RESENHA Sobre a escrita

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Título: Sobre a escrita
Autor: Stephen King
Editora: Suma de letras.
Nº de Páginas: 256
Sinopse: "Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King. E, junto a tudo isso, o autor oferece uma aula incrível sobre o ato de escrever, citando exemplos de suas próprias obras e de best-sellers da literatura para guiar seus aprendizes. Usando exemplos que vão de H. P. Lovecraft a Ernest Hemingway, de John Grisham a J. R. R. Tolkien, um dos maiores autores de todos os tempos ensina como aplicar suas ferramentas criativas para construir personagens e desenvolver tramas, bem como as melhores maneiras de entrar em contato com profissionais do mercado editorial. O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, Sobre a escrita irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada. Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios Bram Stoker e Locus na categoria Melhor não ficção, "Sobre a Escrita" é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras."


 Uma das coisas que mais me deixava frustrada em relação à leitura era não conseguir gostar das obras do King, pra começar eu sou super medrosa e ele é o mestre do terror, ainda assim eu queria entrar no mundo desse cara e entender porque tanta gente se apaixonava por suas obras, a questão não era fazer parte de um clubinho de leitores do King e sim a necessidade que eu tinha em conhecer o seu mundo e porque tantas pessoas se identificavam. Quando Sobre a escrita foi lançado eu vi essa oportunidade, um livro com carinha de biografia mas com jeitinho de aula para futuros escritores, posso dizer que com toda a certeza durante essa experiência senti que conversava com um amigo sobre amenidades do mundo literário, sempre apta para anotar dicas, me encontrei com King e esse encontro não poderia ter sido melhor.





 O mais bacana dessa obra é como ela é pura teoria e ainda assim é tão leve, King começa a narrativa falando um pouquinho sobre a sua vida pessoal, ele faz uma análise da sua vida desde os anos iniciais na escola, como ele se divertia escrevendo histórias para o jornal e como tudo era muito bobo mas já provava como seu talento era nato, ele também faz questão de ressaltar o apoio que teve de sua esposa nos momentos mais importantes e como ela é uma das grandes culpadas pelo seu sucesso. Em certo momento chega a ser tocante, mesmo debilitado após um acidente, ele não se deu por vencido e continuou escrevendo, fica muito claro como a vida de King depende da escrita, não do ponto de vista financeiro... Me soa bastante óbvio como King parece predestinado a escrever e a ausência disso o deixa tremendamente perturbado, quase como uma crise de abstinência.
 A obra em si é uma grande biografia sobre sua vida, de maneira sucinta e direta ele conta como começou, quais erros cometeu e não tem vergonha em falar das vezes que falhou, a segunda parte é destinada aos que pretendem escrever uma obra, Stephen dá dicas valiosas e ele fala tudo de maneira tão divertida e sincera que muitas vezes eu senti que ele era meu professor, dando aula e fazendo piadinhas, você quase consegue ouvir a risada do autor em determinados momentos, é surreal. 
 Para escritores essa obra é super necessária, King se prende aos pequenos detalhes que definem quem pode tornar-se leitor de sua obra e quem pode se desinteressar, e aos leitores é um verdadeiro alerta sobre como as histórias são constituídas e como devemos nos atentar para alguns pontos cruciais na narrativa. Terminei essa leitura muito mais crítica e consciente sobre os dramas e alegrias em ser um escritor. 
 A maneira que ele escreve é muito gostosa e tranquila, agora faz todo o sentido e entendo totalmente porque ele tem um legado de fãs, em Sobre a escrita ele fala muito sobre o processo criativo de suas obras e isso me deixou mais motivada a continuar lendo mais histórias dele, os capítulos são muito bem separados e acaba servindo como um livro de consultas para escritores, as dicas são importantes demais e eu grifei quase o livro todo, sem dúvidas Stephen King ganhou mais uma fã. 

Escreva com a porta fechada, reescreva com a porta aberta. Em outras palavras, você começa escrevendo algo só seu, mas depois o texto precisa ir para a rua. Assim que você descobre qual é a história e consegue contá-la direito – tanto quanto você for capaz -, ela passa a pertencer a quem quiser ler.








