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RESENHA Novembro, 9

21 de janeiro de 2017


Desde quando li Métrica, Colleen se tornou uma das minhas autoras preferidas de toda a vida, acho fantástica a maneira que ela consegue abordar assuntos tão sérios com tanta delicadeza, vamos do riso ao choro em instantes, não me lembro de terminar alguma leitura da autora sem estar emocionada, e com esse livro não foi diferente, não foi o melhor livro que li dela, mas definitivamente foi a melhor sacada que ela teve.



Fallon foi durante muito tempo uma atriz famosa de certo seriado, filha de um ator também bastante conhecido, sua vida sempre foi tremendamente incrível e cercada pela mídia, até o dia em que ela resolveu ir dormir na casa de seu pai, a casa pegou fogo e ele esqueceu que ela estava lá dentro... (Isso não foi spoiler) Fallon tem grande parte de seu corpo queimada, restaram cicatrizes em seu pescoço, seios, braços, rosto, o incêndio do dia 9 de novembro acompanhará ela durante sua vida toda, por conta disso, é uma garota insegura, usa o cabelo para esconder seu rosto, não mantém contato visual e se esconde o quanto pode, mas ela mantém seu sonho de ser atriz, sendo assim, ao completar 18 anos decide que vai para Nova York tentar a vida lá, antes disso marca um almoço com seu pai, esse que carrega a culpa pelo incêndio. É claro que o pai de Fallon não a apoia, ele é um cara extremamente fútil e julga as pessoas pela aparência, acha que por conta das cicatrizes ela não vai conseguir nada, durante o almoço os ânimos são exaltados, Fallon está a ponto de surtar e então surge Ben...                                                                                                                                             



Ben ou Benton, como queira chamar, é um jovem escritor muito talentoso, que não deixa nada escapar de seus olhos, ao ver aquela garota tão bonita sofrendo nas mãos do pai, decide cometer a loucura de fingir que é seu namorado e vai até lá, inventa que estava atrasado e faz companhia, mesmo assustada Fallon acompanha ele na mentira, porque pela primeira vez na vida seu pai está desconfortável e ela gosta do efeito que Ben causa nele. Logo após o almoço, ambos decidem passar mais um tempo juntos e descobrem uma conexão surreal, podemos sim chamar isso de amor, união cósmica ou qualquer outra coisa, mas Fallon não quer ter nenhum envolvimento sério até os 23 anos, e como ela está de partida, decidem se encontrar todos os dias 9 de novembro dos próximos 5 anos, e assim o livro realmente começa a acontecer. 


O livro é narrado apenas durante esses encontros, não sabemos o que os dois fazem nesse meio tempo, acompanhamos as descobertas de cada um juntamente com eles e isso muitas vezes me tirou o fôlego. A autora por diversas vezes deu uma reviravolta louca na história e me pegava pensando "Meu Deus a história vai acabar, arruma isso, faz dar certo!" Torcer por personagens é algo emocionante, e me vi torcendo por Ben, um cara simples, observador, LINDO, e muitas vezes injustiçado pelos acontecimentos da vida, ele e Fallon combinam completamente e se fosse eu no lugar de um deles já teria quebrado essa promessa de 5 anos para ficar junto logo (Não que não tenham tentado...) O livro é fascinante, e se você não leu nada de Coolleen, recomendo que comece por ele, por algum motivo que não sou capaz de explicar, quando eu comecei a leitura já sabia do envolvimento de Ben na história como um todo, então o ápice não foi tão emocionante pra mim, mas ainda assim a história me prendeu do início ao fim, nunca li nada parecido e sei que a escrita única de Coollen só mostra quão talentosa ela é.


Titulo: Novembro, 9
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 352
Sinopse: "Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?"

RESENHA Zaralha - Abri Minha Pasta

19 de janeiro de 2017


Se você procurar por Zaralha no dicionário, vai encontrar o seguinte significado: Termo usado em Portugal que define uma mulher desleixada, sem amor próprio.


E é exatamente o que Letícia é, desleixada, mas não muito, porque se amar demais é exagero.

