Posts Recentes

Motivos para ler e assistir Good Omens

8 de julho de 2019


 Olá pessoal, aqui é o Mateus e hoje é dia de post especial! Vamos falar de uma obra que vem fazendo bastante sucesso por aí.
 Em Good Omens, ou Belas Maldições, o que temos é a mescla de mundos e de seres que, outrora pensemos não se darem tão bem, aos poucos vemos a necessidade de um personagem estar na vida do outro. A história contada relata um possível Fim dos Tempos que está marcado para um dia específico da semana, sendo ele um sábado, e do nascimento do Anticristo é que forças de dois lados da história estão em seus devidos lugares para a realização do trabalho, são  elas: as forças do bem e as forças do mal.



 Aziraphale é um anjo e Crowley um demônio. Lados opostos que aprenderam a arte da convivência por terem passado muito tempo já na Terra. Da união entre esses dois seres totalmente distintos é que vemos a comicidade acontecer, misturada a essência de nos fazer pensar sobre diferentes questões e pontos de vista.
 Tais personagens, a partir da troca errônea do bebê predestinado a ser o Anticristo, precisam juntos, encontra-lo, sendo que a criança está para completar seus já 11 anos de vida. Aziraphale e Crowley partem numa busca caminhando lado a lado, antes que seja tarde demais.
 O grotesco e sublime, essas figuras centrais provam a necessidade de um para com o outro. Perspectivas diferentes que se fazem necessárias no decorrer da história. Uma boa pitada de ironia na hora certa torna cada diálogo entre essas duas personagens uma lição, a nos fazer refletir perspectivas.



 Uma escrita sem igual, Neil Gaiman e Terry Pratchett possuem um dom de não fazer com que tiremos os olhos das páginas, buscando o virar de cada folha para que terminemos essa belíssima estória sabendo o mais rápido possível o que acontece no fim. Vale lembrar que a série saiu recentemente e tem feito bastante sucesso, preciso ressaltar que ler a obra e assistir essa adaptação é um prato cheio, muito bem degustado, cinematograficamente falando, tudo é muito bem feito, a fotografia é incrível e além de um bom livro, essa é uma série que dá gosto de ver. 

RESENHA Vem Comigo

1 de julho de 2019

Esse é o primeiro livro desta autora que eu leio, mas já digo que me apaixonei por ela, a narrativa é intrigante, pois nos deixa sem saber se o que está acontecendo é verdade ou não, o final foi um dos mais surpreendes que já li em toda a minha vida. 



Nossos personagens principais são Gabe e Tegan, um jovem casal, ele advogado recém-formado e ela professora do primário. Uma história comum de duas pessoas que se conhecem, namoram e vivem momentos inesquecíveis juntos. Quando Teg descobre que está grávida acaba sendo uma grande surpresa mas de certa forma já fazia parte dos planos do casal, que visavam constituir família. Eles vão morar juntos, e tudo vai muito bem até que em uma noite de muita neve Gabe e Teg estão indo para um jantar na casa dos pais de Gabe, um pouco atrasados, a pista coberta de gelo, Gabe dirige acima da velocidade por conta do atraso. De repente Teg vê tudo de cabeça para baixo, Gabe perdeu o controle do veículo e o carro capota, depois disso, sabemos que tudo irá mudar. 


Teg tenta encontrar Gabe no banco ao seu lado, mas não o encontra, ela sente que algo de muito errado está acontecendo quando percebe que suas pernas estão quentes pelo sangue da hemorragia, Teg perde o bebê aos seis meses de sua gestação, essa é uma dor que imagino eu, deva ser imensurável. Passado dois longos meses desde o triste acidente ela está sob tratamento psiquiátrico, pois não consegue suportar a terrível perca de seu filho que se chamaria Harrison. Teg passa por momentos horríveis ao tentar amenizar sua dor com um coquetel de remédios que quase a leva à morte.


“A morte deixa uma dor que ninguém consegue curar. O amor deixa uma lembrança que ninguém é capaz de roubar.”


A protagonista culpa Gabe pelo acidente e não consegue perdoá-lo. Por causa dos ferimentos graves os médicos tiveram que tirar o útero de Teg, sendo assim ela fica muito revoltada, pois ser mãe era seu sonho, mas agora não é mais uma opção. Após muito sofrimento, angustias e tratamentos, Gabe lembra do pote dos desejos que eles escreveram antes de se casarem. Lugares e coisas que gostariam de fazer juntos.