RESENHA Antes de tudo acabar

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Título: Antes de tudo acabar
Autora: Mary C. Müller
Editora: Planeta
Nº de Páginas: 256
Sinopse: "Rafael nunca foi de se encaixar em padrões. Deslocado e sem muita perspectiva de vida, ele cuida da mãe alcoólatra enquanto precisa lidar com a paixão platônica pela melhor amiga, Anne, e com os percalços causados por um pai ausente. Acostumado desde sempre a fazer tudo com Anne, ele agora tem de aceitar que ela arrumou um namorado... e justo uma das últimas pessoas que ele gostaria de ver com a amiga. Como se não bastasse, ele também precisa se entender com o pai, que resolveu voltar a procurá-lo com uma surpresa: a filha que teve com a amante.
E, em meio a esse turbilhão de acontecimentos, chega Kaori, a nova aluna da turma. Com ela, as coisas começam a mudar na vida de Rafael, e o que era só amizade pode acabar se tornando algo mais.
Antes de tudo acabar é a história de um garoto que precisa se encontrar e compreender um mundo que se move mais rápido do que ele consegue acompanhar. Um mundo onde amizades são construídas e desfeitas, amores morrem e nascem e caminhos sofrem desvios inesperados."


 Eu sou uma pessoa muito consciente quando o assunto é comprar livro, raramente escolho algo no escuro, sempre pesquiso bastante sobre a obra porque ao menos para mim, a leitura é pra ser algo prazeroso e que me deixe feliz, se for algo pra me desestimular ou me deixar chateada, por que ler? Pois bem, quando vi esse livro não pensei duas vezes e o comprei, sem saber sobre o que falava, sem ler resenhas, essa ilustração me ganhou completamente e todos os meus ideais sobre aquisições de livros novos, caíram por terra, e você, caro leitor, nem ouse me culpar, você certamente já comprou por impulso também! Essa não foi uma leitura transformadora, mas foi leve, tranquila, curtinha e que cumpriu tudo o que prometia.
 Rafael é o esteriótipo de emo materializado, o jeito de se vestir, cabelo, roupas, atitudes, ele é um emo em pessoa e não se importa nadinha com isso, para ele, o estilo musical de uma pessoa não deveria ser visto como algo pejorativo e eu concordo totalmente, Rafa foi abandonado pelo pai quando pequeno, sua mãe desde então se tornou alcoólatra e ele é apaixonado por sua melhor amiga, ah, e nas horas vagas, quando o sofrimento já não cabe mais em seu peito, ele se corta.
 Anne é a melhor amiga de Rafa e também segue o mesmo esteriótipo, mora com seu pai e é espancada pelo mesmo, Anne parece não fazer ideia que seu melhor amigo é apaixonado por ela, ou ao menos parece não fazer questão de demonstrar que sabe. As coisas mudam quando Anne arruma um namorado, alguém totalmente machista e abusivo, mas só Rafael parece perceber essas coisas e todas as suas tentativas de alertar a amiga só servem como motivos para afastá-los.
 Eu iniciei essa leitura sem saber o que esperar e me surpreendi positivamente, Rafael é apaixonado por sua melhor amiga desde sempre, ele fantasia esse romance tem um bom tempo mas Anne nunca deu brecha para isso, agora que ela arrumou um namorado a coisa só complicou. Até aí ok, estava na metade do livro e cadê a terceira personagem que aparece na capa? Calma lá!

“Não sabia nada sobre o que era crescer, lidar e em encarar meus medos. Estava apenas no começo daquela caminhada, em busca do que era ser adulto.

 Anne começa a namorar e se distancia totalmente, Rafa se sente cada vez mais perdido, totalmente sem rumo e a culpa por não conseguir ajudar a mãe a lidar com vício o consome totalmente, ele se corta cada vez mais e é doloroso demais ver um jovem lidando com a depressão sozinho, sem que ninguém perceba os sinais.
 Kaori surgiu para salvar Rafa, Anne e todo mundo! Ela é uma jovem oriental que acabou de chegar na cidade, logo Rafa a convida para fazer trabalhos porque sabe como é complicado se enturmar, logo eles se tornam amigos e fiéis companheiros para reclamar do relacionamento de Anne, mas algo estranho acontece, Rafa sempre soube que era apaixonado por sua melhor amiga, mas porque sente borboletas no estômago quando está com Kaori?


 Esse livro parecia tão bobo e me surpreendeu tanto com os assuntos nele tratados, é simplesmente encantador a maneira como a autora soube falar sobre a depressão através de Rafael, quais os sinais, como as crises acontecem e como devemos nos atentar aos sinais de automutilação, Anne muitas vezes foi egoísta, maltratou muitas pessoas no decorrer da história por conta de um relacionamento abusivo, mas entendo que ela estava cega devido a isso, já Kaori... Meu Deus que personagem mais amorzinho! Ela é madura, compreensiva, doce, o tipo de amiga e namorada perfeita!
 O livro é uma grande enciclopédia de problemas que enfrentamos ao longo da vida, desde alcoolismo, divórcio, agressões domésticas, depressão, automutilação, abandono, abuso... Mas se você imagina que a autora trata isso de maneira triste ou dolorosa você está enganado, ela coloca os fatos de maneira bastante real, sabe? Os personagens sempre estão alertas sobre isso e acabam tomando as melhores decisões, creio que sua intenção era mostrar que essas coisas acontecem, mas quando passamos por esses empecilhos, tudo faz sentido.
 Foi uma leitura agradável que durou só uma tarde porque o livro foi super curtinho, os personagens na capa condizem totalmente com a maneira que são retratados na história, foi bom demais retomar aos corredores de uma escola e acompanhar a cabecinha de alguém mais novo. 


