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Lançamento Box As Irmãs Shakespeare

1 de setembro de 2020

 

Chego com uma novidade mais do que quentinha! Pra quem acompanha as leituras e resenhas aqui do blog, é notável o quanto amei a série As Irmãs Shakespeare, são romances espirituosos e cheios de pequenos detalhes que fazem toda a diferença, desde uma comédia romântica até temas mais sérios. Essa foi uma das leituras que mais me alegrou nos últimos tempos e fico feliz demais em anunciar que a Verus está lançando o box dessa série! É isso aí, todos os livros em uma caixinha super lindinha e pra quem comprar na pré venda tem ação especial, você ganha alguns postais e uma ecobag linda de morrer(eu já garanti a minha). Essa é a chance que você precisava pra embarcar de vez nessa história, vai perder a oportunidade? Se joga!  


O guia de uma garota hétero para namoro em tempos feministas

31 de agosto de 2020

Oi, você! Você mesma, que é mulher e já se decepcionou com um homem... essa resenha é pra você! Porque nesse livro a comediante Blythe Roberson vai te explicar exatamente como é possível sair com homens e amar homens mesmo sendo uma mulher feminista que deveria ODIAR os homens por tudo o que eles já fizeram e ainda fazem com as mulheres. E ela justifica, parafraseando Mary Poppins, que “apesar de adorar homens enquanto indivíduos, acredito que como grupo eles estão oprimindo as mulheres”.




O livro é escrito com altas doses de humor e ironia, então é ideal para quem levou um pé na bunda, para quem está sofrendo por amor, e para quem deseja entender como é possível que um único cara possa te fazer sentir a pessoa menos amável do planeta. Por que é isso que o machismo faz com as mulheres: faz elas se sentirem inferiores, feias, burras, inimigas umas das outras... e aí nós perdemos tanto tempo tentando resolver esses problemas, que não sobra energia pra resolver o que realmente importa, pra viver, pra reivindicar direitos e melhorias nesse mundo que tanto nos oprime.




Tem capítulo sobre ser solteira, sobre casamento, sobre redes sociais, e muitos comentários sobre os padrões de beleza, sobre a falta de liberdade sexual, sobre as mulheres estarem sempre tentando agradar homens que nunca se agradam com as mulheres. E tudo isso repleto de indicações de textos feministas, de outros livros e muitos filmes que abordam o quanto o amor é difícil para as mulheres – por falar nisso, você já assistiu “Ele não está tão afim de você”?

Mas se engana quem pensa que o livro vai ser uma auto-ajuda com pouco conteúdo. A autora não traz fórmulas prontas, ela parece estar conversando com a leitora para que JUNTAS seja possível descobrir alternativas. E essas alternativas consistem justamente em mudar a forma das mulheres de se relacionar com os homens, principalmente tirando a grande importância que a gente costuma dar para os relacionamentos amorosos. Também não tem nada a ver com pensar que “você pode ser feliz sozinha!”, porque não é nada disso que a Blythe defende. Pelo contrário, tem um capítulo imenso falando pra termos um montão de crushs, pois quanto mais a gente se apaixona e vive VÁRIOS romances, menos tempo a gente tem pra idealizar um homem só e mais difícil ainda é a gente se decepcionar com ele.

No fundo, me parece que o livro é um grande mantra de “apaixone-se por você mesma”, mas faça isso enquanto se apaixona por outras pessoas, por homens, por lugares, por possibilidades. E, sempre que tiver a oportunidade, mostre que você é tão [ou mais] poderosa do que eles.





Título: Como sair com homens quando você odeia homens.

Autora: Blythe Roberson

Editora: Galera Record

Nº de página: 286

Sinopse: Às vezes um encontro não é apenas um encontro...Será que no menu daquele inofensivo jantar romântico a autonomia e a personalidade que você fortaleceu com muita teoria feminista e ativismo não estão sendo servidas de bandeja para o patriarcado? Como se já não fosse suficientemente difícil definir se aquele barzinho com o crush caracteriza um encontro, vivemos em uma sociedade em que o relacionamento entre homens e mulheres é mais vantajosos para eles – a ciência comprova, mas todas nós já sabíamos disso! Reunindo toda a experiência adquirida em anos de solteirice, saindo com homens e assistindo incontáveis vezes a Mens@gem para você, a comediante Blythe Roberson oferece este bem-humorado ensaio filosófico sobre mulheres que saem com homens, mesmo sem gostar tanto assim deles. As histórias de Blythe são excelente companhia para atravessar o campo minado por boys lixo dos relacionamentos contemporâneos. 

