RESENHA Tiger Lily

segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Título: Tiger Lily
Autora: Jodi Lynn Anderson
Editora: Morro Branco
Nº de Páginas: 320
Sinopse: "Antes do coração de Peter Pan pertencer à Wendy, ele pertenceu à menina com penas de corvo nos cabelos... Tiger Lily não acreditava em histórias de amor ou finais felizes, até encontrar Peter na floresta proibida da Terra do Nunca. Diferente de todos que conhecia, ele era impulsivo, corajoso e fazia seu coração bater mais rápido. Mas como líder dos Garotos Perdidos, os mais temíveis habitantes da ilha, Peter era também uma escolha improvável para Tiger Lily. Ainda assim, ela logo se viu arriscando tudo - sua família e seu futuro - para estar com ele. Com tantas diferenças ameaçando separá-los, o amor dos dois parece condenado. Mas é a chegada de Wendy Darling que leva a menina a descobrir que os inimigos mais perigosos podem viver dentro dos corações mais leais e amorosos. Da autora best-seller do The New York Times, esse romance mágico e encantador entre uma heroína corajosa e o garoto que não queria crescer vai partir seu coração."
*Exemplar cedido em parceria com a editora.


 O nome Peter Pan é de reconhecimento de todos desde a nossa infância e até os dias de hoje. Permanece em nossas memórias, talvez pela vontade infantil que nos foi dada de nunca querer crescer, mais ainda, de poder voar.

Neste romance de Jodi Lynn Anderson, voamos e, nos é apresentada uma personagem de características semelhantes a de Peter em muitos momentos – vontade do novo, ruptura do medo do desconhecido, solidão -, colidindo cada vez mais, é dessas características que acontece a aproximação dos dois personagens contada de forma doce pela fada sininho.



Tiger Lily é uma menina guerreira, com alma selvagem e carregada de um espírito de aventura, procurando ir além do que está predestinado para ela com serviços da lar. Tudo o que ela deseja é poder ser livre, viver e presenciar tudo aquilo que a Terra do Nunca tinha para oferecer. Diante de tantas vontades na busca pelo novo, era sozinha no que fazia, até que por questões de destino, um terrível acidente marítimo o entrega à pequena e corajosa menina, Peter. Mal sabia ela os misteriosos sentimentos que floresceriam a partir do olhar que fitou no menino.
Ambos vivem suas aventuras, seus estranhamentos e colide o fato do menino também ser sozinho, mesmo cercado de tantos meninos perdidos do qual defendia das garras de Gancho. Vivendo na terra do nunca, os dois compartilham de uma amizade marcada pelo amor que um tem pelo outro. Uma história triste, uma vez que Peter possui seus propósitos de vida e Tiger também possui os dela, chega o momento da decisão com um final surpreendente, carregado de sentimentos não mais recíprocos.
Definitivamente é uma leitura para ser realizada com uma caixinha de lenços na cabeceira da cama, nunca antes havia lido uma história ramificada de um dos personagens que mais marcou minha infância ao qual aprendi muito sobre a essência do amor e da amizade. Em Tiger Lily compreendemos que a terra do nunca não é só magia e todo aquele ar puro e utópico de infância, muitas vezes ela pode ser traiçoeira e mexer com o seu coração de maneira tão profunda que você ficará marcado.

"Ela se destacava como uma combinação de pantera peregrina e menina. Ela espreitava em vez de caminhar."






RESENHA Um dia em dezembro

quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Título:  Um dia em dezembro
Autora: Josie Silver
Editora: Bertrand Brasil
Nº de Páginas: 392
Sinopse: "Laurie não acredita em amor à primeira vista. Afinal de contas, a vida não é a cena de um filme romântico. Mas, então, em uma manhã de dezembro fria e com neve, o ônibus de dois andares em que voltava para casa para em um ponto. Ao olhar para baixo, ela o vê. Por um segundo transcendental, seus olhos se encontram... e então o ônibus começa a andar. Depois de muitos meses com a esperança de cruzar novamente com ele, Laurie acha que nunca mais verá o garoto do ônibus. No entanto, um ano depois, em uma festa de Natal, sua melhor amiga, Sarah, apresenta o novo namorado, o grande amor de sua vida. Para seu profundo desespero e surpresa, ele é ninguém menos que o garoto do ônibus. Determinada a esquecê-lo, Laurie segue com sua vida. Mas e se o destino tiver outros planos?"
*Exemplar cedido em parceria com a editora





