Resenha: Escrever para não enlouquecer

terça-feira, 2 de agosto de 2016
Titulo: Escrever para não enlouquecer.
Autor: Charles Bukowski
Editora: L&PM EDITORES
Páginas: 256
Sinopse: Editado por Abel Debritto, tradutor, editor e autor de Bukowski: King of the Underground, Escrever para não enlouquecer é uma espécie de autobiografia não autorizada. Contém cartas escritas e ilustradas pelo escritor entre 1945 e 1993, nas quais ele revela os bastidores de sua própria história. Nessa correspondência, originalmente destinada a amigos e editores, Bukowski relata fatos e frustrações do seu dia a dia, discorre acerca da arte de escrever e expõe suas opiniões (geralmente bombásticas) sobre autores célebres como Henry Miller, Faulkner e Hemingway – sempre se valendo do estilo irônico que o celebrizou. Repletas de observações inusitadas, fruto de uma sabedoria adquirida tanto nas ruas quanto nos livros, as espirituosas cartas do velho safado são uma leitura indispensável para qualquer fã. Acompanhe em primeira pessoa a trajetória de um dos grandes rebeldes da literatura.


 Quem me conhece sabe do meu amor por Bukowski, e ver essas cartas sendo publicadas e traduzidas foi uma grata surpresa, não esperava que a editora fosse presentear os leitores com essa belezinha tão bem cuidada, se tratando de arte, capa e escolha do material. 
 O livro basicamente apresenta cartas escritas por Bukowski no inicio de sua jornada com a escrita até o ano de 1993(um ano antes de sua morte).
 As cartas mostram o estilo sincero e direto do autor, sem meias palavras, sem receios, sempre pronto para dizer o que pensava. Algumas das cartas me soaram desesperadas, como se ele implorasse aos editores ou amigos que reconhecessem seus poemas e contos, com o passar das cartas e dos anos, pode-se notar quão maduro o autor se tornou, suas correspondência tornaram-se mais leves e dá pra notar claramente que ser reconhecido já não era o maior dos problemas.

 Apesar de não ser uma biografia autorizada, muita coisa da vida pessoal do autor foi demonstrada nessa coletânea, como o seu amor por sua filha, ou a sua falta de crença em autores famosos da época. Confesso que eu esperava um pouco mais do livro, aguardei com imensas expectativas por cartas do ano de 1994, algo como "a ultima carta de Bukowski" ou algo do genero, mas isso não aconteceu, a coletânea termina um ano antes da morte dele, e de forma abrupta, as cartas cessam e existe um pequeno epílogo. Minha carta preferia é a ultima, um agradecimento do autor para a revista Poetry, onde ele tentou por quatro décadas publicar seus poemas e pouco antes de seu falecimento conseguiu esse feito.


Em suma o livro é lindo, desde a capa até as ilustraçoes do autor que compõe a edição para deixá-lo o mais sincero possível. Para os fãs da literatura Beat, acompanhar o desenvolvido dessas cartas e da escrita do Velho Safado é uma viagem fantástica. 

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