RESENHA Asiáticos podres de ricos

quarta-feira, 23 de maio de 2018
Título: Asiáticos podres de ricos
Autor: Kevin Kwan
Editora: Grupo Editorial Record
Nº de Páginas: 490
Sinopse: "Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano. Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo."

*Livro cedido em parceria

 Gente, que livro! Matei a minha saudade de Gossip Girl ao ler essa belezinha. Asiáticos podres de ricos veio na caixinha especial do VIB e eu imediatamente me assustei com o tamanho, achei que seria uma leitura complicada e de fato no início foi, é um pouco confuso se ambientar aos nomes, mas depois que a coisa pega jeito, a curiosidade fala muito mais alto!






RESENHA Robinson Crusoé

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Título: Robinson Crusoé
Autor: Daniel Defoe
Editora: Nova Fronteira
Nº de Páginas: 495
Sinopse: "Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, é considerado o precursor do estilo romance na literatura. Escrito no século XVIII, conta a história de um jovem náufrago que vai esbarrar em uma ilha deserta, sendo o único sobrevivente de um desastre que destruiu o navio onde viajava e matou toda a tripulação. Embora seja categorizado como livro de aventura, no melhor estilo capa e espada, é também uma obra que suscita grande reflexão sobre temas como a solidão, a fé, lucidez e perseverança."


*Livro cedido em parceria com a editora





 Como vocês bem sabem agora o blog é parceiro da editora Nova Fronteira e como presente recebemos todos os lançamentos do mês juntamente com um cofrinho fofo. Robinson Crusoé é um clássico da literatura que namoro faz um bom tempo, ao descobrir que ele faria parte do box Mestres da aventura a minha felicidade só aumentou. É uma aventura digna de fazer parte dessa caixinha seleta e sem dúvidas abriu meu horizonte pra esse estilo incrível, Daniel Defoe ocupa grande espaço na literatura porque fez um trabalho incrível e poder acompanhar o desenrolar de sua história foi uma experiência emocionante.
 Talvez essa seja uma das situações mais perturbadoras que se pode imaginar, você é o único sobrevivente de um acidente e se encontra sozinho em uma ilha, onde sua única opção é lutar pela sua sobrevivência, mesmo sabendo que um possível resgate pode levar dias, até mesmo anos. É nesses momentos que a capacidade humana é testada no seu limite, onde você precisa se submeter ao que jamais imaginou para seguir existindo, e é isso que Robinson faz.



 Acompanhamos o personagem em sua jornada difícil pela ilha, onde muitas vezes fica o questionamento: até que ponto ser o único sobrevivente é bom? Robson está completamente isolado e sendo assim, precisa ir desvendando a ilha aos poucos, para saber o que há para comer, como irá tornar a sua estada nesse local o menos desconfortável possível, e imagine só, ele ficou mais de vinte anos instalado nessa ilha, deu tempo o suficiente para explorar de cabo a rabo, certo? Mas certamente um dos fatores que o fizeram resistir por tanto tempo foi a fé, ele se apegou a isso tão firmemente que manter-se vivo era quase um propósito ao divino, pelos olhos do autor é até algo bonito de se observar. Robinson é um jovem que fugiu de casa porque tinha o desejo de conhecer o mundo, ele passou por uma boa experiência antes de naufragar de fato, então tinha uma certa bagagem para sobreviver.
 Acontece que após duas décadas e meia de solidão, Robinson encontra pegadas na ilha e descobre que ele tem companhia, uma tribo viaja com frequência até lá para fazer rituais e ele acaba capturando um homem, chamando-o de Sexta-Feira(o dia da captura). Nesse momento eu me vi dividida, inicialmente achei que haveria um clima de irmandade porque os dois de fato tornam-se companheiros, mas em certos momentos ficou muito gritante o tom de superioridade de Robinson, por mais que ele tenha vivido muitos anos recluso na ilha, o seu período anterior, convivendo com o povo colonizado o fez ter determinados comportamentos que sinceramente, não são nada surpresos.
 Não posso dar mais spoilers sobre o livro, mas ele é um dos mais traduzidos no mundo e obviamente é por um bom motivo, a narrativa é muito fácil de se compreender, diferente do que eu esperava em um clássico, vez ou outra me senti um pouquinho cansada, não pela escrita mas sim pela demora nos acontecimentos, mas ainda assim a trama como um todo é muito válida, tanto Robinson quanto Sexta-Feira são personagens muito ricos e que nos fazem produzir alguns questionamentos importantes a respeito do convívio em sociedade.

