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RESENHA #Acredite

14 de junho de 2019


Oi pessoal, aqui é a Thais e hoje vim trazer uma dica um pouco diferente para vocês, uma mistura de Conto de Fadas com os tempos modernos. Eu nunca tinha ouvido falar dessa obra, mas conheço muito bem a plataforma em que ela foi publicada, porque Wattpad é muito o amor da minha vida. Para quem não conhece, o Wattpad é uma plataforma de livros online (que também tem app), onde você pode encontrar tanto os seus livros favoritos quanto livros inéditos e não publicados escritos por autores de todos os cantos e dos mais diversos gêneros. E fico feliz em ver mais uma autora desse mundo online levando sua história para o mundo das páginas impressas.

Nessa história o mundo é dividido entre Braites e Lalulis. Os Braites são seres poderosos, superiores, que sempre preservam o otimismo, a alegria, o amor e a leveza, porque esses são os componentes principais para sua magia ser tão poderosa. Os Laluli são vistos como inferiores e mais fracos, pessimistas por natureza, tristes e vivem numa realidade muito mais dura e difícil, e conseguem fazer apenas as magias mais simples, ao contrário dos Braites que vivem num mundo todo colorido e nas nuvens (isso não é só modo de falar, as casas deles flutuam). Eles vivem lado a lado, mas distantes ao mesmo tempo, com um grande preconceito e desprezo que formam um muro entre si e que eles consideram como harmonia. Uma das maiores regras dos Braites é que jamais devem se envolver com um Laluli, porque segundo as histórias, eles fazem com que os Braites fiquem mais fracos e percam sua magia. E isso, sendo os Braites tão orgulhosos de seu poder, é uma das maiores desgraças. E é nesse cenário revoltante em que vive a adolescente Pamela Morning Star, uma jovem Braite que, contrariando as regras, está apaixonada por um Laluli.

Pamela tenta conter seus sentimentos, tenta se manter afastada de Raul, o garoto de cabelos roxos e olhos cor de mel por quem está apaixonada. Todos dizem que ela não deve se envolver com ele, ela foi criada para não se envolver com alguém como ele, mas todo o esforço se mostra insuficiente e um completo desastre, tanto para um quanto para o outro. E afinal, se o amor é uma das forças que potencializam a magia, o que tem de errado ficar com quem ama? Foi seguindo esse questionamento que Pamela seguiu em frente, dando as costas para as regras e se entregando aos seus sentimentos. No entanto, ao assumirem um relacionamento, Pamela e Raul tem que passar pelas mais diversas provações, em especial Pamela, que é arrancada de sua vida, sua casa, sua família, apenas porque se apaixonou por alguém que é “diferente” dela.  Por altos e baixos, com o apoio um do outro e superando todas as probabilidades, os dois acabam derrubando todas as antigas crenças preconceituosos que separavam os seus povos e nesse caminho acabam descobrindo um poder nunca imaginado, um tipo de magia que vira o mundo de Braites e Lalulis de cabeça para baixo e acaba gerando uma verdadeira revolução em tudo aquilo que acreditavam que sabiam sobre magia.


#Acredite foi uma leitura diferente para mim, principalmente porque, a princípio, eu não tinha notado que era uma leitura infanto-juvenil, então talvez por isso eu tenha tido um pouco de dificuldade no começo da leitura. Eu sinceramente me irritei muito com a Pamela no começo da história, justamente porque achava ela um tanto irritante, mimada e com uma tendência para o drama. Mas ai parei para pensar que, na maioria dos contos de fadas, ou basicamente todos, as mocinhas das histórias sempre tem alguma situação meio desafortunada, para Pamela calhou de se apaixonar pelo cara que o seu povo considerava “errado” para ela, tudo por causa de preconceitos que são muito bobos, mas que se pararmos para notar, de algum modo, não é muito diferente da nossa realidade. Apesar de ela própria não estar muito alheia em seus sentimentos, pelo menos em alguns momentos, talvez por sua criação, dessa segregação social entre Braites e Lalulis. Ela questiona o tempo todo o porque disso e até mesmo tenta fazer as pessoas perceberem o quanto essa divisão é uma bobagem, que eles eram um só povo e que ainda são, mesmo com suas diferenças, que nem chegam a ser tão grandes assim.