A partir disso começa a jornada incentivada pela família de Teg e por sua amiga, Anna. Teg decide encarar uma aventura, tira do pote três papéis, o primeiro dizia: Tailândia uma pintura feita por um elefante; o segundo dizia: Itália um curso de culinária; o terceiro dizia: Hawaii pegar a melhor e maior onda. Teg e Gabe partem para sua viagem, conhecem lugares maravilhosos, pessoas com histórias de vida felizes e outras nem tanto assim.

Acontece que essa história foi muito comparada com Comer, Rezar e amar, muito pela jornada de autodescoberta e tudo mais, mas esse livro é muito mais denso, perder um filho é uma situação bastante dolorosa, nossos protagonistas não esquecem disso nem por um momento, principalmente durante a viagem, Harrison está sempre ali mesmo que indiretamente. É como se o casal vivesse durante essa viagem as fases do luto, com recaídas, tentativas de recomeços e novas experiências, não acho que essa seja uma jornada de autodescoberta mas sim de fortalecimento, reencontro e principalmente aceitação do seu destino e como algumas coisas estão além de nossas vontades. 

Mas pra mim a grande jogada e o que tornou esse livro tão maravilhoso assim foi a maneira como a história está caminhando em uma linha bastante consistente e que muitas vezes pode dar a ideia de entediante e do nada tudo muda, o final foge do esperado e te deixa de queixo caído, te propõe muitos questionamentos e até uma certa incredulidade, uma narrativa que vai tirar você sua zona de conforto, tenho certeza que vocês irão amar ler Vem comigo.


Título: Vem Comigo
Autora: Karma Brown
Editora: Verus
Nº de Páginas: 305
Sinopse: "Tegan Lawson tem tudo o que poderia querer da vida, incluindo Gabe, seu marido amoroso, e um bebê a caminho. Mas um acidente deixa a vida de Tegan tão devastada como o carro do qual ela foi resgatada. Entre a perda do bebê e a raiva incontrolável por Gabe, que estava dirigindo naquela noite, Tegan está afundando em tristeza. E, quando ela pensa que chegou ao fundo do poço, Gabe a lembra do ''pote dos desejos'', uma coleção das viagens e experiências dos sonhos do casal. E assim se inicia a aventura. Dos tumultuados mercados da Tailândia até os sabores da Itália e as ondas do Havaí, Tegan e Gabe embarcam em uma jornada para escapar da tragédia e encontrar o perdão. Mas, quando as coisas tomam um rumo chocante no Havaí, Tegan é forçada a encarar a verdade - e a decidir se a vida ainda vale a pena, mesmo que não seja exatamente como ela sonhou."*Exemplar cedido em parceria com a editora. 

RESENHA Namorada Podre de Rica

25 de junho de 2019


 No ano passado eu li Asiáticos podres de ricos e minha cabeça basicamente explodiu por tantos questionamentos, não sobre a obra mas sim sobre a relevância dela(você pode acompanhar a resenha do primeiro livro AQUI). Sempre li muito, sempre amei romances e obras mais divertidas, mas em mais de dez anos como leitora, nunca li nada que se debruçasse sobre a cultura asiática, por que? Talvez porque as editoras não davam a devida atenção, talvez porque nós leitores nunca nos questionamos sobre, são inúmeros os motivos, mas o fato é: Kevin trabalhou essa história de modo bastante informativo e divertido, além de desconstruir vários estereótipos que criamos em nossas cabeças. O livro fez um sucesso danado e o primeiro volume acabou sendo adaptado para o cinema, eu assisti e adorei! Tudo lindo demais, glamuroso e com a essência da obra, mas haviam muitas coisas para serem resolvidas, no primeiro volume muitas perguntas haviam ficado e definitivamente foi o tipo de história que terminei de ler e queria o segundo pra ontem! Felizmente a Record traduziu essa obra rapidinho e a leitura mais uma vez foi bastante gratificante, tentarei dar o mínimo possível de spoilers nessa resenha, mas eles vão acontecer em alguma proporção.


