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4 motivos para conhecer a série As irmãs Shakespeare

7 de julho de 2020


A Série das Irmãs Shakespeare certamente é um achado para quem adora bons romances com um toque de comédia, desde a minha primeira experiência lá no passado, lendo Um verão na Itália eu já sabia que essa seria uma série que daria super certo, principalmente pelas personagens cativantes que não abrem mão de viver um amor mas colocam sempre a família em primeiro plano. Por isso, listei 4 motivos para ler essa série e o último deles é super especial:


 Personagens carismáticos: Todas as irmãs dessa série são maravilhosas e únicas, meu maior receio era que essa se tornasse uma história maçante porque eram sempre mulheres da mesma família vivendo um romance, não poderia estar mais enganada! Cada uma delas é totalmente diferente das outras, e desse modo suas características acabam se sobrepondo, uma sendo mais engraçada, a outra mais intensa, mais madura, e por aí vai, o bacana é que de qualquer modo, você vai amar cada uma delas.
 Romances intensos e surpreendentes: Quem diria que uma história envolvendo personagens de um nicho tão pequeno poderia render narrativas tão incríveis? Cada uma das irmãs se apaixona e passa a amar de modo completamente inesperado, os encontros e os mocinhos não se igualam em momento algum e você se pega apaixonado a cada livro por um crush diferente.
 Ambientação: Para mim a ambientação é um dos fatores mais importantes em uma narrativa, se você se dispõe a falar de uma região em especial você precisa se debruçar nisso e mostrar que realmente dedicou um tempo para a pesquisa, acontece que em cada um dos quatro livros foi possível notar como a autora fez isso com total afinco, nos mostrando o melhor de cada região e nos deixando deslumbrados com cada uma das paisagens.



Um fechamento digno de final feliz: A expectativa para o último livro da série era enorme, principalmente por falar sobre Juliet, a irmã mais experiente, teoricamente a irmã mais madura e que não estaria nada pronta para viver um romance, já que acabou de passar por um processo de divórcio, mas como a gente bem sabe, o amor é algo que nunca estamos preparados e ela não fazia ideia de que ficaria apaixonada pelo novo vizinho.
 Ryan é um homem de sucesso e que não pensava em se estabelecer na cidade por muito tempo, após um incidente na escola passa a conhecer Juliet e passa a notar a sorte que teve ao encontrar uma vizinha tão carinhosa, e que ainda é bondosa apesar de todas as cicatrizes que a vida lhe proporcionou.
 O interessante nessa história é que ela foge totalmente do ciclo que havia sido construído nas outras 3 histórias sobre as irmãs, Juliet não quer viver um romance porque ela já passou por isso, teve uma criança e vem colhendo os frutos de uma traição que acabou com sua vida, ela é uma mulher que tem outros planos, principalmente referentes à sua carreira, não há espaço para romance em sua rotina, mas ao mesmo tempo, Ryan não parece ser exatamente essa pessoa, ele é dono de uma mansidão sem igual, uma calma e uma bondade que te fazem querer alguém como ele por perto, ele é exatamente o tipo de pessoa capaz de tornar tudo na vida melhor, então se apaixonar por ele é só o caminho, não o final da narrativa. Esse acabou se tornando meu livro favorito pela calmaria com que as coisas acontecem, os personagens primeiro resolvem suas questões pessoais e só depois se abrem para um amor, nada de dramas que postergam a leitura, tudo aqui é muito claro e direto.
 Eu não poderia sair mais contente de uma história tão única, conhecer cada uma dessas irmãs me proporcionou experiências tocantes e Juliet com certeza me transformou em uma pessoa muito mais madura. Esse por si só deveria ser um dos grandes motivos para te convencer a conhecer essa família maravilhosa.




Título: Uma luz no outono
Autora: Carrie Elks
Editora: Verus
Nº de Páginas: 294
Sinopse: "Um pai solteiro, uma mulher atraente e uma segunda chance para o coração de Juliet...Juliet Shakespeare não está em busca de um amor. Ela já tem o suficiente para ocupar o tempo: uma floricultura para administrar, uma filha pequena e um divórcio problemático em andamento. A vida dela já está complicada o bastante. Por que arrumar mais preocupações?Mas, quando um pai solteiro muito sexy se muda para a casa ao lado, tudo sai do controle de Juliet. Ryan Sutherland é lindo e talentoso e, desde a primeira vez que se encontram, ela não consegue parar de olhar para ele.Ryan está de volta à cidade para acertar algumas contas e não tem tempo para se distrair com a linda vizinha, mas toda vez que a vê ele não consegue deixar de desejá-la. Quando o outono dá os primeiros sinais na pequena Shaw Haven e as folhas começam a despencar das árvores, a questão é: Ryan e Juliet também vão cair nos braços um do outro? Uma luz no outono é o volume final da série As Irmãs Shakespeare, que com certeza vai deixar saudade no coração dos leitores. Quatro irmãs, quatro histórias... quatro maneiras de encontrar o amor verdadeiro" *Exemplar cedido em parceria com a editora  





