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RESENHA As quatro rainhas mortas

15 de janeiro de 2020


Talvez sejam as capas ou outros motivos, mas parece que quando olho, pelo menos na maioria das vezes, é mais o livro que me escolhe do que eu que o escolho. E eu me senti assim com As Quatro Rainhas Mortas. Esse livro me prendeu antes mesmo que eu lesse sua sinopse e fiquei satisfeita quando ele me caiu em mãos. Porque gosto de livros que me surpreendam. Aqueles que contém o tradicional e o inovador. Que possuem uma estratégia mirabolante, aventuras alucinantes e amores proibidos e surpreendentes. Além de personagens fortes e peculiares. É como se a história me chamasse. E, embora ainda esteja com uma ressaca literária depois de devorar esse livro, acho que posso dizer que fiquei ao menos parcialmente satisfeita com o que encontrei.

O continente de Quadrara é dividido em quatro quadrantes, cada um governado por uma rainha (apenas mulheres podem ascender ao trono) e que possuem determinadas funções. Archia, governado pela rainha Iris, é o quadrante responsável pela agricultura, a simplicidade e o trabalho duro. Eonia, governando pela rainha Corra, é o quadrante da tecnologia, onde é valorizado a evolução e a sociedade em harmonia. Ludia, governado pela rainha Stessa, a mais jovem das rainhas, é o quadrante do prazer, que valoriza a arte, a música e o entretenimento. E Toria é governado pela rainha Marguerite, sendo ele o quadrante do comércio, da curiosidade e da descoberta. As quatro rainhas governam Quadrara juntas, mas separadas, seguindo à risca as Leis das Rainhas em tudo que for melhor para sua nação. Mesmo que tenham que fazer sacrifícios e guardarem grandes segredos em meio a isso. Segredos que podem ser letais.

É a margem desse cenário que vive a toriana Keralie Corrington. A melhor e mais hábil larápia do distrito conhecido como Jetée, lugar onde todo tipo de charlatão, contrabando e transações do mercado desconhecido reinam. Onde ela é livre para ser, ter e fazer o que sempre quis longe dos desejos de seus pais. O último lugar onde um mensageiro eonista como Varin deveria chegar perto. No entanto, seus caminhos se cruzam quando Keralie, em uma hábil manobra, rouba uma importante encomenda transportada por Varin. Um estojo com chips de comunicação que no começo pareciam apenas um bom negócio para a larápia, mas que acabaram se mostrando uma coisa muito maior do que imaginavam. Uma conspiração para o assassinato das quatro rainhas de Quadrara.

Sem muitas escolhas e desesperados para salvarem suas vidas, os dois unem forças para tentar encontrar o assassino, mergulhando pelos corredores do castelo real em busca de pistas. No entanto, as coisas não são tão fáceis. Entre segredos, traições, amores proibidos e conspirações, Keralie e Varin acabam descobrindo que o assassino que procuram pode estar mais perto do que eles pensavam e que nem sempre as coisas são como parecem ser.
—Existe uma diferença entre estar em um lugar e enxerga-lo de fato. Minha arte me ajuda a ver além das aparências.”


Eu não imaginava que fosse conseguir ler esse livro tão rapidamente, porque sinceramente eu nem mesmo vi o tempo passando enquanto lia uma página atrás da outra. Além de amar todo o cenário e a configuração da história, com reinos e novas tradições, eu adorei a Keralie. Ela não é uma personagem totalmente inocente, com todos os princípios de bondade e coisa e tal. Ela é ambiciosa e egoísta. Está sempre pensando em tudo que possa lhe gerar lucro e sabe ser idiota as vezes. Muito embora não seja difícil entender porque ela é assim, já que ela precisa ser na profissão em que segue. E o legal de ver essas coisas nela é poder acompanhar o amadurecimento dela ao longo da narrativa, de alguém que pensa apenas em si mesma para alguém que enxerga muito mais. Alguém que cresce e que mostra ter um bom coração e até mesmo, talvez contraditoriamente, um pouco de inocência. Eu me irritei com ela e também sofri com ela, mas adorei a sua essência.

Apesar de se esperar que ela e Varin formassem um casal, como em toda boa história, adorei a dinâmica entre os dois. Eles têm uma relação que foi fluindo ao longo do que eles passavam e que continuava se construindo de uma maneira muito fofa, não uma coisa forçada. Varin é todo retraído, como um bom eonista que precisa sempre estar distante de suas emoções, mas ele também foge desses padrões por não conseguir se encaixar totalmente no que se esperava que ele fosse. Que foi treinado para ser. Ele é todo tímido, leal e parece uma pequena contradição ambulante. O que torna ele uma criatura completamente adorável e apaixonante. Ainda mais com a Keralie provocando e brincando com ele a todo momento, fazendo com que pouco a pouco ele saia de seu casulo. Ele se tornou rapidamente um dos meus personagens favoritos e perdi as contas de quantas vezes fiquei triste por ele, pela realidade na qual ele vivia. Que sinceramente, não parecia muito uma vida. Eu geralmente sou meio chata com casais em livros, mas eu gostei deles juntos. Foi até inesperado por algumas páginas porque eu jurava que a Keralie fosse se envolver com outra pessoa.