Essa história se passa algum tempo depois de Asiáticos podres de ricos, Rachel e Nick estão muito bem morando em NY, Nick segue afastado de sua família e recusando contato, a mãe dele não aceita isso nada bem e vem sofrendo com essa distância. Rachel segue procurando por seu pai, mas sem muitas respostas, o que ela não sabe é que Eleanor vem fazendo a mesma coisa, e ela encontra o tão misterioso homem, ele é um bilionário chinês, isso é surpreendente, levando em conta que na primeira obra, o grande problema era o fato de Rachel ser pobre e agora ela é rica graças ao pai.

Para ler Kevin Kwan você precisa insistir, em um primeiro momento você acha que o autor é bem maluquinho e simplesmente vai jogando informações demais e personagens demais nas histórias, mas tudo vai se completando de modo que o leitor fica chocado quando tudo se interliga. São apresentados novos personagens mas como no livro anterior, antes de apresentar a história o autor faz questão de fazer uma bela descrição dos personagens, você demora um pouquinho para descobrir quem é quem, mas logo está familiarizado e tudo faz sentido. Esse é um livro de respostas, enquanto em Asiáticos podres de ricos era um livro divertido, pra apresentar o cenário asiático e toda a sua beleza e fofoca, aqui temos as respostas, nem sempre divertidas, mas bastante reveladoras. A família de Nick se redime em muita coisa, não porque era a intenção, mas sim porque eles entendem que precisam recuar as vezes em nome do amor, já Nick, finalmente tomou as rédeas da situação e passou a lutar por Rachel, coisa que ele não fez no primeiro volume e foi uma das coisas que mais me incomodou. Arrisco a dizer que esse livro é muito melhor que o anterior, enquanto o outro conquistava você pelo deslumbramento com a riqueza dessas famílias, aqui o autor focou em Rachel e na família dela, foi bacana acompanhar isso de perto.

Um livro cheio de referências e bastante informativo, o que me faz amar Kevin é a maneira como ele naturaliza a cultura asiática e faz questão de nos explicar tudo direitinho, sua diversão e seu modo didático de ser são encantadores.



Título: Namorada Podre de Rica
Autor: Kevin Kwan
Editora: Record
Nº de Páginas: 462
Sinopse: "Depois de descobrir que seu lindo namorado, um simples professor de história da Universidade de Nova York, é, na verdade, o herdeiro de uma das famílias mais ricas de Cingapura e de sobreviver a todas as tentativas orquestradas pela mãe dele, a poderosa Eleanor Young, para tentar separá-los, Rachel Chu acha que, agora, está preparada para qualquer coisa. Ah, ela não poderia estar mais enganada... Às vésperas de seu casamento com Nick, ela recebe a visita de um homem que sempre sonhou conhecer: seu próprio pai. Isso acaba arrastando o casal para um mundo capaz de deixar até o herdeiro de uma das maiores fortunas da Ásia de queixo caído. Em Xangai, eles conhecem a realidade dos novos-ricos, que, ao contrário dos chineses do continente, cuja fortuna vem sendo acumulada e multiplicada ao longo de várias gerações, não têm o menor pudor em ostentar. De uma hora para a outra, viajar de jatinhos particulares pela Ásia não era nada perto do Boeing 747-8i privativo no qual, em vez de quatrocentos assentos, há uma sala de cirurgia equipada com uma UTI e um lago de carpas! Em Namorada podre de rica, a aguardada continuação do best-seller que conquistou milhões de fãs no mundo inteiro e que foi adaptado para o cinema, Kevin Kwan narra, com seu humor satírico e perspicaz, uma história onde (quase) nada é inventado e nos faz mergulhar no mundo glamoroso e inacreditável das pessoas mais ricas da China."*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Um Amor de Inverno

24 de junho de 2019


 No ano passado recebi as caixinhas VIB da Editora Record e foi só alegria, me diverti bastante com as apostas da editora e com certeza Um verão na Itália foi um dos romances mais divertidos que li no ano de 2018, você pode acompanhar a resenha AQUI, a escrita de Carrie é bastante direta mas isso não quer dizer que é pobre ou algo do tipo, ela escreve bem, de maneira muito divertida e é impossível não se envolver com os personagens. Assim que recebi Um amor de inverno, segundo volume da série As irmãs Shakespeare, deixei todas as leituras de lado para dar atenção pra essa obra, para além da alegria que é o reencontro com essas irmãs, nessa obra em especial tive uma experiência quase que sensorial, sentir o friozinho, a neve, o aconchego da época, tudo foi completo demais e pude perceber como Carrie é uma autora que veio pra ficar entre as grandes e mal posso esperar pelo livro sobre a próxima estação.