Quando alguém escreve o que você sempre quis dizer

30 de junho de 2020


 Em tempos de quarentena muitas coisas presas na gente durante muito tempo parecem ganhar ainda mais intensidade, o nosso verbete parece insuficiente para demonstrar tanto, falar é infinitamente menor que sentir, mas até quando? Muitas vezes escrever pode ser a válvula de escape, a força motora que nos faz seguir cada vez mais, o impulso que parecemos não possuir tão prontamente.


 Eu sou uma grande fã de poesia, dos mais clássicos aos mais contemporâneos, e quem acompanha o blog sabe que cada vez mais venho tentando abordar a temática que me acompanha a vida toda: raça. Encontrar poetas negras tem sido a minha missão de vida, me encontrei em Maya Angelou mas sei que existem muitas outras por aí, e a Mayra de Jesus é uma delas! Nossa primeira interação foi naquele esquema de “uma ajuda outra” pois ela precisava de dicas para publicação e eu dei algum direcionamento, mas eu não fazia ideia da potência da escrita dessa mulher, felizmente Mayra publicou e não posso estar mais feliz por ter feito a leitura antecipada dessa obra, Palavras não ditas é a primeira publicação da autora, repleto de uma lírica que prioriza muito mais pela sinceridade do que qualquer outra forma padrão, cada poema mostra a realidade dessa mulher negra, que viveu o suficiente para ter muito a dizer.


 Logo postarei aqui as minhas impressões a respeito da obra, mas esse post é só pra avisar que o ebook já está na pré-venda e você pode ajudar uma autora negra a falar sua vivência por aí! Você pode comprar clicando AQUI e seguir a autora no instagram: CLICANDO AQUI lá ela escreve textos que sou apaixonada!



Amor de cabelo e o reencontro com a autoestima

21 de junho de 2020


 Hair Love ficou conhecido por ganhar o Oscar 2020 de melhor animação, para além de um curta animado, essa é uma história bastante reflexiva, que resgata os valores da nossa ancestralidade por meio de penteados e ensina a importância da paternidade. Matthew A. resolveu publicar a obra também no formato literário e a editora Galera Record não pensou duas vezes, traduzido com o título “Amor de cabelo” essa é uma daquelas histórias que tem por obrigação ser adotada por todos os adultos, afinal, toda criança merece ler essa lindeza.



 Logo de início conhecemos Zuri, que acorda na companhia de seu gato com uma única missão, fazer um penteado incrível para esse dia tão especial, antes de iniciar os preparos, ela mostra como o seu cabelo é incrível independente do clima ou situação, faça sol ou faça chuva, seu cabelo é sempre o seu melhor amigo e aliado. Para o penteado Zuri conta com a ajuda do pai Stephen, que pensa em diversas formas para agradar a filha mas o penteado perfeito parece uma busca implacável, nada é bom o suficiente, e o cabelo da garota precisa estar maravilhoso. Mas como toda boa história infantil, essa tem um final feliz e tudo sai conforme o combinado e algumas coisas precisam ser observadas.







Zuri desde o começo mostra o seu cabelo ao natural, ela acordando, ela lidando com a chuva, tudo muito diversificado e alegre, para mostrar que há beleza em cada pequeno detalhe. Para cada penteado há uma nova história, digna de realeza. Além disso, a figura paterna é bastante presente, quantas histórias infantis você leu e o pai era um dos protagonistas e participava de um processo tão íntimo quanto esse? Cuidar do cabelo é um gesto de amor e carinho, inserir a paternidade nesse assunto mostra a delicadeza e a necessidade desse tema entre os homens também, esse é um exercício de cuidado entre pessoas negras da maneira mais literal possível, me remeteu ótimas lembranças da minha infância.
 Amor de cabelo recebeu uma edição digna de Oscar também, em capa dura, com ilustrações lindíssimas e detalhes genuínos, essa é uma daquelas edições que precisam de um espaço de destaque na sua estante, não só por ser uma literatura que precisa ser vista, mas pelo zelo da editora. Uma história alegre, comovente e que reata nossos laços com a nossa autoestima e trabalha a afetividade entre os pequenos.
 Para quem tiver curiosidade, segue o curta metragem:










