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RESENHA Londres É Nossa!

18 de janeiro de 2018


Nesse momento tô aqui sentandinha em frente ao computador me culpando por não ter resenhado essa belezinha antes, foi um dos primeiros livros que recebi da parceria com Galera Record e foi uma leitura tão importante pra mim! Não só pela representatividade(Uma protagonista negra, obrigada deusa!) mas sim pela história como um todo, a maneira como Sunny inicia esse trajeto de pé na bunda com traição e como ela sai disso... É um manual de superação praticamente.

Sunny é uma garota muito boba quando o assunto é seu namorado, ela está em um piquenique divertido quando recebe a foto de seu namorado beijando outra pessoa, Sunny tem certeza que Mark pode explicar aquela foto, que aquilo não passa de uma situação confusa e mal interpretada, ele nunca trairia ela, afinal eles se amam e ela estava pronta para finalmente ter a sua primeira vez com ele, certo? Errado, Mark traiu Sunny, isso é simples, aceita querida!

Depois de receber essa foto ela decide procurá-lo para tentar entender isso e finalmente terminar, na verdade ela segue bastante confusa, a única coisa que tem certeza é de que precisa encontrar Mark e finalmente decidir o que fazer. E então o cenário de Londres entra em cena.


Durante o piquenique/aniversário em questão, Sunny encontra dois figurões que são super comentados na cidade, são dois jovens franceses que andam de moto estilo vintage e com um sobretudo, super atual esse look, né? Haha, eles decidem dar carona para ela encontrar logo Mark e dar um fim nisso tudo, acontece que encontrar esse cara é quase uma missão impossível.

O livro todo é essa busca incansável pelo namorado/Ex de Sunny, ela procura ele por todo canto e quando está prestes a se encontrarem... Ele some pra outro lugar, chega a dar raiva, durante alguns trechos eu me peguei pensando "termina logo por telefone, esse cara nunca mais vai aparecer" mas aí entendi que o livro era muito mais sobre a descoberta pessoal dela do que sobre o ex namorado.

Sunny é uma protagonista negra, com um cabelo black enorme e foi aí que me identifiquei, durante o livro a autora faz alguns comentários bastante pertinentes a respeito dessa animalização que as pessoas costumam fazer com pessoas negras, primeiro pegam em nossos cabelos, como se fossemos bichos e depois perguntam se podem tocar, isso é tremendamente irritante, sem contar os questionamentos a respeito do racismo velado. O que era pra ser uma obra divertida, leve, uma aventura para encontrar o ex namorado babaca, na verdade se tornou uma leitura cheia de descobertas pessoais. Enquanto mulher negra eu me identifiquei muito com a protagonistas e todas as situações relacionadas a sua cor, ela passa por situações inusitadas e que muitos leitores brancos podem achar que foram coisas simples. Foi uma leitura fortalecedora, sai dela mais consciente e orgulhosa do que sou, e apaixonada por Londres! Todos os cenários foram tão bem escritos que me senti sentadinha na moto dos companheiros de aventura da protagonista! Uma leitura divertida, mas extremamente consciente, minha única ressalva é que o livro é tão curtinho que após a leitura fica aquele gostinho de quero mais! <3
“Então agora eu tenho um grande e belo cabelo afro, e apesar de, às vezes, eu escutar comentários maldosos ou ver olhares de desaprovação de garotas com apliques, e de minhas duas avós me dizerem que meu cabelo passa uma mensagem errada para os outros, azar de quem não gosta. Eu amo o meu cabelo."
Título: Londres É Nossa!
Autora: Sarra Manning
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 266
Sinopse: "Uma divertida e acelerada carta de amor a Londres, a garotos e a alucinantes noites em claro. Sunny sempre foi um pouco ingênua, até meio molenga. Mas quando recebe a foto de seu namorado beijando outra garota em seu celular, ela sabe exatamente o que fazer: encontrá-lo e terminar tudo. Só que... será que Mark não tem uma explicação para isso tudo? Eles estavam indo tão bem... Agora, Sunny precisa achar o rapaz em pleno sábado à noite em uma das cidades mais movimentadas do mundo. O que antes parecia uma tarefa simples virou uma verdadeira corrida maluca por Londres. No caminho, Sunny conhece um condutor de riquixá, grupo de dragqueens, sua banda girl power favorita e, principalmente, os Goddard – os gêmeos (primos) franceses mais misteriosos e descolados de Londres."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA O Problema do Para Sempre