Gostei da complexidade com a qual a autora construiu as quatro rainhas também, o que foi uma coisa que realmente me surpreendeu. Seus jeitos, suas máscaras, seus segredos. Seus sacrifícios. Ela se preocupou em mostrar como as rainhas precisavam ser, de acordo com as exigências de seus quadrantes e de seus postos, e também como elas realmente eram. E eu adoro isso porque dá uma profundidade única para as personagens, mostrando mais do que apenas uma versão do que elas são. O que também faz com todos os fatos que aparecem ao longo da história se desenvolvam em toda uma estratégia mirabolante. Traições. Segredos. Manipulações. Mortes. Corações Partidos. Amores Proibidos. Foi como um choque e uma surpresa atrás da outra.

Em relação a outros personagens, eu afogaria Mackiel sem me sentir culpada por isso (vão entender porque dessa escolha de método), porque ele é o tipo de cara que você xinga de vários nomes possíveis. Entretanto, não posso deixar de lado em reconhecer o quanto ele é inteligente, manipulador e estrategista. Se você fosse procurar “Narcisista” no dicionário, é bem possível que um dos sinônimos fosse uma foto dele. A Arebella, como uma boa amiga minha gosta de dizer, só pode ser considerada como surtada. Ela foi inteligente e maldosa, o tipo de personagem que faz você sentir muita raiva, mas que também te decepciona com o que parece propor. Ela merecia uma revirada de olho minha a cada vez que falava.

Apesar disso tudo que falei, tem um ponto negativo nisso tudo. Foram muitos personagens apresentados na história para pouco tempo para trabalha-los. Mesmo com as explicações, ainda ficou um vácuo entre os personagens, um pouco vago, dando uma sensação, às vezes, de que estava muito corrido. Senti falta de um pouco mais de aprofundamento nos personagens e de suas histórias, porque isso era algo que faria uma grande diferença e melhoraria ainda mais a história. Porque a autora criou situações boas, mas não as aprofundou ou explorou o bastante.

Mesmo tendo gostado da história, que mostrava todo esse embaraço de conspiração, intrigas políticas e não deixava de mostrar também toda a degradação de uma nação que todos achavam que estava caminhando bem, o final não foi algo que me pegou muito. Acho que finais são sempre complicados em todas as histórias, ainda mais as de volume único que precisam dar um fechamento preciso. Amarrar as pontas soltas em pouco espaço, mas ainda assim...Teve momentos aqui e ali que adorei, que me fizeram ficar O QUE? PORQUE? QUANDO ISSO ACONTECEU E EU NÃO VI? MDS, NÃO PODE SER! Mas havia outros momentos em que eu simplesmente esperei muito mais. Que se desenrolassem de outra maneira pelo modo elaborado como a história foi montada, mas que pareceram acabar se perdendo. Motivos melhores, porquês melhores, uma cena mais dramática. Porque tudo pareceu se resolver rápido, simples e fácil demais. Mas talvez isso seja apenas eu sendo muito exigente. Acho que essas são minhas únicas ressalvas quanto a esse livro. Porque eu ri, alguns ciscos caíram no meu olho (talvez eu estivesse emotiva), xinguei e também senti raiva. Sentimentos que acompanham uma boa história. Mas ainda assim me senti um pouco frustrada com o final.

Em questão de estética, eu simplesmente adorei a capa, como bem esperado da Galera Record que sempre lança edições maravilhosas. A estrutura narrativa da história é um pouco diferente da maioria dos livros que li, porque ela se alterna em mais de uma personagem em primeira e terceira pessoa, se dividindo em três partes.Nas duas primeiras as narrativas alternam-se entre Keralie, em primeira pessoa, e as quatro rainhas, em terceira pessoa, e acontecem em duas linhas temporais diferentes, passado e futuro, mas que fazem todo o sentido depois para explicar o que está acontecendo na história. Na terceira parte, a linha temporal é única e as narrativas mudam para Keralie e Arebella, no caminho para o arco final da história. Achei um pouco confuso no começo, mas acabou fazendo total sentido no final de tudo. Entender todas as partes e pontos de vista que desencadearam tudo que aconteceu. O legal é que, pelo menos para mim, isso não fragmentou a história, na verdade foi apenas me deixando mais curiosa a cada capítulo e com um infinito de porquês a cada um que eu terminava. Me sinto um pouco triste pela história ter chegado ao fim, porque como amante de uma boa saga adoraria poder acompanhar um pouco mais da Keralie, Varin e da própria história de Quadrara, que é muito mais rica do que foi explorada. Ainda assim, acho que é uma leitura que vale a pena ser feita.

