RESENHA Bruxa Akata

domingo, 19 de agosto de 2018
Título: Bruxa Akata
Autora: Nnedi Okorafor
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 322
Sinopse: "Sunny tem 12 anos e sempre viveu na fronteira entre dois mundos. Filha de nigerianos, nasceu nos Estados Unidos e é albina. Uma pária, incapaz de passar despercebida. O sol é seu inimigo. Castiga a pele e a expõe aos olhares curiosos. Parece não haver lugar onde ela se encaixe. É sob a lua que a menina se solta, jogando futebol com os irmãos. E então ela descobre algo incrível – na realidade, ela é uma pessoa-leopardo em um mundo de ovelhas. Sunny é alguém com um talento mágico latente, é uma agente livre. Uma pessoa com poderes que nasceu de pais comuns. Logo ela se torna parte de um quarteto de estudantes mágicos, pesquisando o visível e o invisível, aprendendo a alterar a realidade, sendo escolhida por um mentor e conseguindo, enfim, sua faca juju — com a qual é capaz de fazer seus feitiços. Mas isso será suficiente para que encontrem e impeçam um assassino em série que está matando crianças? Um homem perigoso com planos de abrir um portal e invocar o fim do mundo?"
*Exemplar cedido em parceria com a editora

 A Galera Record é o meu selo favorito por muitos motivos, um deles é a maneira como a representatividade é encarada, nada comercial, nada fútil, eles realmente se importam com o impacto das histórias em seus leitores, os enredos sempre fogem do comum e nem por isso deixam de ser assuntos altamente necessários. A cada email informando sobre os lançamentos do mês, eu só sei sorrir, porque essa definitivamente é uma editora que se importa com o que seus leitores vão ler, e sabe da sua importância e influencia no mercado editorial. Preciso dizer que surtei ao saber que lançariam um livro focado em mitologia africana? Apesar de algumas ressalvas, senti vontade de abraçar os personagens dessa história e agradecer por terem me ensinado tanta coisa!



  Aqui vamos conhecer Sunny, que tecnicamente é filha de nigerianos e nasceu nos Estados Unidos, mas por alguns motivos sua família acaba voltando para seu local de origem e a experiência acaba não sendo tão boa para a garota, mas por que? Sunny é uma garota albina em uma região onde o "normal" é ser negro, louco isso né? Eu fiz questão de usar a palavra normal só pra vocês perceberem quanto essas palavrinhas, por menores que sejam, não determinantes em nossa vida. Pois bem, Sunny foge da normalidade de onde mora, não é vista com bons olhos e é claro, vira motivo de piada na escola, ela não é aceita pelos outros alunos, mas tem uma postura bastante pacata e procura não se meter em brigas.
 Em uma dessas situações em que a personagem tenta fugir de briga, ela acaba sendo chamada de "Bruxa Akata" que é a denominação usada de maneira bastante pejorativa para se referir aos negos nascidos no estrangeiro, ainda assim ela conhece Orlu, de certa forma é responsáve por livrá-la da situação e se tornam amigos, para os mais leigos isso é só sorte, para quem sabe do poder de Sunny, isso é o destino traçando seu caminho. Por conta da amizade com Orlu, ela também acaba ficando amiga de Chichi, uma personagem bastante peculiar, e que merece ter sua personalidade explorada. Até aí, imaginei que fosse só uma história sobre amizade e pequenas aventuras. Mal sabia eu que Sunny teria em suas mãos, a responsabilidade de encontrar um psicopata que mata crianças sem dó alguma.
 Confuso né? Nadinha!
 Graças aos seus novos amigos, ela descobre que é uma pessoa-leopardo, isso quer dizer que ela é uma figura mística, bastante singular e que é capaz de circular entre os dois mundos, coisas que poucos fazem. Logo depois, conhecemos também Sasha, uma rapaz que acaba se tornando parte do grupo também, e juntos eles precisam vencer essa batalha, frequentemente crianças vem sendo assassinadas por uma figura que ninguém consegue viver para contar, mas sabe-se que ela atua tanto no mundo real quanto no místico, e Sunny apesar de descobrir seus "poderes" agora, precisa fazer de tudo para vencer o mal juntamente com seus amigos.
 Preciso dizer que fui com muita sede ao pote, e acabei me afogando um pouquinho haha. Li que a autora seria uma espécie de criadora do Harry Potter nigeriano e creio que essa afirmação foi um erro, não porque a obra não é digna, mas acontece que juntamente com essa afirmativa, vem um julgamento de valor enorme, e se a obra não for exatamente como promete, é fadada ao fracasso, o que não é nada justo. Bruxa Akata é uma obra de frutos doces e amargos, cabe a cada um colocar na balança e ver o que mais valeu a pena. Eu me senti bastante perdida inicialmente, principalmente no que diz respeito aos elementos místicos da obra, eu demorei a entender como tudo funcionava, a impressão que tive é que a autora escreveu algo, esperando que seus leitores já soubessem o básico de sua cultura, infelizmente por conta do apagamento histórico, não sabemos quase nada sobre esse povo tão rico, e devido a isso demorei a me localizar. Também me vi bastante cansada por conta das descrições, as vezes são exaustivas e te fazem querer desistir do enredo, mas a autora também me fez sorrir, no caminho do trabalho, na faculdade, em tantos lugares que perdi a conta! Quantos livros sobre a mitologia africana você conhece? Quantos livros você leu, te apresentaram uma cultura tão rica a ponto de você querer se mudar para determinado local, só para explorar mais a fundo tudo o que o livro tratava? Quantos livros tem como protagonista uma personagem albina? E que ao seu modo, coloca em pauta a questão racial? Quantos livros colocam a amizade como um elo tão forte, que nem um mundo místico é capaz de destruir? São muitas perguntas, e a única resposta é: Bruxa Akata.
 Apesar das ressalvas, apesar de um pontinho negativo ou outro, esse livro me fez suspirar por inúmeras questões, seja do enredo ou da criação, é uma obra muito promissora, escrita por uma mulher negra, que vem conquistando cada vez mais sucesso. 