Título: Amor de cabelo
Autor: Matthew A.
Editora: Galerinha
Nº de Páginas: 32
Sinopse: "O livro inspirado no filme vencedor do Oscar de melhor curta metragem de animação. O cabelo de Zuri é mágico. Ele pode ser trançado e enrolado para combinar perfeitamente com uma tiara de princesa ou uma capa de super-heroína. E Zuri sabe que seu cabelo é lindo! Mas um dia superespecial pede um penteado mais especial ainda. A mãe de Zuri está voltando para casa depois de um tratamento médico. E, embora ainda tenha muito o que aprender quando se trata de cabelo, o pai da menina é o responsável por ajudá-la a montar o penteado perfeito para receber a mãe. Ele fará qualquer coisa para deixar a filha feliz, até mesmo aprender a diferença entre trança nagô e trança twist. Comovente e empoderador, Amor de cabelo enaltece o carinho ao próprio cabelo, o amor entre pais e filhas e a felicidade que preenche aqueles que podem se expressar livremente." *Exemplar cedido em parceria com a editora




O abuso e a libertação em Eu sei por que o pássaro canta na gaiola

27 de maio de 2020


 Essa certamente é uma daquelas leituras que faço questão de voltar todos os anos, porque sei que sofrerei um impacto diferente a cada leitura. Minha primeira experiência com Maya Angelou foi em Mamãe&eu&mamãe, e percebi que de algum modo a autora trabalhava questões conflitantes de maneira tão intima, nada romântica mas ainda assim verdadeira. Maya ficou conhecida pela sua poesia, mas suas obras autobiográficas certamente são a minha força motora.

Em Eu sei por que o pássaro canta na Gaiola vamos conhecer uma Maya diferente, falando sobre uma de suas primeiras experiências traumatizantes na escola, e logo em seguida discorrendo a respeito da sua infância, se ver como uma criança negra é traumatizante tal qual ser uma criança negra em um período de segregação. Marguerite Ann Johnson foi criada pela avô, tanto ela quanto o irmão cresceram sem a figura dos pais por motivos que vamos entender mais tarde, em seus próximos livros, essa criação deu a ela uma imagem irreal de que seus pais haviam falecidos, afinal nunca apareceram, então um dia um homem de fala rebuscada aparece e avisa que irá levar Maya e o irmão para uma viagem, era seu pai, levando-os para conhecer enfim sua mãe, essa situação em especial dá para Maya uma perspectiva assustadora, sair de sua casa, que sempre foi seu lar para enfim conhecer alguém que nunca fez parte da sua vida, novas experiências, novos traumas, uma infância interrompida pelo medo e por abusos.
 Assim que encontra sua mãe, Maya sente uma espécie de deslocamento, a figura materna foge do comum e é difícil nutrir aquele tipo de amor que se espera, seu irmão sente o contrário, e muitas vezes Maya se pega pensando a respeito disso, acontece que desde sempre a menina aprendeu a ser silenciosa quando deve, obedecer sempre os adultos e nunca questionar, tudo vai bem até a figura do padrasto aparecer, a relação do homem com a garota vai bem até os episódios de terror noturno do irmão começarem a intervir, devido aos gritos, ela é levada para dormir na cama da mãe e do padrasto, até sua mãe sair da cama no meio da noite pela primeira vez e a garota sofrer o primeiro abuso, na mente de uma garota pequena, na fase dos sete anos, isso é apenas carinho, um abraço apertado e mais nada, mas o modo como a autora descreve podemos ver a gravidade da situação, a maneira como o padrasto se aproveita da inocência da criança é desesperadora, o modo como ela descreve se sentir bem com o coração dele batendo rápido faz o nosso peito doer. O próximo abuso acontece alguns meses depois, novamente o homem se aproveitando da ingenuidade da criança mas dessa vez de maneira muito mais invasiva. Maya foi invadida da pior maneira que uma mulher pode ser e nunca mais se recuperou. Apesar das ameaças de morte ela sentiu que deveria contar para mãe e assim o fez, o homem foi julgado e não cumpriu pena, mas logo foi morto pelos familiares de Maya, algo que nunca foi falado a respeito.


 Devido à situação e ao trauma, a garota sentia que era impura, que cedeu ao mundo dos pecados e que se conversasse com outra pessoa, iria corrompe-la também, foi assim que Maya parou de verbalizar, durante 3 anos a garota não conversou com mais ninguém além de seu irmão, se puniu de maneira branda por algo que jamais teve culpa, ela aprendeu a contemplar o silêncio, absorver o pedacinho de cada ambiente e de não se fazer notada.
 Nessa obra em especial, que faz parte da sua série de literaturas, Maya traça o panorama da sua infância até a gravidez, sem qualquer medo de pré julgamento, uma infância difícil não deve ser normalizada ou diminuída por fazer parte de um viés literário, muito pelo contrário, a autora nos mostra o passo a passo do seu crescimento e de suas descobertas mais dolorosas, a infância enquanto negra, o abuso, o silêncio e por fim a libertação por meio da literatura, é assim que a autora volta a verbalizar. Uma obra sincera e dolorosa, repleta de assuntos que nos saltam os olhos e doem o peito, mas imprescindível para você que precisa entender sobre infância, negritude e o que vem depois disso.