*Exemplar cedido em parceria com a editora. 






Bruxa Akata, a nova fantasia dos dias de hoje

19 de agosto de 2020

 Uma mitologia é um conjunto de mitos, lendas e histórias de uma determinada cultura, que nos ajuda a entender como um certo povo se originou e se organizou. Mas o mais legal dos mitos é que eles têm uma capacidade infinita de se modificar e de se adaptar para ainda nos ensinar algo. Por exemplo: quantos de nós conhecemos a mitologia nórdica assistindo Vikings ou Ragnarok? Ou aprendemos sobre mitologia grega depois que Percy Jackson roubou o raio de Zeus? Mesmo assim, poucas vezes ouvimos falar sobre mitologia africana, e por isso o livro Bruxa Akata é uma novidade muito interessante!



Akata é uma palavra africana, do dialeto igbo, que significa “animal selvagem”, e é usada para praticar bullying e ofender negros que nasceram fora da África. Esse é o caso da protagonista Sunny, que nasceu nos Estados Unidos, mas aos 9 anos de idade foi para a Nigéria, que é a terra natal dos seus pais. E como se não bastasse se sentir deslocada por ser uma estrangeira, a menina ainda sofre bullying na escola por ser uma africana ALBINA! É sobre essa suposta “deficiência” que a história de Sunny vai se construir, pois a menina de 12 anos não se encaixa no mundo normal e se aproxima cada vez mais dos outros rejeitados: Orlu, um menino disléxico; Chichi, uma adolescente hiperativa que desistiu de estudar; e Sasha, um afro-americano que gosta de arrumar confusão. Cada um desses problemas faz parte de um mundo muito maior que Sunny nunca poderia imaginar, um mundo de mistérios, magias, e de muitas divindades que se espalham por todo o mundo.


Enquanto descobre seus poderes escondidos pelo albinismo, Sunny também vai aprender sobre coragem, sobre amizade, sobre companheirismo, e sobre a importância de conhecer a própria história de vida. Esse processo de descoberta é o que dita o ritmo da narrativa, que vai até quase o final nos mostrando as pequenas aventuras e aprendizados que a protagonista vai viver com seus amigos: suas aulas de magia, os passeios pela cidade mágica de Leopardo Bate a Pata, a ida à Biblioteca Obi, a compra da primeira faca juju (capaz de realizar feitiços como uma varinha). Nesses aspectos, há uma narrativa muito parecida com os primeiros livros de Harry Potter e Percy Jackson, pois a autora constrói o cenário, explica como funciona esse mundo mágico e nos mostra as características principais dos seus personagens Sunny, Orlu, Chichi e Sasha.

Somente nas últimas 80 páginas temos o grande conflito e a ação que estamos esperando desde o começo: enfrentar o grande vilão dessa história, o tal serial killer chamado Chapéu Preto. O bem e o mal não são simples de identificar, nem tudo é o que parece, nem todos os seres mágicos são bons e muitos usam seus poderes divinos para conseguir riqueza no mundo humano... Mais do que isso, a história nos mostra que bem e mal são dois lados de uma mesma moeda, e que estão presentes em todos nós.





Título: Bruxa Akata
Autora: Nnedi Okorafor
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 322
Sinopse: "Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns. Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?"
*Exemplar cedido em parceria com a editora. 





A importância de A última palavra nos dias de hoje

11 de agosto de 2020

 

 Há algum tempo minhas leituras vem sendo direcionadas para determinados assuntos, como por exemplo transtornos mentais, não com o intuito de julgamento, mas sim para entender como o mercado editorial vem dando espaço para determinadas narrativas. Assim que tomei conhecimento da existência de A última palavra, fiquei curiosa para descobrir como se daria a narrativa feita a partir do ponto de vista de uma personagem com TOC mas que tenta esconder isso a todo custo, recebi uma excelente lição sobre autocuidado e relações tóxicas. 