 PS: A autora foi convidada para fazer parte das gravações de Pantera negra para dar uns pitacos sinceros sobre a cultura africana, como não amar?

As pessoas se concentram demais em dinheiro. O dinheiro deve ser uma ferramenta, e não um prêmio.

30 comentários:

Karini Couto disse...

Ai! Estou louca para ler esse livro. Esta nos meus desejados.
Quero muito.
Adorei sua resenha que me deixou ainda mais curiosa.

Beijos.

www.alempaginas.com

Aninha Goulart disse...

Oiiiu,

Ainda não tinha visto essa obra, e achei bem interessante o contexto rico e os elementos místicos de outra cultura, mas acho que as descrições longas me fariam acabar abandonando a obra, mas para quem persiste parece ser uma leitura ótima e com uma cultura riquíssima! Vou pesquisar um pouco mais sobre e ver se eu vou conseguir seguir com a leitura.

Beijinhos...
http://www.paraisoliterario.com

Garotas Devorando Livros disse...

Olá!

Vi essa capa em algum lugar, mas sinceramente nem me passou pela cabeça ler a sinopse ou algo sobre o título até me deparar com sua resenha. Gostei muito de saber que a história é boa, mesmo que a meu ver descrição exagerada faz a história perder o ritimo e as vezes o encanto, mas ainda consigo enxergar a necessidade de toda a descrição por ser uma cultura até então inexplorada. Enfim, também amo a Galera Record e vou colocar esse título na minha lista confiando na sua opinião, espero me envolver e curtir bastante.

Beijos

Clayci disse...

Dayahara sua linda, tudo bem?
Eu estou doida para ler esse livro. Acompanhei o lançamento, já vi várias fotos e apesar de só ter lido a sinopse (o que foi o suficiente para despertar o meu interesse) não tinha lido nenhuma resenha. A sua é a primeira e agora sei que devo ler mesmo.. e logo <3
AMEI demais sua crítica

Sai da Minha Lente

Clayci disse...

Ahhh coloquei seu nome errado no meu comentário e não consigo editar =/

Aline M. Oliveira disse...