17 de janeiro de 2018


O problema do para sempre surgiu com uma proposta interessante, eu estava com as expectativas lá no alto e me decepcionei um pouquinho, mas a culpa foi toda minha, eu esperava algo que me deixaria de queixo caído, mas no final foi um livro direto, onde o que você lê na sinopse é o que realmente vai acontecer, sem muitas surpresas, só um ou outro acontecimento que pode machucar o seu coraçãozinho (achou que não ia ter bad? Logo eu, o drama em vida haha).

Mallory sempre estudou em casa, ela teve uma infância horrível passando de um lar adotivo pra outro, sempre sofrendo maus tratos, seu único defensor era Rider, um verdadeiro irmão que sempre a salvou de tudo e todos, ele era o testa de ferro em todas as situações, muitas vezes apanhava para que Mallory não levasse a culpa. Após um problema grave envolvendo o lar que viviam, Mall e Rider foram afastados, ela felizmente foi adotada por um casal maravilhoso e bastante protetor, mas Mall não vai esquecer tão fácil tudo o que passou, ela aprendeu que a melhor maneira de viver é calada, ela não fala, simples assim, ficar quieta é muito mais seguro. Ela também nunca mais teve notícias de Rider, mas em seu primeiro dia de aula no ensino médio, ela vai ter uma surpresa que vai mudar o rumo de seu futuro, Rider está em sua turma de oratória, não sabemos ainda se é para ajudar a se comunicar com o mundo, ou deixá-la ainda mais quieta.


Eu sou muito quietinha e me identifiquei com Mallory, ela pensa muito antes de falar, não gosta de ser desnecessária, dá pra contar nos dedos as vezes que ela iniciou um diálogo no livro, dessa forma, durante a leitura o que acompanhamos em grande parte são os seus pensamentos.

Já Rider não teve tanto sorte quanto ela, ele continua em um lar provisório, mas dessa vez com pessoas boas, os garotos dessa nova família consideram ele um verdadeiro irmão e o respeitam demais.

A grande sacada do livro é como Mall sai dessa figura frágil de garota abandonada e se torna uma grande mulher, finalmente com voz. Acompanhar seus conflitos internos durante a aula de oratória ou para responder alguém é entrar na mente de alguém que sofreu abusos psicológicos sérios e que deixaram cicatrizes profundas.

Pra ser sincera eu gostei da obra, ela foi fiel ao que prometia, foi uma boa leitura, só não me surpreendeu tanto quanto eu esperava, o único ponto alto que me tirou o fôlego foi quase no final e confesso que fiquei chorosa... Mas surpreendente mesmo foi ver a força da protagonista, isso sim fez todo o diferencial na leitura! A edição é maravilhosa, esse detalhe da rachadura é em alto relevo e tem muito significando na história, assim como essa pelúcia fofa. 
"Mas ele não pode estar lá para sempre. Então, chegará a hora em que você não vai conseguir lidar com nada, não vai poder se defender, e ele não estará por perto. Você vai cair, e ele vai ficar juntando os pedaços, se culpando. É assim que funciona. É assim que sempre funcionará entre vocês dois.”

