Resenha- Confesse

segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Titulo: Confesse
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 320
Sinopse: "Um romance sobre arriscar tudo pelo amor — e sobre encontrar seu coração entre a verdade e a mentira. Da autora das séries Slammed e Hopeless. 

Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado."


*Livro cedido em parceria com a editora




 Quando descobri que seria parceira da Galera Record a minha felicidade foi enorme, não cabia em mim! Um dos motivos foi Colleen Hoover, ela é autora do grupo editorial e você quer alegria maior que ter em primeira mão os lançamentos de uma das suas queridinhas da estante? Pois bem, esse é o MEU momento, pessoal, e apesar das críticas ao livro, não desanimem, foi uma leitura sensacional e que bateu todos os recordes, li em meio dia!

 A história toda parece algo muito sem pé nem cabeça para quem não acredita em destino, Owen precisa de alguém para trabalhar para ele durante uma noite em sua exposição de quadros, Auburn precisa desesperadamente de dinheiro, ela mal para em frente ao estúdio de Owen e já é imediatamente contratada, sem ao menos saber para qual cargo seria designada.




 É preciso enteder que Auburn é uma garota que sofreu muito na vida, perdeu o amor da sua vida muito cedo, provavelmente a única pessoa que ela já amou, ficou sozinha e com um filho, acontece que a mãe de seu grande amor acabou ficando com a guarda do garotinho e manipula Auburn de uma forma doentia, é como se ela quisesse desempenhar o papel de mãe no lugar da protagonista. Já Owen... Ele carrega uma culpa surreal, o tempo todo não se acha merecedor de nada, mesmo que seu trabalho seja tremendamente incrível, ele pinta confissões, as pessoas deixam pequenos bilhetes na porta de seu estúdio e ele transforma-os em quadros maravilhosos, é encantador. É em meio a arte que o romance acontece, a conexão entre os dois é imediata, você literalmente entende o que é um encontro de almas, a autora descreve os sentimentos, as sensações entre os dois que muitas vezes me peguei suspirando, torcendo para que as coisas acontecessem mais rápido, eu queria uma avalanche de cenas fortes, cheias de amor e Colleen sabia dosar perfeitamente.
 Infelizmente esse é o típico casal que tinha tudo pra dar errado e deu por muito tempo, o ex cunhado de Auburn nutre uma paixão avassaladora e doentia por ela, muitas vezes chantageando-a, é ridícula a maneira que ele usa o filho de Aub como arma "se você fizer isso nunca mais vai ver seu filho, se ficar com ele nunca mais verá o seu garoto" Eu ficava uma pilha de nervos com isso, porque Aub é mãe, e faz qualquer coisa para não ficar longe de seu pequeno, é doloroso ver ao que ela se submete, e como abre mão do amor, Owen não é o cara mais tranquilo do mundo, sempre se mete em algo errado quando tenta ajudar alguém, ele é o tipo de pessoa que coloca a mão no fogo pelos outros, você entende? Ambos sacrificam seus respectivos sentimentos por terceiros e acabam ficando infelizes, é triste.



 Apesar do livro ser relativamente grande, a história se passa em um curto período de tempo, isso me agrada, gosto de quando as coisas acontecem nesse ritmo! A única coisa que realmente me incomodou foi o plot da história, Owen desde o início age como se carregasse uma culpa enorme, o segredo mais devastador da humanidade e você já começa a cogitar coisas mirabolantes, quando você finalmente descobre o que é, fica um sentimento de frustração, minha expectativa foi crescendo e quando finalmente descobri o que era, me senti boba por esperar muito. Infelizmente Colleen não me surpreendeu dessa vez, não com o ponto alto do livro, mas a construção da história foi sensacional, ela colocou Aub como uma legítima mãe, capaz de qualquer coisa por seu filho, já Owen é um homem raro, nada egoísta, sempre bondoso, doce, MARAVILHOSO! O que mais me surpreendeu nessa leitura foi perceber que os personagens muitas vezes são o ponto alto, o enredo é só consequência.

Nunca deixo ninguém me ver sem maquiagem. Meu maior medo é como vai ser minha aparência no meu funeral. Tenho quase certeza de que serei cremada, porque minhas inseguranças são tão arraigadas que vão me seguir até o além. Obrigada por isso, mãe.