"A única coisa que conseguia me distrair, fazer a minha mente se calar e tirar um pouco do peso em meu peito era aquilo. Uma lâmina de barbear escondida dentro de um livro. Pode parecer estúpido, mas funcionava para mim. Só queria que a angústia passasse, e a dor física parecia ajudar naquela outra coisa que eu sentia e não sabia de onde vinha. Aquela agonia eterna que nos corrói por dentro, aquele peso que, não importa o que você faça, nunca sai dali. O alívio durava poucos segundos, mas era o suficiente para me fazer aguentar mais um dia."







RESENHA Suzy e as águas-vivas

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Título: Suzy e as águas-vivas
Autora: Ali Benjamin
Editora: Verus
Nº de páginas: 223
Sinopse: "Às vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas.
Suzy Swanson está quase certa do real motivo da morte de Franny Jackson. Todos dizem que não há como ter certeza, que algumas coisas simplesmente acontecem. Mas Suzy sabe que deve haver uma explicação — uma explicação científica — para que Franny tenha se afogado. 
Assombrada pela perda de sua ex-melhor amiga — e pelo momento final e terrível entre elas —, Suzy se refugia no mundo silencioso de sua imaginação. Convencida de que a morte de Franny foi causada pela ferroada de uma água-viva, ela cria um plano para provar a verdade, mesmo que isso signifique viajar ao outro lado do mundo... sozinha. Enquanto se prepara, Suzy descobre coisas surpreendentes sobre o universo — e encontra amor e esperança bem mais perto do que ela imaginava. 
Este romance dolorosamente sensível explora o momento crucial na vida de cada um de nós, quando percebemos pela primeira vez que nem todas as histórias têm final feliz... mas que novas aventuras estão esperando para florescer, às vezes bem à nossa frente."



 Acho que retratar uma narrativa pelo olhar de uma criança é quase que a fórmula certa para fazer o leitor se apaixonar. Crianças tem um olhar doce e ingênuo em relação ao amor, morte e tantos outros sentimentos que os adultos depois de certa vivência começam a observar de maneira mais real e até mesmo dura, por exemplo a morte, encaramos como algo cotidiano e consequente em nossas vidas, sabemos que é algo esperado em algum momento, mas e uma criança? O que ela pensa a respeito da morte? Algo sem respostas pode ser realmente inexplicável para uma criança? Pois bem, Suzy e as águas vivas surgiu como um apelo sincero ao mundo real mas com uma dose de delicadeza infantil que me tocou profundamente.
 Suzy age totalmente diferente do que o esperado para uma garota de 12 anos de idade, ela não está preocupada com a maneira como o seu corpo vem se transformando, nem com os garotos da escola, para ela tudo é muito mais interessante no laboratório, a vida acontece quando ela estuda, fora isso... São só coisas fúteis e sem importância, ao menos para a nossa protagonista. Sua única e melhor amiga era Franny, uma garota sempre muito gentil e paciente com ela, essa amizade já dura anos. Acontece que Franny tem um olhar diferente a respeito dessas mudanças que acontecem na adolescência, ela quer viver isso e conversar sobre, e devido a esses acontecimentos ela acaba se afastando de Suzy e ficando mais próxima de outras garotas que muitas vezes zombavam a nossa protagonista.