“Quando conversamos sobre sua arte, eu vislumbrava o menino que queria mais da vida. Mas sem esperança, ele desbotou, qualquer resistência erradicada. Ensinado a não se importar, ensinado a não querer. Muito embora conhecesse a sensação de cansaço e revolta por conta dos caprichos do destino, eu a usara como combustível, enquanto Varin tinha se deixado consumir até não sobrar nada. Mas ele sonhara um dia; tivera esperança um dia... aquilo ainda estava dentro dele. Em algum lugar.”


Título: As Quatro Rainhas Mortas
Autora: Astrid Scholte
Editora: Galera Record
N° de Páginas: 392
Sinopse:"Na efervescência de paixões proibidas, segredos e alguns mistérios, o reinado das quatro rainhas de Quadrara está ameaçado – resta saber como, e por quem. No continente de Quadrara, há séculos quatro rainhas reinam absolutas, cada uma representando o próprio quadrante. Juntas, mas separadas. A decidida Iris fala por Archia, a ilha de terras férteis; a estoica Corra representa a tecnológica Eonia; Marguerite, a mais velha das rainhas, é a soberana de Toria e de seus curiosos habitantes; e Stessa, a mais jovem, é o rosto de Ludia, o quadrante da diversão e da arte. As quatro mulheres dividem o poder, sempre respeitando as Leis das Rainhas, sempre pensando no povo e no melhor para a nação. Mas elas têm segredos, e estes podem ser letais. Tão letais quanto Kelarie Corrington. Aos 17 anos, a toriana é a mais hábil larápia e a melhor mentirosa de Jetée. um distrito de excessos, contrabando e charlatões. O último lugar que Varin, um mensageiro eonista, deveria visitar. Mas ele foi roubado... por Keralie, e a jovem é a única esperança de reaver a mercadoria e manter seu emprego. Um mensageiro nunca pode perder sua encomenda. Para piorar, há coisas muito mais sinistras nos chips de comunicação afanados por Keralie. Algo que pode enredar a larápia e o mensageiro em uma conspiração para assassinar as quatro rainhas de Quadrara. Sem opção, os dois resolvem se unir para descobrir o assassino e salvar a própria vida no processo. Quando sua relutante parceria começa a se transformar em algo mais, os dois precisam aprender a confiar um no outro e a superar as diferenças entre quadrantes para viver esse amor. Mas será que uma curiosa toriana e um insensível eonista têm alguma chance?"*Exemplar cedido em parceria com a editora. 

RESENHA Uma surpresa na primavera

2 de janeiro de 2020


Se tem uma série que eu amei acompanhar desde o comecinho, certamente foi essa das Irmãs Shakespeare, o primeiro livro, Um verão na Itália, que você pode acompanhar a resenha AQUI , veio na caixinha VIB e certamente é uma das minhas quase comédias românticas favoritas, o modo divertido e o tom de gato e rato me fizeram dar boas gargalhadas, logo depois veio Um amor de inverno, que você pode conferir a resenha AQUI esse definitivamente foi o meu livro favorito dos três publicados, há uma carga dramática muito mais intensa, os personagens são mais aprofundados e o tom de inverno e natal me deixaram suspirando por diversas vezes, e então veio Uma surpresa de primavera, eu não sabia o que esperar dessa narrativa, se tratando da mais velhas das irmãs, eu só sabia ficar curiosa para saber o que essa história nos reservava, Lucy  é a irmã mais madura, ela é bem mais racional, pensa em sua carreira e no seu futuro, é uma mulher que batalhou demais para conquistar tudo o que tem e atualmente é referência como advogada, obviamente não há lugar para paixões passageiras, principalmente quando o alvo é um dos seus clientes, como se não bastasse, o cenário das Terras Altas é maravilhosamente construído e pra variar, te faz querer viajar mais e mais.


Quando adolescente, Lucy teve que assumir o controle de sua casa, cuidar do pai, irmãs e atualmente ela continua do mesmo jeitinho, sedenta por controlar tudo ao seu redor e com barreiras altamente construídas para que nada abale tudo o que já construiu. No entanto, quando é designada para tratar do caso de Lachlan MacLeish, tudo muda. Não estava nos planos se apaixonar por seu cliente, Lachlan é o filho ilegítimo de um homem bastante rico que veio a falecer, herdou por direito uma propriedade na região das Terras Altas e consequentemente o título de laird de Glencarraig, e assim se tornando automaticamente líder do Clã MacLeish, mas seu irmão não aceita isso tão facilmente e trava uma batalha judicial para conseguir a propriedade e o título, Lucy é a única que tem talento profissional suficiente para ganhar essa luta nos tribunais e Lach sabe disso, só precisa saber separar amor e trabalho.