Fiquei realmente irritada por, na concepção dos Braites, eles não poderem ficar tristes, porque isso “prejudica sua magia”. Tipo, que ser na terra fica feliz o tempo todo? Tanto que tem um momento em que a Pamela esta super triste e os pais dela nem sabem o que falar para ela, porque aquela não é uma situação a qual estão acostumados. Para eles é como se o mundo fosse feito de unicórnios e arco-íris, o que é uma coisa bem hipócrita deles pregarem, já que eles tem um comportamento muito odioso com os Laluli. Mas enfim, que sociedade não é estigmatizada? Eu acabei gostando da forma como Pamela, de certo modo, amadureceu no decorrer de poucas páginas, que ela passou a pensar um pouco mais no mundo e não apenas em si mesma, até porque a atitude dela de dar as costas para a antiga vida e quebras as regras para namorar Raul gerou um certo impacto nas outras pessoas. Gostei também da mensagem que toda a obra passa, de que o amor é importante, claro, muitos dos personagens demonstram isso, mas tão importante quanto isso é você acreditar em si mesma(o), acreditar que é capaz. Porque o acreditar é realmente algo muito poderoso quando você para pra pensar, porque na maioria das vezes é isso que impede ou motiva você a fazer alguma coisa. Então foi algo que achei legal, uma temática interessante.

O livro é bem curtinho, então é uma leitura rápida e a linguagem é bem fácil. Os capítulos também são curtos, são separados por umas artes muito amorzinho e é tudo bem organizado. A história por si só é bem rápida, tanto que eu li ela em metade de um dia. Além disso, é uma edição bem amorzinho. Tem alguns, não chegam a ser erros gramaticais, mas é como uma falta de alguns termos ou palavras aqui e ali, mas nada grave que gere descrédito na obra. Sinceramente, essa não foi um livro pelo qual eu fiquei apaixonada, talvez por não ser exatamente o meu tipo de leitura, sei lá, mas gostei muito da mensagem que a autora passou, sobre o que nós somos capazes de fazer quando acreditamos em nós mesmos. É algo que com certeza vou levar comigo.

“E a história que vou contar a vocês é sobre esse tipo de amor, esse amor mágico, que transforma. Mas a história não é só sobre amor, é muito sobre acreditar.”

Título: #Acredite
Autora: Eliane Quintella
N° de Páginas: 143Sinopse: “Existe um mundo mágico, mas seu povo é dividido de acordo com seus poderes. Braites são mágicos mais poderosos e dominam a energia da transformação. Lalulis conseguem fazer apenas as mágicas simples. Os Braites mantêm sua magia forte, pois cultivam a leveza, a harmonia e a alegria, já os Lalulis não são capazes de aumentar seu poder de magia, pois são pessimistas por natureza e preferem se deixar dominar por sentimentos pesados a serem fúteis como os Braites. Nesse mundo dividido, Pamela, uma jovem Braite, se apaixona por Raul, um Laluli. Porém, os dois acreditam que o amor é uma força poderosa e estão dispostos a desafiar a ordem das coisas ficando juntos. O casal é submetido a duras provações que desafiam a força do amor e a crença que separa aquele mundo.”

RESENHA Vergonha

3 de junho de 2019


Vergonha me fez lembrar porque Brittainy é uma autora tão elogiada nos dias de hoje, porque quando o assunto é romance contemporâneo, ela é um dos primeiros nomes que nos vem em mente, que história mais gostosa e tocante! A típica narrativa que você se envolve tanto que termina a obra sorrindo pelo rumo que a história tomou, emocionada pela trajetória de cada um, mas satisfeita por ter lido um bom livro.