RESENHA! O caminho de casa

domingo, 8 de outubro de 2017
Titulo: O caminho de casa
Autora: Yaa Gyasi
Editora: Rocco
Nº de Páginas: 448
Sinopse: "Nascida em Gana e criada nos Estados Unidos, a jovem Yaa Gyasi tornou-se um dos nomes mais comentados na cena literária norte-americana em 2016. Seu romance de estreia, O caminho de casa, recebeu resenhas estreladas dos mais importantes jornais e revistas do país, alcançou a disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, foi incluído na prestigiosa lista dos 100 livros notáveis do ano do mesmo jornal e arrebanhou o prêmio PEN/Hemingway de melhor romance de estreia. Com uma narrativa poderosa e envolvente que começa no século XVIII, numa tribo africana, e vai até os Estados Unidos dos dias de hoje, Yaa mostra as consequências do comércio de escravos dos dois lados do Atlântico ao acompanhar a trajetória de duas meias-irmãs desconhecidas uma da outra, e das gerações seguintes dessa linhagem separada pela escravidão"



*Livro cedido em parceria com a editora

Eu não estava preparada psicologicamente pra esse livro, definitivamente não estava, acho que se eu olhar bem pro meu exemplar, dá pra ver o quão molhado ficou após eu chorar taaaanto! Falar, ler sobre escravidão é sempre muito doloroso pra mim, quando solicitei essa obra não fazia ideia de como a autora iria tratar esse tema de modo tão meticuloso e iria mergulhar tão profundamente em cada um dos aspectos da escravidão.

Effi e Esi são irmãos mas não fazem ideia disso, nunca se encontraram, uma não sabe da existência da outra mas passam por processos dolorosos bastante parecidos, cada qual sofre com a escravidão de um modo diferente, mas ambas sofrem na carne a dor por ser negra.
 Effi sempre sofreu muito, nascida na aldeia, filha de um homem respeitado a garota é odiada por sua "mãe" mulher essa que faz coisas horríveis com ela, desde violência física até joguinhos psicológicos, a garota é ingênua e se deixa levar, aqui pode-se ver o ponto alto da maldade do ser humano, a mulher foi capaz de arruinar o casamento de Effi para que ela não ocupasse um lugar de prestígio na aldeia, fazendo com que a garota fosse vista como "doente" por muitos moradores e desse modo ela acaba sendo vendida aos ingleses. As coisas melhoram de certo modo, se casando com um grande homem inglês ela passa a viver em um confortável castelo, tem um filho, ocupa uma posição de privilégio em relação à tantas outras mulheres negras.
 Esi por outro lado, não tem muita sorte, sempre vista como o contrário de Effi, ela é dona de uma beleza única, amada por todas e muito bem tratada por sua mãe, prometida a um casamento que tinha tudo para dar certo é raptada após um ataque em sua aldeia. Ela é levada para um dos calabouços do Castelo de Cape Cost e sofrerá em condições precárias, sua irmã Effi vive no conforto desse castelo, enquanto Esi vive no calabouço, essa ironia chega a ser triste.
 Sendo assim, Esi é levada por um navio negreiro para ser então feita de escrava do homem branco de poder aquisitivo eurocentrado.
 Tudo isso é triste demais e esse é o pano de fundo do início da história, narrada de modo inovador, como se fossem contos que se interligam, você acompanha como a venda dos corpos negros se iniciou, como as mulheres foram sexualizadas e como o homem branco apagou e silenciou a negritude.
 O livro é MUITO cansativo, pesado, demorei tempo demais para lê-lo, hora porque não aguentava ler todas aquelas agressões aos negros, hora porque a narrativa em si era cansativa. A história foi muito proveitosa, me fez refletir sobre muitos aspectos mas fica a dica, leia se tiver estômago, esse livro é quase um soco.

