RESENHA - Papai Comédia

terça-feira, 15 de agosto de 2017
Titulo: Papai Comédia
Autor: Fernando Strombeck
Editora: Belas Letras
Nº de Páginas: 112
Sinopse: "Este livro tem o objetivo de aproximar mais o pai da gravidez, um momento tão especial na vida do casal, e também de mostrar para as mães que o pai é capaz de viver essa experiência intensamente. Para o homem a ficha demora um pouco mais para cair, mas, quando o pai ouve pela primeira vez o coração do seu filho pulsando, tudo começa a fazer sentido. Que todo pai dê muitas risadas, contando o tempo em semanas, explorando o bizarro mundo dos desejos de grávidas e dormindo ao som de gases incansáveis. Que todo o pai descubra com este livro que cada semana de gestação é um novo capítulo da história mais incrível de todas. E que esteja sempre presente para os melhores momentos da vida, como seus filhos precisam que ele esteja."








 O blog é parceiro da editora Belas Letras tem um tempinho e o que me deixa mais feliz nessa parceria, é saber como eles são cuidadosos em relação à edições de suas obras, desde a capa até as ilustrações, tudo tem um jeitinho único e com a cara do grupo editorial!
 Pois bem, não sou mãe então li essa obra totalmente sem parâmetro, fui descobrindo tudo sozinha, de acordo com o que o papai também ia descobrindo. O bacana do livro é que ele é todo muito bem esquematizado, desde a descoberta tudo é muito detalhadamente escrito para que não fiquemos de fora dessa emoção toda um minuto que seja. A obra toda é divida em semanas, assim como as mamães contam a quanto tempo estão gerando seus filhos, creio que isso, apesar de um detalhe mínimo, dá mais um aporte para que o papai faça parte desse momento o máximo possível.





 Eu sinceramente esperava que o livro tivesse algum deslize machista que me deixasse irritada, a ideia de um homem falando sobre gestação não parecia me descer bem, mas adivinha? Estava totalmente errada! O livro fala acima de tudo sobre esse período maravilhoso, mas ele deixa claro como a mulher sofre nessa situação, seja esteticamente ou com os hormônios,  o autor dá dicas aos homens para cuidarem de suas esposas, em pequenos detalhes, seja com uma massagem, um olhar, qualquer coisa! Lhes dá o caminho para que aprendam a tomar iniciativa em partilhar momentos com suas esposas e descobrir novas coisas sobre o bebê com elas, achei isso extremamente fofo.


 E outra coisa importante, como eu ri! O autor tem um humor maravilhoso, nada apelativo, gargalhei durante horas enquanto fazia a leitura, me encantei profundamente. Esse livro com toda a certeza é digno de cabeceira de qualquer homem que vai embarcar nessa viagem de ser pai! Obviamente ele não funciona como um manual, mas te dará suporte e dicas importantes, será o seu melhor amigo em alguns momentos e te deixará confortável o suficiente para saber quão bom é ser papai.








RESENHA - Aqui estou

domingo, 13 de agosto de 2017
Titulo: Aqui estou
Autor: Jonathan Safran
Editora: Rocco
Nº de páginas: 592
Sinopse: " Após onze anos de espera, Jonathan Safran Foer, um dos mais aclamados nomes da literatura deste século, retorna ao romance com Aqui estou. Assim como nos celebrados Tudo se ilumina e Extremamente alto e incrivelmente perto, o autor apresenta uma narrativa que, partindo do doméstico, transborda universalidade ao contar a história de uma família judia em Washington que vive um momento de crise, ao mesmo tempo que um terremoto de grandes proporções atinge Israel, gerando ainda mais instabilidade política e social na região e abalando também as convicções de cada um dos personagens e a própria estrutura familiar. Captando com precisão o espírito caótico de nosso tempo em uma trama pontuada por casamentos em xeque, cidades devastadas e opiniões polarizadas, Foer reflete sobre os conceitos de felicidade, tristeza, vida, morte, amor, intimidade, sexualidade, religião, ceticismo, tradição, tecnologia, cultura, passado, presente e futuro. Considerado um dos melhores livros de 2016 pela crítica (The New York Times, Time Magazine, Times Literary Supplement), Aqui estou é uma obra impactante, engraçada e, acima de tudo, urgente."