Como mencionei, Lucy é a mais velha das irmãs e precisou assumir grandes responsabilidades ainda jovem, isso a tornou uma mini adulta, sempre cuidando de tudo e controlando as coisas, cabe lembrar que isso não é uma crítica, mas sim algo que ainda reverbera na Lucy adulta, ela cresceu, se tornou uma excelente profissional mas continua controlando sua vida de maneira bastante cuidadosa, para que nada saia do controle, isso também acontece em sua vida amorosa, ela construiu muros tão altos que não há espaço para paixões, seu trabalho e sua família vem em primeiro lugar, qualquer coisa além disso pode estragar tudo o que já construiu, mas Lachlan é um homem bonito, bastante bonito diga-se de passagem e isso não pode passar despercebido, quando se encontram pela primeira vez tentam a todo custo disfarçar a atração mas é impossível não perceber, Lucy tenta ser profissional ao máximo, mas Lachlan sabe como provocar e provar que sente o mesmo que ela e não há motivos para esconder, até tudo tomar um rumo correto há tanta coisa para acontecer...


Acredito que esse seja um romance sobre se permitir, Lucy passou por muita coisa e não quer se abrir para o novo, há uma carreira para zelar e amar é perigoso, mas até quando isso? Lachlan também segue a mesma linha, é um cara que não faz nada além de trabalhar, vive apenas para isso e quando encontra a advogada percebe que sente falta de algo que nunca viveu, mas que pode sim ser maravilhoso. Enquanto trabalham juntos para vencerem a batalha judicial, os dois vão tentando se encontrar nesse romance, se descobrindo e se permitindo também, ambos são bastante gentis e esse é o diferencial da obra, por se tratar da irmã mais velha, tudo é muito mais maduro, sem tempo para enrolação e pequenos dramas, sabem o que querem e trabalham por isso. Apesar de não ter sido o meu livro favorito dessa série, a leitura foi extremamente prazerosa, a autora segue maravilhosa em suas descrições sobre as cidades e você é capaz de visualizar a grama verdinha sem qualquer dificuldade, além disso há toda uma explicação sobre as Terras Altas, as histórias dos clãs e tudo mais, você não fica perdido em momento algum. Quando você pensa que não há saída para esse romance, pois os dois são pessoas absurdamente ocupadas, Carrie dá um jeitinho pra lá de romântico pra tudo dar certo, é isso que amo na autora.

Ainda há mais um livro para fechar essa série mas já digo com toda a certeza que amo cada uma dessas irmãs, cada uma bastante única mas todas apaixonantes. Vale lembrar que as outras irmãs circulam durante a história pois moram longe e sempre estão se falando. Para quem amam romances fofos e com personagens com histórias distintas mas que te envolvem de maneira bastante única, além de cenários que são de tirar o fôlego, essa série é pra você.


Título: Uma surpresa na primavera
Autora: Carrie Elks
Editora: Verus
N° de Páginas: 308
Sinopse: "Perder o controle nunca foi tão bom... O aguardado terceiro volume da série As irmãs Shakespeare. Lucy Shakespeare é uma advogada de sucesso e, além de ser a mais velha das quatro irmãs, está acostumada a controlar tudo e todos ao seu redor, principalmente a si mesma isto é, até conhecer o lindo Lachlan MacLeish. Lachlan contratou Lucy porque ele precisava da melhor advogada para defender sua herança, a propriedade de Glencarraig, que está subitamente em risco graças ao meio-irmão desonesto. Glencarraig é o único lugar onde as lembranças da família de Lachlan são felizes, e ele não vai desistir disso tão facilmente No meio de todo esse problema, a última coisa que ele quer é uma distração, mas, assim que vê Lucy, percebe que está em apuros. Apesar do esforço de ambos, não demora muito para que Lucy deseje quebrar todas as suas minuciosas regras. E, enquanto viajam da Escócia para Paris e Nova York, ela não pode deixar de se perguntar: Será que, às vezes, vale a pena arriscar tudo?"

RESENHA O amor não é óbvio

30 de dezembro de 2019


Eu não poderia terminar o meu ano de 2019 com leitura melhor, de verdade! O amor não é óbvio foi um sucesso de leituras online e acabou sendo publicado pela Galera Record, selo que amo e que defende coisas que acredito demais, assim que recebi o pacotinho aqui em casa fiquei louca para desvendar a história que Elayne Baeta tinha pra contar ao mundo, nada poderia ser mais fofo e aconchegante que a história de Íris Pêssego se descobrindo enquanto se apaixona por Èdra Norr. Tudo acontece de uma forma tão gostosinha que quando vi já tinha lido quase 400 páginas sem nem perceber, e assim Elayne ganhou mais uma fã.


Aqui vamos conhecer a história de Íris Pêssego, uma garota bastante normal e que até então passava despercebida na escola, pois é muito mais fácil sofrer por sua paixão platônica escolar (Cadu Sena) quando ninguém te conhece. E é exatamente isso que acontece, durante muito tempo Íris foi apaixonada por Cadu e apenas sua melhor amiga Polly sabia disso, ele jamais notaria uma garota como ela, ainda  mais quando o mesmo namora Camila, a garota mais popular da escola. Mas tudo muda quando Cadu aparece sozinho e cabisbaixo pelos corredores, logo a fofoca se espalha e o assunto da cidade vira outro, Cadu foi trocado por uma garota, alguém até então nunca visto, não por Íris, mas ela não consegue aceitar essa troca tão facilmente, como um garoto tão incrível quanto ele poderia ter  sido trocado por uma menina? Isso merece estudo, uma pesquisa séria! E então Íris torna Èdra Norr o seu corpus de análise, passa a segui-la sutilmente e observa as suas atitudes para entender o que ela tem de tão especial, ela só não esperava se apaixonar também, afinal, o amor não é óbvio.