Celebrei o vigésimo sétimo aniversário da minha vida na ilha de modo especial. Tinha muito a agradecer a Deus, agora mais do que antes, já que os três últimos anos foram particularmente agradáveis ao lado de Sexta-Feira. Tinha também o estranho pressentimento de que este seria o último aniversário comemorado na ilha.






RESENHA Um verão na Itália

terça-feira, 15 de maio de 2018
Título: Um verão na Itália
Autora: Carrie Elks
Editora: Verus Editora
Nº de Páginas: 282
Sinopse(adaptada):  "Cesca Shakespeare atingiu o fundo do poço. Seis anos depois da peça que ela escreveu, bombardeada nas bilheterias, ela é incapaz de manter um emprego, manter um apartamento, e o pior de tudo, sua família não tem ideia de quão longe ela está. Então, quando seu padrinho lhe oferece um emprego na Villa italiana de seu amigo durante o verão, ela concorda, relutante, em tentar escrever uma nova peça. Isso antes de descobrir que a casa pertence ao seu maior inimigo, Sam Carlton. Quando o coração pulsante de Hollywood, Sam Carlton, vê seu nome espalhado em um pano de fofoca, tudo o que ele quer é se esconder. É assim que ele se viaja para a Itália, decidindo passar o verão na vila vazia de sua família. Exceto quando ele chega, não é tão vazio quanto ele esperava. Ao longo do quente verão italiano, Cesca e Sam têm que lidar com seus passados. O que começa como uma tentativa de amizade rapidamente se transforma em uma atração intensa - e, em seguida, uma aventura escaldante. Mas eles não podem se esconder da realidade para sempre. Enquanto seus mundos diferentes colidem, Sam e Cesca enfrentam uma escolha: isso é apenas um romance de verão, ou o amor deles poderia resistir até mesmo aos ventos mais frios?"

*Livro cedido em parceria com a editora


 Eu pensei que minha ressaca literária não seria curada tão cedo mas meus amigos... Ela durou só uma semana porque Cesca chegou para me salvar e me transportar diretamente para  a Itália! Um verão na Itália vai ganhar resenha com capa gringa mesmo, porque ele tem previsão de lançamento para junho, mas veio na caixinha especial do VIB, uma fofura que só.

 Cesca é a típica mulher que só se dá mal na vida, ela coleciona demissões, não tem dinheiro para o aluguel e se sente perdida. Essa maré ruim já dura seis anos, desde quando ela era uma jovem roteirista com um futuro promissor até o ator principal de sua peça abandonar tudo na véspera e por conta dele todo o projeto ser cancelado. Depois disso Cesca nunca mais escreveu nada, afundou-se nesse trauma e nunca mais se reergueu. E foi assim que a vida de Cesca acabou, graças ao abandono de um irresponsável ela desistiu de seu sonho mas seu padrinho pode ajudá-la, mexendo seus pauzinhos no mundo teatral ele consegue uma vaga de emprego para sua afilhada em uma vilazinha afastada na Itália, ela só precisa cobrir as férias dos caseiros e enquanto isso pode usar o belo cenário para tentar recuperar o seu talento na escrita.
 Já Sam... O belo ator de Hollywood, que faz todos caírem aos seus pés dessa vez se deu mal, por conta de uma fofoca e tabloides sensacionalistas ele está com fama de canalha/homem britadeira e precisa fugir disso tudo, só quer um pouquinho de paz e resolve ir para a casa de descanso dos pais na Itália. 