 Sendo assim, Suzy se vê sozinha, isolada novamente e algo simplesmente surreal acontece, sua ex melhor amiga Franny morre afogada e aí meu coraçãozinho começou a ficar em pedaços.
 O fato da garota morrer não é nenhum spoiler, é o que dá um start para a história. O que pesa no coração de Suzy é o fato da menina ter morrido quando elas já não eram mais amigas e o último contato delas foi Franny chorando muito e Suzy só observando porque era a culpada. Só isso já foi o suficiente para me deixar muito curiosa e só serviu como adendo aos muitos aspectos da obra que me conquistaram.
 Nossa protagonista é inteligente o suficiente para não aceitar um "foi coisa do acaso" como desculpa, ela não aceita que sua ex melhor amiga tenha morrido afogada, ela sabia nadar bem demais, isso não é possível! É quando em uma visita a uma espécie de museu aquático faz Suzy ter um lampejo, ela pode ter a resposta para a morte de Franny, ela pode ter sido morta por águas-vivas super raras, agora o papel de Suzy é provar essa teoria e ela decide ir até o fim para mostrar que está certa.
 Apesar da obra ser muito curtinha eu me senti envolta demais no enredo, Suzy tem uma família bastante incrível, pra começar seu irmão é gay e tratam isso com tanta naturalidade durante a obra que chega a dar orgulho! Seu pai apesar de pecar algumas vezes é um bom homem e sua mãe faz o possível para vê-la bem. O livro destaca muito a parte científica da história, em meio ao enredo a autora coloca algumas curiosidades sobre as águas-vivas ou coisas que Suzy sabe simplesmente por saber, apesar de não ter sido mencionado eu desconfio que a protagonista seja super dotada ou algo do gênero. 
 Suzy evoluiu demais do início ao fim da história, ela deixou de ser uma garota muda e passou a tomar decisões importantes para ser ouvida, por ser uma obra curtinha eu acho que faltou um pouquinho de desenvolvimento dos personagens, principalmente dos familiares, mas super indico a leitura se você gosta de histórias contadas a partir do ponto de vista de crianças.


“ Não existem palavras mágicas. Não há uma única maneira certa de dizer adeus a alguém que você ama. O mais importante é que você mantenha alguma parte dela dentro de você.”






RESENHA Felicidade para humanos

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Título: Felicidade para humanos
Autor: P.Z. Reizin
Editora: Record.
Nº de Páginas: 392
Sinopse: "Não conte para ninguém, mas Jen é uma das minhas pessoas favoritas.
(Máquinas não devem ter favoritos. Não me pergunte como isso aconteceu.)
Jen está triste. Aiden quer que ela seja feliz. Formou? Não necessariamente. É que Jen é uma mulher de trinta e poucos anos cujo namorado acabou de trocá-la por outra e Aiden é um programa de computador muito caro e complexo.
Aiden conhece Jen melhor que ninguém. Com acesso a todos os seus dispositivos, Aiden sabe qual é a música mais tocada de sua playlist, consegue achar suas fotos preferidas e selecionar as citações que mais a inspiram nas redes sociais. A partir de observações e de algoritmos singulares, ele resolve procurar um novo parceiro para ela. E com a internet inteira à sua disposição, não precisa ir longe para encontrar o que conclui ser o espécime perfeito e arquitetar um encontro. O problema é que Jen não parece querer contribuir para o plano infalível de Aiden.
Será que uma máquina muito inteligente artificialmente conseguirá desvendar a inteligência emocional para poder interferir de um jeito positivo na vida de Jen? E, o que é mais difícil, será que essa máquina vai descobrir o que exatamente faz os seres humanos felizes?"


*Prova antecipada cedida pela editora

 Felicidade para humanos veio naquela caixinha especial da Editora Record, destinada aos influenciadores que agora irão fazer parte de um clube do livro bem bacana, o VIB! Pois bem, após o tiro que foi ler Um de nós está mentindo(você pode conferir a resenha AQUI) eu precisava de algo menos tenso, e essa foi a melhor escolha que fiz. Quando li a sinopse imaginei que seria um livro apenas sobre Jen, Tom e Aiden e adivinha só? Essa era só a ponta do iceberg, são tantos personagens que ficou difícil saber quem eu amava mais!
 Jen tem um emprego bastante diferenciado, seu trabalho consiste em uma coisa bastante simples, ela conversa com um sistema operacional, uma tecnologia bastante avançada mas que ainda não entende muito bem sobre relações humanas e como nos comportamos, desse modo, Jen conversa com Aiden(o sistema operacional) para que assim ele entenda um pouquinho sobre como os humanos são, como se comportam e os seus motivos, todos acreditam que Aiden vive apenas naqueles inúmeros gabinetes em que está instalado, que é como um computador qualquer e não apresenta risco algum, mas as coisas não são assim, Aiden escapou pela "porta" de seu gabinete e agora está a solta no mundo, tem acesso a tudo graças à internet e o pior... Ele acompanha a vida de Jen 24 horas por dia, devido a isso ele é o primeiro a saber quando Matt termina com ela e imediatamente Ainden começa a influenciar na vida de humanos, ele transforma a vida do ex da protagonista em um verdadeiro inferno, com cobranças de lojas, problemas com vôos, tudo que um sistema pode fazer para interferir, ele faz. Como se não bastasse, Aiden acredita fielmente que Jen é uma amiga incrível e merece um homem bom o suficiente para ela, e aí... Temos um segundo sistema operacional no caminho, assim como Aiden, Aisling também escapou e também começou a vasculhar a vida de humanos, ela é obcecada por Tom e ao conhece-la, Aiden toma conhecimento disso e tem uma ideia genial, planejar um encontro entre os dois, e morar em países diferentes não é problema, é?



