RESENHA Asiáticos podres de ricos

terça-feira, 12 de junho de 2018
Título: Asiáticos podres de ricos
Autor: Kevin Kwan
Editora: Grupo editorial Record
Nº de Páginas: 490
Sinopse: "Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano. Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo."
*Livro cedido em parceria com a editora

 A primeira coisa que me chamou a atenção quando recebi Asiáticos podres de ricos na caixinha do VIB foi o tamanho, a sinopse é extremamente convidativa, mas um livro com quase 500 páginas choca qualquer leitor, certo? Devido a isso posterguei a leitura do mesmo o quanto pude, mas depois comecei a me questionar, eu nunca havia lido nada da cultura asiática, agora que tinha a oportunidade estava negando isso, que absurdo! O fato é que quando comecei a ler não consegui mais parar, uma leitura engraçada, com jeitinho de central de fofoca mas com uma crítica extremamente interessante.



 Rachel Chu acha que conhece bem seu namorado, além de um belo homem ele é um excelente professor universitário, Nick é realmente isso tudo e muito mais, ele esqueceu de avisá-la que é um dos herdeiros mais ricos do mundo, vem de uma família extremamente tradicional e que não vai gostar nadinha desse relacionamento. Na verdade, Nick convida Rachel para o casamento de seu melhor amigo e simplesmente não menciona nada disso para sua namorada, imagine só o choque que é, ir para um país totalmente diferente no que diz respeito aos costumes, para conhecer a família de seu namorado e de quebra descobrir que ele tem tanto dinheiro que nem em mil vidas seria capaz de gastar tudo? Pois é, Rachel não faz ideia de onde está se metendo mas antes mesmo de desembarcar no avião a família toda de Nick já sabe da sua vinda e quer fazer de tudo para acabar com esse relacionamento.
 O que mais vi em relação a esse livro são comparações com Gossip Girl e de certa maneira eu entendo, o enredo todo é uma grande central de fofocas! Todo mundo da alta sociedade se conhece bem e não pensam duas vezes quando o assunto é repassar informações, sejam elas erradas ou não. Antes mesmo de Rachel desembarcar ela já levava fama de caloteira e coisas do tipo, quando na verdade ela nem fazia ideia da fortuna do namorado. E eis outro ponto, Nick desde o início teve oportunidade para contar para Rachel sobre a situação de sua família, como eles eram ricos e tradicionais, no mínimo seria justo avisar a garota sobre esses pontos, mas não, por medo e receio ele acabou deixando isso de lado e acabou complicando a situação da moça. Durante todo o enredo eu percebi como ser de uma classe social diferente muitas vezes pode minar um relacionamento. Rachel é uma mulher incrível, excelente profissional mas não é podre de rica, sendo assim, familiares, amigos, garotas que desejavam ter Nick, todos são extremamente babacas com a moça, zombam de seus modos simples, suas roupas, aprontam poucas e boas para que ela se sinta deslocada, armam situações grandes o suficiente para que ela perceba que não pertence ao mundo dos milionários, e Nick... Bom, ele na maior parte do tempo age como um pamonha sobre essa situação, não fazendo absolutamente nada e fechando os olhos pra isso, só depois do plot que ele cai na real.
 O livro é extremamente descritivo, inicialmente achei isso algo ruim mas depois compreendi que era bacana aprender cada detalhezinho de uma cultura que eu não conhecia, a editora fez questão de colocar notas de rodapé na obra e isso facilitou muita coisa. O romance é muito bonito, não tem nada daquela coisa gato e rato, são jovens maduros e que tentam se relacionar de maneira saudável, o que estraga é a família de Nick, a grande maioria tradicionalistas e maldosos. A obra é narrada a partir de vários pontos de vista e isso tornou a leitura muito mais dinâmica, o final pareceu caminhar para um fechamento de história muito gostosinho MAS ADIVINHA? Tem continuação! Haha e logo logo sai a adaptação no cinema também!


Não faço a menor ideia de quem essas pessoas são. Mas uma coisa eu posso garantir: essa gente é mais rica do que Deus.