Aqui vamos conhecer Kitty Shakespeare, essa irmã em especial é estudante de cinema, muito talentosa e convicta das coisas que acredita, tudo que ela almeja é uma oportunidade, Kitty é gente como a gente, aquela pessoa com talento de sobra mas que não é contratada por conta da falta de experiência, ela só quer o seu lugar ao sol em Hollywood mas isso parece quase impossível, assim que consegue uma a oportunidade de entrevista de emprego, as coisas fogem totalmente do esperado e mais uma vez ela se vê em uma vaga de babá, esse não é o que a garota quer mas as contas não esperam. Sem contar que ela será babá do filho de um dos produtores mais famosos do cinema, então quem sabe durante esse período, não consiga uma indicação?
"Ele era multifacetado e complicado pra caramba, e mais difícil de decifrar do que uma equação de matemática. Mas era um quebra-cabeça que estava desesperada por resolver."
Acontece que Kitty irá para a Virgínia Ocidental, um lugar bastante gelado e repleto de neve pra todo lado, o que ela não esperava era encontrar um homem misterioso, com cara de eremita mas que tem seu charme, o que começa como um encontro totalmente desastrado, acaba se tornando uma grande paixão.

Adam é o irmão do chefe de Kitty, ele vive em uma casa isolada no meio da neve porque não se dá bem coma família, a única coisa que o mantém próximo é o seu sobrinho, uma criança doce e que encanta durante a narrativa toda. No início achei Adam um cara bastante grosso com Kitty, ela procura ser gentil na intenção de conseguir um amigo ou alguém que faça companhia pra ela, estar no meio da neve em um local distante é bastante solitário, mas Adam age como um grande babaca, sendo grosso, fugindo, agindo como um homem das cavernas. Aos pouquinhos e por conta das circunstâncias, eles vão se aproximando, muito disso se deve ao sobrinho, que sempre acaba unindo esses dois, Adam vai percebendo como a babá além de muito bonita, é uma mulher doce, repleta de valores que conquistam qualquer ser humano. Já Kitty... Ela fica completamente chocada quando descobre que Adam é um importante cineasta, responsável por documentários que falam sobre problemas sociais bastante sérios e que se afastou do seu mundo profissional sem muitas explicações. Duas pessoas unidas pelas circunstâncias, pelo clima e principalmente por um sentimento que só cresce, a estação mais gelada do ano é só mais um bônus na união desses dois.


Um amor de inverno é uma narrativa clichê? Com toda a certeza, mocinho com problemas no passado, todo fechado, já a mocinha toda querida, que acredita no amor sem pensar duas vezes, o diferencial nessa história é a maneira como Carrie trabalha, o tempo todo, isso mesmo, o tempo TODO, você pode sentir o climinha do inverno, ela faz descrições não muito longas mas bastante certeiras, aos pouquinhos ela vai pincelando o cenário e quando você percebe, quer morar em uma cabana no meio do nada e acordar com a neve na sua janela, simples assim. Esse livro é bem mais sério que o anterior, enquanto no primeiro volume da série temos personagens bem mais engraçados e esse é o ponto alto da narrativa, aqui a grande jogada da autora é envolver o leitor com um certo aconchego, você quer morar nessa história, partilhar desses momentos.

Tudo nessa obra é perfeito, a capa, a escrita, os personagens e principalmente a ambientação, ler as obras escritas por Carrie me dá a certeza de que romance é sempre o meu gênero queridinho, mal posso esperar para conhecer a história da próxima irmã e mais uma vez me surpreender com a capacidade inovadora dessa autora. Ah, e um adendo! Os livros dessa série podem ser lidos separadamente, cada obra foca em uma irmã, pode acontecer de você pegar um pequeno spoiler do livro anterior, mas se você gosta de finais felizes isso não será um problema. 


