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RESENHA Sorrisos Quebrados

22 de abril de 2019

Hoje a resenha vem em tom bastante sentimental, Sorrisos Quebrados é uma obra que eu namorei por muito tempo e estava só esperando por uma boa promoção para poder adquirir, assim que chegou já deixei que a obra furasse a fila e foi a melhor decisão que eu poderia tomar, li a história em um dia e me emocionei muito, Sorrisos Quebrados de certa forma acaba trazendo uma bela história sobre se permitir para o amor, depois de tudo, e além do mais nos alerta sobre relacionamento abusivo e violência doméstica.
"Não existe nada pior do que tentar salvar alguém e terminar soterrado."
Paola viveu um relacionamento absurdamente abusivo, para qualquer pessoa de fora, tudo parecia lindo, ela e seu marido aparentavam ser um casal bastante feliz e com planos lindos, mas sozinhos a coisa mudava de figura, ela apanhava de seu marido e vivia com medo, morava em um verdadeiro inferno e lidar com o seu companheiro era como pisar em ovos, não era possível saber quando viria a próxima surra. Cansada disso, Paola resolve ir embora desse casamento e paga o preço mais alto, o casamento acaba, mas sua vida também, não irei contar aqui o que realmente aconteceu porque acredito que irá atrapalhar a experiência de leitura de vocês, mas o que posso dizer é que Paola fica com marcas visíveis por todo o corpo, é como se ela tivesse sido destruída não só mentalmente como fisicamente, depois disso ela resolve se estabelecer em uma clínica não só para fugir do mundo como também para tentar ficar bem, após um trauma tão grande. Ela vive feliz da melhor maneira que pode, bastante isolada de todos e tenta passar o tempo pintando, porque é isso que lhe deixa bem. Afinal, após o relacionamento absurdamente agressivo e a experiência traumatizante, Paola não tem a intenção de voltar a se relacionar com nenhum homem porque o que jurou lhe amar, quase a matou, mas tudo muda de figura quando rapaz surge do nada, invadindo o seu espaço enquanto ela pinta, e Paola simplesmente desmaia, por medo de um homem tão grande machucá-la novamente.


André é voluntário na clínica que Paola mora mas ele nunca a viu porque a moça reside em uma área mais afastada(justamente pela sua intenção de se afastar de todos), até que algo chama a atenção do rapaz e ele fica hipnotizado por ver aquela mulher consumindo a arte ao extremo, ele só não esperava que a reação dela fosse tão estranha, um desmaio, a partir disso, tanto André quanto Paola vão reconsiderar os seus caminhos, enfrentar seus empecilhos e quem sabe, se permitir amar novamente.

A real é que eu não esperava que Sorrisos Quebrados fosse um livro tão forte, logo nas primeiras páginas eu já me via chorando, pensando em como um relacionamento mina qualquer autonomia feminina e faz parecer que não há mais saída, me emocionei demais com as cenas de violência porque a autora foi bastante real e crua nessas descrições, foi doloroso porque me senti impotente. Após esse episódio Paola decide se afastar de todos e viver isolada em uma clínica, pintando e mais nada, ela se sente segura nesse ambiente até encontrar André. Eu realmente entendo o medo dela, ele é um homem imenso fisicamente do tipo que você vê e não imagina que seja muito delicado, mas isso logo muda de figura quando você passa a conhecê-lo melhor, ele é um homem bastante doce e apaixonado pela sua filha Sol, ela é uma garotinha que apesar da pouca idade já sofreu muito na vida e também carrega seus traumas, não consegue ter amigos por conta das suas condições também, sente medo de tudo mas com Paola… Ela desabrocha feito uma flor, é aí que a autora me pegou de jeito! Esse amor todo entre Paola e André não seria possível se não fosse por Sol, ela é uma garota doce, bastante inteligente e que é colocada como o elo de ligação entre os dois, é por Sol que André vive e faz tudo, é por Sol que Paola se permite recomeçar também.

Como Sol faz acompanhamento na mesma clínica que a protagonista, depois que as duas passam a se conhecer, a amizade e os encontros se tornam mais frequentes, consequentemente André passa a ver Paola também e a atração logo surge. Paola não é o padrão de protagonista esperado, ela passou por situações adversas e que mexeram com sua auto estima porque seu físico foi abalado, metade do rosto dela foi destruído, as cicatrizes não são nada bonitas, mas André não parece se importar com isso, ele só vê a mulher que é bondosa com sua filha, que não mede esforços para agradar sua pequena, para André, Paola é a beleza em vida, ele só precisa fazer com que ela acredite nisso também. É óbvio que depois de tudo, Paola não quer repetir os erros e nem voltar a amar, a última vez que ela se entregou para alguém ela quase morreu, isso não vai acontecer novamente, mas André parece um pai tão bom, um homem tão amável e protetor Por que não se permitir ser feliz de verdade?