RESENHA Jane Eyre

Título: Jane Eyre
Autora: Charlotte Brontë
Editora: Nova Fronteira
Nº de Páginas: 480
Sinopse: "Considerado um dos maiores romances de língua inglesa, este livro acompanha o amadurecimento de Jane Eyre, uma personagem questionadora e carismática que deixou sua marca na literatura. Após tornar-se órfã e, ainda na infância, passar a viver na casa da tia enfrentando as mais difíceis privações, Jane fica anos em um internato, onde recebe educação e, posteriormente, um emprego. Contrariando o que se esperava de uma mulher na época, a protagonista busca novos desafios e se torna governanta de Miss Adèle, protegida de Mr. Rochester. Entre Jane e o novo patrão nasce uma paixão arrebatadora, obscurecida, no entanto, por um grave segredo que ele carrega. Publicado pela primeira vez em 1847, Jane Eyre é uma obra-prima de Charlotte Brontë, que abriu caminho para outras escritoras e revolucionou o fazer literário ao criar uma protagonista com anseios, reflexões e atitudes incomuns para seu próprio tempo."

*Livro cedido em parceria com a editora

 Eu nunca achei que amaria tanto um livro clássico, nunca imaginei que algo escrito a tanto tempo me arrancaria tantos suspiros. Jane Eyre figura entre meus livros desejados tem um bocado de tempo, nunca o li porque nunca encontrei uma edição que me desse vontade para tal, mas assim que recebi o pacote de lançamentos da Biblioteca Áurea, projeto da editora Nova Fronteira com a Amazon eu mudei totalmente o meu planejamento de leituras e comecei a ter minha experiência com Charlotte, e que mulher! Apesar de ter sido um romance escrito a tanto tempo, todas as críticas propostas pela autora são muito reais, indo desde o ideal de beleza da época até feminismo e casamento.



 Jane nunca logrou de muita sorte, seu tio morreu quando ela era muito pequena e ele fez a esposa prometer que cuidaria da garota, acontece que sua tia nunca simpatizou com a mesma, então Jane passa a sofrer pequenas agressões dentro de casa, é vista como uma garota falsa e mentirosa, diante dessa situação, ela é enviada para um colégio interno destinado à garotas órfãs, logo aí percebemos como Jane precisou ser forte antes mesmo de ser solitária, a educação nesse novo colégio é muito rígida, as garotas são punidas e até mesmo a alimentação é bastante regrada. Jane aguenta isso pacientemente por anos, porque entende que essa situação é mil vezes melhor que o lar onde vivia. Após formada a garota passa a ministrar na escola mas começa a sentir a necessidade de se descobrir no mundo, de ir para além dos muros e com um anúncio no jornal, consegue uma vaga de governanta.
 A essa altura da vida Jane tem uma excelente formação, bons modos, fala várias línguas então se sente capaz o suficiente para dar aulas a uma garotinha na propriedade dos Rochester, o que ela não esperava era se apaixonar pelo seu chefe e como isso seria o suficiente para levá-la para a ruína, e mais tarde, quando se reerguesse, algo novo surgisse para mudar o seu destino. Fiquei tremendamente feliz e abismada ao ver em um clássico tantas críticas! Pra começar, Jane desde muito pequena é vista como uma criança feia, eu acho isso tão problemático, durante toda a história, ela não é vista como uma mulher bonita, é sempre uma dama encantadora, de bons modos, uma beleza peculiar, mas nunca uma mulher de encher os olhos, creio que Charlotte ao fazer isso quis trazer uma heroína que ia muito além do esteriótipo de bela mulher da época. Além disso, ela não tem aquele ar frágil que esperava, ela precisa ser forte porque é sozinha, porque sabe que se não te manter onde está, não tem mais para onde ir, mas ela também sabe que se precisar sair seja do colégio, do lar Rochester, de onde for, ela vai dar conta disso sozinha, porque é forte o suficiente para tal.
 Agora o romance, isso foi algo que me incomodou um pouquinho, Rochester é um homem MUITO estranho, inicialmente ele é rude, tão mandão que fiquei nervosa, mas compreendi que isso era algo natural da época e Jane não era sua amada, era sua empregada então era natural que recebesse ordens, mas aos poucos ele foi cedendo e mostrando que amava Jane tanto quanto ela o amava. Esse é um ponto muito importante, os diálogos entre os dois e esse entendimento de amor romântico é muito intenso e bastante interessante, ver Jane tentando lidar com a sua posição como empregada e ainda assim amando Rochester, ver ela questionando a maneira que a trata... Tudo isso tem um arzinho de feminismo que me deixou bastante feliz. Quando o romance de fato começa a acontecer e aí temos um fato que torna-se o ponto alto do romance, eu imaginei que a protagonista fosse se tornar a mulher debilitada e sofredora... Que nada! Ela tomou as rédeas da situação e agiu por si, sem medo do que o destino reservava a ela, por pior que tenha sido, essa parte em especial me deixou extremamente feliz, o amor não tornou Jane alguém alienada, ela seguiu consciente de tudo. 
 O final foi diferente do que eu esperava, eu entendi o posicionamento da autora, mas não sei se fiquei de acordo, mas clássicos são clássicos, certo? Definitivamente valeu a leitura e serviu para me imergir ainda mais no mundo dos clássicos. A edição da Nova Fronteira está linda demais, capa dura, ótima diagramação, encontrei alguns errinhos ortográficos mas nada que atrapalhasse a leitura.