Precisamos bater um papinho sério aqui pessoal, Safran é um dos novos nomes da literatura e para mim isso faz sentido absoluto, a maestria com que ele escreveu Extremamente alto & Incrivelmente perto( tem resenha aqui ) me deixou encantada, acontece que o fofo demorou 10 anos para voltar a publicar algo, quando vi esse lançamento pela editora Rocco não pensei duas vezes, mal li a resenha e já o solicitei, eis que no meio do caminho havia um calhamaço... Quando essa belezinha chegou em minha casa meu queixo caiu, 592 páginas precisa ser história pra caramba, pra manter você preso a leitura, certo? Infelizmente não foi o que aconteceu comigo, fui com muita sede ao pote.
 O livro vai contar a história de uma família Judia que vive nos EUA, e até aí tudo bem, eu amo a maneira como Jonathan escreve tão bem sobre esse núcleo, é algo que me toca profundamente, todos os personagens parecem muito verdadeiros, Quando Sam, um pré adolescente, precisa esclarecer aos seus pais porque o diretor encontrou um bilhete escrito por ele com vários insultos, tudo se complica e o seu bar mitzvah pode não acontecer, isso o deixa preocupado, principalmente porque sua mãe não acredita em suas palavras e enquanto eu adentrava na história, tinha absoluta certeza que a trama era sobre Sam e como a família iria lidar com isso, certo? Também! Vão surgindo tantos outros temas que acabei ficando perdida, senti que o autor colocava todos os problemas relacionados à família mas nenhum de fato era resolvido.
 Eu realmente fiquei muito perdida com tudo isso, a leitura foi um pouco amarrada mas nada disso tirou a ternura que sinto ao ver que o autor escreve tão bem sobre seus personagens! Sam tem irmãos fofos e ele tem uma maneira tão engraçada de falar as vezes que fiquei pensando se ele realmente tinha a idade que aparentava ter.
 Sintetizando a minha opinião, eu me decepcionei um pouquinho, esperava toda a euforia que senti ao ler a ultima obra de Safran mas isso não aconteceu, a história foi vaga, quase dispersa, tinha tudo pra ser um baita livro! Dramas familiares, religião, crise, personagens fortes, a fórmula perfeita, mas isso não aconteceu, infelizmente. Entretanto, a editora caprichou nessa edição, com páginas amareladas e uma capa que diz tão bem a respeito da história. 

"Jacob disse para si mesmo: A vida é preciosa, e eu vivo no mundo".







RESENHA - O vespeiro

sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Título: O vespeiro
Autor (a): Kenneth Oppel
Número de páginas: 236
Editora: Galera Records
  Sinopse: Algumas crianças veem o verão como um tempo de alegria e brincadeiras. Mas para Steve é apenas mais um período de preocupação e ansiedade. Seu irmão recém-nascido está lutando pela vida... E ninguém sabe se ele conseguirá vencer essa batalha. Como seus pais ficarão se o pior acontecer? Além de tudo, ainda há um vespeiro no telhado de sua casa... Ele é alérgico! Quando uma vespa-rainha invade seus sonhos com uma solução para todos os problemas, Steve acha que tudo se resolverá, ele só precisa dizer sim. Mas sim é uma palavra muito poderosa... Será possível voltar atrás?







O vespeiro nos trás uma escrita simples e direta, com um toque de fantasia, diria que até seja uma fábula que pode ser lida tanto por adultos quanto por crianças.
A sutileza da autora na sua escrita é algo que nos chama a atenção, nos cativa, e pode até emocionar, dependendo da intensidade de quem está lendo.