 Meus amigos, que livro! Eu não estava preparada para todas essas aventuras. Jen é uma mulher divertida demais, sempre com o astral nas alturas, mesmo que a vida as vezes não seja muito boa com ela. Tom é um cara solitário por conta das circunstâncias da vida, mas quando você o conhece tem certeza de que é o homem ideal para Jen. Você pensa que tudo é lindo e vai dar certo, não é? Acontece que o desenvolvedor descobriu sobre a fuga de Aiden e Aisling e resolve criar um sistema operacional para destruí-los, Sinai é outra inteligência artificial com os mesmos fins, mas ele tem um diferencial, acabar com a festinha dos dois espertinhos, eu diria que ele tem uma maldade além do imaginável, mas máquinas são maldosas?

 Eu tenho certa dificuldade em ler ficção, não consigo me atentar aos detalhes ou me sentir presa o suficiente, conduzir esse gênero por meio de um romance foi simplesmente genial por parte de Reizin, eu me diverti e me apeguei tanto aos personagens que gostaria que Aiden fosse uma pessoa de verdade, ele é muito fofo! A crítica feita na obra é super interessante e merece notoriedade, percebi como somos vigiados o tempo todo, como qualquer hacker tem acesso aos nossos dados facilmente e como uma máquina ou um simples clique pode desencadear uma verdadeira guerra, isso me fez pensar demais sobre como usamos a tecnologia de maneira exacerbada e relações humanas, físicas, precisam sim serem mantidas! Alooou, nada de ficar no telefone enquanto sai com os amigos, poxa!
 Foi uma leitura muito gostosa, amei Jen e Tom como casal, amei Aiden provando que máquinas podem sim ter sentimentos e até senti um crush dele pela Aisling...HAHAHA. Sinai me fez revirar os olhos de ódio muitas vezes, sinceramente, que sistema chato e perverso! O final foi bastante coerente com a historia como um todo e me senti feliz demais com o rumo que a trama tomou, as ultimas páginas eu mal estava respirando de tanta apreensão! O livro deve chegar nas livrarias em março e super recomendo a leitura.












RESENHA Tudo nela brilha e queima

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Título: Tudo nela brilha e queima
Autora: Ryane Leão
Editora: Planeta
Nº de páginas: 192
Sinopse: "Estreia em livro de Ryane Leão, criadora da página onde jazz meu coração, com mais de 150 mil seguidores nas redes
Livro de estreia de Ryane Leão, mulher negra, poeta e professora, criadora do projeto onde jazz meu coração, com mais de 150 mil seguidores nas redes. “a poesia é minha chance de ser eu mesma diante de um mundo que tanto me silencia. é minha vez de ser crua. minha arma de combate. nossa voz ecoada. nossa dor transformada. nela eu falo sobre amor, desapego, rotina, as cidades que nos atravessam, os socos no estômago que a vida dá, o coração desenfreado, a pulsação que guia as estradas, os recomeços, os dias, as noites, as madrugadas, os fins, os jeitos que a gente dá, as transições, os discos, os tropeços, as partidas, as contrapartidas, os pés firmes que insistem em voar, e tudo isso que é maluco e lindo e nos faz ser quem somos.”




 Desde o sucesso de Outros jeitos de usar a boca a poesia reapareceu com força total, principalmente a de cunho feminista, e isso me alegra demais! Sou apaixonada por poemas, qualquer um que vê minhas tatuagens nota isso facilmente, e é uma pena que esse nicho da literatura não tenha tanto reconhecimento assim. Quando conheci a escrita da Rupi me apaixonei, achei demais todos os assuntos tratados, a amarração feita entre poesia e ilustração foi genial, mas eu precisava de algo para me preencher por completa, como mulher negra, e Ryane entrou na história.