Título: Eu sei porque o pássaro canta na gaiola
Autora: Maya Angelou
Editora: Astral Cultural
Nº de páginas: 336
Sinopse: "RACISMO. ABUSO. LIBERTAÇÃO. A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por essas três palavras. A garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras. Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. As lembranças dolorosas e as descobertas de Angelou estão contidas e eternizadas nas páginas desta obra densa e necessária, dando voz aos jovens que um dia foram, assim como ela, fadados a uma vida dura e cheia de preconceitos. Com uma escrita poética e poderosa, a obra toca, emociona e transforma profundamente o espírito e o pensamento de quem a lê."








O tempo e o vazio em Trilogia do adeus

26 de maio de 2020


 Qual é o peso do tempo? Como se mede o que te resta? Por que você se preocupa com o que está por vir, ao invés de se preocupar com o que está acontecendo agora? Qual é o peso da cautela de frente ao amor? Carrascoza tem todas as respostas.


 A trilogia do Adeus faz parte daquelas obras que sempre vi de longe mas nunca achei que entenderia, enrolei essa leitura o quanto pude, mas dei de cara com uma citação em determinada rede social e não aguentei. Dividida em três cadernos, vamos entender o valor do tempo e do afeto de maneiras diferentes, no primeiro, Caderno de um ausente(meu favorito) vamos conhecer um pai, apaixonado pelo sua filha que acabou de chegar ao mundo e que tem um desespero por registrar todos os detalhes, essa necessidade vem porque ele é um homem mais velho, que já passou da idade de ser pai e que sabe que não terá muito tempo para aproveitar a filha que acabou de chegar ao mundo, ele aborda situações cotidianas e amenas, de maneira tão detalhada e cuidadosa, na intenção de registrar para a filha o máximo que conseguir. É aí que você começa a se confrontar a respeito do tempo, um homem com os dias contados, dando todo o seu amor para alguém que tem tempo demais e ainda não entende nada, é carinho na sua maneira mais plena.



 Já no segundo caderno, Menina escrevendo com o pai, recebemos a obra de maneira inversa, aqui é a filha escrevendo para um pai que já não se faz mais presente, sendo grata por cada uma das observações que ele fez, e colocando sua voz no mundo de maneira madura. O último, A pele da terra, temos a visão do outro filho, que pouco é mencionado nas obras anteriores, na terceira obra ele já está mais velho e tenta encontrar a linha tênue, o cordão umbilical que alimenta o afeto entre ele e o filho, por meio de uma viagem a dois, ambos vão se encontrando, se descobrindo e se notando no outro, novamente a velhice em frente ao espelho da juventude, o reflexo do eu refutando o desconhecido.



 Cada obra parece ser escrita por uma pessoa diferente, o primeiro me tocou de maneira imensurável, a ternura do pai ciente de que tem pouco tempo com a filha, o seu cuidado em explicar até a menor das coisas é de uma acuidade dolorosa, o segundo tem um ar totalmente jovial, de quem quer descobrir o mundo, de alguém que recebeu uma herança valiosa e que vai fazer valer a pena. O terceiro fecha de maneira densa, amarrada mas real, cumprindo a proposta da narrativa. Carrascoza é um dos meus autores favoritos porque tem um jeito diferente de fazer a leitura andar, ele te pega pelo descuido, te ganha na simplicidade de amar, quem diria que tanto pode se falar do tempo? Quando se trata de estética, a trilogia tem uma proposta diferente, o box(esse aí da capa aqui azul aqui abaixo), tem um tamanho pequeno, pois os três livros são pequenas cadernetas, em formato e fonte diferente, como se de fato alguém usasse cada um desses caderninhos para uma espécie de diário, uma maneira cuidadosa de mostrar o valor de cada pequeno detalhe.







Título: Trilogia do adeus
Autor: João Carrascoza
Editora: Alfaguara
Sinopse: "Nesta trilogia, João Anzanello Carrascoza oferece um panorama que se estende através do tempo para falar da relação fragmentada das famílias. No primeiro livro, Caderno de um ausente (vencedor do prêmio Jabuti 2015 e reeditado agora pela Alfaguara), o pai João escreve uma longa carta para a filha recém-nascida, Beatriz, para o caso de não estar presente no futuro dela. Já no segundo volume, Menina escrevendo com pai, é Bia quem responde, narrando a vida e o relacionamento dos dois. Por fim, em A pele da terra, Mateus, filho mais velho de João e irmão de Bia, narra sua relação com próprio o filho, outro João, durante uma peregrinação. Um olhar tríplice sobre os vínculos entre pais e filhos, e sobre como pequenas ações do cotidiano nos marcam para sempre."  











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