Como esse é um livro bastante curto, quando as coisas começam a acontecer, tudo logo ganha grandes proporções e sinceramente eu amo isso, nada de enrolação, tudo muito direto ao ponto, sendo assim, o que começa com um beijo logo se torna uma faísca, tanto André quanto Paola colocam na cabeça que será só algo carnal, porque ambos já se machucaram demais e não precisam sofrer por amor outra vez, cá entre nós, quem acredita nisso? São dois protagonistas muito machucados pela vida, que não mereciam nada do que aconteceu em seus caminhos mas que se tornaram sobreviventes, os dois carregam uma carga emocional que pesa o coração e a leitura, mas que torna bastante claro como são merecedores de um amor de verdade, que os coloquem em primeiro plano e que façam ver como amar pode ser bom. A relação entre eles vai acontecendo, muitas vezes numa intensidade maravilhosa, mas que fazem os dois sentirem um medo absurdo de como as coisas caminham. Eu me vi irritada em alguns momentos com a postura de Paola, ela fugindo o tempo todo, negando as coisas, mas quem sou eu para julgar? Nunca passei por uma experiência de relacionamento abusivo e muito menos de violência, não posso mensurar como isso fica marcado na mente de uma mulher, todo o seu medo e sua negação são justificáveis por tudo que ela passou, assim como o medo de André em se permitir amar, estava bem claro desde o início que era amor, só faltavam ambos assumirem… Hahaha. Essa foi uma leitura bastante agradável principalmente por Sol, uma garotinha esperta e que acabou ganhando muito espaço na narrativa, além disso, a autora conduz a história de maneira muito dinâmica então você nunca fica entediado ou acha que as coisas acontecem de maneira lenta demais, quando começa, você não dá conta de parar. A capa é bastante condizente com o enredo porque a história em si é permeada por tintas e pinturas lindas, o nome Sorrisos Quebrados é uma metáfora que quando finalmente entendi o significado me quebrou de jeito, essa é uma história forte, sobre uma mulher sobrevivente e que precisa restaurar o seu amor por si mesma para poder voltar a confiar no mundo. Um livro doce, apaixonante e muito tocante, a recomendação é mais do que obrigatória porque acredito que seja uma obra que todos no mundo deveriam ler.






Título: Sorrisos Quebrados
Autora: Sofia Silva
Editora: Valentina
Nº de Páginas: 232
Sinopse: "Sorrisos Quebrados gira em torno de três personagens: a jovem Paola, a pequena Sol e seu pai, André. Os três são vítimas de violências distintas, que deixaram marcas profundas em cada um. Trata-se de uma história de superação de dores, magia, estrelas e de como importantes laços humanos podem se formar a partir da autoaceitação, da arte e da tolerância no cotidiano."

RESENHA No Meu Sonho Te Amei

1 de abril de 2019

 Depois de um longo período de férias, estamos de volta! As vezes é necessário dar uma pausa, respirar e alinhar bem as coisas que você almeja, correto? Essa pausa de quase um mês no Uma dose foi necessária para que eu pudesse voltar a compreender como esse é um espaço importante para mim, e que independente de qualquer outra coisa, sempre será o meu refúgio. Por conta disso, a resenha de hoje é especial, Abbi Glines é dona de uma das minhas séries favoritas e que acabei nunca resenhando por aqui por não conseguir descrever como ela foi importante para mim, no entanto, em seu novo livro eu fui completamente surpreendida, uma autora conhecida por seus romances que arrebatam o coração de qualquer um, conseguiu me surpreender positivamente, eu já estava acostumada com seus romances rápidos, com mocinhos apaixonantes e mocinhas sempre resilientes, dessa vez fui completamente envolvida por uma narrativa que me prendeu logo nas primeiras páginas e que ao final, me provou que como leitora, eu de modo algum posso confiar cem por cento no narrador, isso é fato!


Vale e seu namorado acabaram de finalmente concluir o ensino médio e agora finalmente podem traçar um futuro juntos, a tão sonhada formatura chegou e com ela um grande desastre, ela e Crawford acabam sofrendo um grave acidente de carro, Vale por sorte acaba sofrendo apenas alguns ferimentos, alguns dias em observação e logo foi liberada, no entanto, seu namorado acabou ficando em estado grave e se encontra em coma. Acontece que Crawford foi o primeiro namorado de Vale, eles se conheceram ainda muito novos, sendo assim, ele é o mundo dela, ela não consegue imaginar qualquer atividade cotidiana sem ele pois tudo sempre foi feito acompanhado de seu namorado, com ele em coma, a protagonista começa a compreender as dificuldades em ser sozinha em todos os quesitos, além de precisar ser forte enquanto espera por ele, ela precisa aprender a andar com suas próprias pernas. Não há qualquer perspectiva de melhora para Crawford, mas sua namorada segue fazendo visitas desnecessárias para ele, desnecessárias porque há um horário restrito para visitação, mas ela passa o dia todo na ala de visitantes para que caso ele acorde, ela esteja por perto. Esse comportamento começa a preocupar todos, sejam os familiares da garota, ou até mesmo de Crawford, pois Vale não está seguindo sua vida, ela segue estacionada em um hospital, na espera de que seu namorado finalmente acorde, mas e se ele nunca mais acordar? E se não houver melhora? Vale é uma garota nova, acabou de se formar, deveria estar se aventurando no mundo mas as adversidades não permitem que ela saia daquele lugar, por amor, por apego, por uma força maior, a garota segue acreditando que seu namorado irá melhorar.