Oi Day!! Aaahhhhh que tudo esse livro!! Concordo em cada palavra que você disse sobre essa representatividade da cultura africana que não existe, em lugar nenhum. Foi mesmo apagada! Eu lembro que li um livro há muitos anos, tinha uma mulher negra enrolada numa cobra, e se passava numa tribo africana onde as mulheres eram as líderes, e esse livro me marcou tanto que lembro até hoje, mesmo que tenha esquecido o nome.. Adorei a premissa da personagem ter magia, e de como ela vai descobrir suas habilidades e ainda capturar esse assassino. Adorei de verdade!

Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com

Leitura Enigmática disse...

Eu quero ler esse livro, fiquei encantado com esse post e anotei aqui o nome da obra que deve possuir um enredo intenso e bem enigmático.

Viviane Dutra disse...

Oi Day, inicialmente o título passa a ideia de algo sobrenatural com bruxas... Eu adoro conhecer mitologia e nunca li nada sobre a africana, gostei bastante que a história evolui para a descoberta de crimes, mas mantendo o misticismo. Achei o livro bem interessante, adorei tua resenha, não conhecia a autora ou mesmo o livro. Dica anotada!
Bjos
Vivi
http://duaslivreiras.blogspot.com/

Nina Spim disse...

Oi, tudo bem? Não tava sabendo desse livro, apesar de receber as letters da Record. Eu fiquei animada com a sua resenha por você enfatizar sobre a representatividade <3 Sério, obrigada e parabéns! Eu leio poucos livros sobre a cultura negra, o último foi O ódio que você semeia, mas quero muito continuar lendo sobre. Eu fiquei meio confusa, porque me parece uma história sem fantasia, mas aí aparece uma fantasia. Eu não gosto dessas associações a outras séries, porque acho que deslegitimiza o autor, parece que ele só foi publicado porque sua história é uma reciclagem de outra já existente. Não fiquei com curiosidade pela história em si, mas gostaria de conhecer pela cultura. O último livro que representou uma cultura de forma tão rica, pra mim, foi Hibisco roxo, da Chimamanda. É sensacional (fica a dica haha). Adorei demais a sua resenha!

Love, Nina.
www.ninaeuma.blogspot.com

Kamilla Evely disse...

Olá!
Eu não conhecia a obra, mas tem uma premissa bem singular. Nunca vi nada igual, o que de fato torna chato essas comparações. Apesar de ser diferente, não senti muita vontade de ler. Realmente são poucos livros sobre a cultura africana, mas poxa até pra falar sobre essa cultura, mesmo sendo albina, colocam protagonista branca... fiquei um pouco incomodada. Além disso, eu estou numa vibe que precisa de livros rápidos... essas partes cansativas, que torna a leitura bem exaustiva e um pouco chata não é muito a minha praia. Creio que a obra tinha tudo pra ser incrível, mas a autora aparentemente pecou em alguns aspectos.
Beijos

Grazi Moraes disse...

Oie amore,

Que capa diferente!
Não conhecia o livro, até gostei do que vi por aqui, mesmo com suas ressalvas.
Dica anotada por aqui
!

Beijokas!
www.facesdeumacapa.com.br

Anelise Besson disse...

Oi!

Eu não sabia desse livro, mas o que me chamou a atenção foi justamente a representatividade. É uma pena que não tenha - necessariamente - cumprido com o marketing que fizeram, mas me parece ser realmente uma obra legal, apresentando mais a nigéria e tudo mais. Adorei a dica!

beijos :)

Maria Luíza Lelis disse...

Oi, tudo bem?
Primeiro, eu preciso dizer que concordo com tudo que você falou sobre a Galera Record. É uma editora que realmente se preocupa com seus leitores e amo a representatividade das suas obras, que acontece de maneira natural, sem ser forçada ou puramente comercial.
Com relação ao livro, eu estou com ele em casa e muito ansiosa para ler. Essa comparação que fizeram com Harry Potter me preocupou, pois sempre pode gerar expectativas erradas né? Mas, mesmo com as ressalvas que você apontou, estou bastante animada para ler, especialmente pela chance de conhecer uma mitologia que parece ser muito rica e com a qual quase não temos contato.
Adorei sua resenha e espero ler este livro em breve.
Beijos!