 Um dia em dezembro faz parte do VIB de Novembro, recebemos uma cópia ainda não revisada da obra, juntamente com um globo de neve fofo, e uma arte de pelúcia no formato de coração. A premissa da obra é pra mexer com o coração de qualquer leitor apaixonado por romances, imagine só, você está em um ônibus voltando de um dia cansativo no trabalho, quando ao seu lado, para outro veículo e você vê alguém tão incrível e bonito que fica sem reação, seu ônibus vai embora e você provavelmente nunca mais irá ver aquele homem, mas e se for o grande amor da sua vida? Quem nunca se apaixonou por alguém no trânsito?

Essa é a vida de Laurie agora, ela se apaixonou por um estranho no ônibus, não consegue esquecê-lo e segue meses procurando por esse homem que ela nem ao menos sabe o nome, sua melhor amiga Sarah ajuda nessa busca sem fim, mas depois de meses, essa situação parece mesmo ter sido só brincadeira do acaso. Laurie resolve se envolver com outras coisas, focar na tentativa de finalmente encontrar um emprego como jornalista, e conhecer o namorado novo de sua melhor amiga, mas como qualquer castigo é pouco, e o destino gosta de brincar conosco, quem poderia ser o namorado da sua melhor amiga? Jack, o cara do ônibus! Como lidar com esse sentimento adormecido mas que ainda mexe com os sentidos de Laurie? Como confessar isso para Sarah, e o pior, Jack também a reconheceu?



Essa é uma história sobre como o destino brinca com as pessoas e como o tempo se encarrega de tudo. Esse certamente é o meu VIB favorito, eu sempre me perguntei porque não existiam histórias sobre amores que começam no trânsito e eis aí, a melhor delas! Inicialmente você admira a insistência de Laurie, que procura o desconhecido por meses, mas quando o destino brinca com ela de novo, e coloca a sua paixão platônica como namorado de sua melhor amiga, tudo desaba de uma forma incomum. Ela decide não contar a Sarah que Jack é o cara que as duas procuraram por tanto tempo, e tenta colocar a amizade acima de tudo. Vale frisar que Laurie em momento algum pensa em “furar o olho” da amiga, apesar de sentir tudo de maneira muito intensa por Jack, ela respeita sua amizade, e acaba se tornando uma grande amiga do cara, o pior disso tudo? Isso dura anos, MUITOS ANOS, nossa protagonista segue sentindo coisas por Jack, não consegue contar para Sarah a verdade, e Laurie não tem condições de se apaixonar por outra pessoa, principalmente porque o homem de sua vida tem planos de se casar com a sua melhor amiga.
A graça nisso tudo, é acompanhar a história pelo ponto de vista dos dois personagens, Jack mente que não conhece Laurie, e faz de tudo para esconder isso, mas nos capítulos narrados por ele, fica claro que ele sente o mesmo pela protagonista, mas também ama Sarah, então vive em uma eterna confusão sentimental. Já Laurie é extremamente respeitosa com sua amizade e o relacionamento da mesma, tenta seguir sua vida da melhor maneira possível, mas fica claro quão nocivo é pra si, acompanhar a sua paixão se tornar o homem da vida de sua melhor amiga. Quanto azar!

Aqui vamos acompanhar o amadurecimento de todos os personagens, a história se arrasta por anos, relacionamentos, casamentos, brigas, tudo acontece até Laurie finalmente poder respirar com liberdade, obviamente o romance é o ponto alto, mas acredito que a grande mensagem do livro é sobre como tudo acontece no seu tempo, nenhum sofrimento é em vão, nenhuma paixonite acontece por acaso, tudo tem um propósito.
A leitura é extremamente fluída, os diálogos e as situações são engraçadas demais, e Laurie é uma amiga para se ter por perto, com certeza, ela é leal, preocupada e muito amorosa. Jack é um cara divertido, que certamente poderia ter facilitado as coisas, mas é compreensível também. O final da história tem um ar gostosinho de natal, é impossível não se pegar sorrindo. O livro já foi lançado, e se você sempre imaginou como seria se a sua paixonite do ônibus evoluísse para algo mais, essa história é pra você!