 Sim, é isso mesmo que você está pensando. Sam é o rapaz que abandonou a peça de Cesca e acabou com a sua vida, mas ele também é o homem que vai importuná-la o verão inteiro, porque assim como ela, ele precisa de paz, mas a verdade é que nessa história, ambos são o inferno e o céu um do outro.
 Acompanhar o desenrolar desa história é uma delícia! Cesca passou por muita coisa ruim, desde a morte de sua mãe as coisas só pioraram, ela se apega em suas irmãs e padrinho para se manter firme, mas tudo ao seu redor está desmoronando e essa oportunidade de emprego parece ser a única saída, talvez esse seja o melhor momento para ela superar o seu trauma e escrever novamente, Cesca só não contava que o motivador disso tudo iria conviver com ela.
 Já Sam... Que homem! Ele é educado com a nossa protagonista desde o início, mesmo com ela o atacando o tempo todo, porque o reconheceu imediatamente, ele mantém a postura, metade das coisas que respondia era só para irritá-la, mesmo com um pai babaca, uma família distante e toda a fama que pode corromper o ser humano, Sam segue sendo um homem incrível e que teve seus motivos para abandonar aquela peça no passado, ele só precisa fazer Cesca entender isso.
 A narrativa é em terceira pessoa e um amor só, temos aqui o clichê que dá certo, mocinho e mocinha que se odeiam, um trauma para superar e muita paixão, a diferença é que a autora soube trabalhar isso tão bem e trabalhar tão lindamente com o cenário italiano que me peguei desejando um vinho no final da leitura, pois é meus amigos. Cesca e Sam inicialmente não são um casal, há muita coisa em jogo, o trauma de Cesca, o medo de Sam, a fama, as diferenças sociais, a culpa, mas acima de tudo existe amor, não importa para onde Cesca fuja, ela e Sam acabam sendo como dois imãs que funcionam apenas unidos. 
 Carrie trabalhou muito bem o cenário na italino, tudo é tão detalhado que montar a imagem dessa vilazinha se tornou algo fácil, ler essa história se tornou prazeroso justamente por isso, eu me sentia explorando o interior da Itália enquanto o romance acontecia. 
 Esse é o primeiro livro dá série As irmãs Shakespeare, onde cada livro vai contar a história de uma das irmãs, mal posso esperar pelo segundo, Cesca ganhou um espacinho em meu coração mas há espaço para mais três irmãs.

Ele estava certo; ela sabia que estava. Era loucura quão pouco ela tinha a perder. Há um ponto na vida em que ou você aceita que as coisas nunca vão melhorar, ou assume a direção e realmente começa a pensar para onde está indo. Sentada ali naquele apartamento em Londres, Cesca percebeu que esse era o momento para ela. 






Resenha A Desumanização

terça-feira, 8 de maio de 2018
Título: A desumanização
Autor: Valter Hugo Mãe
Editora: Biblioteca Azul
Nº de Páginas: 160
Sinopse: "Na paisagem gélida da Islândia, a menina Halla, de apenas onze anos de idade, busca compreender os sentimentos que surgem com o falecimento de sua irmã Sigridur. Vivendo a divisão permanente das “crianças espelhos”, Halla nos guia por impressões de transitoriedade e perda a partir do seu ponto de vista infantil e, por isso mesmo, cheio de uma simplicidade profundamente poética. O sofrimento do luto, a solidão e a violenta frieza da mãe se misturam com a paisagem inóspita da Terra do Gelo e, somados à narração lírica e melancólica de Valter Hugo Mãe, em que o desamparo dos personagens é superado por uma compreensão sublime e bela de sua condição, transformam esta obra em um primor da literatura contemporânea."



 Acho que essa é uma das poucas vezes que não tenho palavras pra definir como foi a minha experiência ao realizar determinada leitura, foi o meu segundo contato com o autor. Inicialmente li apenas um conto seu para a aula de Teoria da Literatura e já havia notado a sua sensibilidade mas nunca me passou pela cabeça que uma de suas obras poderia se tornar uma das minhas favoritas da vida. Pra vocês terem noção, eu simplesmente desisti de usar post its porque todas as páginas, todos os parágrafos, cada pedacinho dessa obra merece ser mencionado. É impossível falar sobre A desumanização sem mencionar a poética presente na obra, como ela foi perfeitamente criada para transformar o leitor, eu sai muito melhor do que entrei, podem ter certeza.