Grace está passando por uma situação bastante desoladora para qualquer mulher, o homem que ela ama e que até então era seu marido, a traiu e agora estão se separando, nesse momento ela percebe como nada em sua história de vida faz sentido, tudo até então estava atrelado a esse homem e agora ela está sem marido e sem chão. Dito isso, e com seu novo apartamento recebendo alguns ajustes, Grace resolve voltar para o seu querido lar, restabelecer a relação com seus familiares e tentar esquecer que seu casamento acaba de ser totalmente despedaçado. Mas como toda desgraça é pouca, a primeira coisa que acontece assim que ela chega é uma pane em seu carro, ele perde o controle e quem a salva é Jackson Emery, considerado o limbo da cidade, o desajustado, perigoso, que ninguém quer por perto. O rapaz resolve guinchar o carro de Grace até sua oficina mas age de modo totalmente rude o tempo todo, como se fosse um esforço quase físico ser simpático. Como Chester é uma cidade pequena o caminho de Grace e Jackson acaba se cruzando com certa frequência, o carro dela ainda está sem condições de uso então precisam conversar, frequentemente, se encontram na livraria e em muitos outros lugares, e então algo começa a crescer, inicialmente sem qualquer intenção mas depois fica difícil cada um lidar com os seus sentimentos.


Ela meio que deu uma risada. E eu odiei o som porque era lindo e eu precisava que ela não fosse assim, tão linda.

A família de Grace infelizmente não é NADA empática com a situação dela, a mãe principalmente, ela é o tipo de mulher que acha que o casamento deve prevalecer acima de qualquer coisa, se você for traída, se seu marido for ruim, nada disso importa, o casamento deve continuar. A impressão que tenho é que a mãe de Grace nega afeto para a filha e prefere mil vezes defender o ex genro, tudo isso porque ela tenta ser o mais correta possível segundo as regras de Deus, a família toda é envolvida com a igreja e bastante influente na cidade, precisam agir de modo perfeito, custe o que custar. Já Jackson... Ele é rejeitado por todos, trabalha na oficina de seu pai e tenta se virar como pode, com um pai alcóolatra ele tenta se esquivar de todas as ofensas que recebe, seu único amigo é um cachorro. É triste ver a maneira como ele é tratado pela cidade inteira, uma simples caminhada pelas ruas já lhe rende grandes xingamentos. Acontece que ele faz por merecer as vezes, sabe? É rude sempre e não pensa duas vezes para tratar mal alguém, mas com Grace é diferente, ele inicialmente não cede, tenta afastá-la mas aos poucos vai se abrindo. Aqui são duas pessoas igualmente machucadas mas por situações totalmente diferentes, Grace sofreu um grande golpe e não está recebendo apoio das pessoas que esperava, já Jackson é um cara odiado por todos, não aprendeu a ser carinhoso então as vezes se sente bastante perdido com o que está sentindo.

Para mim o que ficou bastante claro nesse romance, é sobre como a pressão familiar pode nos machucar em situações adversas, Grace sofre tantos golpes durante essa narrativa que você só sabe sentir pena, não são coisas absurdas que você duvida, são situações reais, que acontecem o tempo todo, e que quando unidas machucam de modo irreparável.  Já Jackson... Ele precisou ser um homem muito cedo, seu pai se tornou outra pessoa assim que foi abandonado e ele precisou lutar para sobreviver. Mas e o romance?

Está aqui, na narrativa toda, o modo como os dois se cuidam e tentam se entender, a maneira como tentam se ajustar para não mais se machucar, é tudo muito tocante. A narrativa toda acontece de maneira bastante intensa, Grace passa por tanta coisa que você não consegue parar de ler até descobrir quando essa mulher finalmente terá um pouquinho de descanso dessas porradas que a vida dá, ao final da obra acontece tanta coisa, seu coração fica apertadinho, você sofre, e só sabe torcer pelo bem dos personagens, esse é um enredo que mostra como Brittainy é uma mulher absurdamente talentosa, que cria não só boas histórias mas que sabe falar de amor de maneiras únicas e singelas, uma história que definitivamente faz valer cada lágrima.