RESENHA No ritmo do amor

segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Título: No ritmo do amor
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Grupo Editorial Record
Nº de Páginas: 336
Sinopse: "A linda e encantadora Jasmine Greene nasceu para brilhar. Cantora nata, ela cresceu sabendo que tinha vindo ao mundo para ser famosa, pois sua mãe — uma artista frustrada que concentrava na filha todas as suas expectativas — não a deixava se esquecer disso um minuto sequer. A vida da jovem de 16 anos se resume a estúdios, aulas de dança e canto e a inúmeros testes para ser o grande nome da música pop. Ela não tem tempo nem de ir à escola, é educada em casa e sofre com a rotina atribulada. Para Jasmine, o pior de tudo é não poder cantar soul, sua paixão. Mas ela não reclama, porque, na verdade, seu maior sonho é fazer com que a mãe tenha orgulho dela. Elliott Adams é uma alma atormentada. Para ele, cada dia é uma batalha a ser vencida. O rapaz tímido, humilde e franzino sofre bullying na escola por causa de sua aparência e por ser gago. Mas ele é mais forte do que imagina e encontrou em seu saxofone uma válvula de escape. Tira todas as suas forças dos acordes de Duke Ellington, Charlie Parker e Ella Fitzgerald, seus maiores ídolos. Quando Jasmine finalmente consegue a permissão da mãe para frequentar a escola pela primeira vez na vida, sente que ganhou na loteria. Adora estar cercada de pessoas da sua idade, que vivem os mesmos dilemas e questionamentos... ela só odeia ver o garoto mais encantador que já conheceu na vida sofrer na mão dos valentões e fará tudo o que estiver ao seu alcance para mostrar a Elliott que ele não está sozinho. Aos poucos, esses dois jovens sofredores irão descobrir que têm muito mais em comum do que o amor pela música. Mas será que vão superar as reviravoltas que o destino preparou para eles?"
*Exemplar cedido em parceria com a editora. 

Brittainy é uma das autoras que mais amo, não só pelo seu poder de emocionar nas histórias que conta, mas por ser uma mulher negra tão simpática e doce, que cada vez mais, vem conquistando o sucesso merecido. Nos últimos meses seus livros tem sido traduzidos com mais frequência, isso certamente é motivo para comemoração, mas tenho algumas ressalvas para fazer sobre No ritmo do amor.
 Jasmine inicialmente me parece alguém fútil, a garota mais bonita da escola, que só anda com populares, mas quem conhece seu íntimo sabe que as coisas não são assim, ela é absolutamente comandada pela mãe, em prol da sua carreira, faz tudo que a sua genitora pede, pra vocês terem ideia, a mãe de Jasmine determina até o que ela pode comer ou não, ridículo, né? Acontece que nossa protagonista quer seguir um caminho mais voltado pro soul e blues, ela tem uma voz maravilhosa e que quando cantada nesse estilo, somos capazes de ver sua alma, mas sua mãe quer que ela siga na carreira pop, e não vai medir esforços para que isso aconteça. Já Elliot é o oposto, ele é o rapaz franzino que é quase invisível na escola, só é lembrado quando vão agredi-lo, trancá-lo no armário e fazer coisas ainda piores, tecnicamente falando ele e Jasmine jamais ficariam juntos, até ela encontrar o rapaz em uma esquina movimentada, tocando lindamente, com o coração. Pouco a pouco Jasmine vai derrubando o muro no peito desse jovem e ajudando-o a descobrir o que é ser amado, ela é doce com ele, inicialmente uma ótima amiga, que faz loucuras para evitar que os rapazes da escola continuem a agredi-lo, e logo a paixão nasce, mas se tratando de Brittainy tem que ter um pouquinho de sofrimento, certo? Algo acontece e marca a vida de Elliot para sempre, depois disso ele nunca mais se sentirá o mesmo, principalmente pela culpa e Jasmine precisa ir embora para Londres porque sua mãe quer o melhor para sua carreira.