"-Os brancos têm escolhas. Eles podem escolher o emprego, escolher a casa. Eles podem fazer filhos negros e depois desaparecer como se nunca tivessem estado por ali, pra começo de conversa. Como se essas negras com quem eles tinham ido pra cama ou que tinham estuprado tivessem dormido consigo mesmas e ficado grávidas. Os brancos também escolhem pelos negros. Antes, eles os vendiam. Agora, simplesmente mandam pra cadeia, como fizeram com meu pai, pros negros não poderem estar com os filhos. Pra mim, é de partir o coração te ver, meu filho, neto do meu pai, aqui com esses bebês andando pra lá e pra cá no Harlem que mal sabem teu nome, muito menos conhecem teu rosto. Só consigo pensar que não é assim que devia ser. Tem coisas que você não aprendeu comigo, coisas que são do teu pai, mesmo que não o conheça, coisas que ele aprendeu com os brancos. Fico triste de ver meu filho, drogado, depois de todo o meu esforço, mas fico ainda mais triste de te ver achar que pode ir embora, como teu pai foi. É só você não parar de fazer o que faz, e o branco não precisa fazer mais nada. Ele não precisa te vender, nem te pôr numa mina de carvão para ser teu dono. Ele é teu dono desse jeito mesmo, e ele vai dizer que você é o responsável. Vai dizer que a culpa é tua."
Willie e Sonny, p. 388-389








RESENHA - Treze

segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Titulo: Treze
Autora: FML Pepper
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 406
Sinopse: "Rebeca, uma garota sem escrúpulos ou fé, criada para ser uma ladra. Códigos decifrados. Uma conta milionária invadida. Diamantes. Desaparecer do mapa. O esquema para o maior golpe de sua vida é irretocável, perfeito... até encontrar Madame Nadeje, a enigmática cartomante do decadente parque de diversões. Ouvir seus segredos mais íntimos seguidos de profecias perturbadoras, entretanto, não impedem Rebeca de ir adiante e... pagar o preço! Seu mundo matemático e lógico desmorona ao enfrentar as previsões da vidente, e sua vida se transforma em um pesadelo. Caçada por criminosos, a jovem acredita que a saída está no treze, o número agourento lançado em forma de charada que, contra qualquer lógica, é justamente o caminho a seguir e, quem sabe, sua salvação.
Karl, um orgulhoso e passional lutador de MMA, passa por uma grande decepção. Incapaz de aceitar derrotas, ele comete um erro estúpido e, de herói, se torna vítima em segundos. Um acidente deixa em seu cérebro um coágulo inoperável que pode se romper num piscar de olhos, a vida por um fio. Determinado a esconder a terrível condição de todos, ele resolve levar uma vida tranquila e passar longe de brigas. Um plano perfeito... até conhecer Rebeca! Por ela, Karl seria capaz de jogar toda precaução pelo ralo, seria capaz de tudo, inclusive aceitar que a derrota pode ser a sua salvação.
O que fazer quando a sorte se transforma em infortúnio e o azar é a resposta para tudo? Olhe bem de perto e tente decifrar o enigma. Mas não se deixe iludir: a resposta está muito além do número que cintila dentro bola de cristal.
Muito além do... treze!"


*Livro cedido em parceria com a editora

Estava eu em casa, reclamando por não ter nada pra ler quando o carteiro me gritou, vi que o que havia recebido era Treze e não me animei muito, pela sinopse eu jurava que era apenas uma história de aventura, algo sobre uma garota fugindo da policia e um cara sofrendo por seus problemas de saúde, em momento algum imaginei que esse calhamaço seria uma linda história de amor, a capa não ajudou nadinha, sinceramente, ela não passa 10% da intensidade do livro, juro! Comecei aos pouquinhos, lendo porque não tinha nada melhor para fazer, e adivinha? Matei aula pra terminar essa leitura, li essa belezinha em dois dias e não me arrependo nadinha, FML se tornou a dona do meu coração e não tenho certeza se alguém é capaz de tirá-lo dela!