“No fundo do fundo do nosso âmago, a gente sabe quando está fugindo de algo, na mesma intensidade que a gente sabe que uma hora terá de encarar isso.”

Essa história já começa perfeita porque a protagonista esconde um segredo no mínimo fofo, ela assiste a novela Amor em atos com sua vizinha, uma senhora muito simpática, ambas passam um tempo envolvidas com os capítulos e tentando entender que fim essa história terá, Dona Símia sempre lhe oferece chá ao final de cada capítulo, ela nega e sinceramente, essa é a metáfora mais perfeita que existe para essa história. Para além disso, existem outras questões para serem tratadas, como por exemplo o fato de Cadu agora estar solteiro e Íris finalmente ter uma chance com o cara que sempre quis, mas ela também precisa priorizar a sua pesquisa e entender o que Édra tem de tão incrível, além de dar conta da escola é claro.


Eu gostaria muito de ter lido uma história como essa na adolescência, para entender o que eu sou, o que eu gosto realmente e o que me foi imposto socialmente, Íris é uma garota doce, eu a amei assim que vi sua relação com sua vizinha Dona Símia, ela é cuidadosa com a senhorinha, sempre muito querida e não abre mão da sua companhia, Elayne foi muito feliz em introduzir uma personagem mais velha nessa narrativa, dando sábios conselhos e sendo tão simpática. Além disso, a protagonista é uma garota normal, com dificuldades reais e que questiona os estereótipos criados muitas vezes, que demora a perceber que está apaixonada mas quando percebe, age como quem ama, sem medo algum.

Já Édra eu tive um pouquinho de dificuldade para entendê-la no início, sempre enigmática de poucas palavras, inicialmente eu via Édra apenas com os olhos dos habitantes de São Patrique, mas quando passamos a conhecê-la melhor, tudo muda, ela é destemida, corajosa e acima de tudo muito romântica.


Ver esse casal acontecendo é muito divertido, Íris tenta tratar tudo como um simples experimento, uma pesquisa, mas não adianta, é notável que está se apaixonando aos pouquinhos e Édra é tão paciente nesses momentos que tenho vontade de abraçá-la. Tudo acontece de maneira tão genuína que ao final eu só queria pedir mais, porque me apeguei até nos pequenos detalhes dessa cidadezinha.

Alguns personagens secundários também merecem destaque, como Dona Símia, que já demonstrei todo o meu amor, Cadu, que parece ser um mala inicialmente mas me surpreendeu demais, Mamau que é um amor e me deixou curiosa para saber sobre sua história, ou seja, a cidade em si possui um leque de personagens que certamente também mereciam uma história. O projeto gráfico ficou excelente, a capa é linda e rendeu boas teorias no twitter, sobre quem inspirou a autora e tudo mais, a obra possui letras confortáveis e ilustrações feitas pela própria autora. 

Fecho meu ano com uma leitura que me fez entender o amor entre duas garotas e torcer por elas mais do que tudo (Além da vontade de andar de bike também). É importante ver histórias como essa finalmente ganhando espaço e recebendo a atenção que realmente merecem, Elayne conseguiu colocar na lista dos mais vendidos o primeiro romance lésbico da história, isso é extremamente reconfortante e só posso vibrar, sabendo que uma história como essa está alcançando cada vez mais pessoas. 



Título: O amor não é óbvio
Autora: Elayne Baeta
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 392
Sinopse: "Íris tem 17 anos e está viciada na novela "Amor em atos". Ela e sua vizinha, Dona Símia, de 68 anos, não perdem um episódio. Na escola, parece que todo mundo só pensa em duas coisas: na festa de formatura e em perder a virgindade. Só que a vida de Íris está prestes a mudar: Cadu Sena, sua paixão platônica desde a oitava série, está solteiro. Essa é a chance de Íris. Mas antes ela precisa entender o que levou a namorada de Cadu a deixá-lo por uma garota, Édra Norr. Montada em sua bicicleta, Íris vai cruzar São Patrique para descobrir tudo sobre Édra, e não vai demorar para se enredar também nos encantos da garota. A gente sempre acha que sabe por quem vai se apaixonar, mas o amor não é óbvio." *Exemplar cedido em parceria com a editora. 

