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RESENHA Órfã #8

18 de junho de 2017


Neste impressionante novo romance histórico inspirado em eventos verdadeiros, Kim van Alkemade conta a história fascinante de uma mulher que deve escolher entre vingança e piedade quando encontra o médico que a submeteu a experiências médicas perigosas em um orfanato judeu da cidade de Nova York, anos antes.

Em 1919, Rachel Rabinowitz é uma garotinha de quatro anos de idade, morando com sua família em um prédio lotado no Lower Eastside da cidade de Nova York. Quando a tragédia atinge, Rachel é separada de seu irmão Sam e enviada para um orfanato judeu onde o Dr. Mildred Solomon está conduzindo pesquisas médicas. Então ela é submetida a tratamentos de raios-X que a deixaram desfigurada, Rachel sofre anos de assédio cruel contra os outros órfãos. Mas quando ela faz quinze anos, ela foge para o Colorado esperando encontrar o irmão que ela perdeu e descobre uma família que nunca soube que ela tinha.


Embora Rachel acredite que ela fechou suas dolorosas memórias de infância, anos mais tarde, ela é confrontada com seu passado sombrio quando ela se torna uma enfermeira no Old Heights Home de Manhattan e seu paciente não é outro senão o Dr. Solomon idoso e cancerígeno. Rachel fica obcecada por fazer o Dr. Salomão reconhecer e pagar por sua culpa. Mas cada hora passada que Rachel gasta com o velho médico revela a Rachel as complexidades de sua própria natureza. Ela percebe que o destino de uma pessoa - ser alguém que inflige dano ou alguém que cura - nem sempre é colocado em pedra.

Por se tratar de um livro baseado em fatos reais, é uma leitura bastante perturbadora, sabermos que as pessoas passaram realmente por aquilo tudo e nada podiam fazer. Um livro que traz verdades sem rodeios e que nos faz refletir sobre inúmeras coisas.

Exuberante em detalhes históricos, rico em atmosfera e baseada em eventos verdadeiros, o Orfã # 8 é uma trama poderosa e afetuosa das escolhas inesperadas que somos compelidas para que possam moldar nossos destinos.


Título: Órfã #8
Autor (a): Kim Van Alkemade
Editora: Selo Fábrica 231 (Editora Rocco)
N° de Páginas: 309
Sinopse:"Em 1919, Rachel Rabinowitz e seu irmão são levados para um orfanato em Nova York, após perderem a mãe e serem abandonados pelo pai, fugitivo da polícia. Separada do irmão e mantida em quarentena após contrair uma doença, Rachel logo se torna cobaia da Dra. Mildred Solomon, que conduz uma série de pesquisas sobre tratamentos com raio X em crianças órfãs, e é submetida a experimentos de eficácia duvidosa e efeitos colaterais desconhecidos. Mais de três décadas depois, os caminhos de Rachel e da Dra. Solomon se cruzam novamente, desta vez no Lar Hebraico para Idosos, onde Mildred, agora uma senhora debilitada, está internada sob os cuidados da enfermeira lésbica Rachel. Inspirada pela história do avô, que cresceu num orfanato judaico em Manhattan, e em pesquisas realizadas nos arquivos do Museu Judaico, a autora construiu um romance histórico repleto de drama, tensão e questionamentos éticos."

RESENHA Trainspotting


É muito difícil falar de Trainspotting, pois ele é um livro complexo, que mesmo sem a intenção de fazer crítica alguma, acaba fazendo. Sarcástico, cruel, verdadeiro, realmente uma leitura para poucos, Trainspotting vai te fazer sentir um milhão de coisas, e talvez até náuseas.


Esse livro retrata a juventude agitada de Renton, Spud, Sick Boy, Tommy, Begbie e mais alguns outros. O cenário é a Escócia dos anos 90, mais especificamente a cidade de Leith, subúrbio de Edimburgo. Esses quatro jovens cresceram nas mesmas ruas, estudaram nas mesmas escolas públicas onde ninguém se formou. Desde pequenos eles já compartilham o mesmo sentimento de vazio, são jovens que buscam não o carro do ano, o emprego dos sonhos, nada disso, a vida deles se resume em coisas muito menos materiais e superficiais. Sabem exatamente quem são, e sabem também não poderão mudar o mundo, já que o mesmo não abre portas a quem não tem em mãos um diploma. 

Em meio ao caos e tudo aquilo que o mundo pode oferecer, esses quatro jovens levam suas vidas se curando de ressacas durante o dia, planejando pequenos crimes e acabam descobrindo algo prazeroso, a Heroína. A droga mais utilizada por todos é o que os faz e movimentar. Eles estão sempre à procura de um Pico maior, como chamam a pira que a heroína os causa, numa maneira de se desligar de tudo e ter seus momentos de prazer. 
“Nunca fui preso por causa heroína. No entanto, uma porrada de caras fizeram suas tentativas de me reabilitar. Reabilitação é besteira. às vezes eu acho que preferiria ir pra trás das grades. Reabilitação significa a negação do eu.”
O livro nos retrata de forma tão real a vida que esses jovens levam que acaba nos fazendo sentir um turbilhão de coisas, na maneira dura, fria e crua na qual Irvine escreve, relatando cada passo que eles dão, nos fazendo enxergar o que eles próprios veem e o que vivem. Uma leitura que chega a vários momentos, nos incomodar, por ser tão real e verdadeira relatando a vida dura e sofrida de pessoas que perderam totalmente seus valores e não se encaixam em nada nos padrões sociais que são impostos, seres fora do meio e totalmente ignorados, invisíveis e insignificantes. 