Alimentava uma devoção teórica pela beleza, pela elegância, pela galanteria e pelo encanto pessoal. No entanto, se encontrasse estas qualidades encarnadas num homem saberia, instintivamente, que elas não tinham nem podiam ter correspondência em mim - e as evitaria como se evita o fogo, a fulguração, as coisas brilhantes mas hostis. 






RESENHA A garota que bebeu a lua

domingo, 10 de junho de 2018
Título: A garota que bebeu a lua
Autora: Kelly Barnhill
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 308
Sinopse: "Todo ano o povo do Protetorado deixa um bebê como oferenda para a Bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade protegida pelos muros e pela Torre das Irmãs da Guarda. Mas, Xan, a Bruxa na floresta, ao contrário do que eles acreditam, é bondosa. Ela vive em paz com um Monstro do Pântano muito inteligente e um Dragão Perfeitamente Minúsculo. 

Todo ano ela resgata o bebê deixado pelos Anciãos e o leva em segurança para uma família adotiva em uma das Cidades Livres do outro lado da floresta. Durante a longa viagem, quando a comida acaba, Xan alimenta os bebês com luz estelar. Em uma dessas ocasiões ela acidentalmente oferece a um deles a luz do luar, dotando a menininha de uma magia extraordinária. 

A bruxa então decide criar a menina “embruxada”, a quem chama de Luna. Conforme o aniversário de treze anos da menina se aproxima, sua magia começa a aflorar – e pode colocar em perigo a própria Luna e todos à sua volta."
*Livro cedido em parceria com a editora

 Seguindo essa linha de livros que vão além do romancinho de sempre, decidi solicitar A garota que bebeu a lua e não poderia ter saído mais satisfeita dessa leitura, uma obra tão curtinha e tão amorzinho que me conquistou antes mesmo que chegasse em minhas mãos. O trabalho de divulgação feito pela editora foi extremamente primoroso, a obra por si só já faria muito sucesso, mas o empenho por parte do grupo editorial foi essencial para que a minha curiosidade aumentasse, e sinceramente, não me arrependo nadinha! Uma fantasia com um outro olhar, além do externo e clichê que estamos tão acostumados, um jeito novo de trazer representatividade, tudo em um livro só. 
 Todos os anos o protetorado deixa um bebê como oferenda para a bruxa Xan, eles entendem que esse tipo de sacrifício para que todo o restante do povo não venha sofrer nas mãos da maldade da bruxa, e é aí que a magia começa. O protetorado ACHA que a bruxa é maldosa e que cada bebê é um sacrifício, mas na verdade Xan sabe que todo ano um bebê será deixado por lá e ela faz questão de cuidar deles, vê a dualidade da situação? Para o povo, Xan é uma bruxa má, para Xan, o povo deixa os bebês e ela, bondosa que é, cuida deles.