Depois de tanto tempo visitando o hospital, Vale acaba se tornando figurinha carimbada no local e acaba chamando a atenção até mesmo de outros visitantes, é nesse momento que ela conhece Slate, um estranho que tenta puxar papo com ela mas não se sai muito bem, e por tantos outros motivos acaba deixando a garota irritada, ele é um garoto bonito, não um bonito qualquer, mas um bonito que deixa qualquer mulher sem jeito, e sabendo disso, se aproveita da situação. Ele é o tipo de cara sem senso algum e que flerta até com as enfermeiras, isso irrita Vale(e eu também me vi irritada) e ela evita qualquer tipo de contato com o garoto. Acontece que Slate é amigo de Knox, irmão de Vale, eles são da mesma irmandade na faculdade e isso estabelece um importante vínculo entre os dois, consequentemente, Vale acaba precisando forçar simpatia com o cara, mesmo contra sua vontade. Slate visita seu tio que esta com câncer, e ela não consegue entender como o garoto lida tão bem com essa situação, na verdade Slate lida muito bem com muitas coisas, até com o mau humor da protagonista, que quase nunca é simpática com ele, mas ainda assim, ganha cafés todas as manhãs. O tempo vai passando e a preocupação das pessoas ao redor de Vale só aumenta, ela precisa seguir sua vida, entrar na faculdade e entender que a melhoria de seu namorado é apenas uma possibilidade, por muito tempo ela tem dificuldade em entender isso mas finalmente aceita se mudar, começar a estudar mas insiste em visitar Crawford frequentemente, para ler, para mostrar o quanto o ama e para que ele não desista de tentar, o que ela não contava era que Slate estaria no mesmo campus que ela e aparecesse com tanta frequência, ela precisa lembrar o tempo todo como ele não é um cara para ela e que para todos os efeitos, é comprometida.

“Ele era meu porto seguro. Eu não sabia que estava perdida até ser encontrada por ele. Slate Allen era meu herói.”

Eu estava acostumada com as histórias de garotos ricos escritos por Abbi, isso não é uma crítica, mas eu, de certo modo, estava confortável com o cenário criado por ela, nessa obra a coisa foge totalmente de figura, começando pelo cenário, a narrativa acontece tanto no hospital quanto na faculdade, cenários que sinceramente nunca esperei que Abbi fosse se sair tão bem escrevendo. Slate é o típico cara e que preciso fazer força para odiar, apesar do estereótipo de cara babaca, mulherengo e que quase nunca é racional porque esta ocupado demais beijando garotas aleatórias, ele é um cara bom, em todos os aspectos. Desde quando descobre porque Vale vai tanto ao hospital, não desgruda mais dela, ao seu modo ele faz o possível para cuidar da garota, seja oferecendo cafés silenciosos todos os dias pela manhã, ou acompanhando ela depois, nas aulas. Ele é um personagem que ao início eu não esperava por muita coisa e conforme os fatos iam acontecendo, fui completamente surpreendida, tem uma história triste, mas é tão reservado que prefere mil vezes cuidar dos outros, isso é nobilitante demais.

Já Vale... Ela é tão ingênua e se encontra tão presa nesse relacionamento que muitas vezes me vi irritada, em alguns momentos ela se culpa por seguir sua vida, por estar bem, por sentir coisas por Slate enquanto seu namorado está acamado, mas ao menos pra mim, ficou bastante claro como o relacionamento que ela vivia era bastante abusivo, Vale vivia apenas para Crawford e mais nada, quando ela começa a perceber isso, se sente mais culpada ainda, eis mais uma característica de relacionamento abusivo, meus caros.

Por conta do afastamento do hospital, das aulas e de tempo livre, Vale começa a se envolver com Slate de modo mais profundo, ambos tentam mascarar as coisas no começo, dizendo que era só algo carnal e que não iriam se envolver, mas é bem nítido como isso é uma grande mentira, Vale se encontra apaixonada e não consegue lidar com a fama de Slate de mulherengo(porque ele de fato é), Slate por outro lado não se acha merecedor da pureza dela, e o que temos são dois apaixonados tentando negar isso. As coisas vão bem, no melhor estilo Abbi Glines de escrever romances, até o grande plot, que não me atraverei a contar mas que me fez fechar o livro e ir beber água, respirar, pensar, eu não esperava por aquilo, não mesmo, e senti um misto de raiva e alegria, por ser tão levada por uma história que de fato se comprometeu a envolver o leitor. Eu esperava por um romance e foi isso que me foi entregue, quis viver isso intensamente e compreendi bem os impasses dos personagens, por outro lado, eu não esperava que questões psicológicas e que vão bem além do nosso entendimento, fossem aparecer na narrativa, e isso me surpreendeu de tal modo que só pude sofrer, por querer mais desse livro, por precisar de respostas e por ficar me perguntando o que deixei passar. Abbi segue sendo uma das minhas autoras queridinhas, que me propõe um sentimento de saudosismo e que sempre me faz querer mais


