RESENHA Bela Gratidão

sábado, 25 de novembro de 2017
Titulo: Bela gratidão
Autora: Corey Ann Haydu
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 432
Sinopse: "Um romance sobre amadurecimento e a dureza de crescer em uma cultura que exige das mulheres nada menos que a perfeição. Corey Ann Haydu explora as complexidades da família, os limites do amor e quão duro é crescer em uma cultura que premia a beleza acima de qualquer outra coisa e cobra das mulheres nada menos que a perfeição. Uma leitura atual que dialoga direta e honestamente com a multiplicidade de questões enfrentadas por adolescentes e jovens no mundo todo – a confusão do primeiro amor, os dramas familiares e a construção da própria identidade no meio de toda essa loucura. O livro está cheio de personagens realistas, que tropeçam nos próprios medos e cometem erros com alguns dos quais é impossível não se identificar. Montana e sua irmã Arizona têm um pacto desde que a mãe as deixou: São elas duas contra todo o mundo. Com o pai sempre imerso em relacionamentos tóxicos e uma sucessão de madrastas essa foi a maneira que encontraram de seguir em frente. Mas agora que Arizona foi para a faculdade Montana se sente deixada pra trás e perdida, mergulhando em uma amizade vertiginosa e empolgante com a ousada Karissa. No meio disso tudo, Montana encontra uma distração em Bernardo. Resta saber se Montana têm a confiança necessária no que sentem um pelo outro para encaixar Bernardo na sua vida imperfeita."

*Livro cedido em parceria com a editora

 Um minuto de silêncio pra essa capa que definitivamente é a mais fofa da minha estante, ela é tão delicada e doce que chega a doer! Porque sem dúvidas consegue resumir bem como é essa história. Corey é uma das minhas autoras favoritas, ela escreveu Uma história de amor e TOC que você pode conferir a resenha AQUI, se ela me conquistou falando sobre transtornos psicológicos... Quando o assunto foi drama familiar, compulsão estética e relacionamentos... Eu ganhei um bela tapa na cara que foi suficiente para me acordar.
 Eu prefiro não parafrasear a sinopse do livro aqui, nessa resenha gostaria de fazer algo diferente, contar a confusão de sentimentos que esse livro me proporcionou, e como a personagem principal é frágil e real.
 Montana é a filha mais nova de um homem que é cirurgião plástico, ela e sua irmã Arizona foram abandonadas por sua mãe quando pequenas, quem cuidou de sua criação foi seu pai, acontece que Arizona é um pouco mais velha e então já está no período da faculdade, foi embora de casa, o que era antes "Montana e Arizona contra o mundo e as madrastas" hoje é só "Montana sozinha", ela sem dúvidas sente falta da irmã e vê com olhos tristes como Arizona mudou, o que mais assusta-a é saber que sua irmã colocou silicone, uma promessa completamente quebrada! Por mais estranho que isso soe, é preciso entender que o pai das garotas é um cirurgião completamente obcecado por perfeição, ele é o tipo de médico que rabisca moldes de cirurgias em qualquer local, redesenha as modelos de capas de revistas e pra minha surpresa... No aniversário das garotas ele deu uma espécie de vale cirurgia, para que quando elas se tornassem maiores de idade, fizessem a cirurgia plástica que bem entendessem... Isso é doloroso demais, com isso Montana absorve que é imperfeita aos olhos de seu pai e nunca vai ser boa o suficiente. Como se não bastasse ele tem um histórico de casamentos fracassados que chega a dar medo, infelizmente as irmãs já estão acostumadas com madrastas entrando e saindo de suas vida o tempo todo, é triste.
 Mas nada é tão ruim que não possa piorar, a nova madrasta é alguém que Montana JAMAIS irá aceitar, seu pai se relacionar com ela é um golpe tremendamente baixo, não revelarei nomes pra não dar spoiler mas a madrasta em questão é um eixo principal na história toda e ela não me agrada, quem lê a obra e acompanha a situação de fora consegue perceber o quanto ela é falsa, dissimulada, espaçosa e tremendamente tóxica para a família, mas ainda assim o casamento vai acontecer.
 Acho a intenção de Corey é mostrar como essas relações impensadas podem interferir terceiras pessoas, o fato do pai obcecado se relacionar com tantas mulheres criou traumas que nunca vão cicatrizar nas garotas, sem contar que ter alguém em sua casa que tenta impor o padrão da estética perfeita é algo ruim demais quando se trata de adolescentes.
 Montana é frágil, totalmente manipulável, posso contar nos dedos quantas vezes ela decidiu algo por vontade própria, o tempo todo as pessoas influenciam suas decisões e ela parece ser o tipo de pessoa que se sujeita a qualquer coisa para não criar um conflito, graças a isso muitas vezes ela se machuca. Já Arizona... É uma irmã que tinha tudo para ser uma irmã fofa e adulta, mas no máximo é amarga. Bernardo é um dos poucos pontos felizes na história, ele é completamente apaixonado por Montana e é capaz de fazer qualquer coisa por ela, como por exemplo pintar o cabelo de rosa ou fazer uma tatuagem, ele tem um ar todo poético e é muito fofo observar ele pelos olhos de Montana, ela tem uma amor doce e sincero pelo rapaz.
 Corey soube conduzir a história com maestria, não é uma trama cheia de pontos altos nem nada, é a história sobre a reconstrução de uma família e como se esforçam para juntar as migalhas, como as pessoas são facilmente substituídas e como essa ideia de corpos perfeitos é capaz de adoecer as pessoas;
 A única coisa que eu ressaltaria é como o final deixou algumas pontas soltas, faltaram algumas respostas mas que ainda assim essa maneira de finalizar foi importante pra me fazer refletir.


