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RESENHA Os Dois Mundos de Astrid Jones

10 de agosto de 2016


A palavra que diz tudo sobre esse livro é REPRESENTATIVIDADE! Astrid é uma jovem doce, sonhadora e que se encontra em conflito com suas vontades. Com 17 anos ela adora as aulas de filosofia e os questionamentos que a matéria acaba nos fazendo, acontece que ela tem um questionamento interno, sobre sua sexualidade. Gostar de uma garota faz dela lésbica? Como lidar com isso? Como sua mãe que a trata tão mal lidaria com isso? E seu pai que vive chapado?


Astrid não tem com quem desabafar e acaba mandando seu amor para aviões, sempre que um avião passa, ela se deita sobre a mesa no jardim e manda seu amor, nesse momento o livro se intercala, e acaba contando a história de algum passageiro que recebe esse amor.

Só tenho elogios sobre esse livro, é incrível a maneira que a autora consegue representar a comunidade LGBT, os medos de uma adolescente se descobrindo, e a fragilidade do amor.

É uma leitura leve, tocante, cheia de trechos que marcam seu peito e te fazem pensar sobre como nós julgamos as pessoas de maneira errônea, e que nem sempre justos.
"Há um 747 passando bem alto, que deixa uma linha branca certinha pelo céu sem nuvens de outono. Pergunto aos passageiros: Eu sou mesmo gay? Mas eles não respondem. Estão lendo suas revistas de bordo e bebericando um refrigerante. Mando meu amor a eles, o máximo que consigo reunir. Pergunto a eles: O que faço agora?" 


Esse é um daqueles livros em que não conseguimos parar de ler, A.S. King consegue nos prender e torcer pela personagem, afinal, o amor é algo lindo e não devemos ter medo de senti-lo! Me senti amiga de Astrid e em determinados momentos quis abraçá-la e dizer que tudo ia ficar bem, e que ela não estava sozinha. Essa é uma história sobre amor, educação, respeito, representatividade, visibilidade e de como somos peculiares.



Titulo: Os Dois Mundos de Astrid Jones
Autor: A. S. King
Editora: Gutenberg
N° de Páginas: 288
Sinopse: "O movimento é impossível.” É o que Astrid Jones, 17 anos, aprendeu na sua aula de filosofia. E, vivendo na pequena cidade em que mora, ela começa a acreditar que isso é mesmo verdade. São sempre as mesmas pessoas, as mesmas fofocas, a mesma visão de mundo limitada, como se estivessem todos presos em uma caverna, nunca enxergando nada além. Nesse ambiente, ela não tem com quem desabafar suas angústias, e por isso deita-se em seu jardim, olha os aviões no céu, e expõe suas dúvidas mais secretas aos passageiros, já que eles nunca irão julgá-la. Em seu conflito solitário, ela se vê dividida entre dois mundos: um em que é livre para ser quem é de verdade e dar vazão ao que vai em seu íntimo, e outro em que precisa se enquadrar desconfortavelmente em convenções sociais. Em um retrato original de uma garota que luta para se libertar de definições ultrapassadas, este livro leva os leitores a questionarem tudo e oferece esperança para aqueles que nunca deixarão de buscar o significado do amor verdadeiro."
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