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RESENHA A Casa no Lago

1 de maio de 2017


Na primavera de 1993, Thomas Harding foi a Berlim levando sua avó em visita a uma casa à beira de um lago. A sua avó disse a ele que ali era o “lugar da alma”, um santuário que ela foi obrigada a abandonar quando os nazistas tomaram o poder. A viagem era uma chance de ver a casa pela última vez, de recordar como era. Mas estava muito diferente. 

Vinte anos mais tarde, Thomas voltou a Berlim. A casa estava abandonada, deteriorada, em vias de ser demolida. Uma pista de concreto cortava o jardim, deixando a marca de onde existira por quase três décadas o Muro de Berlim. Por toda parte se escondiam sinais do que tinha sido belos azulejos azuis decorados cobertos por um papel de parede, fotografias antigas caídas entre as tábuas do chão, entulhos cobrindo os caminhos de pedras do jardim. Vestígios das cinco famílias que tinham morado ali num período tumultuado.


Começando no final do século XIX e entrando pelos dias atuais, passando pela devastação de duas guerras mundiais, pela divisão e reunificação de uma nação, A Casa no Lago traz relatos de união e alegria em família, de terríveis sofrimentos e tragédias, e de um ódio perpassando gerações.


O livro também nos traz além dos relatos, fotos das famílias que viveram na casa, e fotos da casa também. Uma história carregada de emoções, lembranças, sentimentos... A cada página é um agregado de coisas, as descrições nos fazem viajar pelas cenas que o autor nos leva, nos possibilitando visualizar tudo aquilo que ele quer nos passar.


Um relato real e uma história que com certeza vai nos emocionar e nos embargar em cada momento vivido numa época difícil.


Título: A Casa no Lago
Autor (a): Thomas Harding
Editora: Anfiteatro
Nº de Páginas: 398
Sinopse: "Autor de Hanns & Rudolf, que narra a trajetória de Hanns Alexander, seu tio-avô que trabalhou como investigador de crimes de guerra e foi responsável por localizar e mandar a julgamento Rudolf Hoss, o Kommandant de Auschwitz, o jornalista e escritor Thimas Harding mergulha novamente nas memórias de sua família durante a Segunda Guerra Mundial em A Casa do Lago. Finalista de prêmios de prestígio como o Costa Biography Award e o Orwell Prize e aclamado por veículos como Time e Spectator, entre outros, o livro conta a história de uma antiga casa de campo nos arredores de Berlim que é também uma reveladora história da Alemanha durante um século conflituoso. A aconchegante casa às margens de um lago onde os avós do autor viveram dias de alegria e afeto em família teve que ser abandonada nos anos 1930, quando os nazistas chegaram ao poder, sobreviveu a incêndios e tempestades, abrigou cinco famílias que ali buscaram refúgio nos anos seguintes, testemunhou traições e assassinatos, resistiu ao trauma de uma guerra mundial e à divisão de uma nação. Preste a ser demolida, A Casa no Lago é revisitada por Harding neste livro minucioso e emocionante."

RESENHA Resistência

30 de abril de 2017



Que eu sou chorona não é novidade, mas dessa vez, o meu coração ficou esmagado em cada página desse livro, de verdade, não há definição melhor. Affinity com sua sutileza me arrancou lágrimas que não senti derramar.

Pearl e Stasha são irmãs gêmeas e foram retiradas bruscamente dos braços de seus familiares, principalmente sua mãe, por possuírem a mesma carga genética, elas são gêmeas idênticas e no período de guerra, isso atraia muitos olhares curiosos, usavam gêmeos para experimentos, o que é um absurdo. Elas são entregadas ao Anjo da Morte, ou o Doutor Mengele.

Eu sempre procurei fugir de leituras tristes, se choro com romances, imagine com coisas relacionadas à guerra... Dessa vez quis me fazer de forte, mas desabei logo que as gêmeas são separadas, cada uma segue seu rumo, uma procurando a irmã, ciente de que ela está viva, a outra... O fato é que as duas sofreram tanto, mas tanto, que em diversos momentos eu deixei o livro de lado para poder respirar, parar de chorar, tudo foi difícil demais, meu coração ficou em cacos, essas irmãs não mereceram nada daquilo. Eu simplesmente não consigo lembrar dessa leitura sem chorar, mas vamos la...

Quando Pearl sumiu, Stasha ficou desesperada, uma não vivia sem a outra. O livro em si é como um soco no estômago, mas a autora tem uma linguagem tão doce, um caminhar tão sutil, que você não percebe as "porradas" que leva durante a leitura. Claro que não dá pra acreditar que gêmeos sofriam tanto assim, pessoas estourando seus tímpanos, machucados, injeção de doenças em suas veias, isso não pode ser real, certo? Errado, cada coisa ali citada, foi real nos campos de concentração, aliás, a história é baseada em uma história real, as gêmeas ali citadas eram REAIS, vocês têm ideia disso?

Resumindo, a história é linda, extremamente cansativa, li as primeiras páginas amarrada na ideia de que precisava confiar na indicação da editora, mas quando dei por mim, estava além da metade, sofrendo muito por elas, odiando o Anjo da Morte. Quando terminei só me sobrou um pensamento: O ser humano é capaz de coisas horríveis.

Super indico a leitura!

“Jamais diga que chegou ao fim.Quando céus de chumbo anunciam um futuro amargo;Pois certamente a hora que desejamos ainda vai chegar.E na marcha nossos passos serão trovoada: sobreviveremos.”

Título: Resistência
Autora: Affinity Konar
Editora: Fábrica231 (Selo da Rocco)
Nº de Páginas: 320
Sinopse:"Auschwitz, 1944. As gêmeas Pearl e Stasha têm 12 anos quando desembarcam no campo de concentração nazista na Polônia. à medida que conhecem o horror e têm suas identidades fraturadas pela dor e sofrimento, tentam confortar uma à outra e criam códigos e jogos para se proteger e recuperar parte da infância deixada para trás. Mas quando Pearl desaparece sem deixar pistas, Stasha se recusa a acreditar que a irmã esteja morta e embarca numa jornada desesperada em busca de justiça, paz e de si mesma. Livro notável pelo The New York Times; Livro do Ano pela Amazon e pela Publishers Weekly; indicação de leitura dos principais veículos de imprensa norte-americanos, Resistência narra, com uma voz poderosa e única, a trajetória de duas irmãs lutando pela sobrevivência em um dos períodos mais devastadores da história contemporânea e mostra que há beleza e esperança até diante do caos."
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