 Aqui vamos conhecer Halla, a gêmea menos morta, por mais mórbido que isso possa parecer é a verdade, sua irmã morreu e ela pela primeira vez se vê sozinha no mundo, antes era como se sua existência estivesse intimamente ligada à existência de sua irmã, hoje seu fiel companheiro é o luto. Halla tem um pai incrível, que usa da poesia para manter o otimismo da filha, é o tipo de homem que só tem palavras sábias e certamente um transformador de almas se assim posso dizer. Mas para além disso, Halla precisa conviver com o ódio de sua mãe, depois que sua irmã morreu é como se ela fosse uma presença ruim, os castigos, as palavras, tudo é doloroso demais e muitas vezes tive a sensação de que Halla precisava passar por tudo aquilo para entender que precisava construir uma fortaleza em si mesma, vencer o luto e renascer, dessa vez independente. 



 Li uma resenha no skoob em que dizia "Parece que li um sonho" e foi exatamente como me senti, a personagem principal é uma criança que passou por tanta coisa, com o luto tão gritante em sua mente, com situações tão precoces que muitas vezes senti que ela era uma mente idosa, presa em um corpo jovem. Halla sofre, meu Deus como sofre! Não só o processo do luto acaba transformando sua maneira de ver o mundo como também os acontecimentos que se dão a partir disso, como o ódio de sua mãe, que as vezes parece algo punitivo, outras vezes só natural e tantos outros assuntos que sinceramente podem ser grandes gatilhos. Mas não é sobre isso que quero falar, é sobre Valter Hugo Mãe, que homem! Minha vontade a partir dessa leitura é de ler cada uma de suas obras, pretendo fazer isso o quanto antes. Sua escrita é visceral, detalhista e muito questionadora. Finalizei essa obra com uma ressaca literária que dificilmente será curada, sinto que Halla precisou passar por isso tudo para mostrar como nós somos moldáveis ao mundo, e não o contrário. 
 Uma obra triste, incrivelmente triste mas que vai transformar a sua vida e a sua trajetória como leitor, esse é um daqueles 100 livros que precisamos ler antes de morrer, sabe? Pois é.


"Acontecia gostar dele. De gostar muito dele. E por cada instante me deixava levar pela ideia boa de partilhar e perdoar-me por ter crescido a partir de tanta insignificância. Redimia-me lentamente"







RESENHA O homem perfeito

sexta-feira, 4 de maio de 2018


Título: O homem perfeito
Editora: Bertrand Brasil
Autora: Linda Howard
Nº de páginas: 349
Sinopse: "Como seria o homem perfeito? Esse é o assunto que Jaine Bright e suas amigas discutem certa noite. Quais seriam suas principais qualidades? Seria ele alto, atraente e misterioso? Precisaria ser carinhoso e atencioso, ou apenas musculoso? Jaine e suas amigas começam com o básico: precisaria ser fiel e confiável, responsável, ter senso de humor. Conforme a conversa fica mais animada, elas montam uma lista engraçada e picante. Sem querer, a lista é divulgada e, da noite para o dia, se torna uma enorme sensação, chamando a atenção, inclusive, da imprensa local e de canais de TV. Nenhuma das quatro esperava tamanha repercussão. Mas o que começou com uma brincadeira entre amigas se torna algo perigosamente sério quando uma delas é assassinada. Recorrendo a seu vizinho, um detetive imprevisível e muito atraente, Jaine precisa desmascarar o assassino para salvar sua vida. Saber em quem confiar pode ser questão de vida ou morte, pois o sonho de um homem perfeito se tornou um arrepiante pesadelo."
*Livro cedido em parceria

 O que tinha tudo pra ser um grande mistério na verdade acabou se tornando um thriller com um pouquinho de romance e boas risadas. 
 Jaine é uma mulher que apesar das 3 experiências frustradas com noivados, da pouca paciência que muitas vezes rende inumeros palavrões, é uma pessoa incrível, tem seu lado doce e sabe como ninguém como conquistar as pessoas. Isso não se aplica ao seu vizinho que ela tem absoluta certeza que é um foragido ou traficante de drogas que sempre está em atitude suspeita ou bêbado. Na verdade ele é um policial super bacana e pra variar, com uma beleza quase irresistível, que ela demora a perceber mas quando faz isso, não fala de outra coisa.