 Sendo assim, o trabalho da bruxa é a cada ano resgatar essas crianças e entregar para outras famílias adotivas, confesso que quando li essa parte eu fiquei extremamente encantada, como a definição de bruxa nos faz ter uma ideia totalmente diferente do que Xan realmente é! O cuidado que ela tem com esses pequenos é muito maior do que a maldade que imaginam que habita nela.
 Acontece que sem querer a bruxa acaba alimentando um dos bebês com luz da lua, ela sabe que essa magia é forte demais e que não pode entregar a criança para uma família qualquer, pensando nisso, Xan decide ficar com a criança para ensiná-la a lidar com esses poderes e passa a chamá-la de Luna, desse modo, a bruxa má na verdade se torna uma mãezona que precisa se desdobrar em mil para dar conta dessa criança e desses poderes que um bebê simplesmente não tem controle.

 Esse sem dúvidas é um conto de fadas moderno, falo isso com toda a certeza do mundo, além disso tem um jeitinho tão fofo de explanar sobre a situação que é impossível não se encantar. O que mais me chamou a atenção, além dessa capa linda com uma criança negra foi a maneira que a autora decidiu colocar a bruxa. Desde pequenos somos ensinados através da contação de histórias que bruxas são personagens ruins, maldosas, e que surgem para semear a maldade, e aqui não, Kelly fez questão de dar a Xan um ar diferente, mostrando que tudo é apenas uma questão de perspectiva, ter o cuidado de olhar o outro lado da situação também. 
 Além disso, toda a história foi muito bem construída, apesar desse ser o tema principal, os personagens secundários foram muito bem planejados, desde o dragãozinho lindinho e engraçado até o medo que cerca o povoado.
 O amor entre Luna e Xan é uma coisa que evolui de acordo com a história mas que é tão palpável e sincero, nunca pensei que amaria tanto assim uma bruxinha.
 Com uma pegada moral e uma nova perspectiva a partir de contos de fadas, A garota que bebeu a lua surge como um alento para um gênero que vez ou outra soa tão clichê.

"Nem todo conhecimento vem da mente. Pode vir de seu corpo, de seu coração, de sua intuição. Às vezes, lembranças têm pensamento próprio."






RESENHA Mamãe & eu & mamãe

sexta-feira, 8 de junho de 2018
Titulo: Mamãe & eu & mamãe
Autora: Maya Angelou
Editora: Rosa dos tempos
Nº de Páginas: 176
Sinopse: "Último livro publicado pela poeta e ativista, Maya Angelou, Mamãe & Eu & Mamãe descreve seu relacionamento conturbado com a mãe, a empresária Vivian "Lady" Baxter, com quem voltou a morar aos 13 anos, depois de dez sob os cuidados da avó paterna. É a jornada de uma mãe e filha em busca de reconciliação assim como uma reveladora narrativa de amor e cura"





* Livro cedido em parceria com a editora



 Para quem não sabe o Grupo Editorial Record está com o selo de publicações feministas Rosa dos Tempos e pra mim esse é um dos melhores projetos da editora, nada mais justo que publicar obras desse cunho, e que de certo modo acabaram sendo esquecidas pelo mercado editorial. Maya Angelou nunca havia sido traduzida, apesar de ser a única obra escrita por ela, por algum motivo que não entendo, poucas pessoas conheciam. Eu sou um desses casos e fico feliz que a editora tenha mudado essa situação, conhecer um pouquinho sobre Maya e sua relação com sua mãe definitivamente me fez ver o mundo de maneira completamente diferente da que eu encarava, e me fez acreditar que o feminismo muitas vezes é de sangue sim, principalmente quando se trata de mulheres negras.