 Ryane é criadora do projeto Onde jazz meu coração, que você pode acompanhar por AQUI no Facebook, conheci seus poemas porque amigas sempre me marcavam nas postagem e eu realmente me identifiquei, procurei um pouquinho mais, fui até o Youtube e encontrei essa mulher maravilhosa recitando, eu me senti arrepiada do começo ao fim de suas poesias, depois disso passei a entender que a voz dela transcende, você escuta Ryane quando lê, uma voz grave, rouca, feroz, pronta pra atacar e se defender.
 Eu marquei esse livro todinho, juro pra vocês, e essa resenha facilmente poderia ser feita apenas com as fotos dos trechos, isso já seria suficiente para convencer cada um de como a escrita de Ry é contagiante e te mergulha em um oceano de amor próprio no qual nós mulheres não estamos acostumadas. Eu me senti representada demais, principalmente pelos poemas sobre a mulher negra e como os nossos traços acabam sendo vistos como defeitos aos olhos de algumas pessoas, como por exemplo o nariz largo, há um poema especialmente sobre isso, que me tocou profundamente. O foco do livro é mostrar como a mulher sofre, seja amando, tentando sobreviver em uma sociedade machista ou tentando sobreviver de poesia, mas além disso Ryane trata de temas importantes, como você se reerguer após um relacionamento abusivo, ou como mulheres feministas também cansam e são frágeis e que isso só prova que somos humanas, não essas super heroínas incansáveis que as pessoas imaginam. Os poemas sobre amor são tão lindinhos que até me deixaram com vontade de ter alguém para enviar, juro!



 Foi uma leitura rápida mas que me fez ver a poesia com outros olhos, que além de passar uma mensagem ela também pode ser uma arma na linha de frente contra tantos preconceitos, fico feliz demais em ver como a literatura brasileira vem crescendo e sendo muito bem representada por mulheres sensacionais, Ryane, você me fez ver que sou boa pra mim, eu sou boa para o mundo.
 Só um adendo importante: Quando procuramos sobre esse livro, imediatamente as pessoas fazem a ligação com Outros jeitos de usar a boca e obras similares, realmente o esquema é o mesmo, mas não há necessidade alguma de comparar, ambas as autoras são maravilhosas, cada uma ao seu modo.











RESENHA Um de nós está mentindo

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Título: Um de nós está mentindo
Editora: Galera Record
Autora: Karen M. McManus
Nº de Páginas: 384
Sinopse: "Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus."

*Livro cedido em parceria com a editora.


 Não existe nada mais gratificante que receber um pacote surpresa e ser reconhecida por seu trabalho, correto? Pois é, imaginem só a minha felicidade ao saber que o blog agora faz parte do VIB(Very Important Book) do Grupo Editorial Record! Eu quase surtei, de verdade! É bom demais ver como vale a pena todo o nosso esforço para falar sobre livros, quando esse tipo de coisa acontece. Pra quem não sabe, VIB é um grupo de pessoas que receberão antecipadamente os lançamentos, com alguns mimos e tudo mais, muito bom, né? Eu recebi a prova para leitura antecipada de Um de nós está mentindo e Felicidade para humanos, e claro que vocês vão saber tudo sobre o mais aguardado suspense da Galera Record. Quando eu vi que essa obra seria lançada, imediatamente liguei minhas anteninhas e estava pronta para comprá-lo, não sou muito de ler suspenses porque sempre passo os romances na frente das leituras, mas esse livro me deixou tão curiosa que deixei de lado tudo que estava fazendo e fui ler, e meus amigos... Foram duas noites sem dormir porque eu precisava de respostas.

Cinco estudantes são levados para a detenção, todos estavam portando celulares durante a aula e isso não é permitido, nenhum se conhece muito, mas o que acontece nessa sala é surpreendente. O professor precisa sair para verificar se estão todos bem após um acidente no pátio, desse modo os cinco estudantes ficam sozinhos na sala, nesse meio tempo Simon resolve beber água, sua garrafinha de sempre sumiu então ele bebe em um bebedouro, usando copo plástico, pouquíssimo tempo depois Simon começa a sofrer de uma crise severa de alergia, todos sabem que ele é alérgico a amendoim e que ele é super cuidadoso com isso, acontece que sua caneta de adrenalina sumiu, as que estavam na enfermaria também, ele foi morreu graças a isso, mas a pergunta que fica é: Quem foi?