Rebeca, como sabemos, é uma hacker, ela é capaz de entrar em qualquer sistema de computador e fazer o que bem entender, junto com sua mãe, decide roubar um banco para assim se livrarem de uma divida alta que perseguem-nas tem muito tempo, tudo corria muito bem, o plano seguia como o combinado, mas Beca decide acompanhar sua amiga até uma cartomante e é claro que ela não acredita em nada que a mulher diz, acha que a mulher está roubando dinheiro de sua amiga e é bastante rude com a senhora, mas ainda assim, lhe dá carona, Madame Nadeje resolve fazer umas previsões para ela, de graça e contra a sua vontade, descobre então que ela irá passar por duas faculdades(ela não foi nem para a primeira), irá passar por um grande problema logo, o homem de sua vida será o seu décimo terceiro namorado, ela saberá que é ele por uma série de dicas que o destino irá dar, obviamente Beca ri, não acredita nessas coisas de destino e eis que tudo acontece... Sua mãe é presa, ela deveria fugir mas resolve voltar para ajudá-la e é presa também. Um acordo é feito e se ela topar ajudar a polícia e ficar na faculdade, permanecerá solta, já do outro lado da história...
Karl é um vencedor, uma celebridade, o maior lutador de MMA da atualidade, acabou de ganhar um campeonato importante e só quer comemorar com a sua amada, só isso! Apesar de seu tamanho, ele é um poço de carinho e quer ver sua namorada, logo após a luta ele desbrava as ruas em sua busca e adivinha? Alerta de homem traído e sofrendo! Karl não aguenta essa situação e sai como um louco em uma missão suicida, se acidenta e ganha um belo coágulo em seu cérebro, uma bomba relógio pronto para matá-lo a qualquer momento. 
E aí você me pergunta, e daí? Cadê a história de amor? Vamos ao que interessa.




Tentei ao máximo não dar spoilers, isso você descobre logo no início da leitura, são todas as informações necessárias para entender o que acontecerá a seguir, e se prepare, é surpresa seguida de surpresa!
Beca acaba não dando certo na primeira faculdade e vai para uma segunda, onde Karl tem uma cafeteria, por sorte ou destino, ele está sempre pronto para salvá-la, sempre esbarrando nela, mas depois de tantos acontecimentos, Rebeca começa a acreditar nas profecias de Madame Nadeje, mas ela encontrou um 13º namorado já... e não é Karl, ela imagina, ele só está ali para ajudá-la, ser um bom amigo, apesar da conexão que eles sentem quando juntos, apesar de todo o sentimento que emana dos dois, ele não pode ser o amor da sua vida, vai contra todo o planejado!
Eu realmente não quero contar toda a história para vocês, porque é boa demais para entregar de bandeja assim! Essa capa não me ganhou nadinha, li sem expectativas e tamanha foi a minha surpresa ao encontrar uma linda história de amor, digna de best seller! Um livro doce, encantador, com um ritmo frenético e que não vai te deixar parar de ler, você vai entender que quando Deus e destino trabalham ao seu favor, nada é por acaso.









RESENHA- Comportamento Altamente ilógico

quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Titulo: Comportamento Altamente Ilógico
Autor: John Corey Whaley
Editora: Rocco
Nº de Páginas: 256
Sinopse: "Um garoto de 16 anos tímido e retraído que sofre de agorafobia (transtorno de ansiedade que leva a pessoa a evitar locais que não considera seguros); uma menina ambiciosa e realista que sonha em entrar para a faculdade de psicologia. Determinada a provar que merece ser aceita no segundo melhor curso do país, Lisa se aproxima de Solomon para ajudá-lo a superar suas dificuldades, trazendo também seu encantador namorado, Clark, para próximo de sua “cobaia”. Logo, os três formam laços inesperados de amizade. À medida que se conhecem melhor, porém, os planos de Lisa começam a sair de controle, e cada um deles é obrigado a rever suas certezas e encarar seus medos. Será que Sol, Lisa e Clark conseguirão encontrar novos arranjos em suas vidas, servindo de apoio um ao outro na difícil tarefa de encarar a vida adulta que se aproxima?"

*Livro cedido em parceria com a editora.




Lá vamos nós para mais uma resenha de livro sobre transtornos, eu sinceramente não entendo porque me encanto tanto por esse assunto, mas ao meu ver, quando o tema é tratado, sempre é para tocar o seu coração, e como não amar uma leitura que te toca profundamente?

Solomon passou por um trauma muito sério tem algum tempo, ele surtou em seu colégio e depois disso ele nunca mais retornou para a escola, e por ele tudo bem, afinal tem agorafobia(Medo de lugares e situações que possam causar pânico, impotência ou constrangimento.)