 Eu amo a escrita da Britt, mas de verdade, a proposta da história é incrível, mas o desenrolar dela... Não tanto assim, os diálogos me pareceram muitas vezes forçados, algumas vezes eu revirava os olhos. Infelizmente não senti simpatia alguma por Jasmine, tudo que ela passou realmente é muito triste, a mãe dela permitia que homens envolvidos no meio musical abusassem de sua filha, passando a mão, falando palavras baixas, é realmente muito triste, mas infelizmente a personagem retratada me parece tão vazia, tão sem qualquer tipo de sentimento que nos permitisse ter empatia por ela, talvez Britt tenha se preocupado tanto em construir o esteriótipo inicial da protagonista, de garota bonita e popular, que ela se tornou vazia... Já Elliot, me parece o rapaz mais azarado do mundo, sempre sofrendo pelos outros, ou sendo alvo de situações absurdamente violentas, nem por isso ele deixa de ser alguém de bom coração. Até o meio da narrativa eu estava bastante chateada e considerei abandonar a leitura, mas quando a história avança consideravelmente no tempo, muita coisa melhora, Elliot finalmente se torna um homem e meus amigos... Que homem! Jasmine precisa correr para recuperar o tempo perdido e quem sabe curar as cicatrizes no peito do rapaz. Mas o que esperar dessa história?
 Se você quer uma história sem muito aprofundamento, definitivamente esse enredo é para você, se você quer um romance rápido, esse livro é pra você, acontece que isso não é suficiente para me cativar, para além de uma boa história, preciso me sentir cativada pelos personagens, e infelizmente isso não aconteceu nessa história. Vale lembrar que essa é uma opinião pessoal, e que sua experiência pode ser totalmente diferente. Segui lendo outros livros da autora após essa experiência não tão boa e adivinha? O livro seguinte eu amei demais! Hahah vai entender essa vida de leitora...

"Você me ama?" "Vou te amar no dia que você parar de me decepcionar."





RESENHA international Guy: Paris, Nova York, Copenhague

quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Título: International Guy: Paris, Nova York, Copenhague
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus.
Nº de Páginas: 376
Sinopse: "International Guy é a agência de Parker Ellis, um dos maiores especialistas do mundo em vida e amor, que tem como missão ajudar as mulheres em questões tão diversas quanto se sentir sexy e poderosas, aprender a administrar um império empresarial ou conquistar o homem dos seus sonhos. Parker e seus dois sócios atendem mulheres ricas do mundo todo, como atrizes de Hollywood, membros da realeza e CEOs de multinacionais bilionárias. E, às vezes, eles não podem evitar que as coisas esquentem e vão parar na cama de suas clientes. Literalmente. Parker adora sua vida de playboy e não está procurando compromisso. Afinal, há um mundo inteiro à sua frente: os negócios o levam de Paris a Milão, de Berlim ao Rio de Janeiro. Mas, conforme ele pula de cidade em cidade — e de cama em cama —, é possível que acabe encontrando mais que sexo ao longo do caminho... "
*Exemplar cedido em parceria com a editora. 


 Receber surpresas do Grupo Editorial Record é sempre uma delicinha, principalmente quando remetem aos gêneros que mais te agradam, aqui a coisa não foi diferente, a proposta de International Guy é extremamente interessante e vai contraria a essa onda dos eróticos que colocam a mulher como o corpo em questão, confuso? Vou explicar! Quase sempre em livros eróticos as mulheres são sensuais, atiçam o desejo dos homens, aqui a situação é totalmente contrária! Nossos protagonistas são três rapazes muito conscientes do seu poder para com o público feminino, sabem que causam euforia, sabem que são desejáveis, e usam disso para ganhar dinheiro, é a partir dessa premissa que a história se desenrola. 



 Logo no início conhecemos Parker e seus companheiros Bo e Royce, o trio comanda a International Guy, uma empresa que ajuda qualquer mulher, em qualquer situação, desde que ela tenha dinheiro para pagar, eles colaboram ensinando-as como gerir empresas, ser mais confiantes, empoderar-se, o que for necessário eles serão capazes de fazer para que cada contratante do sexo feminino tenha total controle sobre si, seu corpo, sua mente e o que é capaz de fazer. Desse modo a obra é dividida por cidades, em Paris conhecemos um pouquinho mais sobre Parker, ele irá ajudar Sophie a ter a auto estima necessária para comandar a empresa deixada por seu pai, isso acontece de modo muito sensual, é assim que ele trabalha, mostrando como ela é bonita e só precisa dos toques certos, seja na mudança de visual ou de postura, apesar de ser extremamente mulherengo, Parker é um profissional muito correto e acompanhá-lo defendendo Sophie foi uma das coisas mais incríveis que posso destacar nessa obra, sem duvida alguma ele contribuiu muito para o crescimento da nossa mocinha.
 Já em Nova York, Parker viaja sozinho(no trabalho anterior, em Paris, a equipe toda estava presente) e sua missão agora é ajudar uma atriz, a química entre os dois é coisa de outro mundo, você sente as faíscas enquanto lê essas cenas, de verdade. Aqui encontramos um lado mais humano de nosso protagonista, ele consegue ir ao fundo da mente de sua cliente, só com seu jeitinho doce, e de certo modo isso é capaz de tratar uma pequena ferida que existia nela e a impedia de atuar.
 Em Copenhague a coisa fica um pouquinho mais real hahah, Parker viaja para cuidar pessoalmente de uma princesa, que inicialmente achei extremamente mimada e fútil. Mas que aos pouquinhos, e graças ao jeitinho todo cafajeste e romântico de Parker, vai se abrindo e deixando claro os seus motivos para não se render a um casamento real.