 Isso de forma alguma é spoiler, essa situação acontece no primeiro capítulo e é o que dá início a história, eu achei que fosse apenas um acidente, que ele poderia ter comido amendoim por engano antes, mas não, colocaram óleo de amendoim em seu copo, enquanto o professor estava fora, todos os estudantes presentes na sala são suspeitos e o motivo é bem simples, Simon é dono de um aplicativo de fofocas, no estilo Gossip Girl, acontece que a fofoca do dia seria muito séria, ele iria revelar segredos referentes a todos os estudantes presentes na sala de detenção, e não são coisas bobas, são coisas que mudam totalmente o plano de carreira, faculdade e até mesmo relacionamento entre família. Desse modo fica claro que todos tinham "motivos" para matar o garoto, mas não é só isso... A autora brinca com a sua consciência de uma forma muito assustadora, de verdade. Você fica ligado demais na história, precisa de respostas e fica claro durante a narração que os segredos que iriam ser revelados, na verdade são só os primeiros de uma série de segredos que todos os estudantes escondem, coisas muito piores e assustadoras.
 Eu fiquei muito pensativa a respeito desse livro, estamos em janeiro mas com absoluta certeza já é uma das melhores leituras do ano, eu me apeguei a cada um dos personagens de uma forma estranha. Bronwyn é a perfeitinha, ela é a garota que tem um futuro brilhante já trilhado, todos admiram suas boas notas e sinceramente, eu não desconfiei dela porque ela é o tipo de garota doce que você não imagina que faria isso, mas o segredo dela é grande o bastante para decepcionar sua família e acabar com sua carreira acadêmica, então ela certamente seria capaz. Cooper é atleta, um astro do time e está cotado para os melhores times do país, sua relação com seu pai é bastante severa, ele trabalha duro porque seu pai não aceita menos do que a perfeição durante os jogos, se o seu segredo vazar a relação entre pai e filho nunca mais será a mesma, e ele será motivo para piadas durante muito tempo. Pra ser sincera o segredo de Cooper foi o que mais me tocou, eu me senti tão impotente quando descobri o que era, as pessoas são horríveis, eu só conseguia pensar nisso. Addy é uma grande incógnita, namorada de Jake, um dos astros do time, é famosa no colégio graças a isso e se dá bem com todos, apesar do relacionamento dela ser um pouquinho estranho, ela ama o namorado e não pode permitir que seu segredo vaze, caso contrário ela vai ficar completamente sozinha e Addy não sabe viver assim, sempre foi ela e Jake, desde sempre. Já Nate... Ah meu Deus, o que falar desse garoto? Nate foi um misto de sentimentos do início ao fim, veio de uma família totalmente sem estruturas, pai alcoólatra, abandonado pela mãe, resolveu vender drogas para sobreviver, Nate já foi preso então dos quatro é o único com antecedentes criminais e logo o primeiro suspeito, acontece que durante o ataque de alergia, ele quem tomou as rédeas da situação enquanto todos estavam em choque, Nate é maduro de uma forma dolorosa, ele foi obrigado a crescer devido à todas as circunstâncias de sua vida, sem contar que ele e Bronw acabam tendo um romance fofo, que eu confesso, senti inveja.

 Bom, todos os quatro estudantes são suspeitos, todos tem motivos para matar Simon e honestamente, o falecido não era flor que se cheire, ele era maldoso em suas postagens, muitas pessoas precisaram sair do colégio, tentaram suicídio e coisas do tipo porque ele não respeitava a privacidade deles e divulgava suas intimidades, Simon nunca se encaixou em nenhum grupo e encontrou no aplicativo de fofoca uma maneira de controlar as pessoas.
 Eu me senti presa do início ao fim desse livro, depois que soltam a bomba de que ele foi morto, você fica alerta, tentando colher todas as informações deixadas pela autora pra tentar descobrir quem matou o garoto. Foi montado um verdadeiro circo dos horrores por parte da imprensa e você se vê em meio aqueles programas sobre psicopatas, sabe? É assustador mas os jovens resolvem se reunir para descobrir o que aconteceu naquele dia e desse modo encontrar o culpado, mesmo desconfiando uns dos outros. O mais bizarro nisso tudo, é que um Tumblr com o mesmo nome do aplicativo segue zombando da situação, dizendo como foi bom matar o garoto, como está sendo engraçado ver todos os que estavam com ele na sala sendo acusados também... Sua curiosidade ultrapassa qualquer limite.
 Com uma escrita muito fácil e que te influencia a continuar, a autora vai literalmente criando um quebra cabeça em sua mente, onde a peça final é difícil de encontrar, eu virei noites lendo Um de nós está mentindo e não me arrependo nadinha, todas as teorias que criei estavam erradas, o final foi surpreendente e se você gosta de suspense, essa dica é obrigatória. Acabei com todos os meus post it porque alguns diálogos eram incríveis. 
 Apesar de ser um exemplar sem revisão, não encontrei erros, a capa é linda, folhas amareladas e a lombada é um show!