Tudo sempre esteve sob controle, Solomon tem uma baita sorte, pais muito compreensivos e que lhe dão o maior apoio possível, ele segue estudando em casa e não precisa de mais nada, tudo o que é necessário há em seu lar, para Sol, tudo bem viver assim para sempre, é confortável, seguro e o livra de seus horríveis ataques de pânico. Acontece que nem todo mundo concorda com isso, Lisa viu o surto de Sol no colégio e nunca esqueceu, agora ela precisa dele para entrar na faculdade. Para conseguir a bolsa ela precisa fazer uma redação voltada para relatos psicológicos/psiquiátricos, quem seria melhor que Solomon? Lisa vai chegando aos poucos, primeiro finge que precisa de uma dentista(a mãe dele é dentista), depois pede para ela que mande uma carta para Sol, aos poucos ela vai se aproximando e quando percebemos ela já é quase um membro da família, fazendo visitas diárias e capaz de salvar o dia do garoto. Lisa namora, um cara muito fofo e mente aberta, apaixonante, e é claro que Sol iria se apaixonar pelo namorado de uma nova amiga, você consegue imaginar quão confuso isso tudo é para um garoto que sofre constantes ataques de pânico?






É tudo muito confuso, tudo dói, após o surto, Sol procurou manter uma vida tranquila e conseguiu até agora, mas as coisas mudaram, Lisa é sua amiga, e tem esse cara, ele nunca contou para ninguém que é gay... O que era pra ser algo simples, em sua cabecinha se torna uma verdadeira batalha.

Para ser sincera, eu não saberia qual nota dar ao livro, as descrições sobre os ataques de Sol, o que ele passa e como passa é tudo tão real, tão perfeito! Em alguns momentos precisei parar a leitura porque senti uma necessidade enorme de respirar, abraçar o garoto, tudo foi muito bem descrito e claro que é um ponto positivo, acontece que o fato de Lisa não contar quais as reais intenções dela e dessa amizade me deixou chateada desde o começo, a história poderia ser sobre Clark, o namorado de Lisa e Sol, a amizade deles, a aproximação é fantástica, e Clark é o amigo perfeito, sempre. Sem contar que tudo acontece de forma tão abrupta, o garoto fica bem tão rapidamente que a profundidade de seu problema, anteriormente relatada, de uma hora para a outra parece não mais existir. Sintetizando a minha opinião, foi bom, tinha todo o potencial para ser um livro ótimo, mas só foi bom.

Questões sexuais, psicológicas, a importância do apoio familiar e acima de tudo, como recomeçar, um passo de cada vez, literalmente.

PS: A vó de Solomon é a personagem mais fofa do mundo!











RESENHA- Victoria e o Patife

domingo, 27 de agosto de 2017
Titulo: Victoria e o Patife
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 256
Sinopse: "Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?"



* Livro cedido em parceria com a editora








 Confesso que tenho certa dificuldade com romances de época, a ideia de mulheres submissas, reservadas apenas para casar e afazeres do lar me deixa agoniada, claro que é só uma história, mas eu acabo revirando mais os olhos do que gostaria e quando vejo já abandonei a história. Eis que Meg Cabot, a rainha das histórias de princesa resolveu atacar em um romance histórico, aproveitei a oportunidade para tentar se aprofundar um pouquinho mais no gênero e tirar as primeiras más impressões, me decepcionei? Definitivamente não! Meg segue sendo uma autora incrível, capaz de mudar o conceito do leitor sobre qualquer coisa que até então ele não simpatizava.
 Victoria sempre morou com os tios, três homens sem qualquer educação em um país onde as coisas também são complicadas, ela é enviada da Índia para Londres com um objetivo bastante forte, encontrar um marido, e logo! Mas por que ela precisa de um marido? Victoria é rica, herdou dinheiro o suficiente para viver tranquilamente o resto de sua vida. Durante a viagem de navio ela encontra um homem educado e que não mede esforços para encantá-la, Hugo, logo você cria antipatia pelo cara, ele parece ser dono de si e todo escorregadio com outras questões, a desconfiança é imediata. Vic é pedida em casamento antes mesmo de chegar até Londres e obviamente aceita, por mais que o maravilhoso Capitão Jacob a alerte sobre quão ruim Hugo pode ser, ela nem sequer dá ouvidos, Jacob é lindo, mas também é mal educado, usa o colarinho da camisa baixo demais, insulta Vic e parece estar sempre por perto para irritá-la.
 Pois bem, ao chegar em Londres Vic pensou ter se livrado do Capitão quando tem uma bela surpresa... Ele é amigo intimo de seus tios, está sempre por perto, pronto para irritá-la ou chamá-la de abelhuda, você acha que ele se esqueceu? Não, todo o tempo que tem por perto de Victoria ele tenta convencê-la sobre o caráter de Hugo, é uma questão pessoal e quase sempre termina em briga.