Eu sou um território. Eu sou uma coisa na qual as pessoas colocam bandeiras. Querem declarar que pertenço a elas. Isso é uma coisa totalmente nova. Eu estou acostumada a ser uma coisa abandonada. Uma meia esquecida ou um brinquedo que já não se que mais, uma lembrança vaga e simbólica de uma época da sua vida. Eu sou Montana que assistiu à mudança de Tess ou a Montana que recebe um cartão por ano da mãe ou a Montana cuja a irmã se diverte mais sem ela.



14 comentários:

Daiane disse...

Olá, como vai?

Eu tenho esse livro, recebi de cortesia da editora, e a primeira coisa que me encantou nele, assim que bati o olho, foi essa capa delicada. Linda demais! Nunca li nada da autora e ainda não consegui realizar a leitura desta obra. Sua resenha me deixou bastante empolgada para iniciar a leitura em breve. Espero curtir a trama assim como você, e espero também que essas pontas soltas do final não me incomodem.

Beijos!

Greice Blogando Livros disse...

Parece que o livro é bom pelo fator sentimental mas a questão da protagonista é meio complicada. Não é fácil escrever e ter uma personagem frágil mas sabemos que nem todo mundo é forte tempo todo, principalmente com diversos problemas. A capa realmente é um amor.

Thalia Mirelly disse...

Olá!
Não conhecia o livro mas foi um prazer conhecer.Um livro que fala de estética é difícil de encontrar,principalmente mostrando uma rede familiar falha e consegui sentir o drama de Montana.
Bjs

Ivi Campos disse...

Essa premissa de recomeço abordando a família me deixou bem curiosa e acho que seria uma leitura que agregaria bastante. A capa é simples, mas achei bem interessante.
MEU AMOR PELOS LIVROS
Beijos

Laneeh Martins disse...

Olá, tudo bem?

Essa história. Essa capa. Tudo muito interessante, não conheço a autora e suas obras, mas essa me interessou muito. Vou anotar a dica e espero que no futuro possa ler.

Beijos

Jessie disse...

Oi!