Título: Vergonha
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Nº de Páginas: 420
Sinopse: "Um amor inesperado que surge de forma inusitada e arrebata a vida de Grace Harris. Grace Harris está perdida e sozinha em sua casa em Atlanta depois que o homem que ela pensou que ficaria a seu lado pelo resto da vida traiu sua confiança, partiu seu coração e saiu de casa, deixando seu casamento em suspenso. Grace resolve, então, passar o verão com a família em Chester, sua cidade natal, para respirar, dar um tempo de tudo. Sua vida está uma bagunça e o que ela precisa no momento é de um pouco de gentileza e compaixão.Por incrível que pareça, Grace encontra isso na pessoa mais improvável de todas: Jackson Emery, a ovelha negra da cidade. Conhecido como a erva daninha de Chester, ele é sinônimo de encrenca, e não faz nada para mudar essa imagem. Tendo perdido na infncia o que havia de mais valioso na vida, Jackson se tornou um homem amargurado e não dá a mínima para o que pensam dele. Os caminhos de Grace e Jackson acabam se cruzando de um jeito inusitado e a tristeza profunda que carregam atrai os dois como ímã. Ambos sabem que não foram feitos um para o outro, mas, como tudo vai acabar mesmo com o fim do verão, resolvem deixar rolar e se entregar a uma diversão passageira. Porém, o que Grace não imaginava é que seu coração, já destroçado, seria obrigado a aprender que certos relacionamentos são capazes de causar dores muito profundas, e que é sempre preciso fazer uma escolha."*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA As Regras do Amor e da Magia

23 de maio de 2019


A história se inicia quando conhecemos Susanna Owens, que mora em Nova York com seus três filhos: Franny, Jet e Vincent. Essas crianças sempre foram escondidas do mundo em todos os âmbitos, não brincavam com as outras crianças, pouca interação social, basicamente não podiam sair de casa ou fazer qualquer coisa sem autorização. Susanna sempre argumentou para seus filhos que aquilo era pura proteção, mas ficava claro que havia algo mais, há uma herança mágica que corre nas veias de cada um deles. As proibições feitas por ela deixam claro como há algo estranho em seus filhos, não devem ler determinados livros, acender velas ou lidar com tabuleiro Ouija, mas acima de tudo, em hipótese alguma devem se apaixonar, isso é terminantemente proibido!


Mas como sabemos bem, o perigoso é divertido, os jovens começam a questionar as interdições da mãe, em uma situação adversa são convidados a passar as férias na casa da tia distante Isabelle  e logo descobrem que possuem poderes, há uma maldição que ronda a família Owens desde 1620, época em que Maria Owens é acusada de bruxaria após se apaixonar por um inquisidor e lança uma maldição, onde qualquer um que se apaixonar por mulheres dessa família irá morrer.

O livro todo é um caminho de descobertas, esses jovens precisam rapidamente amadurecer para lidar com a situação com a seriedade que ela exige, precisam encontrar um modo de acabar com a maldição que permeia a família e aprender a lidar com as incumbências que os poderes lhe proporcionam.

Essa obra foi o presente de boas vindas da editora para os parceiros de 2019, fomos parceiros da editora Jangada e sempre confiei muito nas dicas e títulos enviados por eles, dessa vez não foi diferente. Geralmente quem se disponibiliza a ler os títulos mais fantasiosos são Isabela e Thais, mas dessa vez resolvi arriscar e me diverti demais! A escrita da autora é maravilhosa, tudo é muito bem descrito, sem exageros, você consegue sentir o aroma até do jardim da tia Isabelle. Os personagens são totalmente diferentes uns dos outros, e de certo modo essa jogada funciona demais, pois eles acabam se completando. O amadurecimento também é algo notável na obra, de início você vê jovens perdidos, satisfeitos apenas em contrariar a mãe, mas conforme a narrativa avança, pode-se notar como se tornam pessoas centradas em seus objetivos, isso é lindo.