Rafaella Viegas disse...

Oii tudo bem??

Esse livro está na minha lista de desejados, preciso ler.
Adoro essa pegada de culturas diferentes da editora, mas nao achei que esse livro tivesse tantas ramificações no enredo.
Adorei sua resenha.
Bjus Rafa

Beatriz Andrade disse...

Eu estou muito curiosa com esse livro, achei a premissa dele muito instigante e diferente. Adorei poder ler a sua opinião sobre a obra e fiquei com mais vontade ainda de ler. Acho a capa dele maravilhosa.

Carolina Trigo disse...

Oi!
Eu vi alguma coisa sobre esse livro em algum lugar que não me lembro mais, rsrs. Já gosto de fantasia, mas achei essa extremamente diferente e por causa disso, fiquei bem curiosa para ler. Essa questão dela ser albina e da autora tratar do problema social/racial é interessantíssimo!
Já coloquei na minha lista e com certeza vou tentar ler!
Bjss

http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/

Cabine de Leitura disse...

Nunca tinha me atentado para essa representatividade nos livros da editora, mas agora que comentou vejo que é verdade. Nunca li nada da mitologia africana, uma vez que os destaques são para nórdica. Ainda que tenha ficado perdida no começo e o excesso de descrição eu acho que é uma leitura válida, então anoto a dica.

Abraços.
https://cabinedeleitura0.blogspot.com/

Vitória Doretto disse...

Oi, Dayhara!
Menina, que capa linda! ~e impactante. Quando você falou que a personagem era uma pessoa-leopardo, na hora lembrei de pantera negra (e nem imaginava que você mencionaria isso depois haha), mas falando sério, pela sua resenha deu para perceber que o livro é muito bom, ainda que tenha suas ressalvas (como, afinal, toda narrativa tem). Foge um pouco do que a gente está acostumado né, porque realmente, a gente fica fechadinho num número restrito de culturas e tem tanta, mas tanta riqueza cultural espalhada pelo mundo! Essa é uma das coisas que tem me agradado muito na galera record (e em algumas outras editoras também), aos poucos e com os títulos certos eles vão abrindo o caminho pra gente expandir nosso horizonte.
Beijos!

Book Obsession disse...

Olá!
Ahh eu adoro suas dicas, ultimamente não tenho lido muito o selo da Record e isso me deixa chateada pois gosto bastante deles. É legal quando nos identificamos com as propostas que vão sendo lançadas ao longo dos meses, sempre surto com alguns lançamentos.
Legal que essa história lhe cativou e trouxe tantos elementos representativos, sinto falta disse em algumas tramas, aprender mais sobre essa diversidade cultural e mitológica entre os povos.
Espero conhecer em algum momento.
Beijos!

Camila de Moraes

Ana Caroline Santos disse...

Olá, tudo bem? Desde que soube da existência desse livro, queria que ele viesse para o BR. Dito e feito, quando as resenhas pipocaram fiquei animada e ao mesmo tempo triste. De fato acho que a leitura vale por si só pelo tema, pela cultura que traz, por ser uma chama diferencial no meio do mercado. Mas realmente também ouço bastante comentários que é raso, que é mal trabalhado que tem ressalvas. É um livro que quero ler para tirar minhas próprias opiniões, mas não irei esperando grandes coisas.
Adorei a resenha!
Beijos,
http://diariasleituras.blogspot.com.br

Tania Bueno disse...

Reconhecimento é muito ou tudo na vida, parabéns pelas palavras à Record, tem editoras que realmente fazem a diferença. Amei saber da existência desse livro através da sua resenha. Achei complicado essa coisa de a autora escrever algo considerando que seus leitores saberiam o básico, isso talvez seja possível para os leitores africanos, mas para os leitores pelo mundo não.

Bjo
Tânia Bueno

Tamires Marins disse...