 Tive grandes problemas com a escrita da Audrey no passado, li uma outra série sua e a maneira como ela construiu personagens femininas me irritou de tal modo, que acho que nunca fiz uma resenha tão negativa sobre uma obra, depois daquela experiência eu estava certa que não leria mais nada escrito pela autora porque a maneira que um relacionamento abusivo foi posta de modo romântico e suavizado, me irritou, eis que International Guy chegou e a curiosidade falou mais alto, resolvi dar mais uma chance e sinceramente... Ela se redimiu bonito, lindamente! A sensação que tive é que esse livro foi um grande recado pra mim, como se ela dissesse nas entrelinhas "Ei, sei que vacilei na obra passada, mas agora estou aqui, com esse livro muito bacana, onde homens mostram para as mulheres como elas são belas, onde homens mostram para moças incríveis que elas não precisam de mais nada a não ser de si mesmas, onde a grande questão talvez até seja o romance, mas acima de tudo, a minha mensagem é sobre a construção de auto estima e como nós somos capazes de superar nossos medos" E foi isso, exatamente o que senti. Óbvio que Parker e seus amigos tratam a empresa como um negócio, mas eles fazem isso porque são bons demais em conquistar, e porque sabem a maneira correta de fazer uma mulher se reconhecer como o mulherão que realmente é, sem muito esforço eles apenas mostram quem realmente elas são. Essa foi uma surpresa extremamente positiva, Audrey acertou lindamente em começar essa trama com Parker, ele é um cara firme, sexy, extremamente charmoso e com um toque de diversão que você se sente nervosa, como se não soubesse lidar com tanta perfeição em um homem só. O lado ruim? Serão só três livros, cada um passando por três cidades diferentes, e eu com a certeza que vou me apaixonar a cada novo contrato desses rapazes.


"Na Intenational Guy, atendemos às necessidades da cliente. Nenhum pedido é exigente demais ou estranho demais."





RESENHA A garota do orfanato sombrio

terça-feira, 23 de outubro de 2018
Título: A garota do orfanato sombrio
Autor: Temple Mathews
Editora: Jangada
Nº de Páginas: 304
Sinopse: "Echo Stone acorda suando frio num quarto escuro e desconhecido, sem saber exatamente como foi parar ali. Tentando entender a situação, ela descobre que aquele lugar sombrio é a “Casa do Meio”, um orfanato que abriga crianças e adolescentes. Só tem um problema: Echo não é órfã, seus pais estão vivos! Mas ninguém parece se importar com suas explicações e o único disposto a ajudá-la a fugir dali é Cole. Mas quando a garota consegue voltar pra casa o problema fica ainda pior: uma fita amarela da polícia indica que um crime horrível e violento aconteceu - seu próprio assassinato! Echo está morta e não sabe como isso aconteceu. Desesperada para ter sua vida de volta, ela inicia uma busca para resolver esse enigma e, à medida que cresce a lista de suspeitos, ela descobre que não é a garota boazinha que julgava ser..."
*Exemplar cedido em parceria com a editora.




 Hoje teremos uma resenha estranha, de uma obra que começa de modo mais estranho ainda, a Jangada foi bastante arriscada na proposta desse livro mas o melhor de tudo é que ele foi capaz de atender a todas as nossas expectativas e ainda assim, superá-las. Um enredo diferente, que te coloca na cena do presente, mas que te faz retornar ao passado para entender porque as coisas estão assim agora. Peça a peça o quebra cabeça vai sendo montado.


