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RESENHA O Vespeiro

4 de agosto de 2017


O vespeiro nos trás uma escrita simples e direta, com um toque de fantasia, diria que até seja uma fábula que pode ser lida tanto por adultos quanto por crianças. A sutileza da autora na sua escrita é algo que nos chama a atenção, nos cativa, e pode até emocionar, dependendo da intensidade de quem está lendo.


Nosso protagonista é Steve, que enfrenta uma difícil tarefa de proteger seu irmão que a todo momento ele o chama de bebê. Uma criança que acabou de nascer e tem sua saúde totalmente comprometida.



Após um sonho com uma vespa rainha, Steve começa trazer a fantasia para a realidade, a ponto de não saber quando está sonhando e quando não. As propostas feitas pela vespa colocam nosso protagonista em um beco do qual há muito mistério, perigo, recusa... A difícil decisão que o pobre garoto tem de tomar não é nada fácil. 

A história nos mostra os valores e principalmente a empatia que temos com quem amamos, Steve nos mostra isso muito claramente, ao colocar suas necessidades em segundo plano para poder proteger aquele que precisa mais de atenção além de si próprio. Mistura ficção com realidade, Kenneth Oppel nos faz viajar nessa história gostosa que pode assustar em alguns pontos. 


Com diálogos fáceis, diagramação boa e escrita simples, o livro nos faz viajar de forma rápida no universo de O vespeiro, tornando uma leitura muito fluida que em algumas horas pode ser concluída. Com certeza O vespeiro já entrou para a minha lista de favoritos <3 

Sem deixar de lado as ilustrações maravilhosas feitas por Jon Klassen.



Título: O Vespeiro
Autor (a): Kenneth Oppel
Editora: Galera Record
N° de Páginas: 236
Sinopse: "Algumas crianças veem o verão como um tempo de alegria e brincadeira. Mas para Steve é apenas mais um período de preocupação e ansiedade. Seu irmão recém-nascido está lutando pela vida... E ninguém sabe se ele conseguirá vencer essa batalha. Como seus pais ficarão se o pior acontecer? Além de tudo, ainda há um vespeiro no telhado de sua casa... Ele é alérgico! Quando uma vespa-rainha invade seus sonhos com uma solução para todos os problemas, Steve acha que tudo se resolverá, ele só precisa dizer sim. Mas sim é uma palavra muito poderosa... Será possível voltar atrás?"

RESENHA Uma Pequena Mentira

3 de agosto de 2017


Eu amo essa coleção <3 produzida pela Fábrica 231, selo da Editora Rocco são histórias com finais felizes e as vezes é só disso que precisamos, não é? Pois bem, para quem já acompanhou a história de Kacey, a irmã mais velha e brigona, aqui temos o oposto. O livro não se trata de uma sequência, pode ser lido separadamente sem problemas e ao menos pra mim, isso é um ponto positivo.

Livie passou grande parte de sua vida cuidando de sua irmã mais velha que sempre esteve envolvida em problemas, mas as coisas mudaram, agora ela finalmente irá viver sua vida, chegou o tão esperado momento de ir para a universidade, e bater suas asas delicadas de maneira autônoma, tudo segue exatamente como ela sonhou, até que em sua primeira festa, onde ela também tem o seu primeiro porre, e conhece Ashton, o capitão do time de remo que rouba um beijo seu com todo o seu jeito arrogante.

Obviamente ela fica envolvida, afinal o cara é lindo, sedutor, e não dá pra resistir, só há um problema, ele é comprometido, isso anula qualquer chance de romance, certo? Errado, Ash segue com suas investidas em Livie, talvez por achar graça em sua timidez, inicialmente, mas depois a coisa fica séria. O relacionamento de Ash é estranho, não parece existir amor em seu namoro, a garota mora longe, eles se veem com uma irregularidade estranha e é como se fosse um namoro forçado por alguém, e se você pensar bem, é sim. Nesse ponto sou totalmente contra qualquer envolvimento de Livie com Ash, e ele é bastante respeitoso, enquanto está namorando não força nada, apenas acompanha ela nas aulas, nas visitas ao hospital, ajuda-a com uma coisa ou outra, sempre por perto para mostrar o seu interesse. E aí você nota a sua doçura, ele é um cara introspectivo que não passa muitas informações sobre sua vida mas que você nota que algo não está certo, mas em momento algum ele deixa de priorizar Livie ou o seu bem estar, é lindo, é como todo relacionamento deve ser.