 A obra basicamente vai falar sobre a relação de Maya com sua mãe, sem qualquer tipo de floreio e coisas do tipo, Vivian não era uma mulher fácil de lidar, vez ou outra o amor entre as duas beirada algo perigoso e de difícil julgamento, mas quando mulheres negras ousam existir em ambientes onde são cotidianamente silenciadas, é isso que acontece. Maya viveu parte de sua infância com sua avó e depois de crescida conheceu sua mãe, esse primeiro contato foi bastante complicado, a autora demorou muito tempo para até mesmo se sentir confortável em seu novo lar, chamar Vivian Baxter de mãe então... Algo que emociona até mesmo quem lê, quando isso é relatado.
 Eu não fazia ideia de que esse livro me emocionaria tanto, acompanhar a trajetória de Maya por meio da sua convivência com a mãe é uma maneira genial de mostrar como mães negras tem uma forma diferente de criar seus filhos, para além de todo o processo de ensinamento, é preciso preparar essas crianças para o racismo que está enraizado em nossa sociedade, é preciso torná-los fortes antes mesmo de crescerem, isso soa doloroso mas é bastante real. O amor entre as duas é puro e maravilhoso de se ler, Vivian está presente em todos os momentos importantes da vida de Maya, sendo eles bons ou não, ela estendeu a mão para a filha em todas as situações, seja quando a mesma engravidou, decidiu morar fora e até mesmo quando ela foi vítima de um relacionamento abusivo e esteve a beira da morte. Em momento algum a mãe de Maya pareceu ter medo, ela sempre enfrentou tudo com muita bravura e a impressão que tive é que apesar disso ser algo natural dela, ela fazia porque sabia que precisava ser forte para que Maya aguentasse a situação também. Vivian existia como um trampolim para que a filha pudesse realizar seus sonhos. 
 Maya tem uma maneira muito sincera de escrever, até mesmo quando não concordava com algumas coisas sobre sua mãe ela não maneirou nas palavras, creio que mostrar os pontos fracos de alguém que você ama, e ainda assim seguir amando incondicionalmente é uma maneira primorosa de demonstrar que o amor materno é maior que tudo. A edição é super curtinha e você lê em pouquíssimo tempo, apesar disso são diversos temas tratados, desde racismo, machismo, relacionamento abusivo e dificuldades da época. Uma leitura que definitivamente vale a pena. 

"Você foi uma trabalhadora incansável - graças a você, mulheres brancas, negras e latinas zarpam do porto de San Francisco. Você foi chapeadora naval, enfermeira, agente imobiliária e barbeira. Muitos homens e - se não me falha a memória - algumas mulheres arriscaram a vida para amá-la. Nunca existiu pessoa mais grandiosa do que você. Você foi uma péssima mãe de crianças pequenas, mas nunca houve uma mãe de adolescentes melhor do que você."






RESENHA A verdadeira história da ficção científica

quarta-feira, 6 de junho de 2018
Título: A verdadeira história da ficção científica
Autor: Adam Roberts
Editora: Seoman
Nº de páginas: 704
Sinopse: "Numa linguagem acessível e abrangendo uma grande variedade de obras, o crítico e escritor Adam Roberts traça o desenvolvimento da ficção científica desde suas origens até sua atual disseminação na cultura popular, com seus desdobramentos no cinema, música e TV. Apresentando argumentos de que a ficção científica tem suas raízes nas viagens fantásticas da literatura grega, Roberts passa pelas suas inúmeras fases e subgêneros, da Era de Ouro a New Space Opera, para mostrar que essa é uma das grandes culturas literárias do nosso tempo. Além de uma excelente fonte de pesquisa histórica, esta é certamente uma das mais significativas obras da atualidade no campo da ficção científica e a mais completa do gênero em língua portuguesa."

*Livro cedido em parceria com a editora



 Todo leitor não pensa duas vezes quando a pergunta é sobre o que você gosta de ler, independente do gênero, sempre temos bons motivos para justificá-lo, mas algo que me peguei pensando há algum tempo é: Amamos determinado gênero literário mas sabemos como ele nasceu? Qual foi o seu percurso histórico? Qual a sua importância em nossa sociedade? Quando me questionei sobre esses pontos, imediatamente achei que esse tipo de resposta eu encontraria em longas teses literárias e coisas do tipo, aquele material que quase sempre nos dá sono, mas ao ver os lançamentos do Grupo Editorial Pensamento me deparei com essa lindeza que tem como proposta esmiuçar a história da ficção científica passeando por todo o seu percurso, com a intenção de fazer o leitor se reiterar mais a respeito do que gosta e assim tornar o seu olhar um pouquinho mais crítico.