Título: No Meu Sonho Te Amei
Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 240
Sinopse: "Na noite da formatura, Vale McKinley sofre um terrível acidente de carro. Junto com ela está Crawford, seu namorado, que acaba entrando em coma. Eles pretendiam aproveitar o verão fazendo planos para a universidade, com um futuro brilhante cheio de possibilidades. Agora, Vale passa longos dias no hospital, à espera de que Crawford acorde. Lá, ela encontra por acaso com Slate Allen, colega de faculdade do seu irmão. O garoto aparece regularmente para visitar o tio, que está internado. Quando se esbarram, Vale não consegue negar a atração proibida entre eles. Ela tenta ignorar seus sentimentos, mas não é imune ao charme de Slate. Aos poucos, os dois se aproximam. Depois de muito relutar em sair do lado de Crawford, Vale cede aos apelos da família e vai para universidade, pensando que o namorado gostaria que ela tocasse a vida. Só que agora a garota está no território de Slate e a história dos dois vai sofrer uma grande reviravolta." 

RESENHA A Viúva Silenciosa

8 de março de 2019


Oi, pessoal, aqui é a Isa e eu estou muito feliz porque essa resenha será sobre um dos meus autores favoritos. O primeiro livro que eu li do Sidney Sheldon foi O céu está caindo e eu amei tanto que nem consigo colocar em palavras. Não leio os livros dele tanto quanto eu gostaria por conta da faculdade mas se dependesse de mim, leria até a lista de compras escrita por esse homem, ele consegue criar situações interessantes e absurdas ao mesmo tempo, comove o leitor e nos prende pela curiosidade de entender do que um ser humano é capaz, a todo momento ele te apresenta novas informações e novos personagens, e você se pega pensando “Será que isso vai fazer sentido no final?” e acaba que faz!


Aqui vamos conhecer a história da nossa protagonista, Nikki Roberts é uma psicóloga renomada e muito conhecida, além de trabalhar em seu consultório particular ela também testemunha como perita em julgamentos e ajudava seu marido com a reabilitação de viciados em drogas. Nikki tinha uma vida perfeita, ou quase perfeita, antes do trágico acidente de carro que levou seu amado marido Doug a óbito. Agora Nikki tem apenas quatro pacientes frequentes em seu consultório, uma vida triste resumida a ficar em casa e beber vinho até dormir de tão bêbada. Certo dia ela está em seu último atendimento com Lisa Flannagan, onde a mesma está desabafando que terminou com seu amante Willie Baden, um homem já comprometido. Após esse atendimento que foi bastante proveitoso tanto para a psicóloga quanto para a paciente, as coisas mudam totalmente de curso e Lisa é assassinada.  Logo em seguida outra pessoa muito próxima de Nikki também acaba sendo morta e a grande questão que parece pairar no ar é: Qual a ligação da psicóloga com isso tudo? Ela é a própria assassina? O acaso foi bastante infeliz dessa vez? Nikki é a próxima?
“O rosto por baixo do capuz não era humano. Era o rosto de um monstro, verde e podre, com pedaços de carne literalmente enroscados e pendendo dos ossos, como se fosse a pele de uma fruta rançosa. Ela abriu a boca para gritar, mas o som não saiu.”
Tudo é muito confuso e pouquíssimas coisas são esclarecidas sobre esse caso, mas há um ponto importante e que deixa todos bastante chocados, são encontradas células mortas nos corpos das vítimas, como alguém que já morreu teria participação em crimes tão brutais? O que essas cenas escondem?

Tilly Bagshawe foi escolhida para dar continuidade ao selo Sidney Sheldon, isso diz muito sobre o potencial de escrita dela e que é uma das grandes engrenagens que movem essa história. Óbvio que a essência de Sidney continua aqui, esse ar de mistério onde as coisas não são o que parecem, onde a surpresa vem do modo mais inesperado possível e o final é sempre arrebatador, todas essas características que tornaram Sidney um autor tão conceituado, que já é presente até no livro dos recordes, estão aqui, mas há muito de Tilly também, um certo tom agridoce na narrativa, personagens que não são tão confiáveis assim e que te confundem, porque você sabe que não deve confiar em ninguém e ao mesmo tempo precisa se agarrar em alguma teoria. Isso fica bem evidente quando pensamos em Nikki, ela não é o estereótipo de mocinha perfeita, apesar de todas as situações que ela passou indicarem isso, ela não é uma pobre indefesa, na verdade a protagonista muitas vezes é bastante baixa, julga seus pacientes, é absurdamente rude e força um papel que não lhe cabe, isso nos dá brecha para desconfiar dela, mas se tratando de suspense... O caminho mais óbvio nunca é usado.