Liv segue fazendo consultas esporádicas por telefone com o médico de sua irmã, um psiquiatra/psicólogo/ amigo descolado que sempre tem as palavras certas e a guia pelo melhor caminho. Tudo é amor, mas antes de qualquer coisa é companheirismo, lealdade, respeito.

O caminho traçado pela autora é incrível, Liv precisa se livrar de seus demônios, descobrir o que realmente quer de sua vida, Ash precisa de ajuda mas imagina que está sozinho.

Uma história sobre relacionamentos abusivos, amor e lealdade, companheirismo e uma dose maravilhosa de bom humor.



Titulo: Uma Pequena Mentira
Autora: K. A. Tucker
Editora: Fábrica231 (Editora Rocco)
Nº de Páginas: 352
Sinopse: "Livie, a mais centrada das irmãs Cleary, segurou as pontas após a morte dos pais num acidente em que Kacey, a mais velha, foi a única sobrevivente, e cuidou da irmã quando ela caiu em depressão. Aos poucos, Kacey superou seus traumas e encontrou a felicidade, enquanto Livie se dedicava aos estudos. Agora, no segundo do livro da série de sucesso Ten Tiny Breaths, K. A. Tucker joga o foco de sua envolvente narrativa sobre a caçula. Livie acaba de ingressar na tradicional Universidade de Princeton e está pronta para viver as emoções típicas de uma caloura, o que inclui frequentar as festas no campus, fazer novos amigos e encontrar um namorado bacana com quem possa tecer planos para o futuro. Ela só não esperava se envolver justamente com um cara como Ashton Henley, o capitão do time de remo com fama de garanhão. Com medo de ser apenas mais uma na lista de conquistas de Ashton, Livie tenta agir com a razão, como sempre fez. Mas até que ponto vale a pena dominar seus sentimentos por medo de se machucar? Uma pequena mentira é mais um livro da coleção"

RESENHA À Primeira Vista

31 de julho de 2017


Quando solicitei esse livro estava um tanto quanto incerta sobre o que essa história me reservava, quem lê seu título tem quase a absoluta certeza de que se trata de uma história de amor e tamanha foi a minha felicidade em saber que era exatamente o contrário! Aqui o que fala mais alto é a amizade, essa conexão única que acontece quando encontramos um melhor amigo e sabemos que isso irá durar para sempre.

Mark é um cara tímido, reservado e extremamente apaixonado por seu melhor amigo, Ryan, e ele até tem seus motivos pra nutrir esses sentimentos, eles ficam espontaneamente, estão sempre juntos, as vezes Mark sente que a qualquer momento Ryan vai notar que o ama e enfim eles vão ficar juntos, mas isso tem demorado tanto que não parece que vai acontecer um dia. Até que na semana do Orgulho Gay ambos resolvem ir para uma boate comemorar essa data e tudo começa a desandar. Ryan fica com um cara na frente de Mark, enquanto o mesmo está em cima de um balcão de bar, perfomando! Como se não fosse suficiente, tudo para de acontecer exatamente quando ele encontra sua colega de turma Kate, que está na mesma boate e imaginava que ele fosse o garoto mais tímido do universo! Mas o que Kate faz ali? Ela está fugindo, essa é sua especialidade, apesar de sua habilidade incrível com arte, todo o seu talento não vale de nada quando o que ela mais faz é fugir, de suas obrigações sobre pensar para qual faculdade ir, encontrar seu amor platônico que chegou de uma temporada com o circo (sério), e exatamente isso o que Kate está fazendo na boate, ela fugiu do encontro com seu grande amor Violet, por medo, receio, ausência de coragem, chame do que quiser, Kate não está dando conta.