 Echo acorda e não sabe onde está. O quarto se encontra todo escuro e sombrio e então ela escuta um barulho embaixo da cama e quando dá uma espiadinha vê olhos vermelho e assustados, um menino embaixo da cama sai correndo e molhando todo o chão. Mas o que estava acontecendo?
 Nossa protagonista não entende nada, não sabe porquê está ali, não sabe onde seus pais e Andy, seu namorado, estão. Começa a andar pelo orfanato até encontrar Dona Trouvor que a trata muito mal e a manda recolher as roupas sujas de todos os quartos. Enquanto ela recolhe as roupas acaba conhecendo os moradores do local, um mais esquisito que o outro. Depois de recolher todas as roupas ela as leva á lavanderia onde conhece Cole, um cara gato demaaais...
 A garota faz mil perguntas para ele, mas o garoto só responde a mais importante para ela, existe um jeito de fugir daquele lugar e Cole vai ajudá-la. No café da manhã, Echo é alvo de uma pegadinha de novata e quase morre, o que é uma ironia. Naquela noite Cole a mostra a saída e diz que certas coisas dela devia descobrir sozinha. Echo vai até a sua casa e encontra um senário muito estranho, algumas coisas estão quebradas no chão, está tudo bagunçado e tem sangue pra todo lado. Ela fica mais confusa ainda. Seus pais chegam e ela vai correndo até eles, sua mãe começa a chora e o marido a consola, mas eles não veem Echo e vão embora. Mais confusa do que nunca, ela corre atrás do carro e consegue ficar na frente dele, mas, novamente, seus pais não a veem e, ao invés de atropelá-la o carro passa através dela, e é aí que a ficha dela cai: Echo está morta.
 De volta ao orfanato, Echo encontra Cole e os outros jovens que fizeram o trote com ela e eles explicam que está na Casa do Meio, onde o espirito de quem foi brutalmente assassinado fica até encontrarem quem os mataram. Cada um conta como foi seu assassinato e que quando finalmente encontram o assassino, podem ir para o outro lado e reencarnar. Echo fica obcecada em encontrar seu assassino e seus novos amigos a ajudam.
 Mas durante a investigação ela descobre coisas que não lembrava sobre ela mesma, pois na vida pós morte você não se lembra de muitos fatos e nem de como foi morta, vê sua família sofrendo muito e seu namorado Andy definhando na tristeza cada dia mais, e descobre que mesmo depois da morte não da para confiar nos outros.
 Eu adorei esse livro, apesar da Echo ser meio chata as vezes, o que em certos momentos tornou a leitura meio arrastada, ele tem um suspense extremamente instigante e você nunca sabe o que vai acontecer a seguir, é como se você só conseguisse ver escuridão enquanto lê, nunca sabe o que vai acontecer. As personagens são estranhas, mas divertidas e tem um companheirismo bastante importante para o enredo, um ajuda ao outro a se adaptar e encontrar o assassino. Se você gosta de um suspense adolescente esse livro é perfeito para você! Uma leitura fluída e capaz de te curar da ressaca de leituras mais densas.








RESENHA Nocte

sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Título: Nocte
Autora: Courtney Cole
Editora: Verus
Nº de Páginas: 294
Sinopse: "Calla tem dezoito anos e um irmão gêmeo, Finn, que sofre de uma forma grave de esquizofrenia. Ela dedica a vida a ajudá-lo, mas essa existência já difícil se torna quase insuportável com a morte da mãe deles, pela qual ela se sente responsável.  Agora Calla precisa encontrar uma forma de salvar seu irmão sem se perder no processo. Entra Dare DuBray, o cara lindo da casa ao lado. Ele pode ajudar Calla - mas também pode levá-la à perdição... Com um misto de suspense psicológico e romance, a série Nocte é cheia de mistérios e surpresas que levam o leitor ao desespero na ânsia de descobrir os segredos de seus personagens"
*Exemplar cedido em parceria com a editora.




  Se você der uma procuradinha por essa obra no Skoob, vai encontrar uma série de resenhas que vão de um extremo ao outro, alguns odiaram a experiência, outros surtaram de tanto amor, eu faço parte do segundo time, e o motivo é bem simples, fazia muito tempo que eu não era feita de boba por uma leitura, sabe aquela sensação de saber o que acontece na história, e do nada você sente a autora rindo de você, porque conseguiu te enganar direitinho? Foi exatamente isso que aconteceu enquanto eu lia Nocte, e mal posso esperar pelo segundo livro.