 

 Samantha McAllister figura entre as alunas mais populares da escola, seu grupo de amigas é conhecido pelas piadas maldosas e pela extrema popularidade, mas ela não se importa muito com a má fama e aguenta tudo firme, porque sabe que se descobrirem a verdade, Sam nunca mais irá encontrar amigos.

 Diagnosticada desde cedo com Transtorno Obsessivo Compulsivo, Sam faz um esforço danado para ser reconhecida como alguém normal, apenas sua família sabe da sua condição e ela não quer mudar isso tão cedo. Mas quando uma figura bastante excêntrica a convidada para um secreto grupo de poesia, Sam sente que pode ser quem ela é de verdade, sem mentiras e sem rodeios, principalmente perto de Caroline, alguém tão quieta e ao mesmo tempo tão compreensiva. Mas a união entre a antiga Sam e a nova, podem fazer com que tudo dê errado e a verdade venha à tona, vale a pena?




 Esse com certeza foi um dos melhores livros sobre o tema que já li, Sam mostra antes de qualquer coisa a importância do acompanhamento médico, sempre rodeada por profissionais que sabem do seu transtorno e a tratam da melhor maneira possível, em qualquer alarme vermelho ela não surta e nem faz bobagem, ela age como sua psiquiatra recomenda, procurando sempre pelo melhor de sua saúde mental. Além disso, Sam sabe das perversidades que suas amigas cometem e conscientemente está pronta para se desfazer dessa relação, só falta o momento certo. Caroline por outro lado, aparece na hora exata e surge como um acalanto, sendo alguém que Sam sempre procurou mas nunca encontrou, uma amiga bacana, relação saudável. O canto da poesia acaba sendo um lugar especial, onde os rejeitados da escola se sentem mais fortes e podem mostrar quem realmente são, cada poema citado é lindo e dá um quentinho no coração surreal! O plot da história é pra deixar qualquer um de queixo caído, a situação é inesperada e mostra como é super importante o auxílio médico em toda e qualquer situação.

 Obviamente há o romance, que acontece de maneira muito leve e divertida, mas creio que esse não seja o ponto alto, a intenção na obra é mostrar como as relações da protagonista eram tóxicas e que há espaço para o novo, porque boas amizades existem por aí, sempre se cuidando da melhor maneira possível. Fica aí a dica de leitura para quem procura um YA super diferente e com um tema necessário.




Título: A última palavra

Autora: Tamara Stone

Editora: Rocco

Nº de Páginas: 352

Sinopse: "Samantha McAllister esconde de todos o que se passa em sua cabeça. Sam sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo caracterizado por pensamentos intrusivos. Seus pensamentos não param um segundo do dia, cada passo e palavra suas são controladas, e esconder isso tudo faz com que viver seja um grande esforço. Tudo piora quando suas amizades começam a se tornar tóxicas e ela é julgada por conta de pequenos erros com suas roupas, comida ou o garoto por quem ela se interessa. Mesmo assim, Sam sabe que ela estaria verdadeiramente louca se deixasse de ser amiga das garotas mais populares da escola. Por causa disso, Sam é constantemente aconselhada por sua terapeuta a conhecer novas pessoas e fazer novos amigos, pessoas que não lhe provoquem crises de ansiedade e pânico constantes. Em um primeiro dia de aula assustador, Sam conhece Caroline, uma menina que vai levá-la para uma sala secreta em que um grupo de pessoas que são ignoradas pelo resto da escola se reúne. Ela rapidamente se identifica com eles, especialmente com um talentoso garoto que toca violão, e começa a descobrir uma nova versão de si mesma. Aos poucos ela passa a se sentir mais normal do que nunca, coisa que jamais tinha se sentido antes... até ela encontrar um novo motivo para questionar sua sanidade e tudo o que ama." 