Além disso, a narrativa possui alguns recursos bastante interessantes para serem usados na literatura, As primeiras duas páginas do livro descrevem uma tortura na qual a vítima implora para pararem, esse trecho inicial é bastante forte mas nesse primeiro momento não sabemos quem são as pessoas na cena, no decorrer da narrativa descobrimos que é uma cena do final do livro mas que é descrita logo ao começo porque acaba deixando o leitor curioso, querendo se situar e compreender o que levou aquele personagem até aquela situação. Outro recurso bastante utilizado são os saltos do período de tempo, nada confuso, mas que servem para que possamos compreender os motivos do assassino e entender como a trama aos pouquinhos vai sendo tecida como uma teia bastante extensa, mas cuidadosamente bem elaborada.

Depois de muito tempo foi bacana retornar para a escrita de um autor tão importante para a literatura como Sidney é, apesar de algumas pontas ficarem soltas e outras pistas deixarem evidências claras, a surpresa continua sendo o melhor elemento dessa narrativa, quando eu achava que tudo ia bem, logo era surpreendida pelas atitudes dos personagens ou pelas situações em si, sempre indo ao extremo. A narrativa tem um ritmo bastante interessante, flui muito bem e os recursos usados para prender a atenção do leitor acabam nos deixando mais afoitos pelo final, bela jogada. A capa segue esse padrão dos livros de Sidney e a fonte é bastante confortável, essa é uma leitura que vale a pena se você quer se ver envolvido totalmente no enredo.


Título: A Viúva Silenciosa
Autor: Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
Editora: Record
Nº de Páginas: 448
Sinopse: "A saga de uma mulher marcada em busca da própria sobrevivência é trama do novo romance de Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe. Charlotte Clancy, uma jovem au pair americana, desaparece sem deixar vestígios na Cidade do México. O caso acaba sendo arquivado, mas suas consequências são devastadoras. Uma década depois, um assassino perigoso está à solta nas ruas de Los Angeles. E já fez duas vítimas. Mas o único elo em comum entre elas é a psicóloga Nikki Roberts. Nikki ainda está muito abalada com a recente morte do marido. E sua vida sofre outra reviravolta quando uma de suas pacientes, Lisa Flannagan, e o rapaz que Nikki considerava como filho, Treyvon Raymond, são brutalmente assassinados. Mas, apenas quando sofre um atentado é que a psicóloga tem certeza de que ela é o verdadeiro alvo desse assassino impiedoso. Atormentada por um acontecimento do passado e vendo a polícia em um beco sem saída, Nikki contrata o detetive particular Derek Williams, um homem que não tem medo de sujar as mãos. Ele trabalhara no caso de Charlotte Clancy, mas agora, anos depois, encontra nas anotações de Nikki Roberts um nome que chama sua atenção, e essa nova investigação o conduz a um caminho perigoso de volta ao passado. Numa cidade corrupta, onde não se sabe quem é inimigo e quem é amigo, Nikki Roberts precisa correr contra o tempo para descobrir a verdade por trás desses crimes antes que ela seja a próxima vítima."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

O ódio que você semeia e os motivos para assistir

27 de fevereiro de 2019


Quem acompanha o blog tem algum tempinho sabe que o O ódio que você semeia é o meu livro favorito da vida, rendeu tatuagem, alguns papos com Angie Thomas via instagram e muito choro. Li a obra assim que ela foi lançada e nunca me emocionei tanto em minha vida, a autora soube como tratar de temas bastante sérios, em um livro voltado para o público adolescente(mas sinceramente, todos deveriam ler). O livro figurou entre as listas de mais vendidos de inúmeros países e essa colocação foi merecida demais, assim que soube que seria adaptado para os cinemas meu coraçãozinho parou, de felicidade ao saber que uma obra tão necessária estaria sendo colocada para além da literatura, e por medo de que a adaptação não fosse tão boa assim, no primeiro trailer qualquer receio caiu por terra, me emocionei demais e sabia que não iria me decepcionar como havia pensado, quando o filme foi lançado, a decepção veio, mas pelos motivos errados, o filme foi lançado em pouquíssimas salas de cinema no Brasil todo, um filme tão necessário, que fala de temas tão atuais e coloca todo mundo que assiste para refletir, deveria ser melhor divulgado. Muita gente questionou isso com a produtora do filme, mas infelizmente a coisa não mudou de figura, demorei muito para finalmente conseguir ver essa obra MARAVILHOSA e desidratei de tanto chorar.  Para quem não sabe sobre o que se trata o livro, farei um breve apanhado: Starr desde cedo aprendeu a se comportar de uma certa maneira para não virar estatística no índice de genocídio da população negra, ela de certa forma é privilegiada, estuda em um colégio particular muito bem conceituado, mas vive no gueto, graças a isso ela criou um escudo. No gueto ela é a garota negra que sempre foi, filha de um homem respeitado e que ninguém se atreve a entrar no caminho, na escola Starr é uma garota que procura se conter o máximo possível, ela tenta não alterar sua voz, ser sempre simpática e nunca contestar as amigas, ela faz de tudo para que as pessoas não façam aquela velha ligação idiota de que se você é negro, vai ser bravo, briguento e coisas do tipo, é como se ela tivesse uma personalidade para cada local que ocupa, isso soa preocupante, ela não pode ser quem gostaria, está sempre se policiando.