Título: O Problema do Para Sempre
Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 392
Sinopse: "Mallory viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. E ela percebe que está na hora de encontrar a própria voz. Já na infância, Mallory Dodge percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida. A se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio numa escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. E começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Belinda & Em


Meu primeiro contato com a escrita da Cammie foi com Amy & Matthew, acontece que foi uma leitura tão dolorosa, tão impactante em minha vida que eu não fui capaz de resenhar no blog, a história em si foi muito triste e me deixou com uma ressaca literária que durou por volta de 3 meses. Eu sei que você, caro leitor, deve estar achando que isso aconteceu porque o livro não era bom ou triste demais, mas preciso de esclarecer algumas coisas: Cammie fala de temas que nunca vi nenhum outro autor falar tão bem, ela não tem medo de como seus leitores vão encarar isso, acredito que ela faça muito mais por ela do que para os outros. Pois bem, vamos para a resenha.

Belinda por conta de uma complicação no parto nasceu com problemas mentais, ela tem dificuldades de aprendizagem, relacionamentos e tem um comportamento ainda infantil, ela tem mais de 20 anos mas ainda frequenta a escola, devido aos seus problemas ela pode passar mais tempo por lá, assim como outras pessoas com necessidades especiais que também estudam na escola, a rede de ensino é como qualquer outra, com alunos sem necessidades mas atende também esse nicho, por questões jurídicas(é lei que a escola tenha suporte e atenda esses jovens). Já Emily é uma garota comum, tem uma boa família, faz parte da camada privilegiada da sociedade, branca, com um bom suporte familiar e financeiro, ela participa de um grupo que visa ajudar minorias, como LGBTQs etc. Acontece que em uma situação extremamente grave, Emily vê Belinda correndo perigo e não faz nada, entendemos que ela fica paralisada e com medo, mas quando você é uma jovem revolucionária, que luta por causas importantes, quando vê uma situação grave acontecendo não faz nada... É como se invalidasse toda a sua luta, certo? Lucas, um jovem do time de futebol também não fez nada, tanto ele quanto Emily assistiram Belinda correndo perigo e não conseguiram se mexer, felizmente ela conseguiu escapar, mas a culpa pela omissão de socorro ainda recaí em ambos.




Sendo assim, tanto Em quanto Lucas acabam recebendo como medida educativa algo bastante interessante, eles precisam assistir e participar de aulas em um centro que visa a socialização de jovens com necessidades especiais, acompanhar isso de perto é bastante peculiar, Em e Lucas não se conheciam e por conta desse infeliz acontecimento acabam se aproximando, uma simples carona no final torna-se uma doce história de amor.

A autora introduziu romance na história, ver o amor entre Emily e Lucas nascendo é a coisa mais fofa do mundo, começa de uma forma singela, eles mal se conhecem, depois se tornam amigos e então percebem que estão se gostando, não é como estamos habituados a ver nos livros, aquela paixão arrebatadora, é tudo no seu tempo, como acontece na vida real. No entanto, esse não é o foco da obra, Cammie quis dar voz aos jovens com necessidades especiais, quis mostrar que eles merecem tanto espaço na sociedade quanto qualquer outro, ela mostra a negligência na escola, que restringe as aulas que eles podem participar, mostra como Belinda, apesar de seus problemas é uma atriz talentosa (ela vai ganhar uma peça só dela) e acima de tudo, mostra como esses jovens são frágeis. Eu fiquei desacreditada com o que aconteceu com Belinda, acredito que no lugar de Emily eu só conseguiria chorar e também não saberia como reagir. 

Peço encarecidamente a todos, leia esse livro! Cammie coloca muito bem o pensamento dos jovens especiais aqui, ela é sincera e mostra que nem sempre eles são perfeitos, nem sempre são pessoas infantilizadas ou bobas como imaginamos, sem contar que ela não tem medo de mostrar Em e Lucas como jovens bons, mas que também podem falhar. Cammie criou personagens humanos e apaixonantes.

