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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

 Lembra de como nossos corpos se puxavam e se encontravam na cama? No sentido mais doce possivel, eu virava de lado, você me abraçava, você virava, eu te puxava. Nós íamos nesse ritmo noites a dentro, sem medo dessa conexão quase umbilical que nos foi imposta. 


Nós soltamos as mãos durante uma noite. As almas, ambas, ficaram
L
I
V
R
E
S
Sozinhas, dançando um compasso perdido, incapazes de se encontrar na próxima dança. 
 Nas noites seguintes, a alma daqui sentiu frio, medo, falta dos beijos perdidos que encontravam meu corpo durante a noite. 
 A alma aí, sentiu frio, nostalgia do saudoso cafuné e dos beijos em teus olhos manhosos. 
 As almas se perderam e foram beber, dançaram e se esbarraram em outros corpos também com almas perdidas. 
 A alma aqui se perdeu novamente, em poesia e
S
A
U
D
A
D
E

A alma aí, hoje é cobertor pra silenciar a dor de outra alma que chora. 
Permaneço estagnada, aguardando esse eterno conflito que me permite apenas observar. 

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