"Sei que a nossa mãe quer que a gente finja que somos iguais a todo mundo, mas você sabe que não somos."
O enredo é uma verdadeira corrida contra forças muito maiores que os jovens, se eles pretendem se permitir amar e viver isso como “jovens normais” eles precisam encontrar um modo de quebrar essa maldição, mas até ontem eles nem sabiam sobre o passado da família, como lidar com tantas informações?

A história é narrada em terceira pessoa, o que possibilita mais imparcialidade, você não é inclinado a gostar de ninguém, gosta dos personagens porque eles são bem trabalhados e aprofundados, porque são estruturalmente fortes e interessantes, para mim essa foi a característica mais importante da obra. Além disso, a escrita da autora tem um ar todo mágico, parece que você está lendo um conto fantástico ou algo do gênero, literalmente te transporta da realidade. Uma leitura que vale a pena se você quer sair da zona de conforto e acompanhar a jornada de amadurecimento de jovens em prol de sua família e de suas particularidades.


Título: As Regras do Amor e da Magia
Autora: Alice Hoffman
Editora: Jangada
Nº de Páginas: 368
Sinopse: "Em 1620, depois de ser acusada de bruxaria por amar um inquisidor, Maria Owens lança uma maldição em todas as gerações de mulheres de sua família: qualquer homem que se apaixonasse por elas estaria condenado à morte. Mais de trezentos anos depois, Susanna Owens mora na cidade de Nova York, com os três filhos adolescentes - a temperamental Franny, a doce Jet e o carismático Vincent -, e faz de tudo para protegê-los, escondendo o passado da família e criando algumas regras: é proibido andar ao luar, usar o tabuleiro Ouija, acender velas, criar gatos e corvos ou ler livros de magia. E o mais importante: é proibido se apaixonar! Mas não demora muito para que os irmãos comecem a descobrir seus poderes sobrenaturais e, junto com eles, os segredos e a maldição que assombra sua família. Agora, precisam buscar uma forma de violar as leis da magia sem sucumbir à maldição de Maria Owens. As Regras do Amor e da Magia é uma história que antecede o clássico cult Da Magia à Sedução, resgatando a história da família Owens e personagens já conhecidos. Um livro sobre magia, coragem e o desafio de aceitar a si mesmo para viver o verdadeiro amor."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA International Guy: Milão, San Francisco, Montreal

20 de maio de 2019


Contém Spoiler.

Oi pessoal, aqui é a Thais e venho trazer mais uma dica de leitura para vocês. Antes de mais nada um aviso, para quem ainda não leu o primeiro livro da série e não gosta de spoilers, recomendo que não continue lendo essa resenha porque pode pegar alguns. A primeira vez que li um livro da Audrey Carlan foi por uma indicação de uma amiga, ela tinha acabado de comprar os primeiros volumes de “A garota do calendário” e queria alguém com quem discutir a respeito, então basicamente empurrou os livros pra cima de mim para que pudéssemos conversar sobre. Confesso que fiquei meio receosa no começo, porque nem todos os meus contatos com literatura hot foram bons, mas a autora conseguiu me surpreender, tanto que li os quatro primeiros livros em... quatro dias kkk Mas ela me surpreendeu muito mais com a International Guy, porque gostei da pegada que ela adotou nesse livro. Pude rir em alguns momentos, me divertir, até aprendi uma coisinha ou outra, assim como também pude viajar bastante com eles. Eles realmente sabem o que fazem.