Quem me conhece sabe do meu amor por livros com poesias e ilustrações, e o encantamento com Zaralha foi imediato, a Letícia conseguiu fazer um belo compilado de poesias, fotografias, ilustrações, prints e tudo mais nesse livro com formato fofo em que se assemelha a uma pasta e nos deixa com uma nostalgia mais que gratificante. 

O livro é repleto de histórias pessoais, sejam fotos de sua infância, anexos ou opiniões pessoais e tudo isso contribuiu para que no final da leitura eu me sentisse uma amiga próxima da autora, com coisas em comum e com um carinho enorme, já que a cada virar de página ela me arrancava uma gargalhada ou suspiro, por inúmeros motivos, desde tristeza até uma piada bem colocada.


As típicas fotos fofas, dignas de compartilhamentos no facebook não poderiam faltar, com ilustrações limpas e muito bem desenvolvidas, podemos refletir com poucas palavras e entender mais sobre nós mesmos e o próximo, a auto reflexão é um ato de coragem e que sem muito esforço Letícia consegue nos conduzir. A edição está impecável, seja pelo trabalho de capa, os arquivos selecionados pela autora ou pelas ilustrações, podemos ler em uma tarde sem muito esforço, é um livro para sorrir, pensar e até mesmo presentear, Zaralha entrou na minha lista de preferências visuais, porque ler sobre essa obra é sorrir com os olhos.

Titulo: Zaralha - Abri Minha Pasta
Autora: Letícia Novaes
Editora: Guarda- Chuva
Nº de Páginas: 128
Sinopse: "Zaralha – abri minha pasta apresenta com muito humor uma série de poemas de Letícia Novaes, em conjunto com um material riquíssimo de sua infância, o que reforça ainda mais a essência lúdica da obra. De fotografias fofas e hilárias do álbum de família a versos inéditos, passando por trabalhinhos de escola, brincadeiras de bar e desenhos criados no Paintbrush, o livro revela com lirismo e irreverência a personalidade apaixonante de sua autora, além de retratar de forma espetacular como era ser criança nos anos 1980. Com orelha assinada por Bruna Beber e um projeto gráfico caprichado – que traz de volta a memória da pastinha escolar – a publicação foi financiada por mais de 400 fãs e admiradores do trabalho de Letícia, no terceiro crowdfunding bem-sucedido da Guarda-Chuva."
*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Cicatrizes

18 de janeiro de 2017


Fazia um bom tempo em que eu não lia algo em uma noite só, é maravilhoso quando embarcamos em uma história e nos empolgamos tanto que esquecemos de dormir, e foi isso que aconteceu com Cicatrizes, primeiro livro da série Torn, o que eu esperava ser uma leitura chata e açucarada, se tornou um romance quente e cheio de dramas, e vejam só, estou apaixonada pela série!


Chloe é uma garota discreta, bonita, inteligente, que ama rock e muito focada para o que quer em sua vida, se formar, manter seus amigos por perto e ser feliz deixando para trás todas as lembranças ruins de sua vida. Ao se mudar e começar a faculdade, ela sente a empolgação da vida nova com seus amigos Amber e Logan. Amber é a típica melhor amiga, sempre apoiando no que pode, muito engraçada e inseparável, para mim ela é uma peça importante na história toda, muitas vezes a ponte entre a sanidade e loucura de Chloe. Já Logan... Qualquer um nota logo de início que ele é apaixonado por Chloe, não só apaixonado, ele é louco por ela, faria qualquer coisa, e só não vê quem não quer! Aliás, quem quer, mas quer outro... No caso, Drake, um garoto de banda, cheio de tatuagens e piercings, sedutor e que tem todas as mulheres aos seus pés. Quando senta ao lado de Chloe durante a aula, a atração é mútua e imediata, mas nem tudo é tão fácil quanto parece. 
" - Por que você me beijou?"- Só me pareceu certo."

O livro é narrado por Chloe e podemos acompanhar como funciona sua cabecinha confusa, ela é muito carente no quesito familiar, foi criada praticamente sozinha ou com a ajuda dos pais de Amber, já que sua mãe sempre estava envolvida em problemas com drogas e bebidas, sumia por meses e quando retornava agredia ela, sem contar um episódio de quase abuso que ela sofreu por parte de um dos namorados de sua mãe... E pasmem, A MÃE DEFENDEU O CARA! 