Uma curiosidade importante que descobri foi que um dos filhos da autora é especial, ela foi a criadora de um grupo de mães com filhos especiais para compartilhar suas vivências, experiências, é como se fosse uma rede de ajuda. Eu achei muito bacana ela escrever livros sobre um meio que ela vive diariamente. Foi uma leitura forte, que mexeu comigo e me fez ver meus privilégios da maneira que deveriam ser vistos, procurando meios para ajudar os outros. Uma leitura transformadora.
"O amor não é uma questão de parecer perfeito aos olhos da outra pessoa. É uma questão de poder mostrar suas imperfeições"
Título: Belinda & Em
Autora: Cammie McGovern
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 400
Sinopse: "Autora de “Amy & Matthew”, Cammie McGovern volta às livrarias contando a história de uma outra dupla desta vez. Emily sempre se orgulhou da sua capacidade de enxergar além das aparências. Copresidente da Coalizão para Ação Jovem da escola, é a primeira a defender os direitos das minorias. Mas, secretamente, Emily ainda é um pouquinho fascinada pelos populares da escola. E nutre um leve rancor quanto a sua inexistente vida amorosa. É justamente enquanto pensa nisso que a garota testemunha uma colega de classe com necessidades especiais, Belinda, ser atacada embaixo das arquibancadas da escola. E não faz nada. Emily e Lucas, outra testemunha passiva do ataque, são obrigados a prestar serviço comunitário em um centro de pessoas como Belinda. Logo os jovens começam a sentir que podem fazer uma diferença real."
*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Cadu e Mari

16 de janeiro de 2018


O livro tem como proposta trazer um relacionamento entre uma pessoa sarada e uma pessoa acima do peso, de acordo com a perspectiva e visão dos dois (já que a todo o momento o livro transita entre os narradores que são os personagens principais da trama, Cadu e Mari). Como era de se esperar, relata um relacionamento normal, diria que um romance até que clichê, com dificuldades que todos podem encontrar, como tentativas de boicotes ou pressões por serem de diferentes classes sociais. Porém, há no livro a presença da insegurança de Mari em relação ao seu corpo, além do bullying sofrido pela personagem ao longo dos anos por colegas de trabalho. Isso me chamou a atenção, apesar disso tudo, ela é forte o suficiente para enfrentar as coisas, fica triste é claro, mas segue provando que o seu valor não se resume somente ao quesito estético ou o tamanho de sua roupa.



Apesar do foco do livro ser o relacionamento dos dois, é perceptível que a autora quer retratar quais os tipos de medo em que uma pessoa gorda tem ao entrar em um relacionamento, como o medo de que a outra pessoa se interesse por um outro alguém (um outro alguém magro), além de como o outro reagirá ao ter contato com o corpo que traz tantas inseguranças para um alguém gordo. É retratado também os receios em relação ao mercado de trabalho, principalmente quando o seu ramo é a moda. Há tanto preconceito nesse meio que chega a dar nojo, alguns funcionários de Cadu são verdadeiros babacas sem caráter. 

Mesmo sendo um livro que propõe quebrar alguns paradigmas, reforça outros relacionados à mulheres, como por exemplo o de que ao ser bonita e magra, automaticamente a pessoa é fútil e maldosa. A todo o momento Cadu reforça o quanto a Mari não é fútil como as outras modelos que já ficou, o que causa certo desconforto na leitura. É claro que não há necessidade de rebaixar uma mulher para enaltecer a outra, se isso não tivesse acontecido talvez tornasse a leitura mais tranquila. Um outro fator que incomoda é a capa do livro, que em seu desenho retrata duas pessoas magras. É de se pensar o porquê de não se retratar também como desenho a forma de uma mulher gorda, será que causaria incomodo? Desconforto? Foi só um deslize? Fica aí o questionamento. 

Contudo, o livro é contagiante e tem um ritmo frenético, que me levou a terminá-lo em apenas uma sentada. O romance é descrito de maneira carinhosa e gentil, sem se tornar maçante ou meloso demais, o que nos leva para a cena e nos faz querer ser a Mari! Por fim, recomendo para todas as classes, idades e gêneros. É importante trazer uma representatividade como esta, mesmo que não tenha sido retratada na capa do livro. É importante saber que há amor, não informa a forma dos nossos corpos.
"Mari me fez enxergar um mundo diferente, no qual o que fazia diferença não era o preço que as coisas tinham, mas o valor dos momentos em nossa vida."