Título: Um Amor de Inverno
Autora: Carrie Elks
Editora: Verus
Nºde Páginas: 320
Sinopse: "Pode estar nevando lá fora, mas, em uma cabana de madeira no meio da floresta, as coisas estão definitivamente quentes... A estudante de cinema Kitty Shakespeare está determinada a aproveitar ao máximo seu novo emprego como babá. Pode não ser exatamente a carreira que ela esperava quando mudou de Londres para Los Angeles, mas, graças ao hábito de travar em entrevistas, esta pode ser sua última chance de impressionar um dos maiores produtores de Hollywood ― se ela conseguir cuidar do filho dele direito, certamente o homem vai olhar para ela com mais atenção. Pelo lado positivo, há muita neve na casa da família nas montanhas e ela sempre adorou crianças. Mas Kitty não contava se envolver com a família problemática do chefe, nem se sentir atraída por Adam, o irmão sexy e recluso. Adam Klein pode ser lindo, mas também é bruto e grosseiro e não está pronto para cair de quatro pela babá ― não depois do ano que ele teve. Tudo o que ele quer é se enfiar em sua cabana na floresta e se esconder do irmão que destruiu sua vida. Se ao menos ele conseguisse ignorar a maneira como Kitty faz seu coração disparar... Isso está longe de ser amor à primeira vista ― mas desde quando o caminho para um final feliz digno de cinema acontece sem tropeços? "*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA #Acredite

14 de junho de 2019


Oi pessoal, aqui é a Thais e hoje vim trazer uma dica um pouco diferente para vocês, uma mistura de Conto de Fadas com os tempos modernos. Eu nunca tinha ouvido falar dessa obra, mas conheço muito bem a plataforma em que ela foi publicada, porque Wattpad é muito o amor da minha vida. Para quem não conhece, o Wattpad é uma plataforma de livros online (que também tem app), onde você pode encontrar tanto os seus livros favoritos quanto livros inéditos e não publicados escritos por autores de todos os cantos e dos mais diversos gêneros. E fico feliz em ver mais uma autora desse mundo online levando sua história para o mundo das páginas impressas.

Nessa história o mundo é dividido entre Braites e Lalulis. Os Braites são seres poderosos, superiores, que sempre preservam o otimismo, a alegria, o amor e a leveza, porque esses são os componentes principais para sua magia ser tão poderosa. Os Laluli são vistos como inferiores e mais fracos, pessimistas por natureza, tristes e vivem numa realidade muito mais dura e difícil, e conseguem fazer apenas as magias mais simples, ao contrário dos Braites que vivem num mundo todo colorido e nas nuvens (isso não é só modo de falar, as casas deles flutuam). Eles vivem lado a lado, mas distantes ao mesmo tempo, com um grande preconceito e desprezo que formam um muro entre si e que eles consideram como harmonia. Uma das maiores regras dos Braites é que jamais devem se envolver com um Laluli, porque segundo as histórias, eles fazem com que os Braites fiquem mais fracos e percam sua magia. E isso, sendo os Braites tão orgulhosos de seu poder, é uma das maiores desgraças. E é nesse cenário revoltante em que vive a adolescente Pamela Morning Star, uma jovem Braite que, contrariando as regras, está apaixonada por um Laluli.

Pamela tenta conter seus sentimentos, tenta se manter afastada de Raul, o garoto de cabelos roxos e olhos cor de mel por quem está apaixonada. Todos dizem que ela não deve se envolver com ele, ela foi criada para não se envolver com alguém como ele, mas todo o esforço se mostra insuficiente e um completo desastre, tanto para um quanto para o outro. E afinal, se o amor é uma das forças que potencializam a magia, o que tem de errado ficar com quem ama? Foi seguindo esse questionamento que Pamela seguiu em frente, dando as costas para as regras e se entregando aos seus sentimentos. No entanto, ao assumirem um relacionamento, Pamela e Raul tem que passar pelas mais diversas provações, em especial Pamela, que é arrancada de sua vida, sua casa, sua família, apenas porque se apaixonou por alguém que é “diferente” dela.  Por altos e baixos, com o apoio um do outro e superando todas as probabilidades, os dois acabam derrubando todas as antigas crenças preconceituosos que separavam os seus povos e nesse caminho acabam descobrindo um poder nunca imaginado, um tipo de magia que vira o mundo de Braites e Lalulis de cabeça para baixo e acaba gerando uma verdadeira revolução em tudo aquilo que acreditavam que sabiam sobre magia.