Oi, Day

Ao contrário de você, não curto muito o catálogo da Galera, tanto que nem nem inscrevo para as seleções de parceria. Não me identifico mais com literatura juvenil, mas vez ou outra alguns me chamam a atenção e eu acabo comprando. É o caso desse, que não comprei ainda, mas o farei.
Acho a proposta incrível, super diferentona.
Realmente é uma culta muito rica e infelizmente inexplorada na literatura, na verdade pode até existir mais livros, mas não chega por aqui...
Fico contente pelo fato de você ter curtido mesmo com algumas ressalvas aqui e ali, e definitivamente quero ler.

Beijocas

Livros & Tal disse...

Oie!!
Assim como você adoro o catalogo da Galera Record! Adorei saber sobre esse lançamento e sim, soube da historia do Harry Potter africano e por ser fã da saga original isso me empolgou muito, entretanto, a sua resenha me deu um banho de agua fria hahaha. Tenho um certo problema com livros detalhistas demais sabe :/

beijos

Tay Meneses disse...

Apesar de você ter apresentado a obra como cansativa em alguns pontos, uma característica que naturalmente me faz correr de qualquer obra, ainda assim fiquei muito interessada pela leitura. Realmente é muito raro se ler livros que englobam a cultura africana; ainda bem que não sofro desse mal, há escritores magníficos de países africanos que tem a língua portuguesa como uma de suas línguas oficiais que adoro. Sabe, fiquei querendo demais ler esse livro. Adoro leituras que fogem dos padrões que sempre vemos por aí. Bexus @prefirolercomcalma

Gabriela Rosa disse...

Heeeeey ...

Nunca vi nada parecido na literatura, acho interessante diversificar as culturas nos livros.
Li o nome e lembrei de pantera negra, tem alguma relação?
Triste a comparação com HP se não tem nada parecido né?
Fiquei intrigada com a leitura.

Vou colocar na minha lista.

Ivi Campos disse...

Que pena que a expectativa estava alta e não se confirmou. Achei engraçado falarem que era Harry Potter nigeriano e esse tipo de comparação sempre é exagerada, não é mesmo?
Enfim, essa dica vou deixar passar.
beijos

Instantes Memoráveis disse...

Olá, tudo bom?

Diferentemente de você, eu gostei bastante desse livro, é uma pena que o mesmo não ocorreu contigo. Eu fui sem expectativas nenhuma, já que fiquei com receio de não gostar (ainda mais que é comparado com Harry Potter). Porém, depois de ler, entendi o que querem dizer com essa comparação: é o tipo de história que usa a jornada do herói e com uma protagonista que sofreu na infância, inclusive com a sua família, para descobrir que tem poderes; tem amigos para auxiliá-la, usa um objeto para conjurar magia (a faca, no caso); tem amigos ao seu lado para ajudá-la e é lhe dada a responsabilidade de "salvar o mundo". Mas acredito que as comparações acabem aí e, depois, ela consegue usar a mitologia para criar a sua própria história.
E foi o primeiro livro que eu li que se passa na África e use elementos de lá, por isso gostei bastante e fiquei curiosa para ler outros do tipo. Espero que você dê mais uma chance a esse tipo de história e se encante.
Achei muito legal ela ter sido convidada para ajudar em Pantera Negra. Nada mal, né?

Enfim, gostei bastante da resenha sincera :)
Abraços.

Mari disse...

Nunca li nenhum livro com uma protagonista albina nem um que tenha tanta influência da cultura africana, acho que seria legal para conhecer e ter uma experiência de leitura diferente por conta disso.
Beijos
Mari
Pequenos Retalhos

Milena Nones disse...

Oi!
Não conhecia essa obra ainda e achei a premissa bem diferente de tudo que já li. Apesar das ressalvas, acho que daria uma chance à leitura.
Beijos!

Delmara Silva disse...

Olá,
eu gostei bastante de fazer essa leitura, como você pontuou é uma obra bem rica em vários sentidos. No começo penei um pouco mas única e exclusivamente porque não tenho muito costume em ler livros protagonizados por crianças, mas conforme fui me afeiçoando consegui perceber o quanto alguns eram extremamente maduros para a idade. Minha única decepção foi com o desfecho, que a meu ver foi deveras simplista, a autora criou tanta expectativa para a batalha final e quando enfim chegou a hora, foi muito fácil, sei lá.

Abraços!
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