Esse segundo volume já se inicia com uma bomba, mas, com Parker sendo... Bom, o Parker, pra tudo arruma-se um jeito, pelo menos por um tempo... Ao contrário do livro anterior, as coisas começam a ficar um pouco mais tensas para Parker e o pessoal da International Guy, com direito a escândalos, corações partidos e fortes baques pessoais na vida do grupo. Nessa obra a primeira parada é em Milão, onde uma agência de modelos contrata a empresa para ajudar um grupo de jovens mulheres a explorarem seu lado sensual para desfilarem de lingeries. O proposito é expor peças para mulheres de todas as formas e tamanhos, e para isso, Parker, acompanhado de Bo, o Mago dos Amor, precisam ensinar as modelos a se sentirem a vontade consigo mesmas, com seus corpos, a seduzirem a câmera e o público para campanhas publicitarias. O que mais gostei nessa parte é que são mulheres que não são realmente modelos, nenhuma delas desfilou antes e de certo modo, são mulheres mais reais, porque são mães, professoras, garçonetes, realmente representando mulheres em todas as formas e tamanhos, com seus medos e inseguranças em relação ao corpo. E eu simplesmente fiquei encantada com a forma carinhosa, atenciosa e principalmente, respeitosa com que Bo e Parker tratam elas, e não apenas porque esse é o trabalho deles, mas porque se preocupam com isso. Até porque esse é justamente o propósito do trabalho deles, fazer com que toda mulher se veja como a joia que é. Eles entendem o que elas precisam e ajudam elas a se soltarem, a olharem para si mesmas com mais confiança. E sinceramente, essa própria pegada da obra, voltada em parte para essa questão do publico feminino, foi o que mais despertou meu interesse pelo livro.

De volta aos Estados Unidos, a segunda parada é em São Francisco, onde Parker, junto de Royce, o Mago do Dinheiro, vão atender Rochelle Renner, uma executiva de sucesso sem sorte no amor (pelo menos aparentemente). Ela é linda, inteligente, confiante, bem sucedida e tem muito dinheiro, só não tem um homem legal com quem compartilhar tudo isso, ou pelo menos ela acha que não tem. Uma das coisas que ficam evidentes logo de início é a grande atração entre Royce e a nova cliente (tem bastante fogo no ar). No entanto, Parker fica preocupado com o amigo, porque sabe que o interesse dele na relação é mais sério e não consegue ver um futuro para Royce e Rochelle, e isso gera uma pequena tensão entre os dois amigos e opiniões bem diferentes a respeito do que está acontecendo. Porém, as coisas tomam um outro rumo quando descobrem que há um pretendente número um na lista de homens para a vida dela (embora Rochelle seja bem ignorante a esse fato), e que talvez não precisem ir muito longe para fazer sua cliente encontrar o homem ideal. Só precisam fazer com que ela abra os olhos.
“A questão nem sempre é ver o que está bem na frente do seu nariz, apesar de isso ter sido muito importante no seu caso. Às vezes essa parte pode ser resolvida abrindo os olhos.”


A última parada é em Montreal, no Canadá, onde a International Guy vai em peso, com direito a Parker, Bo, Royce e a louca e inigualável Wendy, para cuidar de um caso de espionagem industrial na área tecnológica. A CEO Alexis Stanton sabe que há alguém sabotando sua empresa, vendendo informações e corrompendo arquivos, só ainda não conseguiu descobrir quem é e vai precisar da ajuda de toda a equipe para descobrir. Parker, arrasado depois de uma possível traição, precisa de toda força e apoio para se concentrar no trabalho, e isso inclui resistir a uma sexy CEO que já deixou bem evidente que suas intenções com ele são mais do que apenas profissionais. Mas isso é apenas parte das inúmeras reviravoltas que a equipe tem que enfrentar, principalmente Parker. 

Eu ainda estou me recuperando dessa leitura, que posso dizer que me deixou com o coração um pouquinho na mão com devido alguns acontecimentos. Eu sinceramente sou um pouco dividida em relação ao Parker, fiquei um pouco apaixonada por ele para falar a verdade, o que parece bem típico, já que ele além de bonito, é charmoso, divertido, inteligente e convenhamos, muito sexy. O que também posso ressaltar que acho que é uma qualidade que todos os três homens da IG possuem. Mas ele também tem seus momentos de comportamento idiota, do tipo que você sente vontade de mandar ele tomar vergonha na cara e usar a cabeça, mas em certo ponto eu também consigo entender as ações dele, o porque dele agir como age. Ele também mostrou uma faceta diferente nesse livro, deixando de lado aquele cara mais conquistador para a realidade de um homem mais apaixonado. 