Tudo vai bem, Starr segue se sentindo um pouco deslocada em seu bairro por nunca andar com o pessoal de lá, até que um dia resolve ir em uma festa e encontra seu amigo de infância, Khalil, ele mudou bastante, ela sabe que há algo de errado, que Khal deve estar andando com gente da pesada, enquanto vão embora a polícia para o carro de Khal e durante esse episódio ele é morto, Starr vê tudinho, um de seus melhores amigos morre na sua frente e isso não é a primeira vez. Não se assuste, não tem nada de spoiler aqui, esse é o pano de fundo para que a história comece a acontecer, Khalil morre na frente de Starr e por um momento parece que ela revive a infância, onde sua amiga também foi morta por uma bala, acontece que as coisas mudaram, quando mais nova Starr foi colocada em uma redoma onde todos protegiam a ela para que não tivesse ligação alguma com o ocorrido, uma testemunha silenciosa, agora as coisas são diferentes. A polícia tenta colocar Khalil como um traficante que tentou reagir, Starr sabe que a situação não foi essa mas para que os outros saibam ela precisa falar, ir contra tudo, policiais, imprensa, traficantes, para que sua voz seja ouvida ela precisa reconhecer essa luta como sua, enfrentar seus medos, deixar que seus dois mundos venham a se colidir e que assim a justiça seja feita.


 Pois bem, mas quais os motivos para assistir?

 A importância da família:

Durante toda a trama, as pessoas que mais me chamaram a atenção foram os familiares de Starr, o pai dela é o homem mais maravilhoso do mundo! Ele não tem medo de apoiar seus filhos e mostrar a eles qual o caminho certo e errado, usa o seu passado como exemplo, além disso, é um sinal de força e referência familiar, sempre defendendo seus filhos e dando os melhores conselhos. Absolutamente tudo o que esse homem fala eu tive vontade de grifar, o Sr. Carter é uma lenda, quando vi como isso foi adaptado para o cinema eu fiquei chocada, era exatamente isso que eu esperava, e para mim, as melhores cenas são as quais ele participa. Além disso, Sekani, o irmão mais novo de Starr protagoniza as cenas mais tocantes, eu não sei lidar com a fofura daquela criança atuando, mas também não sei lidar com a maneira como o título do livro foi usada por ele para mostrar como as coisas funcionam realmente na sociedade, a cena final me deixou sem reação mas me fez compreender como crianças absorvem as situações e traumas de maneira totalmente diferente dos adultos e que devemos tomar cuidado com isso. Seven Carter, o irmão mais velho de Starr é um exemplo do legado do seu pai, ele é um garoto bastante jovem mas que já entende como as coisas funcionam para a comunidade em que ele vive e não pensa duas vezes quando o assunto é defender as pessoas que ama. A mãe de Star, Lisa, é uma mulher extremamente protetora, que muitas vezes quis esconder seus filhos do mundo, mas pelos motivos certos, quando você vê pessoas próximas a você morrendo, não há muito o que fazer. Acontece que quando paramos para pensar no potencial dessa família, é de ficar de queixo caído, apesar de todos terem opiniões bastante divergentes sobre muitos assuntos, eles nunca vão deixar de se proteger e lutar uns pelos outros, acompanhar isso é maravilhoso.


A inocência da criança:

Como mencionei, Sekani é uma fofura só, uma das coisas que mais me agradou na adaptação é que o garotinho ganhou muito mais espaço, as cenas mais apreensivas e com a carga emocional mais densa tem a participação dele, em alguns momentos precisei respirar fundo para conseguir parar de chorar, TJ, que é o ator mirim que faz esse papel, é extremamente talentoso e me surpreendeu positivamente. É ele quem carrega toda a metáfora do filme de alguma forma, e fez isso de maneira muito primorosa, como não amar?


A importância de reconhecer privilégios:

Uma das coisas mais bacanas é como o filme soube retratar bem os privilégios de cada um, como o fato de Starr estudar em uma escola particular, diferente das pessoas de seu bairro, ter uma boa estrutura familiar e como isso foi importante para ela ser a pessoa que é hoje, diferente de seus vizinhos que muitas vezes precisaram partir para atividades ilícitas, além disso, o filme mostra bem como os amigos da escola de Starr nem se dão conta de como são sortudos simplesmente por terem o que comer. Pra vocês terem ideia, eles acham super divertido o fato de não terem aula porque a morte de Khalil gerou manifestos, tiram selfies, dão risada, protestam apenas para postarem fotos no instagram, enquanto Starr chora por dentro, não entendendo porque as pessoas são assim e não se importam com o adolescente que morreu sem ter culpa. Muitas vezes a narrativa do filme retrata bem como nós, em nosso cotidiano, não nos damos conta da posição que ocupamos na sociedade, gerar essa reflexão por meio de uma narrativa adolescente e de maneira sutil, é uma maneira inteligente de propor questionamentos sobre o que fazemos pelos outros.