Tudo isso deixaram marcas em Chloe, ela não se sente boa o suficiente, é bastante fechada mas sabe ser grata ao que tem, principalmente aos amigos, mas tudo muda de lugar quando Drake aparece, o surgimento desse cara bad boy e fantástico, diga de passagem, deixa a vida de Logan conturbada, ele ama Chloe e não consegue mais esconder mas Chloe também não consegue esconder o que sente por Drake, mesmo que não seja certo, que ele não seja um homem de uma mulher só, tudo é tão incrível com ele que faltam palavras para mensurar todo o sentimento, por outro lado, Drake sente o mesmo mas sabe que não é o melhor para Chloe e decide encorajá-la a ficar com Logan, e você fica, tipo O QUE? Sim, ele encoraja ela a ficar com outro e isso de fato funciona, o relacionamento é bobo, é notável que a garota não sente o mesmo por Logan e isso chega a dar pena, ele tenta suprir o amor pelos dois, mas sabemos que isso é impossível, ainda mais com Drake por todo lado, dando uma de amiguinho...

 
O livro é cheio de emoções, cenas quentes (e coloca quente nisso, hein), diálogos gostosinhos e muita briga, o relacionamento de Chloe ocupa grande parte do livro e achei isso um pouco maçante, tava na cara que eles não funcionavam juntos, e quando a coisa começou a andar, o livro já estava no final, o que é uma pena. Drake é um cara durão e demorei a gostar dele, mas quando dei por mim estava achando-o o cara mais fofo e protetor do universo, em diversas situações ele está por perto e isso acaba criando um laço imenso.

Repleto de surpresas, o livro trata de assuntos sérios, como abusos de álcool, drogas, assédio, traição etc, são 288 páginas de uma leitura fluída, pronta para tirar você da ressaca literária. Te recomendo comprar os dois primeiros livros da série, esse primeiro termina de um jeito que você precisa saber o que acontece, e para minha sorte estou com a continuação em casa. 

Sentia saudades de ler um romance tão bom que me fazia perder o sono, K.A Robinson conseguiu fazer isso com maestria.


Titulo: Cicatrizes
Autora: K.A. Robinson
Editora: Fábrica 231 (Editora Rocco)
Nº de Páginas: 288
Sinopse: "Foram poucos os relacionamentos de Chloe até a chegada à universidade. Ela escolheu ingressar na West Virginia e cursar Psicologia pela oportunidade de permanecer perto de Amber, a melhor amiga, e Logan, o fiel escudeiro e amigo desde os tempos de ensino médio. Chloe nunca teve uma boa convivência com a mãe, drogada e desequilibrada. Mas justamente no primeiro dia de aula, o destino de Chloe começa a ser traçado em outra direção. É quando ela senta ao lado de um típico bad boy tatuado, piercings nos lábios e nas sobrancelhas. O coração bate mais forte, a respiração fica alterada, e a boca seca. Drake Allen é o motivo. Dono de um mustang e vocalista da banda Breaking the Hunger, o rapaz é bastante assediado pelas fãs e não se prende a ninguém. Drake não resiste à troca de olhares com Chloe, quando se esbarram pela primeira vez na sala de aula. É o início de uma relação com muitos obstáculos, movida por desejo e paixão intensos. Mas Drake se declara num momento em que Chloe, desiludida, resolve ceder aos encantos de Logan, o melhor amigo, que há anos nutre um amor platônico, e que finalmente tem coragem de se declarar. Seria válido trocar um amor seguro por um músico bad boy, ou mais cômodo manter a amizade disfarçada de namoro? De um lado, Logan, lindo, gentil e carinhoso. De outro, Drake, uma paixão rude e avassaladora. Mas por que será que os caminhos do coração indicam sempre as curvas mais tortuosas? Chloe decide então seguir em frente na busca pela felicidade, mas não contava que o passado voltaria a bater em sua porta."

*Exemplar cedido em parceria com a editora. 
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