Nosso protagonista é Steve, que enfrenta uma difícil tarefa de proteger seu irmão que a todo momento ele o chama de bebê. Uma criança que acabou de nascer e tem sua saúde totalmente comprometida.

Após um sonho com uma vespa rainha, Steve começa trazer a fantasia para a realidade, a ponto de não saber quando está sonhando e quando não. As propostas feitas pela vespa colocam nosso protagonista em um beco do qual há muito mistério, perigo, recusa... A difícil decisão que o pobre garoto tem de tomar não é nada fácil.

A história nos mostra os valores e principalmente a empatia que temos com quem amamos, Steve nos mostra isso muito claramente, ao colocar suas necessidades em segundo plano para poder proteger aquele que precisa mais de atenção além de si próprio.
Misturada ficção com realidade, Kenneth Oppel nos faz viajar nessa história gostosa que pode assustar em alguns pontos.

Com diálogos fáceis, diagramação boa e escrita simples, o livro nos faz viajar de forma rápida no universo de O vespeiro, tornando uma leitura muito fluida que em algumas horas pode ser concluída.
Com certeza O vespeiro já entrou para a minha lista de favoritos 
<3 

Sem deixar de lado as ilustrações maravilhosas feitas por Jon Klassen.














RESENHA - Uma pequena mentira

quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Titulo: Uma pequena mentira
Autora: K. A. Tucker
Editora: Fábrica231
Nº de Páginas: 352
Sinopse: "Livie, a mais centrada das irmãs Cleary, segurou as pontas após a morte dos pais num acidente em que Kacey, a mais velha, foi a única sobrevivente, e cuidou da irmã quando ela caiu em depressão. Aos poucos, Kacey superou seus traumas e encontrou a felicidade, enquanto Livie se dedicava aos estudos. Agora, no segundo do livro da série de sucesso Ten Tiny Breaths, K. A. Tucker joga o foco de sua envolvente narrativa sobre a caçula. Livie acaba de ingressar na tradicional Universidade de Princeton e está pronta para viver as emoções típicas de uma caloura, o que inclui frequentar as festas no campus, fazer novos amigos e encontrar um namorado bacana com quem possa tecer planos para o futuro. Ela só não esperava se envolver justamente com um cara como Ashton Henley, o capitão do time de remo com fama de garanhão. Com medo de ser apenas mais uma na lista de conquistas de Ashton, Livie tenta agir com a razão, como sempre fez. Mas até que ponto vale a pena dominar seus sentimentos por medo de se machucar? Uma pequena mentira é mais um livro da coleção"


Eu amo essa coleção <3 produzida pela Fábrica 231, selo da Editora Rocco são histórias com finais felizes e as vezes é só disso que precisamos, não é? Pois bem, para quem já acompanhou a história de Kacey, a irmã mais velha e brigona, aqui temos o oposto. O livro não se trata de uma sequência, pode ser lido separadamente sem problemas e ao menos pra mim, isso é um ponto positivo.
 Livie passou grande parte de sua vida cuidando de sua irmã mais velha que sempre esteve envolvida em problemas, mas as coisas mudaram, agora ela finalmente irá viver sua vida, chegou o tão esperado momento de ir para a universidade, e bater suas asas delicadas de maneira autônoma, tudo segue exatamente como ela sonhou, até que em sua primeira festa, onde ela também tem o seu primeiro porre, e conhece Ashton, o capitão do time de remo que rouba um beijo seu com todo o seu jeito arrogante. Obviamente ela fica envolvida, afinal o cara é lindo, sedutor, e não dá pra resistir, só há um problema, ele é comprometido, isso anula qualquer chance de romance, certo? Errado, Ash segue com suas investidas em Livie, talvez por achar graça em sua timidez, inicialmente, mas depois a coisa fica séria. O relacionamento de Ash é estranho, não parece existir amor em seu namoro, a garota mora longe, eles se veem com uma irregularidade estranha e é como se fosse um namoro forçado por alguém, e se você pensar bem, é sim. Nesse ponto sou totalmente contra qualquer envolvimento de Livie com Ash, e ele é bastante respeitoso, enquanto está namorando não força nada, apenas acompanha ela nas aulas, nas visitas ao hospital, ajuda-a com uma coisa ou outra, sempre por perto para mostrar o seu interesse. E aí você nota a sua doçura, ele é um cara introspectivo que não passa muitas informações sobre sua vida mas que você nota que algo não está certo, mas em momento algum ele deixa de priorizar Livie ou o seu bem estar, é lindo, é como todo relacionamento deve ser.
 Liv segue fazendo consultas esporádicas por telefone com o médico de sua irmã, um psiquiatra/psicólogo/ amigo descolado que sempre tem as palavras certas e a guia pelo melhor caminho. Tudo é amor, mas antes de qualquer coisa é companheirismo, lealdade, respeito.
 O caminho traçado pela autora é incrível, Liv precisa se livrar de seus demônios, descobrir o que realmente quer de sua vida, Ash precisa de ajuda mas imagina que está sozinho.