Agora vamos para as minhas impressões:

Eu demorei um tempão para fazer a leitura dessa obra por puro preconceito, não queria ler um romance de época porque estava certa de que iria me irritar com o comportamento dos personagens, me enganei! Vic é uma mulher forte, determinada, não precisa de homem para nada, nem mesmo para ser salva de um assalto, ela também é um pouco controladora, quer educar a todos, desde seus primos até empregados, e tem um comportamento... Quase que maternal. Ela acredita que tudo bem se casar com um homem sem dinheiro, seu papel nesse casamento seria ajudá-lo a se reerguer, por mais que ele seja um homem acomodado e aproveitador... Isso me irritou um pouco, ela é tão dona de si em certas questões e tão submissa quando o assunto é matrimônio. Você não precisa se casar com alguém da mesma condição social que você, obviamente não! Mas quem em sã consciência se casaria com um homem que mostra querer se casar APENAS pelo dinheiro?
Já Jacob... Que homem maravilhoso que não mede esforços para conseguir o que quer, ele é doce mas não do tipo enganador, fala exatamente o que pensa e Vic odeia isso porque quase sempre ele é desagradável com ela, quando os dois se juntam surgem faíscas por todos os lados e eu já ficava pronta para o embate. Os personagens secundários são bastante participativos e muito bem construídos, infelizmente eu acabei deduzindo o que aconteceria quando chegasse ao clímax mas ainda assim me surpreendi com a reviravolta, Meg sabe ser clichê e surpreendente de uma forma ímpar.
 Um livro leve, curtinho e que vai te fazer soltar longas gargalhadas, Meg Cabot tem uma maestria única e que permite ao leitor ser envolto no véu de seu talento. Se você gosta de mulheres fortes e de coração mole, esse livro é para você. Se você gosta de homens obstinados e nada sutis, esse livro é para você, se você gosta de boas histórias, adivinha?








RESENHA - Papai Comédia

terça-feira, 15 de agosto de 2017
Titulo: Papai Comédia
Autor: Fernando Strombeck
Editora: Belas Letras
Nº de Páginas: 112
Sinopse: "Este livro tem o objetivo de aproximar mais o pai da gravidez, um momento tão especial na vida do casal, e também de mostrar para as mães que o pai é capaz de viver essa experiência intensamente. Para o homem a ficha demora um pouco mais para cair, mas, quando o pai ouve pela primeira vez o coração do seu filho pulsando, tudo começa a fazer sentido. Que todo pai dê muitas risadas, contando o tempo em semanas, explorando o bizarro mundo dos desejos de grávidas e dormindo ao som de gases incansáveis. Que todo o pai descubra com este livro que cada semana de gestação é um novo capítulo da história mais incrível de todas. E que esteja sempre presente para os melhores momentos da vida, como seus filhos precisam que ele esteja."








 O blog é parceiro da editora Belas Letras tem um tempinho e o que me deixa mais feliz nessa parceria, é saber como eles são cuidadosos em relação à edições de suas obras, desde a capa até as ilustrações, tudo tem um jeitinho único e com a cara do grupo editorial!
 Pois bem, não sou mãe então li essa obra totalmente sem parâmetro, fui descobrindo tudo sozinha, de acordo com o que o papai também ia descobrindo. O bacana do livro é que ele é todo muito bem esquematizado, desde a descoberta tudo é muito detalhadamente escrito para que não fiquemos de fora dessa emoção toda um minuto que seja. A obra toda é divida em semanas, assim como as mamães contam a quanto tempo estão gerando seus filhos, creio que isso, apesar de um detalhe mínimo, dá mais um aporte para que o papai faça parte desse momento o máximo possível.





 Eu sinceramente esperava que o livro tivesse algum deslize machista que me deixasse irritada, a ideia de um homem falando sobre gestação não parecia me descer bem, mas adivinha? Estava totalmente errada! O livro fala acima de tudo sobre esse período maravilhoso, mas ele deixa claro como a mulher sofre nessa situação, seja esteticamente ou com os hormônios,  o autor dá dicas aos homens para cuidarem de suas esposas, em pequenos detalhes, seja com uma massagem, um olhar, qualquer coisa! Lhes dá o caminho para que aprendam a tomar iniciativa em partilhar momentos com suas esposas e descobrir novas coisas sobre o bebê com elas, achei isso extremamente fofo.