Se você pensa que a obra gira em torno disso, ledo engano. É mais sobre a união de Jaine e suas três amigas que são Luna, Marci e T.J, todas trabalham em uma empresa de tecnologia e acabam fazendo uma lista do que seria um homem perfeito, o que era apenas uma brincadeira ganha proporções ainda maiores e logo vaza na mídia, todo mundo passa a conhecer as criadoras da lista e isso desperta a ira dos homens, como se quem não tivesse os itens da lista não fosse suficiente, logo uma das garotas morre e o medo assombra as outras. E aí sim as coisas começam a dar medo. Levando por esse lado é muito interessante questionarmos como essa pressão pela perfeição pode nos obrigar a fazer coisas horríveis, não somente conosco como também acaba forçando um esteriótipo impossível de ser alcançado por outras pessoas. 
  Eu fiquei um pouquinho confusa em relação ao que esperar desse livro, por essa capa eu esperava um romance erótico, mas pela sinopse eu esperava um baita suspense, e bom, foi a mistura de ambos. Tanto Jaine quanto suas amigas participam ativamente da narrativa, cada uma ao seu modo e dando um olhar diferente para a história, o assassino também acaba narrando e creio que isso foi um fator super importante pra manter a minha curiosidade. Sem contar que no começo há uma situação muito macabra com uma criancinha que demora um pouquinho até descobrirmos quem é. As coisas de fato demoram a engrenar mas quando isso acontece você simplesmente não consegue parar de ler. A protagonista simplesmente não tem papas na língua então ver ela batendo de frente com outros homens é sensacional. Foi uma leitura ok, não foi além do que eu esperava mas de certa maneira atendeu a tudo que prometia, um jeito diferente de retratar suspenses, vale a leitura. Sem contar que existem tantos outros pequenos mistérios dentro da própria narrativa, e eu que sou a louca das teorias fiquei super animada com esse modo de construção de história, como se todas as duvidas e suas respectivas respostas fossem fundamentais para a construção do clímax no geral, recomendo demais! 
"— Você vai ser perfeito, nem que precise aprender na base de surras. Está me ouvindo? Meu filho vai ser perfeito."






RESENHA Uma sombra ardente e brilhante

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Título: Uma sombra ardente e brilhante
Autora: Jessica Cluess
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 336
Sinopse: "O primeiro livro da série de Jéssica Cluess, perfeito para surpreender fãs de fantasias já bem habituados com magia, profecias e triângulos amorosos

Henrietta Howel tem o poder de explodir em chamas. Quando é obrigada a expor suas habilidades ela tem certeza de que será executada. Apenas os feiticeiros podem usar magia, e nenhum deles é mulher. Ela se surpreende quando não só é poupada da guilhotina, mas também nomeada a primeira feiticeira em séculos. Ela é a garota profetizada, aquela que derrotará os Ancestrais – seres sanguinários que aterrorizam a humanidade. Henrietta então passa a treinar dia e noite com um grupo de feiticeiros ansiosos para testar as habilidades – e o coração – da garota da profecia. Mas será que Henrietta é mesmo a garota da profecia?"