A importância da narrativa negra em editoras e o empenho para a propagação:

O ódio que você semeia foi uma obra lançada pela Galera Record, editora essa que sempre aposta em livros que envolvam minorias, o discurso desse selo sempre me enche de orgulho e com certeza é a minha editora favorita, onde me sinto amada, representada e ouvida. Assim que a adaptação saiu eu recebi um exemplar com a capa do filme e uma cartinha super atenciosa, ressaltando porque esse é um filme/livro tão necessário nos dias de hoje. COMO SE NÃO BASTASSE, recebi a lindíssima notícia de que a editora irá lançar On the come up, outro livro de Angie Thomas que vem fazendo bastante sucesso. Quer o mundo Galera Record? Eu te dou.


Faça com que sua voz seja ouvida, você é sua própria força:

Starr passa por muita coisa durante essa história, perde uma melhor amiga e anos depois perde Khal, vê sua família em perigo e sente medo de falar, mas ela sabe que para que a justiça seja feita, isso depende apenas dela, O ódio que você semeia é uma jornada de reconhecimento, onde a protagonista precisa encontrar a sua própria força e sua voz para que as pessoas certas sejam punidas. Se você não fala, ninguém fará isso com você.


Eu já perdi as contas de quantas vezes assisti esse filme, sempre choro, me emociono e noto algo novo, talvez seja uma das adaptações mais fiéis que pude conferir em toda a minha vida, e quando vi Angie Thomas atuando, mesmo que por pouco tempo, em uma cena, vibrei, quem acompanha a sua jornada sabe como ela é uma autora merecedora do sucesso que vem fazendo. Ela participou de toda a gravação e esse cuidado é notável até mesmo nos diálogos do filme, sempre tão fiéis ao livro. Além disso, a trilha sonora é maravilhosa e se encontra disponível no Spotify, recomendo! Para quem quer se emocionar, refletir muito, e se deliciar com um filme maravilhoso, O ódio que você semeia sempre será a minha primeira dica, uma narrativa envolvente e necessária em dias onde a intolerância muitas vezes parece prevalecer, não nos esqueçamos que o amor é a nossa melhor armadura, o ódio que o mundo semeia não pode nos afetar.
“Esse é o problema. Nós deixamos as pessoas dizerem coisas, e elas dizem tanto que se torna uma coisa natural para elas e normal para nós. Qual é o sentido de ter voz se você vai ficar em silêncio nos momentos que não deveria?”

RESENHA Todas as Pequenas Luzes

20 de fevereiro de 2019

Hoje é dia de resenha e ela vem com um gostinho especial porque é sobre uma autora que definitivamente marcou a minha adolescência. Jamie McGuire é autora da famosa série Belo desastre e que desencadeou muitos outros livros, na época dos lançamentos, eu e muitos outros leitores surtavam com essa história mas depois de muito tempo vejo alguns probleminhas e alguns pontos que a Dayhara de hoje, não encararia de maneira positiva em uma leitura. Depois de Belo Desastre eu nunca mais tive contato com a escrita da autora, apesar de amar suas obras e a maneira frenética que sua narrativa acontecia, acabei migrando para outros rumos, e Jamie também migrou! A Verus lançou Todas as pequenas luzes e posso afirmar com tranquilidade que a autora mudou bastante, em muitos aspectos, o dinamismo entre os personagens é outro, não há mais aquela urgência, o desespero desenfreado, o ciúmes romantizado, nada do que me existia em Belo desastre consta aqui, apesar das obras serem bem diferentes entre si, acho importante fazer esse comentário porque muita gente via a relação presente em Belo Desastre, Desastre eminente etc, como abusiva, e sinceramente acho que Jamie ouviu com atenção os seus leitores e nos proporcionou uma obra bem mais leve em diversos aspectos, mas não menos importante ou menos arrebatadora. Me envolvi e me surpreendi como na adolescência e isso me deixou bastante feliz.


