RESENHA O conto de Y

quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Título: O conto de Y
Autor: Piaza Merighi
Editora: Drago Editorial
Nº de Páginas: 193
Sinopse: "Uma terra de monstros e magia, onde criaturas vagam atacando inocentes e feiticeiros lidam com forças capazes de corromper o mais íntegro dos homens. Um reino onde algumas pessoas aproveitam seus dons de força ou da mente para se tornar aventureiros e combater tais males em troca de pagamento ou pelo simples desejo de fazer o bem. Nesse cenário, Y, um aventureiro viajante, aceita uma missão supostamente simples para resgatar a filha de um líder local, mas se vê envolvido nos planos da Làithean, um grupo de druidas e magos que não hesita em assassinar cidades inteiras para atingir seu objetivo: vingar a derrota dos elfos em uma guerra ocorrida séculos atrás e garantir que a natureza se sobreponha aos humanos e demais raças"
*Exemplar cedido em parceria com o autor.





 O autor Piaza entrou em contato com o blog para disponibilizar um exemplar de seu livro para resenha e sem expectativa alguma iniciei a leitura, mas olha...Vou falar uma coisa paras vocês, eu nunca vi um personagem tão sem sorte como Y, tudo de ruim que podia acontecer com ele, acontece e parece que cada vez que ele tenta arrumar as coisas só piora tudo, chega até a ser cômico.
 Y é uma especie de caçador de recompensas e estava fazendo um trabalho quando a primeira coisa de errado acontece. O trabalho em questão era simples, ele só tinha que chegar lá e pegar uns ossos, o que podia dar errado, não é mesmo? Mas com Y tudo é possível, ele não consegue pegar os ossos, sai machucado da luta contra um vampiro, que o contratante esqueceu de mencionar, e sem dinheiro.



 Após o infeliz acontecimento Y vai para Ubert, um vilarejo próximo na esperança de encontrar alguém para o curar. Chegando lá o vilarejo está um alvoroço e Y, que não é bobo nem nada, vai ver o que está acontecendo na esperança de conseguir algum dinheiro. Ao chegar na confusão descobre que a filha do líder local, Markus, havia sumido e ele estava desesperado. Y promete encontrar a filha dele se Markus prometer o curar e dar algum dinheiro pelo resgate. E é aqui, meus queridos, que tudo piora de verdade.
 Após ser curado e com todas as informações que conseguiu, Y vai sozinho atrás da garota. Nessa procura ele descobre algo muito inusitado: a filha do líder, Echelly, não é a garotinha meiga e doce que o pai disse, na verdade ela é uma necromante que estava criando zumbis. Na tentativa de salvar Echelly, que não precisava ser salva, Y é atacado pelos zumbis que ela criou, no entanto um desses zumbis era diferente, Marbh é um zumbi que pensava, muito raro por sinal, e queria ajudar Y, mesmo com algum esforço Y aceita a ajuda dele e eles continuam a viagem juntos.
 O nosso protagonista volta a casa de Markus e encontra uma cena muito estranha: Echelly estava em casa, toda arrumadinha, quando Markus vê Y fica louco pois a garota havia dito que ele tentou sequestra-la para conseguir dinheiro do pai. Desse modo Y e Marbh fogem do vilarejo. Você achou que o azar ia acabar por aqui? Claro que não, bobinhos...
 Depois de fugir do vilarejo, todos os habitantes são mortos e a culpa das mortes é colocada em Y, ele fica sem saber o que fazer, afinal, sabemos bem quem matou todos os habitantes do lugar para transformá-los em zumbis, com isso, Y foge para Garaidh e lá encontraram um aventureiro sagrado chamado Khast que prometeu ajudar a limpar seu nome velando-o para a Ordem das Asa Radiantes, um grupo de renomado de clérigos e cavaleiros sagrados que atuava como uma força de segurança extra-reinos, que de certo modo, parece ser a única salvação do nosso mocinho no momento. 
 No decorrer da narrativa Y encontra outros seres que o ajudarão, tanto a limpar seu nome, quanto a lutar contra os necromantes que querem acabar com todas as vilas usando o nome de Y para colocar a culpa e despistar seus rastros de dominação e magia.
Essas não são as únicas frias que o protagonista se mete, é aquele famoso ditado: hora errada e lugar errado. Apesar de O conto de Y não ser meu tipo de livro favorito eu gostei muito do enredo e é uma história gostosinha, me lembra muito RPG, os personagens foram muito bem elaborados, Y muitas vezes parece real demais, e o modo como ele não desiste de tudo isso, chega a ser otimista, tudo segue dando errado, e ainda assim ele tira forças para seguir em frente em busca de uma saída. Para além disso, o autor é brasileiro. É sempre bom incentivarmos a literatura nacional. Fica aí a dica de leitura pra você que busca uma história incomum, com um fluxo intenso de acontecimentos e com um personagem tão azarado que chega a ser cômico.

"Às vezes as melhores escolhas não são seguras."



6 comentários:

Vitória Doretto disse...

Nossa, que enredo cheio de coisas! haha Esse personagem parece fadado a encontrar mil e uma coisas em seu caminho para complicar sua vida. Achei o enredo arrojado e a mistura de seres e situações (ir pegar ossos, encontrar um vampiro, salvar uma necromante, receber ajuda de um zumbi) perece bem coisa de RPG mesmo e é bem interessante né. Não conhecia o autor, mas já anotei aqui pra dar uma olhada mais de perto em seu trabalho e obra. Beijos!

Beatriz Andrade disse...

Oi, Dayhara, tudo bem?
Que dica ótima, menina, adorei!
Eu não conhecia o livro e já pela capa eu me senti atraída por ele, mas lendo a sua resenha a minha curiosidade ficou aguçada. Eu gosto bastante desse tipo de livro e ver um pouco sobre essa trama me agradou e fiquei com vontade de ler, quero acompanhar o que acontece com o Y.

GonçalvesSue disse...

Olá Day,
Estou chocado com essa resenha, coitado do Y só passa por mal bocados. Mas adorei a resenha, parece ser divertida a leitura, e legal que o autor mistura vários seres.. Parabéns.

Bianca Ribeiro disse...

o menino Y só sofre coitado, que personagem sofredor kkkk
Adorei a resenha, ficou linda. A capa do livro maravilhosa, já quero muito conhecer!

Ana Caroline Santos disse...

Olá, tudo bem? HAHAHAHAHAHAHAH adorei resenha. Já quero conferir a história desse personagem tão azarado HAHAHAHAHA Sobre ser história incomum isso me chama atenção, ainda mais por ter te lembrado RPG. Dica anotada <3
Beijos,
http://diariasleituras.blogspot.com.br

Alice Duarte disse...

Oiii Day

Não conehcia esse conto, mas achei a dica bacana pra quem curte esse formato com ares de RPG, já li um livro no estilo e achei bem legal. Vou anotar a recomendação.

Beijos

www.derepentenoultimolivro.com

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