 Confesso que eu não esperava muita coisa dessa obra, não sou amante da ficção científica(isso fica a cargo dos colaboradores do blog) mas sempre me interessei muito pela história dos gêneros literários e a literatura como um todo, a intenção ao solicitar esse livro foi entender como esse fenômeno se deu e porque é tão importante e é uma das estruturas na literatura.
 Acho que o primeiro elemento a ser ressaltado nessa obra é sobre como ela deixa qualquer leitor muito confortável, a escrita do autor é extremamente fluída, ele usa de alguns macetes vez ou outra ácidos, usa exemplos bastante comuns no nosso cotidiano então o que é pra ser uma espécie de "enciclopédia sobre ficção científica" na verdade se torna um bate papo bastante leve, com exemplos que aproximam quem lê, sem aquele ar de livro extremamente academicista e com palavreado difícil.
 Outra coisa bastante interessante é o percurso histórico muito bem traçado pelo autor, ele vai fundo em todos os períodos, na intenção de deixar um terreno amplo o suficiente para que quem lê compreenda o seu conceito e também possa de certa forma vivenciar um pouquinho desse período. O autor buscou desde referências de livros, até filmes, séries, tudo isso para explicar cada conceito e usando sempre exemplos que você pode facilmente assimilar. Óbvio que Adam de certa forma propõe algumas problematizações e faz algumas observações mais diretas e pessoais, mas em momento algum o autor sugere que essa seja a opinião certeira, há sempre um espaço para que o leitor entenda a situação da obra de ficção tratada e que assim possa construir a própria opinião.
 Para quem pesquisa literatura, é sempre um trabalho danado encontrar obras que falem sobre a história da ficção, principalmente porque não há quase nenhum material traduzido, eu sempre vi isso como um grande furo no mercado editorial, pesquisadores sofrem demais procurando referências traduzidas, mas A verdadeira história da ficção científica veio para mudar essa situação! Um livro bastante completo e que atende ao público no geral, seja um leitor curioso ou um pesquisador que visa escavar ainda mais esse gênero tão rico e responsável por grandes nomes na literatura mundial.

A ficção é necessariamente concreta e definitiva; ela não permite abertura de alternativas. Seu objetivo de ilusão impede uma amplitude apropriada de demonstração.






Como comprar com desconto?

terça-feira, 5 de junho de 2018


Quem é fiel leitor sabe a importância dos descontos em nosso dia a dia, por menor que ele seja, sempre é sinal de que a economia vale a pena por motivos bem básicos com por exemplo: Desconto de um livro é sinal de que dá pra comprar mais um! Ou em outros caso quando o desconto já faz o frete valer a pena. O fato é que, ao menor sinal de promoção qualquer consumidor fica atento porque vê nisso uma oportunidade de comprar mais, correto? Mas e se você encontrasse um lugar com descontos diários, ou até mesmo mais de um desconto, com a oportunidade para escolher o que mais te agrada? Sem a necessidade de se inscrever, é só entrar e clicar! O desconto é todo seu! Essa é a proposta do site Cupom Válido, uma plataforma que disponibiliza diversos descontos nos mais variados ramos, sejam roupas, eletrônicos, livros, há desconto para tudo! 

 Para fazer uso dos descontos é bastante simples, basta entrar no site, logo no início você se depara com as logomarcas das lojas parceiras, são inúmeras e posso lhe assegurar que você vai encontrar descontos para absolutamente TUDO que precisa. Caso não encontre alguma loja em específico você ainda pode pesquisar pelo nome na barra lateral do site.

 A plataforma é muito simples de usar e tem como função tornar a vida do consumidor muito mais fácil.



 Depois da loja de sua preferência encontrada, tudo fica ainda mais bonito! Você clica na logo e imediatamente é redirecionado para os descontos oferecidos por essa empresa, peguei a Saraiva como exemplo e os descontos são inúmeros, sejam eles para livros físicos, livros digitais ou para o tão conhecido LEV, depois disso é só escolher o desconto que mais te agrada, clicar no mesmo e copiar o código que aparece na tela, ao finalizar a compra você adiciona o cupom e tudo lindo! Livros com desconto!




