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RESENHA Comportamento Altamente Ilógico

30 de agosto de 2017


Lá vamos nós para mais uma resenha de livro sobre transtornos, eu sinceramente não entendo porque me encanto tanto por esse assunto, mas ao meu ver, quando o tema é tratado, sempre é para tocar o seu coração, e como não amar uma leitura que te toca profundamente? 

Solomon passou por um trauma muito sério tem algum tempo, ele surtou em seu colégio e depois disso ele nunca mais retornou para a escola, e por ele tudo bem, afinal tem agorafobia (Medo de lugares e situações que possam causar pânico, impotência ou constrangimento.). 




Tudo sempre esteve sob controle, Solomon tem uma baita sorte, pais muito compreensivos e que lhe dão o maior apoio possível. Ele segue estudando em casa e não precisa de mais nada, tudo o que é necessário há em seu lar, para Sol, tudo bem viver assim para sempre, é confortável, seguro e o livra de seus horríveis ataques de pânico. Acontece que nem todo mundo concorda com isso, Lisa viu o surto de Sol no colégio e nunca esqueceu, agora ela precisa dele para entrar na faculdade. Para conseguir a bolsa ela precisa fazer uma redação voltada para relatos psicológicos/psiquiátricos, e quem seria melhor do que Solomon? Lisa vai chegando aos poucos, primeiro finge que precisa de uma dentista (a mãe dele é dentista), depois pede para ela que mande uma carta para Sol, e ela aos poucos vai se aproximando e quando percebemos ela já é quase um membro da família, fazendo visitas diárias e capaz de salvar o dia do garoto. Lisa namora, um cara muito fofo e de mente aberta, apaixonante, e é claro que Sol iria se apaixonar pelo namorado de uma nova amiga. Você consegue imaginar o quão confuso isso tudo é para um garoto que sofre constantes ataques de pânico? 

É tudo muito confuso, tudo dói, após o surto, Sol procurou manter uma vida tranquila e conseguiu até agora, mas as coisas mudaram, Lisa é sua amiga, e tem esse cara, ele nunca contou para ninguém que é gay... O que era pra ser algo simples, em sua cabecinha se torna uma verdadeira batalha.

Para ser sincera, eu não saberia qual nota dar ao livro, as descrições sobre os ataques de Sol, o que ele passa e como passa é tudo tão real, tão perfeito! Em alguns momentos precisei parar a leitura porque senti uma necessidade enorme de respirar, abraçar o garoto, tudo foi muito bem descrito e claro que é um ponto positivo. Acontece que o fato de Lisa não contar quais as reais intenções dela e dessa amizade me deixou chateada desde o começo, a história poderia ser sobre Clarck, o namorado de Lisa e Sol, a amizade deles, a aproximação é fantástica, e Clarck é o amigo perfeito, sempre. Sem contar que tudo acontece de forma tão abrupta, o garoto fica bem tão rapidamente que a profundidade de seu problema, anteriormente relatada, de uma hora para a outra parece não mais existir. Sintetizando a minha opinião, foi bom, tinha todo o potencial para ser um livro ótimo, mas só foi bom. Questões sexuais, psicológicas, a importância do apoio familiar e acima de tudo, como recomeçar, um passo de cada vez, literalmente. 

PS: A vó de Solomon é a personagem mais fofa do mundo!





Título: Comportamento Altamente Ilógico
Autor: John Corey Whaley
Editora: Rocco
Nº de Páginas: 256
Sinopse: "Um garoto de 16 anos tímido e retraído que sofre de agorafobia (transtorno de ansiedade que leva a pessoa a evitar locais que não considera seguros); uma menina ambiciosa e realista que sonha em entrar para a faculdade de psicologia. Determinada a provar que merece ser aceita no segundo melhor curso do país, Lisa se aproxima de Solomon para ajudá-lo a superar suas dificuldades, trazendo também seu encantador namorado, Clark, para próximo de sua “cobaia”. Logo, os três formam laços inesperados de amizade. À medida que se conhecem melhor, porém, os planos de Lisa começam a sair de controle, e cada um deles é obrigado a rever suas certezas e encarar seus medos. Será que Sol, Lisa e Clark conseguirão encontrar novos arranjos em suas vidas, servindo de apoio um ao outro na difícil tarefa de encarar a vida adulta que se aproxima?"