 Vamos conhecer Calla e Finn, eles são irmãos gêmeos, Calla é uma garota tranquila, apesar de todas as piadas sem graça que ouviu durante a vida pelo fato de seus pais serem donos de uma funerária e ela morar literalmente ao lado de onde mortos ficam, ela não permitiu que isso a afetasse, enquanto Finn é o irmão menos "normal" ele é diagnosticado com esquizofrenia e faz tratamento para tal, as coisas deveriam estar indo bem mas Finn abandou seus remédios tem algum tempo e segue ouvindo vozes que mandam ele fazer coisas desconexas, ele consegue esconder isso de sua família, mas até quando?
 Calla resolve bater de frente com sua mãe, e explicar porque ela e Finn não devem se separar quando forem para a faculdade, porque Finn precisa dela, ela o acalma nas noites de pesadelo e é sua gêmea, sua outra metade, ele é a parte importante de sua vida, pois bem, a mãe dos gêmeos acaba morrendo em um acidente de carro enquanto estava ao telefone com a filha, imagine só a culpa por sentir que é uma das motivadoras para a morte da sua mãe, é assim que Calla se sente.





  Afundada em luto e autodepreciação, Calla precisa fingir que não sente nada disso para que seu irmão não fique mal, no entanto, um rapaz de olhos escuros e charme hipnotizante surge em sua vida e ela se sente culpada por nutrir sentimentos por um estranho tão misterioso, ela deveria viver seu luto, correto? Finn não gosta nada disso também, Calla é dele, e de mais ninguém, mas há um segredo que une Finn e Dare - esse garoto misterioso-  mas o que é?
 Gente, GENTEEEEEE, eu quero tanto gritar sobre esse livro, eu PRECISO gritar sobre ele, que história mais gostosa e mais biruta foi essa? Fui fisgada logo no início, é muito triste ver Calla se sentindo culpada pela morte de sua mãe, mas é ainda mais triste ver Finn se matando aos pouquinhos, ele para seu tratamento por conta própria e segue mentindo para todos, diz que está melhor, que toma seus remédios e não escuta mais vozes, mas é tudo ao contrário, as coisas estão cada vez piores, Finn é obcecado por  latim, ele escreve frases desconexas em seu diário e a impressão que temos é que algo muito ruim vai acontecer, e Dare... Bom, ele é um cara extremamente charmoso e sinceramente, até eu me vi apaixonada pelo rapaz, acontece que comecei a ligar os pontinhos e percebi que Finn ficou pior desde quando ele chegou, então logo imaginei que havia um grande segredo ali, mas pra variar, fui iludida meus queridos, e é por aqui que paro minha resenha e passo paras as impressões.
 A impressão que tive, é que estava revisitando histórias como Hush Hush e Dezesseis Luas, depois de muito tempo, foi uma sensação maravilhosa porque Nocte tem um ar mais sombrio e maduro, então foi uma experiência com ar de nostalgia mas com algo novo, entendem? Mas eu mal podia esperar pelo final, de verdade. Quando cheguei nas últimas cinco páginas e vi que não tinha nenhuma resposta ainda, fiquei irritada, mas a autora é daquelas que deixa tudo para a ultima linha, literalmente, e o efeito não poderia ser melhor, quando finalmente entendi o que acontecia, qual era o grande segredo do misterioso Dare e quais eram as coisas ruins que Finn previa, meu chão desabou, parei a leitura faltando duas linhas e fiquei uns bons minutos olhando pro nada, eu de fato senti o impacto dessa história, sabe o pior? Eu obtive as respostas que desejava, mas junto com ela me vieram mais questionamentos que só conseguirei de fato compreender no segundo volume, e mal posso esperar! Se você gosta de romance com uma pegada sombria e uma história que de fato vai mexer com a sua cabeça, Nocte certamente é para você.

 "Isso vale a espera, apesar dos nossos segredos. Ou talvez por causa deles."