 O que mais me agradou no site é que você não precisa se cadastrar em absolutamente nada, sua caixa de email não ficará lotada de spam e não há nada de procedência duvidosa, pra vocês terem ideia da seriedade do site, saiu uma matéria na revista Exame classificando-o como um dos melhores sites para conseguir cupom de desconto
 Então é isso fãs de livros, se deliciem com essa belezinha porque eu não pensei duas vezes, tenho usado o site com certa frequência e o resultado não poderia ser mais animador, definitivamente o Cupom Válido se tornou um dos meus locais preferidos na internet!







RESENHA Jogador n° 1

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Título: Jogador Nº1
Autor: Ernest Cline
Editora: Leya
Nº de Páginas: 464
Sinopse: "Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência."

*Livro cedido em parceria com a editora.



 Eu estou sem palavras sobre este livro. Eu esperava muito dele e todas minhas expectativas foram alcançadas, a leitura em si me deixou completamente realizada, além do mais, esse foi o primeiro livro enviado após firmarmos parceria com a editora e o resultado não poderia ter sido mais positivo. Ernest Cline fez um ótimo trabalho com todas as referências aos anos 70, 80, 90, ele recupera vários videogames, filmes, músicas, animes, séries de TV da época e trabalha muito bem com tudo isso na obra.
 O livro começa contando  a história de Wade Watts e como ele consegue a primeira chave para abrir o primeiro portão do desafio de Halliday. Nos anos 2044, o mundo está todo devastado, pessoas passam fome, não tem onde morar, tem trabalhos horríveis e vivem mediocremente em trailers empilhados. O único alívio para esse mundo caótico é o OASIS, um videogame de vida artificial onde seus usuários podem realmente viver como na terra só que o OASIS tem somente o lado bom da vida, tudo que é ruim na terra os usuários esquecem assim que colocam o óculos de realidade virtual e as luvas para controlar o avatar. Após a morte de James Halliday, um dos criadores do OASIS, um concurso é lançado, pelo próprio Halliday antes de morrer, e a primeira pessoa que conseguir encontrar as três chaves e passar pelos três portões conseguirá encontrar o Easter Egg de Halliday e herdará, na hora, toda a fortuna de Halliday e o comando do OASIS.





 Mas não é tudo mil maravilhas como se imagina, existem Os Seis, que são funcionários de uma empresa a IOI (ai ou ai) que estão interessados no prêmio do concurso, no entanto eles querem colocar as mãos no OASIS e em todos os dados pessoais dos usuários, cobrar pelo uso mensal do programa, mas se pararmos para questionar, a beleza do OASIS, além de fugir da realidade, é ser anônimo, poder ser outra pessoa naquele universo. A IOI é uma corporação horrível e todos os caça-ovos os detestam e fazem de tudo para acabar com eles e impedi-los de encontrar o Easter Egg, mas eles são poderosos e têm vários meios de conseguir informações e trapacear, muitas vezes me vi apreensiva sobre o "futuro" da humanidade justamente por conta deles, Os Seis são maldosos e interesseiros demais.

 Nesse caminho para encontrar o ovo, Wade perde muitas pessoas, mas conhece várias outras pessoas incríveis, obviamente ninguém é substituível mas podemos ver com ele é alguém com boas pessoas por perto, apesar de tudo.
 Esse livro me fez pensar em até que ponto a tecnologia é boa e como o poder pode mandar na vida das pessoas e de certa forma induzir as mesmas a cometerem atos impensáveis para conseguir o que se almeja. Além disso, fala um pouquinho sobre orientação sexual e preconceito, tanto racial quanto de gênero, eu não sei se era a real intenção do autor dar importância para esses recortes mas fiquei feliz quando vi, me senti representada.
Se você é muito geek e ama os anos 70, 80, 90, e toda sua mágica, este livro é mais que perfeito para você e tem que estar na sua lista, na verdade é quase uma leitura obrigatória
 O filme foi lançado recentemente e estou louca pra assistir!


Você sabe que acabou com sua vida quando o mundo todo se fecha e a única pessoa com quem você pode conversar é seu software de agente de sistema.



 
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