher negra, eram próximos da minha realidade, porque eu queria estar plenamente convicta de que iria absorver tudo o que a autora tinha pra me dar, porque ancestralidade é isso, dar espaço para o outro se expor, e ouvir. Eu digo com convicção que essa é só a primeira obra da autora, que pulou do plano digital e felizmente vai se tornar livro físico, porque Mayra tem força para mover o mundo, com sua vontade e suas palavras. Os poemas que mais me tocaram foram referentes aos corpos negros mortos pela violência policial, porque diferente de tantos outros ela não floreou esse assunto, mostrou exatamente como ele é, doloroso e presente, o tempo todo, poema sim e poema também, mas como se nos fossemos permitido também, Mayra fala sobre amor, nem sempre da perspectiva romântica, mas sempre nos dando espaço para viver o que há de melhor.
 Deixo aqui a minha dica, para você que deseja apoiar mulheres negras independentes, pra você que sempre sente a necessidade de provar algo que toque de dentro pra fora, Palavras não ditas é para você que precisa urgentemente de algo para sentir.




Título: Palavras não ditas
Autora: Mayra Luz
Editora: Independente
Nº de Páginas: 89
Sinopse: "Você já se viu em uma situação, onde está engasgado com as suas palavras? Aquele momento em que tudo não dito, simplesmente vem à tona? Me vi nessa situação e recorri ao único meio que eu sabia de desabafar: escrever! PALAVRAS NÃO DITAS é uma coletânea de poesias, poemas e cartas, que falam de amor, raiva, dúvida, medo e tantos outros sentimentos que se cabe em um ser e estavam guardados dentro de mim."
*Essa postagem contém publicidade e também dialoga com minhas opiniões reais sobre o tema referente. 



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