*Livro cedido em parceria



 Este livro é incrível, eu nunca li nada sobre feiticeiros, magos e bruxas, só Dezesseis luas, mas tem uma pegada totalmente diferente, sendo assim, a experiência foi totalmente nova, mas porque a surpresa? Por vários fatores, começarei pela contextualização histórica. Henrietta Howel vive na Era Vitoriana, ou seja, as mulheres não tinham voz na sociedade, apesar da rainha ser uma mulher existia todo um contexto que colocava os homens como a classe dominante  e detentora do poder sobre o corpo feminino, em todas as esferas. Isso acontecia não somente por serem mulheres, mas, também, porque a muitos anos uma bruxa e um mago conjuraram um feitiço que libertou seres sanguinários, os Ancestrais, que aterrorizam o mundo todo, e por conta desse acontecimento, amas as classes de feiticeiros foram torturados e agora vivem na mira das autoridades não podendo usar seus poderes.
 No entanto, essa pena é bem mais pesada para as bruxas, se descobrissem a existência de uma delas, ou a prática em si, eles a queimariam na fogueira. Por causa da pena de morte Howel faz o máximo para esconder seus poderes de todos, só seu melhor amigo Rook, o impuro, sabe sobre isso, mas como nem sempre a sorte está ao seu favor, incêndios misteriosos começam a acontecer, e sabemos bem quem é a culpada.
 A trama cria forma e ganha ação justamente por esses incêndios que ela provocou, pois Mestre Agrippa está procurando uma garota descendente de feiticeiros que solta fogo, assim como dizia a profecia. Ele a encontra e a leva para Londres, junto com Rook pois ela não o deixaria para trás, onde ela seria treinada para ser uma feiticeira. Mas tem um porém, ela não consegue dominar os feitiços da maneira que Agrippa a ensina e ela começa a se questionar se ela realmente é a garota profetizada.
 No meio de todo sentimento de impotência que ela sente por não conseguir fazer os feitiços antes do dia em que receberá a comenda da rainha ela encontra um mago, Hargrove, que a ajuda com os feitiços (por um motivo que vocês só descobrirão quando lerem o livro).
 O que mais me deixou com vontade de ler essa belezinha é que ele é cheio de mistérios e historias mal contadas, eu não conseguia parar de ler, lia em todo canto para saber o que ia acontecer, esse livro me prendeu muito, mais do que eu esperava, e sem falar dessa capa que é linda demais. Essa história com toda certeza entrou na minha lista dos favoritos.
 Existem alguns romances no decorrer do livro, mas isso não é o mais importante, o que realmente está em jogo ali é, o mundo todo porque Howel tem que salva-lo dos Ancestrais, mas,  também, o papel da mulher naquela sociedade. Howel sofre muito com os preconceitos, ATENÇÃO, ELA É UMA PERSONAGEM NEGRA, OBRIGADA GALERA RECORD! Todos diziam que as mulheres não podiam ter poderes e tomar lugares de lideranças pois eram muito emotivas, se deixavam levar pelos sentimentos e eram fracas, mas Howel mostra que não, que as mulheres são tão fortes quanto os homens, tanto que ela consegue realizar um feito que nenhum homem é capaz, e acaba salvando muita gente. Devido a isso tudo, eu acredito que esse livro é muito importante e que mostra a força das mulheres e, além de tudo, que podemos SIM fazer o que quisermos.
Ps: preciso do segundo volume logooo!!
"O conhecimento é tão poderoso quanto o fogo. Quanto mais forte brilha, mais ele devora"








RESENHA É assim que acaba

sexta-feira, 27 de abril de 2018
Título: É assim que acaba
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 368
Sinopse: "Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais."
*Livro cedido em parceria com a editora