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Victoria e o Patife

27 de agosto de 2017



Confesso que tenho certa dificuldade com romances de época, a ideia de mulheres submissas, reservadas apenas para casar e afazeres do lar me deixa agoniada, claro que é só uma história, mas eu acabo revirando mais os olhos do que gostaria e quando vejo já abandonei a história. Eis que Meg Cabot, a rainha das histórias de princesa resolveu atacar em um romance histórico, aproveitei a oportunidade para tentar se aprofundar um pouquinho mais no gênero e tirar as primeiras más impressões, me decepcionei? Definitivamente não! Meg segue sendo uma autora incrível, capaz de mudar o conceito do leitor sobre qualquer coisa que até então ele não simpatizava.

Victoria sempre morou com os tios, três homens sem qualquer educação em um país onde as coisas também são complicadas, ela é enviada da Índia para Londres com um objetivo bastante forte, encontrar um marido, e logo! Mas por que ela precisa de um marido? Victoria é rica, herdou dinheiro o suficiente para viver tranquilamente o resto de sua vida. Durante a viagem de navio ela encontra um homem educado e que não mede esforços para encantá-la, Hugo, logo você cria antipatia pelo cara, ele parece ser dono de si e todo escorregadio com outras questões, a desconfiança é imediata. Vic é pedida em casamento antes mesmo de chegar até Londres e obviamente aceita, por mais que o maravilhoso Capitão Jacob a alerte sobre quão ruim Hugo pode ser, ela nem sequer dá ouvidos, Jacob é lindo, mas também é mal-educado, usa o colarinho da camisa baixo demais, insulta Vic e parece estar sempre por perto para irritá-la.

Pois bem, ao chegar em Londres Vic pensou ter se livrado do Capitão quando tem uma bela surpresa... Ele é amigo íntimo de seus tios, está sempre por perto, pronto para irritá-la ou chamá-la de abelhuda, você acha que ele se esqueceu? Não, todo o tempo que tem por perto de Victoria ele tenta convencê-la sobre o caráter de Hugo, é uma questão pessoal e quase sempre termina em briga.




Agora vamos para as minhas impressões:

Eu demorei um tempão para fazer a leitura dessa obra por puro preconceito, não queria ler um romance de época porque estava certa de que iria me irritar com o comportamento dos personagens, me enganei! Vic é uma mulher forte, determinada, não precisa de homem para nada, nem mesmo para ser salva de um assalto, ela também é um pouco controladora, quer educar a todos, desde seus primos até empregados, e tem um comportamento... Quase que maternal. Ela acredita que tudo bem se casar com um homem sem dinheiro, seu papel nesse casamento seria ajudá-lo a se reerguer, por mais que ele seja um homem acomodado e aproveitador... Isso me irritou um pouco, ela é tão dona de si em certas questões e tão submissa quando o assunto é matrimônio. Você não precisa se casar com alguém da mesma condição social que você, obviamente não! Mas quem em sã consciência se casaria com um homem que mostra querer se casar APENAS pelo dinheiro?

Já Jacob... Que homem maravilhoso que não mede esforços para conseguir o que quer, ele é doce mas não do tipo enganador, fala exatamente o que pensa e Vic odeia isso porque quase sempre ele é desagradável com ela, quando os dois se juntam surgem faíscas por todos os lados e eu já ficava pronta para o embate. Os personagens secundários são bastante participativos e muito bem construídos, infelizmente eu acabei deduzindo o que aconteceria quando chegasse ao clímax, mas ainda assim me surpreendi com a reviravolta, Meg sabe ser clichê e surpreendente de uma forma ímpar.

Um livro leve, curtinho e que vai te fazer soltar longas gargalhadas, Meg Cabot tem uma maestria única e que permite ao leitor ser envolto no véu de seu talento. Se você gosta de mulheres fortes e de coração mole, esse livro é para você. Se você gosta de homens obstinados e nada sutis, esse livro é para você, se você gosta de boas histórias, adivinha?


Título: Victoria e o Patife
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 256
Sinopse: "Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?"


*Exemplar cedido em parceria com a editora.
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