RESENHA Todas as suas (Im)perfeições

7 de outubro de 2019



Ler Colleen é sempre uma experiência que foge de qualquer visão de expectativa, todas as suas obras destoam muito entre si mas são igualmente boas. Desde Métrica, minha primeira experiência de leitura com a autora, algo já cresceu em mim, referente ao seu modo de construir personagens com histórias de vida sempre tão dolorosas mas que são tão palpáveis que você se compadece e precisa de um tempo para digerir toda essa narrativa. Acontece que em Todas as suas (Im)Perfeições a autora foge muito do que já estamos habituados quando o assunto é estrutura narrativa, aqui vamos conhecer esse casal em dois momentos da vida, no primeiro, quando se conhecem em um infeliz encontro e depois quando o casamento deles já está em ruína, esse “antes e agora” nos proporciona uma viagem dolorosa pelos caminhos que um relacionamento pode nos levar.



Quinn e Graham se conhecem da pior maneira possível, ela indo fazer uma surpresa para o noivo e Graham esperando na porta do mesmo, o motivo? A namorada dele está o traindo com o noivo de Quinn, e os dois esperam pacientemente do lado de fora, até que a sessão de chifres acabe. Logo após isso, os dois acabam saindo e é notável como há algo trabalhando para os unir, duas pessoas boas, sofrendo pelo mesmo motivo, há uma faísca, um convite para sair, mas o que se permeia nesse momento é uma certa maturidade de Quinn, ciente da dor que irá enfrentar, prefere se reerguer sozinha até estar apta para se relacionar com alguém novamente.

E aí conhecemos o melhor de Graham, ele é um homem extremamente paciente, respeita esse tempo de Quinn e espera o momento certo para procurá-la novamente, e cá entre nós, Quinn sabia que ele era o homem certo, ela só precisava estar bem consigo mesma antes de tudo. Os dois passam a sair e pra ser sincera, essa se tornou a minha parte favorita na narrativa, o modo como os dois vão se apaixonando, construindo um laço tão resistente, o modo como passam a se conhecer, conversando sobre assuntos tão diversos e com respostas tão completas, eu só conseguia pensar “eu quero isso pra mim". Mas então tudo desaba, vamos conhecer esse casal um tempo depois, já casados e passando por uma crise tão pesada que a cada encontro é como um soco, desferido contra si. Quinn vem tentando engravidar tem muito tempo, já tentou até mesmo tratamento mas nada funciona, toda essa frustração é descontada em seu casamento, ela não consegue sentir interesse algum por seu marido e só o procura em seu período fértil, Quinn tem por NECESSIDADE engravidar e a não possibilidade disso acaba destruindo sua vida, menstruar todos os meses é o pior de suas dores, sangrar mensalmente é a prova da incapacidade de realização do seu maior sonho.

"Se você iluminar apenas as suas imperfeições, todas as suas qualidades ficarão na sombra."

Mas tudo isso parece tão distante do casal que conhecemos logo no início, que se apaixonou na pior das circunstâncias e que parecia tão feliz no começo, e essa é justamente a intenção de CoHo, colocar esses personagens em dois períodos de tempo, antes, quando se apaixonam e depois, com o casamento despencando nos permitem ter um olhar quase que gentil por toda essa situação, percebemos como os diálogos entre os dois vão cessando e como isso vai distanciando ambos, até o ponto de não se conhecerem mais e chegar o momento crucial, tentar salvar esse casamento ou desistir de tudo?

Essa foi uma das leituras mais difíceis que já fiz da autora, primeiro porque nunca passei perto de um relacionamento como esse, nunca fui casada, e inicialmente acompanhar essa “rotina” me pareceu cansativa, até os mínimos detalhes começarem a pesar e eu perceber que o que era cansativo para mim, era muito pior para eles, logo depois eu precisei criar muita empatia por Quinn, o modo como ela rejeitava o marido que fazia tudo por ela, me deixava irritada demais, mas existem questões que só nós mulheres somos capazes de compreender, como por exemplo a gestação. Aos pouquinhos fui me abrindo e cedendo o coração para essa protagonista. O final dessa história não poderia ser melhor, com sofrimento até os últimos capítulos, quando finalmente pude ter um pouquinho de alívio, eu só consegui sorrir por saber que pra tudo há tempo, e que nem sempre o que queremos é o que acontece, mas nem por isso devemos desistir.

Todas as suas (Im)Perfeições é uma leitura que te faz se apaixonar e sofrer juntinho com os personagens, mas que também te fazem compreender como o amor é capaz de tudo.




Título: Todas as suas imperfeições
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 304
Sinopse: "Uma história de amor perfeita é suficiente para manter vivo o casamento entre duas pessoas imperfeitas?O acaso uniu Quinn e Graham duas vezes. A primeira delas, no que consideraram o pior dia de suas vidas, quando ela descobriu às vésperas do casamento que estava sendo traída pelo noivo e ele, pela namorada que pretendia pedir em casamento. A segunda, meses depois, em meio a encontros ruins. Deste reencontro surgiu um amor profundo e um relacionamento perfeito... ou talvez nem tanto. Com o passar dos anos e a frustração por não conseguirem ter filhos, Quinn e Graham acumularam silêncios e desconfianças. O casal se encontra no centro de um furacão, e seu futuro depende das promessas feitas quando o casamento ainda parecia uma praia paradisíaca."