 Uma história sobre relacionamentos abusivos, amor e lealdade, companheirismo e uma dose maravilhosa de bom humor.







RESENHA - À primeira vista

segunda-feira, 31 de julho de 2017
Titulo: À primeira vista
Autores: David Levithan e Nina Lacour
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 294
Sinopse: "Esqueça amor “à primeira vista”. Esta é uma história de amizade “à primeira vista”... ou quase
Mark e Kate são da mesma turma de cálculo, mas nunca trocaram uma única palavra. Fora da escola, seus caminhos nunca se cruzaram... Até uma noite, em meio à semana do orgulho gay de São Francisco. Mark, apaixonado pelo melhor amigo — que pode ou não se sentir do mesmo jeito —, aceita o desafio que mudará sua vida. E sobe no balcão do bar em um concurso de dança um pouco diferente... Na plateia, Kate, fugindo da garota que ela ama a distância por meses e confusa por não se sentir mais em sintonia com as próprias amigas, se encanta pela coragem e entrega do rapaz. E decide: eles vão ser amigos. Em meio a festas exclusivas, fotógrafos famosos, exposições em galerias hypadas, essa ligação se torna cada vez mais forte. E Mark e Kate logo descobrem que, em muito pouco tempo, conhecem um ao outro melhor que qualquer pessoa. Uma história comovente sobre navegar as alegrias e tristezas do primeiro amor... uma verdade de cada vez."