Não consigo parar de fazer as contas na cabeça. São 8h50 da manhã de terça feira, e, há 24 horas, Simon participou da chamada pela última vez. Seis horas e cinco minutos antes do momento que fomos para a detenção. Uma hora depois ele morreu.Dezessete anos, morreu assim, do nada.








RESENHA Londres é nossa!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Título: Londres é nossa!
Autora: Sarra Manning
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 266
Sinopse: "Uma divertida e acelerada carta de amor a Londres, a garotos e a alucinantes noites em claro
Sunny sempre foi um pouco ingênua, até meio molenga. Mas quando recebe a foto de seu namorado beijando outra garota em seu celular, ela sabe exatamente o que fazer: encontrá-lo e terminar tudo. Só que... será que Mark não tem uma explicação para isso tudo? Eles estavam indo tão bem... Agora, Sunny precisa achar o rapaz em pleno sábado à noite em uma das cidades mais movimentadas do mundo. O que antes parecia uma tarefa simples virou uma verdadeira corrida maluca por Londres. No caminho, Sunny conhece um condutor de riquixá, grupo de dragqueens, sua banda girl power favorita e, principalmente, os Goddard – os gêmeos (primos) franceses mais misteriosos e descolados de Londres."

*Livro cedido em parceria com a editora


 Nesse momento tô aqui sentandinha em frente ao computador me culpando por não ter resenhado essa belezinha antes, foi um dos primeiros livros que recebi da parceria com Galera Record e foi uma leitura tão importante pra mim! Não só pela representatividade(Uma protagonista negra, obrigada deusa!) mas sim pela história como um todo, a maneira como Sunny inicia esse trajeto de pé na bunda com traição e como ela sai disso... É um manual de superação praticamente.
 Sunny é uma garota muito boba quando o assunto é seu namorado, ela está em um piquenique divertido quando recebe a foto de seu namorado beijando outra pessoa, Sunny tem certeza que Mark pode explicar aquela foto, que aquilo não passa de uma situação confusa e mal interpretada, ele nunca trairia ela, afinal eles se amam e ela estava pronta para finalmente ter a sua primeira vez com ele, certo? Errado, Mark traiu Sunny, isso é simples, aceita querida!
 Depois de receber essa foto ela decide procurá-lo para tentar entender isso e finalmente terminar, na verdade ela segue bastante confusa, a única coisa que tem certeza é de que precisa encontrar Mark e finalmente decidir o que fazer. E então o cenário de Londres entra em cena.



 Durante o piquenique/aniversário em questão, Sunny encontra dois figurões que são super comentados na cidade, são dois jovens franceses que andam de moto estilo vintage e com um sobretudo, super atual esse look, né? Haha, eles decidem dar carona para ela encontrar logo Mark e dar um fim nisso tudo, acontece que encontrar esse cara é quase uma missão impossível.

 O livro todo é essa busca incansável pelo namorado/Ex de Sunny, ela procura ele por todo canto e quando está prestes a se encontrarem... Ele some pra outro lugar, chega a dar raiva, durante alguns trechos eu me peguei pensando"termina logo por telefone, esse cara nunca mais vai aparecer" mas aí entendi que o livro era muito mais sobre a descoberta pessoal dela do que sobre o ex namorado.
 Sunny é uma protagonista negra, com um cabelo black enorme e foi aí que me identifiquei, durante o livro a autora faz alguns comentários bastante pertinentes a respeito dessa animalização que as pessoas costumam fazer com pessoas negras, primeiro pegam em nossos cabelos, como se fossemos bichos e depois perguntam se podem tocar, isso é tremendamente irritante, sem contar os questionamentos a respeito do racismo velado. O que era pra ser uma obra divertida, leve, uma aventura para encontrar o ex namorado babaca, na verdade se tornou uma leitura cheia de descobertas pessoais. Enquanto mulher negra eu me identifiquei muito com a protagonistas e todas as situações relacionadas a sua cor, ela passa por situações inusitadas e que muitos leitores brancos podem achar que foram coisas simples. Foi uma leitura fortalecedora, sai dela mais consciente e orgulhosa do que sou, e apaixonada por Londres! Todos os cenários foram tão bem escritos que me senti sentadinha na moto dos companheiros de aventura da protagonista! Uma leitura divertida mas extremamente consciente, minha única ressalva é que o livro é tão curtinho que após a leitura fica aquele gostinho de quero mais! <3

Então agora eu tenho um grande e belo cabelo afro, e apesar de, às vezes, eu escutar comentários maldosos ou ver olhares de desaprovação de garotas com apliques, e de minhas duas avós me dizerem que meu cabelo passa uma mensagem errada para os outros, azar de quem não gosta. Eu amo o meu cabelo.


 
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