 E outra coisa importante, como eu ri! O autor tem um humor maravilhoso, nada apelativo, gargalhei durante horas enquanto fazia a leitura, me encantei profundamente. Esse livro com toda a certeza é digno de cabeceira de qualquer homem que vai embarcar nessa viagem de ser pai! Obviamente ele não funciona como um manual, mas te dará suporte e dicas importantes, será o seu melhor amigo em alguns momentos e te deixará confortável o suficiente para saber quão bom é ser papai.








RESENHA - Aqui estou

domingo, 13 de agosto de 2017
Titulo: Aqui estou
Autor: Jonathan Safran
Editora: Rocco
Nº de páginas: 592
Sinopse: " Após onze anos de espera, Jonathan Safran Foer, um dos mais aclamados nomes da literatura deste século, retorna ao romance com Aqui estou. Assim como nos celebrados Tudo se ilumina e Extremamente alto e incrivelmente perto, o autor apresenta uma narrativa que, partindo do doméstico, transborda universalidade ao contar a história de uma família judia em Washington que vive um momento de crise, ao mesmo tempo que um terremoto de grandes proporções atinge Israel, gerando ainda mais instabilidade política e social na região e abalando também as convicções de cada um dos personagens e a própria estrutura familiar. Captando com precisão o espírito caótico de nosso tempo em uma trama pontuada por casamentos em xeque, cidades devastadas e opiniões polarizadas, Foer reflete sobre os conceitos de felicidade, tristeza, vida, morte, amor, intimidade, sexualidade, religião, ceticismo, tradição, tecnologia, cultura, passado, presente e futuro. Considerado um dos melhores livros de 2016 pela crítica (The New York Times, Time Magazine, Times Literary Supplement), Aqui estou é uma obra impactante, engraçada e, acima de tudo, urgente."


Precisamos bater um papinho sério aqui pessoal, Safran é um dos novos nomes da literatura e para mim isso faz sentido absoluto, a maestria com que ele escreveu Extremamente alto & Incrivelmente perto( tem resenha aqui ) me deixou encantada, acontece que o fofo demorou 10 anos para voltar a publicar algo, quando vi esse lançamento pela editora Rocco não pensei duas vezes, mal li a resenha e já o solicitei, eis que no meio do caminho havia um calhamaço... Quando essa belezinha chegou em minha casa meu queixo caiu, 592 páginas precisa ser história pra caramba, pra manter você preso a leitura, certo? Infelizmente não foi o que aconteceu comigo, fui com muita sede ao pote.
 O livro vai contar a história de uma família Judia que vive nos EUA, e até aí tudo bem, eu amo a maneira como Jonathan escreve tão bem sobre esse núcleo, é algo que me toca profundamente, todos os personagens parecem muito verdadeiros, Quando Sam, um pré adolescente, precisa esclarecer aos seus pais porque o diretor encontrou um bilhete escrito por ele com vários insultos, tudo se complica e o seu bar mitzvah pode não acontecer, isso o deixa preocupado, principalmente porque sua mãe não acredita em suas palavras e enquanto eu adentrava na história, tinha absoluta certeza que a trama era sobre Sam e como a família iria lidar com isso, certo? Também! Vão surgindo tantos outros temas que acabei ficando perdida, senti que o autor colocava todos os problemas relacionados à família mas nenhum de fato era resolvido.
 Eu realmente fiquei muito perdida com tudo isso, a leitura foi um pouco amarrada mas nada disso tirou a ternura que sinto ao ver que o autor escreve tão bem sobre seus personagens! Sam tem irmãos fofos e ele tem uma maneira tão engraçada de falar as vezes que fiquei pensando se ele realmente tinha a idade que aparentava ter.
 Sintetizando a minha opinião, eu me decepcionei um pouquinho, esperava toda a euforia que senti ao ler a ultima obra de Safran mas isso não aconteceu, a história foi vaga, quase dispersa, tinha tudo pra ser um baita livro! Dramas familiares, religião, crise, personagens fortes, a fórmula perfeita, mas isso não aconteceu, infelizmente. Entretanto, a editora caprichou nessa edição, com páginas amareladas e uma capa que diz tão bem a respeito da história. 

"Jacob disse para si mesmo: A vida é preciosa, e eu vivo no mundo".


 
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