RESENHA As Dez vantagens de morrer depois de você

23 de setembro de 2019


Oi pessoal, aqui é a Thais e vim falar hoje desse livro super amorzinho que, no começo me deixou um pouco com o pé atrás, porque geralmente sou um pouco chata com os livros que leio, mas acabou me conquistando em poucas páginas. Ele geralmente não é o meu tipo de leitura, mas eu decidi me arriscar dessa vez e acho que valeu a pena. Sem falar que fiquei até um pouco mais empolgada quando descobri que a autora é nacional e que ela é um amorzinho de pessoa, falo isso porque consegui conversar com ela via insta e ela foi super atenciosa comigo. O que rende uns pontos a mais. Mas de forma geral, é um livro que pesa, mas ainda assim é doce, que faz você rir e também chorar.  

Gabriela e Júlia são melhores amigas e polos totalmente opostos. Enquanto Júlia é espontânea e tem um espírito aventureiro, gosta de viver a vida com intensidade, Gabriela é tranquila e não se arrisca a sair de sua zona de conforto. Em uma tarde de tédio, as duas resolveram criar dez desafios/desejos absurdos para que a outra realize caso uma delas morresse. Parecia algo bobo, porque aos dezessete anos a morte parece uma realidade distante, algo que elas realizaram não antes dos 70 anos mais ou menos, no entanto, tudo muda quando Júlia morre em um trágico acidente de carro e Gabriela se vê na obrigação de realizar os desejos que sua melhor amiga criou para ela. De um a dez, distribuídos em envelopes coloridos, os desejos de Júlia vão virar a pacata vida de Gabriela de cabeça para baixo e a arrancar completamente de sua zona de conforto.

Entre saltar de paraquedas, distribuir abraços em meio a Paulista (tem que ter coragem para isso) e começar a ter aulas de dança, além de lidar com o luto, a saudade de sua melhor amiga e um enorme conflito de sentimentos, Gabriela passa a conhecer mais sobre si mesma, sobre o que quer e sobre seus próprios desejos. E vai descobrindo nesse processo que há mais na vida do que apenas o razoável e que as coisas podem ser divertidas quando você se abre para o mundo.
“A Júlia está no meu armário, em cada roupa que me fez comprar. A Júlia está nas minhas opiniões, que ajudou a formar. Brigamos por tanta coisa que é até difícil enumerar: por causa do meu primeiro beijo, porque sempre tive poucos desejos, pelo meu mais ou menos, brigamos só por brigar. Para ela, antes ser péssimo que apenas bom. Já eu me contento com o razoável. Para a Júlia, melhor nem viver se for só para existir. E eu prefiro permanecer a inventar. Opostas complementares, éramos assim. E agora me falta a outra metade.”


Meu Deus, o que dizer depois dessa leitura? Eu não sei direito. A Gabriela é aquele tipo de pessoa que tem medo de sair da zona de conforto, ela não gosta de se arriscar, é como se fosse para tudo apenas seguir o fluxo e ela se contenta com isso. Se contenta com as coisas sendo razoáveis. Totalmente o oposto de sua melhor amiga, Júlia, que parece ser a espontaneidade em pessoa, aquela amiga louca que sempre tem as ideias mais absurdas e divertidas (embora a Gabriela não topasse quase nenhuma delas). É como se elas fossem um tipo de equilíbrio perfeito. E a morte da Júlia quebrou isso, desestabilizou completamente a vida da Gabriela. Era com a Júlia que ela sempre estava, presas em sua própria bolha que não era aberta a outras pessoas, sempre indo uma na casa da outra, e era a Júlia que arrancava Gabriela do seu comodismo e a fazia viver mais. Imagina o quanto deve ser horrível e doloroso você estar no último ano do colégio, cheia de expectativas, e sua melhor amiga da vida toda morrer de repente? Não tem como não se sentir quebrada com isso.

Acho que essa é uma das partes mais pesadas do livro, porque mostra todo o processo de luto que a Gabriela enfrenta, toda a dor emocional e aquela perda de sentido da vida que passamos quando perdemos alguém que amamos. Alguém que é como uma parte de você. Imagina isso na adolescência, quando tudo parece ainda mais confuso nas nossas vidas. Os envelopes com os desejos da Júlia representam um vínculo com ela, a presença dela ainda pairando na vida da Gabi e a estimulando a fazer as coisas que a Júlia sabia que ela nunca faria. Saltar de paraquedas, fazer aulas de dança, distribuir abraços em meio a Paulista, se apaixonar... Todas parecem ideias absurdas para uma garota cuja a espontaneidade não está no topo da lista. Mas é engraçado ver que mesmo resistindo um monte, se negando e se revoltando, a Gabriela vai gostando e aproveitando cada uma dessas experiências. É legal também ver o quanto ela começa a amadurecer (levando vários tapas na cara nesse processo) um pouco mais e a viver realmente ao realizar esses desejos. Eu comecei o livro me sentindo triste por ela (pena não, porque isso é horrível), porque perder alguém como ela perdeu a Júlia é difícil pra caramba, e embora eu entendesse o estado em que ela estava, também fiquei extremamente furiosa e revoltada com vários dos comportamentos dela. Tinha horas que eu fechava o livro e sentia vontade de entrar nele e dar uns tapas na cara da Gabriela. E ficava, “filha, que droga você está fazendo?”. Embora todos as mancadas dela tenham sido necessárias para o seu amadurecimento.