Catherine e Elliot se conheceram ainda pequenos, o encontro aconteceu de maneira bastante inusitada, enquanto ele está em uma árvore uma garota chama a sua atenção e ele começa a fotografá-la, a aproximação acontece daquele jeito típico de criança fazendo amizade, né? Ambos desconfiados, fofos. Acontece que Elliot não mora na cidade, ele passa os verões na casa da tia e aproveita a ocasião para fugir do tumulto que é sua família e das brigas cheias de ódio entre seus pais. A amizade entre eles floresce mas Elliot sabe que uma hora terá que ir pra casa, aos poucos eles se tornam unha e carne, ele sempre tentando proteger Catherine que é odiada por todas as meninas da cidade e sempre é deixada de lado, um servindo de suporte emocional para o outro, mas quando Catherine mais precisa de Elliot, ele precisa ir embora, ela se vê abandonada por ele e nutre muita mágoa por conta disso, ela acredita que sofreu um grande golpe vindo dele, mesmo o leitor sabendo que as coisas não são bem assim.
"Tive vontade de dizer que eu não mordia, que eu até podia odiá-lo por ele ter ido embora, e fazendo sentir sua falta por dois longos anos, mas havia coisas mais importante no mundo para ele realmente temer." 
Essa história é um grande tapa na cara em diversos momentos, os dois protagonistas ainda pequenos aprendem que a vida não é perfeita como nos livros e nos filmes, que a família muitas vezes pode ser um fardo esmagador e que é preciso ter alguém por perto para ser seu ombro amigo. Acontece que Elliot precisa ir embora não porque quer, mas sim porque sua família impõe isso, Catherine não entende a situação e se vê no direito de ficar magoada com o garoto por conta disso, mas convenhamos, se você é uma criança e sua família manda você voltar pra casa, com que autoridade você irá contra? Simplesmente não dá! Depois de muito tempo Elliot volta, porque ele ainda nutre sentimentos por Cath e quer reparar a situação toda, mas é aí que a coisa desanda um pouquinho, ela não é nenhum pouco compreensiva, age de modo grosseiro e não perdoa o garoto com facilidade, eu achei isso um pouco melodramático, ambos já cresceram, qualquer um é capaz de ver que ele não foi embora porque quis, simplesmente não tinha escolha. Além disso, Cath vive uma vida que sinceramente não desejo para ninguém, ela trabalha feito louca, sofre bullying na escola, não tem tempo pra si, ela não vive a vida de uma adolescente normal. Elliot tenta ajudar, se aproxima novamente mas ela não dá brecha alguma, em partes por conta da mágoa que ainda carrega e em outras por conta dos segredos que esconde, tudo é muito misterioso quando se trata dela e sua família.


Se você espera algo como Belo Desastre pode ir parando por aí, a pegada dessa obra é totalmente diferente! Apesar do ritmo um pouco lento no início, assim que Elliot volta, as coisas começam a acontecer de maneira mais acelerada, é notável a mudança da protagonista, ela não tem planos e nem expectativas porque diz que suas obrigações são outras, mas quais? Sua casa não é um bom lugar para se viver, ela se sente esgotada e sem forças para lutar contra isso, e o segredo que Cath guarda tão bem é devastador e faz com que tenhamos muito mais empatia por ela.

Eu iniciei essa história esperando algo sensual e bastante explosivo, porque era a marca da autora, mas dei de cara com mistérios, segredos e um romance fofo e bastante gradual. O plot da obra deixa você de queixo caído, eu demorei para entender o que era e quando descobri, fiquei totalmente sem reação, Jamie segue brincando com as minhas emoções desde sempre. Foi uma leitura bastante agradável, um pouco lenta no caminho mas que quando engrenou não consegui mais desgrudar, os personagens possuem uma carga dramática bastante forte e a maneira que eles procuram se ajudar é louvável. O final mexeu bastante comigo e precisei de alguns bons dias para absorvê-lo realmente, essa capa é linda demais e condizente com o enredo, a trama é dividida entre o ponto de vista de ambos os personagens e isso foi bastante importante porque os dois apesar de possuírem dramas muito reais, encaram as coisas de maneiras bem dicotômicas, enquanto Elliot prefere encarar tudo sem medo, batendo de frente, Cath é mais cabisbaixa e aceita as coisas, mais por cansaço, conformismo, seus segredos que deixam ela completamente amarrada… Tudo é muito comprometedor para ela. 

Se você procura uma obra que passeia por vários gêneros, brinca com as suas emoções de todo modo e te prende de maneira sem igual, Todas as pequenas luzes é a leitura certa para você!


Título: Todas as Pequenas Luzes
Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
Nº de Páginas: 350
Sinopse: "Quando Elliott Youngblood vê Catherine Calhoun pela primeira vez, ele é apenas um garoto com uma câmera nas mãos que nunca viu algo tão triste e tão belo. Os dois se sentem excluídos e logo se tornam amigos. Porém, no momento em que Catherine mais precisa dele, Elliott é forçado a sair da cidade. Alguns anos depois, Elliott finalmente retorna, mas ele e Catherine agora são pessoas diferentes. Ele é um atleta bem-sucedido, e ela passa todo o tempo livre trabalhando na misteriosa pousada de sua mãe. Catherine ainda não perdoou Elliott por abandoná-la num momento difícil, mas ele está determinado a reconquistar a amizade dela ― e a ganhar seu coração. Bem quando Catherine está pronta para confiar outra vez em Elliott, ele se torna o principal suspeito em uma tragédia local. Apesar da desconfiança de todos na cidade, Catherine se agarra ao seu amor por Elliott. Mas um segredo devastador que ela esconde pode destruir qualquer chance de felicidade que os dois ainda têm." *Exemplar cedido em parceria com a editora.
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