RESENHA: Verity

5 de agosto de 2020


 Colleen Hoover é uma das minhas autoras favoritas da vida e por isso sempre leio tudo que ela escreve sem pensar duas vezes, sei que de algum modo a leitura irá me prender e eu sairei dessa experiência completamente surpreendida. Quando fiquei sabendo sobre Verity confesso que fiquei um pouquinho desconfiada, principalmente porque não sou a maior fã de suspenses, mas nem isso foi suficiente para me desanimar. Descobri uma nova Colleen durante essa leitura, muito mais desafiadora em suas reviravoltas, onde eu só ficava me perguntando de onde essa mulher tira ideias tão mirabolantes para as suas histórias.



 Lowen é a narradora dessa obra, mas não a única protagonista dessa história. Com contas que extrapolam qualquer orçamento, sua luz no fim do túnel parece ser uma proposta mirabolante que acaba de surgir: finalizar a série de uma autora mundialmente conhecida que após sofrer um acidente está em coma, Verity. Esse tipo de trabalho exige imersão, Lowen vai até a casa de Verity dar uma olhada nos rascunhos e separar material para dar continuidade na série e encontra o diário da autora em coma, com segredos que podem comprometer a família toda e mudar todo o curso da história, Lowen deve contar ou permanecer em segredo? A cada nova página mais incertezas parecem surgir.

 Pra começar, Lowen me parece ser uma personagem extremamente melancólica, sua vida não tem muitos acontecimentos e o modo que ela encara a sua rotina me fazem questionar sobre a sua saúde emocional, as coisas mudam quando ela se muda temporariamente para a casa de Verity, uma casa também melancólica, com todo aquele mistério de casarão. Com a desculpa de avaliar rascunhos e colher material para dar continuidade na série, Lowen começa a vasculhar o escritório da autora e descobre um diário BIZARRO, com narrações de acontecimentos que até então Jeremy(marido de Verity) conhecia apenas a versão romantizada, desde o primeiro beijo entre os dois até a verdade sobre o acidente dela, tudo nesse diário é uma versão diferente da verdade que todo mundo conhece e só Lowen tem acesso, o problema é que ela começa a sentir algo por Jeremy e não sabe até que ponto é saudável contar isso à ele sem parecer que quer pintar a esposa em coma de megera, sem saber se tudo aquilo é realmente verdade. Mas quando a garota começa a ver Verity pela casa e sentir que algo está acontecendo enquanto todo mundo dorme, a verdade precisa ser descoberta.
GENTE, eu preciso dizer que eu sou uma pessoa genuinamente medrosa, eu tenho medo do escuro, de barulhos estranhos, de tudo, que complicação foi ler essa obra, sabendo que existem vultos, aparições, barulhos e situações estranhas em um casarão que parece mal assombrado? Sofri demais! Passei um bom tempo sem conseguir olhar para a escada no escuro hahaha. Acontece que Lowen enquanto trabalha no novo livro segue lendo esse diário encontrado e a cada nova descoberta mais o acidente de Verity faz sentido, mas contar tudo isso para Jeremy pode ser complicado, principalmente porque há uma criança nessa relação.
 Mas posso dizer com toda a certeza que nada é o que parece, a leitura segue densa e NADA arrastada até certo ponto, quando a virada acontece o ritmo muda totalmente e são tantos acontecimentos que você se vê atordoada, não consegui parar de ler e terminei essa obra em horas. O final me deixou tremendamente assustada com a capacidade de CoHo em criar novos plots que fogem totalmente do que estamos habituados, muita gente não gostou do final mas entendi totalmente qual a proposta da autora, para além disso, esse é seu primeiro suspense e digo com toda a certeza que entrou para o meu top 3 de obras favoritas dela! Pra você que quer uma leitura que te faça até prender a respiração, essa é a dica certa.





Título: Verity
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 320
Sinopse: "Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história... E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série.Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity – e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imediatamente anteriores a seu acidente – incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal. Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa. Emocional e fisicamente atraída por Jeremy, ela precisa decidir: expor uma versão que nem ele conhece sobre a própria esposa ou manter o sigilo dos escritos de Verity?"*Exemplar cedido em parceria com a editora.  





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