Quando solicitei esse livro estava um tanto quanto incerta sobre o que essa história me reservava, quem lê seu titulo tem quase a absoluta certeza de que se trata de uma história de amor e tamanha foi a minha felicidade em saber que era exatamente o contrário! Aqui o que fala mais alto é a amizade, essa conexão única que acontece quando encontramos um melhor amigo e sabemos que isso irá durar para sempre.
Mark é um cara tímido, reservado e extremamente apaixonado por seu melhor amigo, Ryan, e ele até tem seus motivos pra nutrir esses sentimentos, eles ficam espontaneamente, estão sempre juntos, as vezes Mark sente que a qualquer momento Ryan vai notar que o ama e enfim eles vão ficar juntos, mas isso tem demorado tanto que não parece que vai acontecer um dia. Até que na semana do Orgulho Gay ambos resolvem ir para uma boate comemorar essa data e tudo começa a desandar. Ryan fica com um cara na frente de Mark, enquanto o mesmo está em cima de um balcão de bar, perfomando! Como se não fosse suficiente, tudo para de acontecer exatamente quando ele encontra sua colega de turma Kate, que está na mesma boate e imaginava que ele fosse o garoto mais tímido do universo! Mas o que Kate faz ali? Ela está fugindo, essa é sua especialidade, apesar de sua habilidade incrível com arte, todo o seu talento não vale de nada quando o que ela mais faz é fugir, de suas obrigações sobre pensar para qual faculdade ir, encontrar seu amor platônico que chegou de uma temporada com o circo(sério), e exatamente isso o que Kate está fazendo na boate, ela fugiu do encontro com seu grande amor Violet, por medo, receio, ausência de coragem, chame do que quiser, Kate não está dando conta.
 Mark com o coração partido, Kate se sentindo insuficiente, os dois se agarram um ao outro por conta de pessoas que interferem em sua vida de maneira boa ou não e aí nasce uma bela amizade, com duas missões, fazer Mark ficar de vez ou desencanar de seu amigo, dar a devida coragem para Kate, afinal o seu amor está ali, porque ela está fugindo?
 Feito um mapeamento maior sobre a história, preciso contar minhas impressões que foram as melhores possíveis, me vi em Kate! Essa necessidade do mundo em nos cobrar respostas imediatas acaba nos deixando ansiosos, essa cobrança exacerbada suga toda a nossa energia, nosso talento não deve ser uma obrigação, nunca! Ela foge de seu amor por medo de não ser boa, por medo que Violet não fosse o que ela esperava, é como se ela antecedesse todo o sofrimento que é hipotético, Kate, eu te entendo totalmente. Já Mark... Ele é exatamente o tipo de garoto que eu gostaria de segurar seus bracinhos, olhar em seus olhos e gritar para que parasse de ser bobo, seu amigo coloca-o em uma situação de friendzone tão grande que você fica abismado em como o amor nos coloca em situações complicadas, ele fica nessa amizade, mesmo machucado, porque espera que um dia seu melhor amigo note que também o ama!
 As coisas melhoram quando Mark ganha o cartão de um fotógrafo e ele e Kate resolvem ir até a festa que ele está dando, no dia seguinte os dois viram notícia, ela se torna uma artista conceituada e ganha uma exposição de arte só sua, Mark se torna o gato da vez, eles enfim ganham a notoriedade necessária para darem a guinada em suas vidas, é como se esse fotógrafo agisse como uma fada madrinha moderna.
É muito bacana acompanhar o resultado após esse sucesso, como eles combinam tão bem e como o amor consegue destoar tanto em uma única história, outra coisa que me chamou a atenção é que essa história tem total visibilidade ao público LGBT, Mark e seu amigo são gays, Kate e sua galera são lésbicas e isso é tratado com uma naturalidade tão magnifica que beira ao esplêndido! Esse não é o ponto alto da história, nunca foi, obvio que a representatividade está ali por um motivo, mas tratam isso exatamente da maneira que deveria ser na vida real, são só pessoas exercendo o seu direito de amar.
 Essa foi uma leitura gratificante, recheada de boas risadas e noites agitadas. Um livro que nasceu de uma troca de e-mails entre os autores foi capaz de ganhar o meu coração. 




 - Tá, tudo bem. Agora, vamos para a pergunta real: você já quis tanto uma coisa que isso meio que toma toda a sua vida? Tipo, você continua fazendo tudo que tem de fazer, mas só está seguindo o fluxo, porque está totalmente consumido pela coisa?







RESENHA Nuvens de Ketchup

quinta-feira, 20 de julho de 2017
Título: Nuvens de Ketchup
Autora: Annabel Pitcher
Editora: Rocco
Nº de Páginas: 270
Sinopse: "Indicado ao prêmio Edgar Allan Poe na categoria juvenil, Nuvens de ketchup é o segundo romance da inglesa Annabel Pitcher, autora do também premiado Minha irmã mora numa prateleira. A trama gira em torno da jovem Zoe, que narra, por meio de cartas enviadas a um prisioneiro condenado à morte, seu dia a dia com a família, seus envolvimentos românticos e um segredo sombrio que ela não tem coragem de contar a mais ninguém. As inúmeras dimensões dramáticas da jovem protagonista e a narrativa cativante mostram o desabrochar da juventude e percorrem temas como amor, culpa, luto, erros e acertos de forma sensível e bem-humorada."