 Colleen é uma das minhas autoras favoritas, antes de mais nada a sua escrita é maravilhosa, independente do número de páginas você se sente animada com a história, e sem dúvidas isso é um fator que conquista o leitor. Quando soube que esse era um dos lançamentos de 2017 da Galera Record minha animação triplicou! Sempre ouvi que esse era um dos melhores livros da autora, e apesar de algumas ressalvas, sou obrigada a concordar, eu esperava por um romance clichê e dei de cara com uma baita realidade.
 Lily parece simplesmente não ter sorte com qualquer figura masculina que faça parte de sua vida, em sua memória, os momentos mais marcantes com seu pai eram quando ela ouvia os gritos enquanto ele batia em sua mãe, a garotinha sempre soube o que acontecia, mas sempre obedeceu sua mãe e procurava não interferir, no meio disso, ela conheceu um rapazinho que se abrigava em uma casa abandonada, sempre com roupas rasgadas, passando fome e frio, Lily fugia do caos que era seu lar para compartilhar momentos sinceros com Atlas, uma criança de rua que se não fosse pela garota, provavelmente estaria morto. Mas por que isso importa? Lily hoje em dia é uma mulher madura, após voltar do enterro do seu pai ela resolve ir dar uma respirada em um prédio e dá de cara com um rapaz tendo um acesso de raiva, mas mesmo sendo um completo estranho Ryle é agradável com ela, dá dicas para não desistir do seu sonho de ter uma floricultura e consegue despertar uma chama no seu coraçãozinho, logo em seguida ambos vão para seus lares e tudo acaba, nunca mais se encontram, ao menos assim que deveria ser.
 Animada com o conselho de um belo desconhecido, Lily resolve abrir a sua floricultura, por sorte ou ironia do destino acaba contratando a primeira moça que se apresenta pedindo um emprego, Allysa é uma mulher rica com tempo livre demais, e vê no emprego uma oportunidade de ajudar e passar as horas do seu dia se divertindo. Mas no primeiro dia há um acidente e Lily descobre que a moça que acabou de contratar é irmã de Ryle, ele é um médico com futuro promissor e o destino parece conspirar para que fiquem juntos, mas você conseguiria se desvencilhar de um relacionamento abusivo quando a pessoa que você mais ama é a que te machuca?




 Eu tô acostumada com os clichês de Colleen e simplesmente perdi o ar com essa leitura, ela transforma esse romance em algo único, você se encanta por Ryle na hora, quer um homem desse, alguém engraçado, lindo, sexy e pronto para ser seu porto seguro, quando você se apaixona por esse homem vem o primeiro soco, em Lily e no leitor. Esse livro foi muito além do que eu esperava, a construção do relacionamento abusivo foi muito real, você conhece alguém, se apaixona e o romance é lindo, mas depois de um bom tempo essa pessoa muda e se torna alguém que você não conhece, esse alguém é violento no âmbito psicológico e físico, mas foi só um surto, foi só estresse do trabalho, foi só sem querer, a violência pode ser justificada, certo? Errado! Nenhuma explicação dada por Ryle nem por nenhum outro homem pode justificar a violência. Vi muita gente reclamando de como a autora pareceu romantizar a relação, mas sinceramente... Para uma mulher casada e com certa história, imagino que seja difícil de sair de uma relação tão dependente quanto essa, é doloroso ver isso acontecendo mas somos meros espectadores, para quem vive de fato é diferente.
 Já Atlas... Que homem! Depois de tantos anos ele venceu na vida e se tornou dono de um restaurante incrível, anos depois acaba encontrando a garotinha que lhe ajudou e pra variar a conexão é imediata, um segundo romance cresce a mercê dessa dor toda, e é justamente aí que tenho algumas ressalvas. Talvez o livro tenha sido curto demais, a autora tinha um bom tema para trabalhar, sua escrita é maravilhosa, o plot foi incrível mas Atlas... Ela não o desenvolveu como ele merecia, eu senti que ela não aproveitou nem metade do que esse personagem parecia oferecer. A história como um todo pareceu correr do final em diante, tudo acontece de maneira muito rápida e me ficaram alguns questionamentos, gostei do final, achei coerente e doloroso, mas foi direto, curto e grosso, não parecia CoHo escrevendo. Eu não sei o que sentir, amo esse livro e a sua mensagem mas não simpatizo com a maneira que o final foi conduzido. O livro alterna entre o presente e trechos do diário da protagonista, onde ela cita as cenas de violência que vivenciou na infância, um adendo importante é que a autora fez questão de colocar como essa história é mais real do que se pode imaginar, sua mãe sofreu com isso e foi através da escrita que ela encontrou um meio de relatar a dor da mãe e assim homenageá-la. 
 Em relação à capa e trabalho gráfico... Tá lindo demais! A Galera sempre arrasa e isso é incontestável.



“Todo mundo erra. O que determina o caráter de uma pessoa não são os erros cometidos. É como ela usa esses erros e os transforma em aprendizados, não em desculpas.”

 
© Uma dose de Cacto - janeiro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Dear Maidy. Tecnologia do Blogger.
imagem-logo