Gosto também da relação que ele, o Royce e o Bogart tem, essa relação de irmãos, é uma coisa que eu acho muito linda, de sempre se apoiarem em tudo, de acima dos negócios, colocarem a família. Também é uma relação divertida que conseguiu me arrancar alguns sorrisos. E não posso deixar de falar do membro feminino do grupo, até porque eu simplesmente ADORO a Wendy, acho que ela e a Sophie (a doce francesa que estava no livro anterior) meio que batem competição pelo meu favoritismo. Não curto o relacionamento dela com o tal Michael, mas acho essa “abusada” incrivelmente foda e acho fofa a relação que ela passou a ter com os caras, como se eles a tivessem adotado como uma irmã caçula. Acho que esse é um dos pontos mais legais, para falar a verdade, ver o desenvolvimento da relação desse grupo. Diferente do volume anterior, a autora também abriu mais espaço para o relacionamento de Parker e Skyler, que passou a ser uma coisa mais séria, cheia de altos e baixos e com o que parece ser uma gama infinita de obstáculos, o que pode ser encontrado em muitos relacionamentos. Sinceramente, eles como casal, não sei explicar porque, ainda não foi uma coisa que me prendeu, mas acho que vou esperar pelos outros volumes para ver como tudo se desenrola e se minha opinião a esse respeito muda. 

De modo geral, não foi uma das minhas leituras favoritas, mas foi uma que gostei de fazer, acho que conseguiu desfazer muitas más impressões que tive com algumas outras leituras do gênero. Talvez tenha ajudado eu já estar um pouco familiarizada com a escrita da autora, que eu acho muito gostosa e fácil de ler, de mergulhar. A edição, como muitas outras da Verus, também é ótima, o que ajuda bastante, porque eu sou uma pessoa muito influenciada pelas capas dos livros. Cada final dos livros parece um final, mas não é um final. Acho que fica parecendo isso porque eles meio que são três livros em um, mas acho isso uma coisa legal também. Ver eles trabalhando com diversas mulheres, de diversos locais, desde a mais tímida que precisa se soltar até a mais impetuosa que só precisa de auxílio, forma um belo contraste de variedades interessantes dentro do próprio livro. Acho que tudo que posso fazer agora é esperar pelas três próximas paradas e pelos próximos abalos que a International Guy vai causar. Ou que vai ser causado a eles. 


Título: International Guy – Milão, San Francisco, Montreal
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
N° de Páginas: 416
Sinopse:
“Mesma autora da série A Garota do Calendário, que vendeu mais de 670 mil exemplares no Brasil. International Guy é a agência de Parker Ellis, um dos maiores especialistas do mundo em vida e amor, que tem como missão ajudar as mulheres em questões tão diversas quanto se sentir sexy e poderosas, aprender a administrar um império empresarial ou conquistar o homem dos seus sonhos. Parker e seus dois sócios atendem mulheres ricas do mundo todo, como atrizes de Hollywood, membros da realeza e CEOs de multinacionais bilionárias. E, às vezes, eles não podem evitar que as coisas esquentem e vão parar na cama de suas clientes. Literalmente. Parker adora sua vida de playboy e não está procurando compromisso. Afinal, há um mundo inteiro à sua frente: os negócios o levam de Paris a Milão, de Berlim ao Rio de Janeiro. Mas, conforme ele pula de cidade em cidade ― e de cama em cama ―, é possível que acabe encontrando mais que sexo ao longo do caminho... No segundo volume da série, o trabalho começa em Milão, onde os executivos vão ajudar mulheres comuns a descobrir a arte da sedução. O próximo compromisso é com uma empresária de San Francisco em busca de um parceiro. A terceira cliente, uma CEO de Montreal, desconfia de que há um espião em sua equipe ― e faz uma proposta tentadora a Parker, abalado após uma traição.