#Acredite foi uma leitura diferente para mim, principalmente porque, a princípio, eu não tinha notado que era uma leitura infanto-juvenil, então talvez por isso eu tenha tido um pouco de dificuldade no começo da leitura. Eu sinceramente me irritei muito com a Pamela no começo da história, justamente porque achava ela um tanto irritante, mimada e com uma tendência para o drama. Mas ai parei para pensar que, na maioria dos contos de fadas, ou basicamente todos, as mocinhas das histórias sempre tem alguma situação meio desafortunada, para Pamela calhou de se apaixonar pelo cara que o seu povo considerava “errado” para ela, tudo por causa de preconceitos que são muito bobos, mas que se pararmos para notar, de algum modo, não é muito diferente da nossa realidade. Apesar de ela própria não estar muito alheia em seus sentimentos, pelo menos em alguns momentos, talvez por sua criação, dessa segregação social entre Braites e Lalulis. Ela questiona o tempo todo o porque disso e até mesmo tenta fazer as pessoas perceberem o quanto essa divisão é uma bobagem, que eles eram um só povo e que ainda são, mesmo com suas diferenças, que nem chegam a ser tão grandes assim.

Fiquei realmente irritada por, na concepção dos Braites, eles não poderem ficar tristes, porque isso “prejudica sua magia”. Tipo, que ser na terra fica feliz o tempo todo? Tanto que tem um momento em que a Pamela esta super triste e os pais dela nem sabem o que falar para ela, porque aquela não é uma situação a qual estão acostumados. Para eles é como se o mundo fosse feito de unicórnios e arco-íris, o que é uma coisa bem hipócrita deles pregarem, já que eles tem um comportamento muito odioso com os Laluli. Mas enfim, que sociedade não é estigmatizada? Eu acabei gostando da forma como Pamela, de certo modo, amadureceu no decorrer de poucas páginas, que ela passou a pensar um pouco mais no mundo e não apenas em si mesma, até porque a atitude dela de dar as costas para a antiga vida e quebras as regras para namorar Raul gerou um certo impacto nas outras pessoas. Gostei também da mensagem que toda a obra passa, de que o amor é importante, claro, muitos dos personagens demonstram isso, mas tão importante quanto isso é você acreditar em si mesma(o), acreditar que é capaz. Porque o acreditar é realmente algo muito poderoso quando você para pra pensar, porque na maioria das vezes é isso que impede ou motiva você a fazer alguma coisa. Então foi algo que achei legal, uma temática interessante.

O livro é bem curtinho, então é uma leitura rápida e a linguagem é bem fácil. Os capítulos também são curtos, são separados por umas artes muito amorzinho e é tudo bem organizado. A história por si só é bem rápida, tanto que eu li ela em metade de um dia. Além disso, é uma edição bem amorzinho. Tem alguns, não chegam a ser erros gramaticais, mas é como uma falta de alguns termos ou palavras aqui e ali, mas nada grave que gere descrédito na obra. Sinceramente, essa não foi um livro pelo qual eu fiquei apaixonada, talvez por não ser exatamente o meu tipo de leitura, sei lá, mas gostei muito da mensagem que a autora passou, sobre o que nós somos capazes de fazer quando acreditamos em nós mesmos. É algo que com certeza vou levar comigo.

“E a história que vou contar a vocês é sobre esse tipo de amor, esse amor mágico, que transforma. Mas a história não é só sobre amor, é muito sobre acreditar.”

Título: #Acredite
Autora: Eliane Quintella
N° de Páginas: 143
Sinopse: “Existe um mundo mágico, mas seu povo é dividido de acordo com seus poderes. Braites são mágicos mais poderosos e dominam a energia da transformação. Lalulis conseguem fazer apenas as mágicas simples. Os Braites mantêm sua magia forte, pois cultivam a leveza, a harmonia e a alegria, já os Lalulis não são capazes de aumentar seu poder de magia, pois são pessimistas por natureza e preferem se deixar dominar por sentimentos pesados a serem fúteis como os Braites. Nesse mundo dividido, Pamela, uma jovem Braite, se apaixona por Raul, um Laluli. Porém, os dois acreditam que o amor é uma força poderosa e estão dispostos a desafiar a ordem das coisas ficando juntos. O casal é submetido a duras provações que desafiam a força do amor e a crença que separa aquele mundo.”
Todos os direitos reservados 2019 |
Desenvolvimento por: Suelen Marques - Web Design
Para o topo!