Apesar disso, eu parava para pensar depois que lia os capítulos que muitas das atitudes dela (algumas pelo menos, porque em outras ela realmente merecia uns tapas verbais) não estão muito diferentes das muitas que nós mesmos tomamos, principalmente na idade dela. Então quem sou eu na fila do pão pra julgar ela? Apesar de ser revoltante, eu não pude deixar de ver, mesmo que superficialmente, traços que se enquadrem com a minha própria vida. E isso tornou a experiência de leitura ainda melhor. Gostei de ver a evolução do amadurecimento da Gabriela, de mesmo que tenha sido um processo lento, ela tenha passado a enxergar mais além do que a pequena bolha onde se mantinha confinada, gostei do quanto ela começou a viver a vida por conta própria para além dos desejos da Júlia e de toda a sua superação. E também adorei poder mergulhar em todas as loucuras pelas quais ela teve que passar para realizar cada um dos desejos. O Fabinho, seu melhor amigos depois da Júlia, é um ícone que me fez rir muito. O Lucas é uma maravilha, amo as conversas dele e da Gabriela, apesar de as vezes serem menores do que deveriam, gosto da Júlia também, apesar de ela aparecer apenas como flashback. Mais principalmente, amo seu Toninho e dona Mirtes, por serem o casal mais fofo que esse mundo já viu.

Essa é uma história de amor, mas não como todos estão acostumados. É uma linda história de uma amizade sincera. Fernanda de Castro Lima mostra em toda essa história a importância de viver e aproveitar cada momento com intensidade, de se entregar e se permitir ser aberta para o mundo e, sobretudo, sobre a importância da verdadeira amizade.

A história corre rápido e em certos pontos parece que devia ser mais explorada, mas dai você percebe que é a vida de uma adolescente, que não está exatamente presa dentro de uma caixinha, e que o modo como a história vai se passando de um capítulo para o outro é como os dias vão passando na vida mesmo, sem se prender tanto a certos detalhes. Acho que é um dos traços mais originais da história. A escrita da autora é muito amorzinho e muito fácil de ler, flui de uma maneira que deixa a leitura muito gostosa. Além disso,  história toda é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista da Gabriela, os capítulos são curtos e em vários momentos há flashbacks dos momentos dela com a Júlia, alternando o passado e o presente, o que nos faz conhecer um pouco mais de como era a personalidade da garota que criou os desejos e mostra um pouco mais o impacto que isso causa na personagem. Gostei muito da capa livro também, porque combinou muito com o teor da história, além disso, amei a sacada do título do livro e essa dupla significação para ele, demorei um pouco para perceber isso, mas fez todo o sentido.

Passei por autos sentimentos durante essa leitura, de tristeza, diversão à raiva, para depois chegar no último capítulo, no último desejo, com os olhos marejados. A história passa uma mensagem bonita, e não tem como ver tudo pelo que a personagem passa sem se sentir mesmo que minimamente mexida. Sem ter aprendido nada com a experiencia dela. Eu com certeza aprendi alguma coisa com essa leitura, talvez até sobre mim mesma. É um livro que, para quem gosta desse estilo de leitura, vale a pena.

“Agora eu tenho dezoito anos e preciso reaprender a viver. Um dia por vez, hora a hora, minuto a minuto. E aceitar que começar uma nova jornada não vai diminuir a anterior.”


Título: As Dezvantagens de Morrer Depois de Você
Autora: Fernanda de Castro Lima
Editora: Verus
N° de Páginas: 252
Sinopse: “Gabriela Muniz tem dez desafios a cumprir, um mais desconcertante que o outro. Saltar de paraquedas é só o começo – ela ainda vai ter que distribuir abraços a desconhecidos, aprender a dançar, cantar para uma multidão, entre outros itens da lista que sua amiga Júlia deixou para ela. A ideia surgiu em uma tarde em que as duas não tinham muito o que fazer: inventar dez coisas para a amiga cumprir caso a outra morresse. E que fossem coisas absurdas, já que, aos dezessete anos, a morte era algo muito, muito distante. Mas, quando Júlia sofre um terrível acidente, resta a Gabriela a memória de sua melhor amiga – e a lista de desafios, que agora terão de ser cumpridos. Em situações que tiram a pacata Gabriela completamente de sua zona de conforto – é sério que a Júlia incluiu “Se apaixonar” na lista? -, ela talvez aprenda que a vida pode ser mais leve quando vivida com alegria e intensidade, e que coisas mágicas acontecem quando a gente se abre para o mundo.”
*Exemplar cedido em parceria com a editora.

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