 A editora Rocco tem como principal função me surpreender, disso eu já tenho certeza, sejam em suas edições maravilhosas ou em suas histórias com enredo simples mas que no final te deixam literalmente sem ar, te fazendo ver o mundo de maneira totalmente diferente do que você via antes, sempre de maneira positiva e isso ganha tanto pontos que suas obras tem lugar especialzinho em meu coração, Nuvens de Ketchup entretanto foi uma obra que dividiu sentimentos, mostrou a dualidade do ser humano, do amor ao egoísmo e se você me perguntar o que sinto por esse livro eu não saberei responder.


Zoe tem só 15 anos, é uma garota normal mas que vive de modo peculiar, diria até que a maneira como ela descreve sua casa, soa meio sombria. As coisas mudam quando ela se apaixona pelos irmãos Max e Aaron. Que fique claro, os nomes não são verdadeiros, Zoe muda os nomes para poder contar para Stuart o que realmente aconteceu. Stuart é um homem que está no corredor da morte, só aguardando a sua vez chegar e você quer alguém melhor para ouvir os seus segredos mais obscuros do que um cara que vai partir dessa para outra, literalmente?
 Quando você lê a sinopse ou qualquer resenha, acha que esse é mais um romance bobo sobre uma garota que se apaixona por dois caras que são irmãos e que provavelmente ela vai passar metade da história em duvida sobre quem escolher, certo? Errado, tudo é muito confuso, agoniante, chega a ser perturbador. O livro é composto por cartas que Zoe envia para Stuart contando os fatos, desde o início até o ponto onde algo muito grave aconteceu e se você quiser saber o que foi, vai ter que ler até o final.
 Conforme ela vai contando a história via cartas, você vai criando uma visão sobre a personagem, em muitos momentos achei-a egoísta e até maldosa com os sentimentos dos rapazes, é como se fosse uma criança gulosa que não é capaz de escolher um doce só e isso me deixou tremendamente irritada, para mim ela parecia uma personagem completamente imatura e narcisista. Acontece que nas últimas páginas as coisas mudam, quando você descobre finalmente o que aconteceu e como aconteceu, quando descobre como as coisas mudaram pra sempre depois daquilo, não vai conseguir sentir antipatia por Zoe, na verdade eu só senti pena e tristeza, é incrível como algumas atitudes são capazes de moldar o nosso destino pra sempre e que isso nem sempre é feliz.
 Então sim, se me perguntarem o que eu sinto por esse livro, eis aqui: Um tiquinho de impaciência porque sinceramente, tratar um triângulo amoroso como o ponto alto da sua vida é no mínimo fútil, PORÉM, dor, eu não quero ser Zoe, nem Max e muito menos Aaron, suas vidas nunca mais foram as mesmas e nem a minha, terminei a leitura transformada e mais atenta ao que o outro sente. 








RESENHA! Anatomia de um excluído

quarta-feira, 12 de julho de 2017
Título: Anatomia de um excluído
Autora: Andrea Portes
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 320
Sinopse: "Um romance recheado de humor sobre uma menina dividia entre a popularidade e os seus sentimentos

De fora, Anika Dragomir é a terceira garota mais popular da escola. No íntimo, ela sabe que é uma freak: um misto de pensamentos obscuros, planos vingativos e, se os boatos estiverem corretos, DNA de vampiro (afinal, seu pai é da Romênia). Mas ela mantém tudo isso bem escondido por trás do gloss labial e longos cabelos ondulados. Afinal, um passo fora da linha e a nazista ultrapopular Becky Vilhauer fará de sua vida um inferno na Terra.
E, para piorar mais as coisas, de uns tempos para cá, Anika anda obcecada com o loser mais recluso de todos: Logan McDonough.
Desde que ele apareceu na escola de lambreta, vestindo um casaco de couro e emanando um ar de mistério, ela não consegue pensar em outra coisa. Mas seria insano desperdiçar sua popularidade por um pária como ele, ainda mais quando Anika cai nas graças de Jared Kline, o crush desejado de todas as garotas da cidade.
Dividida entre dois pretendentes e cansada de fingir ser uma garota malvada para agradar Becky, Anika, pela primeira vez, está prestes a tomar coragem para se defender e colocar Becky em seu devido lugar."