Tudo bem? A princípio não reconheci a autora, mas quando você falou sobre Uma História de Amor e TOC me lembrei dela. Assim que li "um romance sobre amadurecimento e dureza" comecei a entender que este não é um livro fofo e leve e quando finalmente cheguei na sua opinião sobre a obra ela só confirmou o que eu já sabia: este livro é muito bom.

Apesar de não gostar de personagens frágeis e manipuláveis, mas acredito que quando a personagem é bem construída e isso faz sentido, então fica impossível não gostar ou, no mínimo, sentir empatia por ela. O que, pelo que entendi, é o caso já que ter um pai obcecado pela perfeição deve mesmo gerar vários transtornos psicológicos.

Enfim, eu espero dar uma chance muito em breve para esse livro. No momento preciso ler coisas mais leves porque acabei de ler vários dramas, mas assim que estiver na vibe de algo mais reflexivo vou com certeza me lembrar da sua dica.

Beijinhos
www.paraisoliterario.com

Marijleite disse...

Olá, realmente a capa desse livro é muito bonita. Eu ainda não o conhecia. Achei interessante a trama abordar essa questão de a personagem se sentir imperfeita aos olhos do pai. Quero ler pra saber mais sobre a trama.

Anelise Besson disse...

Oi.

A record me enviou esse livro e eu nem sabia do que se tratava, então eu fiquei bem emocionada quando li a sinopse. Não lerei, será minha colaboradora, mas já fiquei ansiosa para em um futuro ler também, porque esse misto de sentimentos sempre me agrada. :)

Parabéns pela resenha.

beijos!

Thayenne Carter disse...

Olá,

Se eu já desejava ler esse livro, agora estou explodindo de curiosa, adorei sua resenha, abordou todos os pontos certos para despertar meu interesse. Desde o lançamento que desejo fazer essa leitura, espero que eu consiga ler o mais breve possível, estou super intrigada para saber que é a madrasta e como essa história de desenvolverá. A capa desse livro é incrível! Foi a primeira coisa que me atraiu no livro.

Beijos,
oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

Delmara Silva disse...

Oi,
apesar de compreender que nem só de força viverá o homem, que todos temos nossos momentos de fragilidades, não consigo me sentir impelida a ler histórias com este componente específico, não tenho paciência para personagens/pessoas influenciáveis e coisas do tipo, por isso não sei se arriscaria a leitura, mesmo tendo amado a capa e me interessado pela premissa.

Abraços!
Nosso Mundo Literário

Ana Carolina Domingues Almeida disse...

Olá!!

Gostei muito da capa, que lindinha!! Singela e delicada!!!
Gostei da premissa do livro, mas não gostei da protagonista ser manipulável, sei lá...., mas é um livro de relações familiares e isso já me deixa curiosa!!!
Muito boa sua resenha!
\Bjs

Book Obsession disse...

Olá!
Achei essa capa bem amorzinho e a premissa me chamou bastante atenção. Talvez essas pontas soltas a qual se refere também pode ter várias formas de interpretação para cada leitor, se bem que eu prefiro quando os finais são bem amarradinhos.
Mas mesmo assim não deixaria de ler.
Dica anotada!

Beijos!

Camila de Moraes

Jéssica Christina disse...

Oie, tudo bem?
A capa é a primeira coisa que chama a atenção mesmo!
É linda a história, essa busca eterna pela perfeição realmente precisa ser discutida, então acho que darei uma chance a leitura quando tiver chance. Amei seu blog e sua resenha!

Debyh disse...

Olá,
Quando li a sinopse do livro, sinceramente não me interessou. Mas depois de ter lido sua sinopse parece ser o tipo de livro que eu gostaria de ler! Gosto do envolvimento da família em livros mais dramáticos, as coisas ficam com uma importância maior e a carga de sentimentos também!

Debyh
Eu Insisto

Postar um comentário

 
© Uma dose de Cacto - janeiro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Dear Maidy. Tecnologia do Blogger.
imagem-logo