Mark com o coração partido, Kate se sentindo insuficiente, os dois se agarram um ao outro por conta de pessoas que interferem em sua vida de maneira boa ou não e aí nasce uma bela amizade, com duas missões, fazer Mark ficar de vez ou desencanar de seu amigo, dar a devida coragem para Kate, afinal o seu amor está ali, porque ela está fugindo?

Feito um mapeamento maior sobre a história, preciso contar minhas impressões que foram as melhores possíveis, me vi em Kate! Essa necessidade do mundo em nos cobrar respostas imediatas acaba nos deixando ansiosos, essa cobrança exacerbada suga toda a nossa energia, nosso talento não deve ser uma obrigação, nunca! Ela foge de seu amor por medo de não ser boa, por medo que Violet não fosse o que ela esperava, é como se ela antecedesse todo o sofrimento que é hipotético, Kate, eu te entendo totalmente. Já Mark... Ele é exatamente o tipo de garoto que eu gostaria de segurar seus bracinhos, olhar em seus olhos e gritar para que parasse de ser bobo, seu amigo coloca-o em uma situação de friendzone tão grande que você fica abismado em como o amor nos coloca em situações complicadas, ele fica nessa amizade, mesmo machucado, porque espera que um dia seu melhor amigo note que também o ama!

As coisas melhoram quando Mark ganha o cartão de um fotógrafo e ele e Kate resolvem ir até a festa que ele está dando, no dia seguinte os dois viram notícia, ela se torna uma artista conceituada e ganha uma exposição de arte só sua, Mark se torna o gato da vez, eles enfim ganham a notoriedade necessária para darem a guinada em suas vidas, é como se esse fotógrafo agisse como uma fada madrinha moderna.

É muito bacana acompanhar o resultado após esse sucesso, como eles combinam tão bem e como o amor consegue destoar tanto em uma única história, outra coisa que me chamou a atenção é que essa história tem total visibilidade ao público LGBT, Mark e seu amigo são gays, Kate e sua galera são lésbicas e isso é tratado com uma naturalidade tão magnifica que beira ao esplêndido! Esse não é o ponto alto da história, nunca foi, obvio que a representatividade está ali por um motivo, mas tratam isso exatamente da maneira que deveria ser na vida real, são só pessoas exercendo o seu direito de amar.

Essa foi uma leitura gratificante, recheada de boas risadas e noites agitadas. Um livro que nasceu de uma troca de e-mails entre os autores foi capaz de ganhar o meu coração. 

“- Tá, tudo bem. Agora, vamos para a pergunta real: você já quis tanto uma coisa que isso meio que toma toda a sua vida? Tipo, você continua fazendo tudo que tem de fazer, mas só está seguindo o fluxo, porque está totalmente consumido pela coisa?”
Titulo: À Primeira Vista
Autores: David Levithan e Nina Lacour
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 294
Sinopse: "Esqueça amor “à primeira vista”. Esta é uma história de amizade “à primeira vista”... ou quase. Mark e Kate são da mesma turma de cálculo, mas nunca trocaram uma única palavra. Fora da escola, seus caminhos nunca se cruzaram... Até uma noite, em meio à semana do orgulho gay de São Francisco. Mark, apaixonado pelo melhor amigo — que pode ou não se sentir do mesmo jeito —, aceita o desafio que mudará sua vida. E sobe no balcão do bar em um concurso de dança um pouco diferente... Na plateia, Kate, fugindo da garota que ela ama a distância por meses e confusa por não se sentir mais em sintonia com as próprias amigas, se encanta pela coragem e entrega do rapaz. E decide: eles vão ser amigos. Em meio a festas exclusivas, fotógrafos famosos, exposições em galerias hypadas, essa ligação se torna cada vez mais forte. E Mark e Kate logo descobrem que, em muito pouco tempo, conhecem um ao outro melhor que qualquer pessoa. Uma história comovente sobre navegar as alegrias e tristezas do primeiro amor... uma verdade de cada vez."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.
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