RESENHA Your Name

15 de maio de 2019


Oi, aqui é a Isa, vocês acreditam em fado/destino? Tomara que sim, pois é sobre isso que falaremos hoje. Muitos devem conhecer o anime Your Name disponível na Netflix por um tempo, atualmente não está mais na plataforma, ou pelo mangá. No entanto, a versão que falarei nesta resenha é a light novel, ou seja, a versão em romance do anime e do mangá. A história é basicamente a mesma do anime e do mangá apenas com algumas informações que não tem em um e tem no outro, vejo essa light novel como um apanhado tanto do filme quanto do mangá, o combo para qualquer amante de boas histórias.


Inicialmente somos apresentados a dois personagens, Mitsuha e Taki, jovens que vivem vidas extremamente diferentes, ela vive em um vilarejo chamado Itomore, um lugarzinho pacato e cheio de tradições, ele vive em Tókio, a cidade que nunca dorme, no entanto ambos começam a ter experiências de troca corpórea, um começa a acordar no corpo do outro e viver sua vida, mas ambos acham que são sonhos muito vividos. Eles moram em cidades distantes uma da outra, nunca se viram, mas essa troca de corpos acontece mostrando como a força do destino é enorme e consegue juntar pessoas que nem se conheciam, nunca tinham se visto, pessoas que vivem em mudos completamente diferentes. Para nós leitores e espectadores essa situação é muito fácil de compreender, pois podemos ver acontecendo na prática, mas para os protagonistas não, eles não ideia dos motivos que fazem isso acontecer, se sente perdidos e muitas vezes se questionam sobre sua sanidade mental, afinal, como uma situação dessas pode ser humanamente possível?
“Não importa em qual lugar do mundo você esteja, eu prometo que vou te encontrar mais uma vez.” 
Com todas as mudanças de corpo as personagens começam a criar um vínculo, uma conexão, que vai ficando cada vez mais forte, até o momento em que Taki decide pesquisar sobre a cidade de Mitsuha e descobre que a situação é bem mais grave do que se imaginava, além da barreira física ele descobre que também há a barreira do tempo, eles vivem em épocas diferentes. A partir dessa descoberta tem-se a oportunidade de salvar uma cidade inteira, mas será possível?



Your name é uma história muito fofinha e gostosinha de ler, se vocês preferem romances leiam o livro, pois ele mostra de uma forma melhor todo esse envolvimento das personagens, como esta conexão é estabelecida e tudo mais. Agora se você quer uma ideia mais ampla e com mais informações sobre a história eu recomendo que vocês vejam o anime, leiam o mangá e o livro, pois de certa forma eles acrescentam mais informações para o enredo. Em todo caso, a história é muito tocante, você vê o amor nascendo entre dois jovens de maneira bastante genuína, além disso, a carga emocional a partir de determinado momento fica super densa e você fica apreensivo pelo final, que não é nada diferente do filme. Para uma primeira experiência essa foi uma leitura bastante agradável e que me comoveu bastante, atendeu a todas as minhas expectativas e abriu caminho para leituras futuras do mesmo nicho.




Título: Your Name
Autor: Makoto Shinkai
Editora: Verus
Nº de Páginas: 192
Sinopse: "Mitsuha é uma estudante que vive em uma pequena cidade nas montanhas. Apesar de sua vida tranquila, ela sempre se sentiu atraída pelo cotidiano das grandes cidades. Um dia, Mitsuha tem um sonho estranho em que se torna um garoto. No sonho, ela acorda em um quarto que não é dela, tem amigos que nunca viu e passeia por Tóquio. E assim aproveita ao máximo seu dia na cidade grande, onde ela adoraria viver. Curiosamente, um estudante chamado Taki, que mora em Tóquio, também tem um sonho estranho: ele é uma garota que mora em uma cidadezinha nas montanhas. Qual é o segredo por trás desses sonhos tão vívidos? Assim começa a fascinante história de dois jovens cujos caminhos nunca deveriam ter se cruzado. Compartilhando corpos, relacionamentos e vidas, eles se tornam inextricavelmente ligados ― mas há conexões verdadeiramente indestrutíveis na grande tapeçaria do destino?"
*Exemplar cedido em parceria com a editora.

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