 Esse foi o meu primeiro contato de parceira com a editora Galera Record e sinceramente, souberam direitinho como me surpreender, deixar meu coração em frangalhos e depois me pegar no colo. Esse ano tem sido absolutamente prazeroso em relação a leituras, mas NADA se compara ao que aconteceu quando fechei esse livro, eu sinto uma dorzinha no peito toda vez que me lembro de certos detalhes.
 Anika faz parte do grupo de garotas populares da escola, mas como bem sabemos, isso nem sempre é bom, uma de suas amigas, Becky, é maldosa e não pensa duas vezes em praticar bullying com as pessoas e até mesmo com Anika, minha repulsa foi imediata, o fato de alguém fazer mal para outra pessoa, no intuito de se sentir superior, não me agrada, absolutamente. E Anika... Ela simplesmente não faz nada, com medo de perder seu status, simplesmente aceita esse tipo de comportamento, aceita alguém zombando até mesmo sua nacionalidade. As coisas mudam quando ela se apaixona por Jared, o típico crush estudantil, perfeito, bonito, simpático e acima de tudo... Sabe muito bem flertar, mas aí ela começa a ver Logan, um ex nerd feio, com bons olhos, como deixar de notar um cara esquisito que do nada se tornou um gato? Mas sair com ele segue sendo um suicídio social, qual a saída? Passear com Logan na madrugada, sem ser vista.
 Até aí tudo bem, uma garota dividida entre dois rapazes completamente diferentes e sem saber como agir, cada um conquistando-a de uma maneira diferente, e aqui é necessário fazer um recorte, Logan é doce, incrível, tem irmãos fofos, mas tem sérios problemas familiares que assustam Anika e meu Deus, se tem uma coisa que aprendi nessa obra, essa coisa é "CUIDE DAS PESSOAS QUE VOCÊ AMA, CUIDE E PROTEJA COM TODAS AS FORÇAS".
 Eu me apeguei ao Logan, sua fofura e seu jeito meigo, Jared é um cara bacana também, mas Logan me puxou para seu lado, assim como ele puxou Anika, o problema é que o medo dela em ser vista com um ex nerd foi maior que o sentimento todo e isso nunca mais poderá ser concertado. Após terminar o livro eu senti um soco tão grande em meu estômago, uma dor tão aguda. Eu comecei esse livro achando que era um romance bobo para passar a tarde, não algo sobre dramas familiares e pais irresponsáveis, eu amei e odiei ao mesmo tempo! Amei porque essa história foi muito além do que eu esperava, odiei porque Anika demorou a ver o que perdia e quando notou era tarde demais...
Essa resenha se confundiu com meus sentimentos porque permaneço atordoada, a doçura de Andrea Portes foi capaz de afagar meu coração e definitivamente essa obra ocupa o melhor lugar na minha prateleira de favoritos.

 Você só pode fazer isso uma vez, e você nem sabe quando tudo para de correr e girar em círculos até simplesmente parar bruscamente e nada mais. Dá pra acreditar? Esse tempo todo que passei pesando isso e pesando aquilo, me preocupando com isso e me preocupando com aquilo, vivendo no passado e vivendo no futuro, ligando sobre o que fulano pensa sobre beltrano, também, mas nunca vivendo aqui, nesse exato momento AGORA, nunca nem reconhecendo que esse momento existe, e de repente me dou conta dele, como um choque atravessando meu coração. Este momento agora. É tudo que há. Antes que se torne céu.




 
© Uma dose de Cacto - janeiro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Dear Maidy. Tecnologia do Blogger.
imagem-logo