"A sociedade inventa uma intrincada lógica falsa para absorver e mudar as pessoas que têm um comportamento fora do normal."
Um livro necessário, brutal, instigante, nauseante e com citações incríveis, Trainspotting é mais do que recomendado, mas claro, com algumas ressalvas. Se você não tiver estômago forte e nervos de aço, não tente. O livro também ganhou sua adaptação para o cinema e já está disponível para ser assistido caso alguém tenha interesse. Trainspotting eu amei te ler.
“Tento sentir alguma coisa. Qualquer coisa. O que estou realmente procurando é o demônio, o escroto filho de uma puta, o louco que vive dentro de mim e desliga meu cérebro, que empurra a mão até o baseado, o baseado até os lábios e traga e traga como um aspirador de pó.”

Título: Trainspotting
Autor: Irvine Welsh
Editora: Rocco
N° de Páginas: 287
Sinopse: "Trainspotting, livro transformado em cult pelas mãos da cineasta Danny Boyle, consagrou Irvine Welsh como uma das vozes mais representativas de sua geração. Trainspotting, na gíria escocesa, é uma atividade sem sentido, algo que é uma total perda de tempo. Essa expressão resume as vidas de Rents, Sick Boy, Madre Superiora, Cisne e Seeker, jovens moradores de Edimburgo que passam a maior parte de seu tempo sem embebedando em pubs, assistindo a jogos de futebol pela televisão e, principalmente, se drogando. A heroína é a droga preferida, um barato que dura tempo suficiente para aplacar a banalidade da existência. Pelo menos até o próximo pico. Explicitando toda a dor e a banalidade de ser jovem em um mundo de portas fechadas, onde a maior oportunidade que se pode esperar é conseguir um emprego reles em uma grande empresa, ter filhos e desfrutar de uma velhice obesa. Irvine Welsh narra, com ironia e sem meias palavras, o cotidiano de jovens que renunciaram a tudo isso, que preferem se perder em um mundo de contravenções, vagar pelas ruas sem rumo, a ceder a uma vida adulta que não faz o mínimo sentido."

RESENHA A Busca Sofrida de Martha Perdida


Nossa protagonista, como o título já sugere, é Martha, e sim, seu sobrenome é de fato Perdida. Martha é o pássaro Liver da estação Lime Street em Liverpool e ela tem dezesseis anos de idade. A mesma fora abandonada na estação e foi resgatada pela Mãe, como vamos assim chamar. Uma mulher totalmente religiosa, eu diria até fanática, além de ser extremamente mau humorada e tratar a pobre Martha de maneira que da raiva no leitor, abusando de sua boa vontade e de seu coração puro. 

Martha nunca conseguiu conhecer sua cidade, pois não poderia sair da estação. Segundo as histórias que sua mãe contava, tudo era ligado ao demônio e algo terrível aconteceria se Martha deixasse aquele local. Porém na história também temos Elizabeth que é a amiga de Martha e a mulher mais bonita que ela já viu na vida. Totalmente o oposto de sua mãe, é ela quem cuida mais e da o carinho necessário para a menina.




Assim como nós (rs) a nossa protagonista também adora ler e tem um apreço imenso pelos seus livros, e ainda mais por aqueles que foram abandonados. Confesso que isso eu e ela temos em comum, já que amo meus livros demaaaaaais haha.


As coisas começam a ficar mais interessantes quando Martha recebe uma carta sem assinatura de remetente, e nessa carta a pessoa diz que sabe a origem de seu Era uma vez e de toda a sua origem. Aos poucos vamos descobrindo coisas e desvendando esse mistério a cada página e se deixando levar pela pureza e inocência da protagonista. 



Martha é uma pessoa incrível e ao longo da leitura é como se ela existisse e fosse realmente uma amiga que já conhecia a longa data. Totalmente sábia e cativante, ela vai nos fisgando aos poucos, e quando percebemos já estamos mais envolvidos na história do que pudemos imaginar.

Um livro que apesar de fantasioso, nos passa uma mensagem super incrível, te leva fácil no enredo da trama e faz nosso olho brilhar.

Amei ler e super recomendo.


Título: A Busca Sofrida de Martha Perdida
Autora: Coroline Wallace
Editora: Fábrica 231
Nº de Páginas: 304
Sinopse: "Liverpool, 1976. Martha tem 16 anos e mora numa estação de trem desde que se entende por gente. Mais especificamente, desde que foi encontrada, ainda bebê, em uma mala na estação Lime Street, ficando sob os "cuidados" da dona da loja de achados e perdidos do local. Proibida de deixar a estação, sob a ameaça de uma maldição, Martha espera diariamente que alguém venha buscá-la. Enquanto isso, passa seus dias atendendo os passageiros que circulam por ali, conhece todos os segredos da estação e acaba se envolvendo em alguns mistérios, entre eles o aparecimento de uma mala que talvez tenha pertencido aos Beatles e que coloca a cidade em polvorosa. Mas o maior mistério começa quando ela passa a receber livros com cartas de uma desconhecido que parece saber tudo sobre sua vida. Martha precisará correr contra o tempo se quiser encontrar respostas e não se perder novamente."
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