RESENHA Tudo aquilo que nos separa

segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Título: Tudo aquilo que nos separa
Autora: Rosie Walsh
Editora: Grupo editorial Record
Nº de Páginas: 336
Sinopse: "Imagine a seguinte situação: você conhece um homem, vocês passam sete dias maravilhosos juntos, e você fica apaixonada. E o que é melhor: o sentimento é recíproco. Você nunca teve tanta certeza de algo na vida. Então, quando ele parte numa viagem de férias agendada há muito tempo e promete te ligar para o aeroporto, você não tem nenhum motivo para duvidar disso. Mas ele não liga. Seus amigos dizem que você deve desencanar, que deve esquecer o cara, mas você sabe que eles estão errados. Eles não sabem de nada. Algo de ruim deve ter acontecido, deve haver um motivo sério para explicar o silêncio dele.  O que você faz quando finalmente descobre que tem razão? Que existe um motivo ― e que esse motivo é a única coisa que vocês não compartilharam um com o outro? A verdade."
*Exemplar cedido em parceria com a editora. 




 Tudo aquilo que nos separa é um livro extremamente envolvente. A história entre Sarah e Eddie é um romance recheado de muitas emoções, recebemos um kit especial na caixinha VIB, com a prova antecipada do livro e quando vimos a caixa de lencinhos no kit, a certeza era uma só: esse é um livro pra se emocionar. Durante toda a leitura só consegui pensar em como essa é uma obra que fala sobre como devemos respeitar o nosso tempo, e as adversidades criadas pelo destino, egoísmo é querer tudo pra agora, o amor não funciona assim.




 Sarah, uma “jovem” de 40 anos, há dezenove anos atrás viveu uma grande tragédia em sua vida, vindo a passar por muitos constrangimentos na cidade após um acidente de carro no qual Alex, melhor amiga de sua irmã Hannah, morre. Devido ao acidente de carro, o qual Sarah estava dirigindo, ela vê sua vida sendo tirada dos trilhos. Sarah decide se mudar da Inglaterra para os Estados Unidos por causa do trauma da morte de Alex e fica na casa de seu amigo Tommy. Nos Estados Unidos, Sarah se casa com Reuben e eles fazem um trabalho de terapia com pacientes terminais, eles se vestem de palhaços, cantam, dançam para tornar os dias daquelas crianças mais leve, é um trabalho lindo de se ver e a maneira como a nossa protagonista lida com um tema tão sério, é um outro olhar, totalmente otimista sobre o assunto.
 Todo aniversário do acidente ela volta para a casa de seus pais, na Inglaterra, porém dessa vez tudo será diferente, seus pais precisam viajar pois seu avô esta doente e Sarah fica sozinha na casa onde viveu com sua irmã Hannah, com a qual não conversa desde o acidente. Sarah está divorciada e precisa de um tempo para arejar as ideias, em uma tarde sai para correr na rodovia quando encontra um rapaz que está resgatando um carneiro, eles conversam e ele convida ela para tomar uma bebida. Já devem imaginar o resultado, certo? O casal inusitado acaba vivendo um romance de 7 dias e estão muito felizes, mas Sarah precisa voltar para sua vida agitada no trabalho com compromissos e viagens assim como Eddie.
 A comunicação entre eles fica complicada pois Sarah telefona, manda mensagens, mas Eddie não retorna, a impressão que temos é que ele foi aquele típico personagem que se aproveitou da situação e nunca mais voltou. Acontece que Sarah é insistente, não aceita que um rapaz que despertou sentimentos tão genuínos nela, de fato seja um enganador que nunca mais vai retornar para a sua vida, sendo assim ela faz de tudo para saber o que houve e o porque Eddie não dá notícias. Esse é um romance com misto de mistério, o tempo todo estamos no papel de Sarah, tentando descobrir o que aconteceu, porque uma relação que parecia ter tudo pra dar certo, sofreu um término tão abrupto por apenas uma das partes, o que de fato aconteceu? Eddie é realmente um desses caras que nunca mais vai ligar? O que Sarah fez? Qual a sua parcela de culpa? Durante toda a história, cogitei muitas coisas mas não cheguei nem perto de acertar, de verdade, e isso foi o melhor de tudo.
 O desfecho desse livro é surpreendente, cheio de revelações, reconciliações e recomeços. Essa é uma história sobre o tempo, e como ele é dono de nosso destino e não o contrário. Com certeza Tudo aquilo que nos separa entrou para a lista daqueles livros que aquecem o nosso coração.


"Como é possível passarmos semanas, meses, até anos, apenas empurrando a vida, sem nada acontecer, e de repente, no intervalo de algumas horas, o roteiro de nossa existência ser completamente reescrito?"



 
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