Título: Cadu e Mari
Autora: A.C. Meyer
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 280
Sinopse: "Mariana trabalha em uma badalada revista de moda. Tem um bom salário, é muito competente... E tem uma queda pelo chefe, daquelas bem poderosas. Eles vivem em mundos completamente diferentes, e Mariana sabe que nunca acontecerá nada entre os dois. Até que Carlos Eduardo repara que sua secretária é muito, muito bonita. O amor entre os dois é arrebatador, e Cadu e Mari sentem que nasceram um para o outro. Mas as coisas logo começam a desandar. Talvez Cadu ainda não esteja preparado para confiar em uma pessoa que teve uma vida tão diferente da sua; talvez Mari ainda não se sinta segura em dividir sua realidade com o chefe. Para viver esse amor, os dois precisarão enfrentar preconceitos e vencer intrigas. Será que estão prontos?"
*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA O Ovo do Barba-Azul

15 de janeiro de 2018


Quem conhece o blog sabe que descobri Margaret Atwood em 2017 e foi paixão imediata, você pode conferir a resenha de Vulgo Grace AQUI e O conto da Aia AQUI, acompanhar a escrita dessa autora por meio de seus romances foi uma experiência transformadora, seu olhar aguçado e a sua atenção para temas tão atuais me fez criar quase um altar para ela em minha estante. Resolvi então me arriscar e ver como Margaret se saia nos contos, a minha felicidade foi saber que a Editora Rocco é quem publica os livros da autora, então foi só solicitar e aguardar. Minha trajetória nessa obra não poderia ter sido melhor, é a característica de Atwood ter uma forma sucinta de comentar sobre temas sérios e polêmicos, ela não é meio termo, é sempre direta e clara, algumas de suas citações me deixavam sem ar.

Aqui temos uma coletânea de contos que sutilmente buscam retratar os sentimentos humanos mais comuns, amor, medo, tristeza, traição, por mais que pareçam temas pesados, você lê sem se dar conta, só sente o baque quando termina a leitura.

O conto que leva o nome do livro certamente foi o meu preferido, observar como a autora retratou uma mulher apaixonada e como ela usou artifícios fantásticos, como lendas, para a construção da narrativa, me fizeram perceber como ela é uma completa profissional da escrita e merece o prestígio que vem recebendo.




A obra visa falar sobre relacionamentos, principalmente amorosos, alguns contos mostram como estamos totalmente a mercê do outro, como somos dependentes, é uma crítica a tudo isso que vivemos e acabamos romantizando. Quando digo que a autora não é meio termo, é disso que falo, Margaret busca falar de relacionamentos, mas fugindo daquele clichê romântico, ela mostra o outro lado da situação, que nem sempre é feliz, certo? 

É uma obra necessária principalmente para quem gosta de romances, para sair um pouquinho dessa redoma romântica e expandir seus conceitos, aos amantes da autora, classifico como uma das melhores leituras que fiz dela até hoje, e Rocco, obrigada por essa edição mágica, exatamente como a escrita dessa mulher magnifica.
“Prefere dois homens a um só: a dualidade as coisas. Gosta dos dois, quer os dois; o que, em certos dias, faz com que não ame nem queria nenhum deles.
Título: O Ovo do Barba-Azul
Autora: Margaret Atwood
Editora: Rocco
Nº de Páginas: 288
Sinopse: "O ovo do Barba-Azul, da premiada romancista e poeta Margaret Atwood, reúne contos que exploram temas como amor, casamento, sexualidade, fidelidade, traição. Na história que dá nome à coletânea, uma mulher apaixonada, sem saber se é correspondida, reflete sobre a função do ovo na lenda do bruxo que sequestrava mulheres e as testava para ver se “mereciam” se casar com ele. Aparentemente passivo, o ovo acaba por ser a causa das mortes que acontecem na história. Com sua narrativa elegante e intrigante, Atwood prende o leitor numa teia de histórias que mostram que pessoas e relacionamentos também podem parecer apáticos, pequenos e frágeis, mas, uma vez rachados, são capazes de causar toda sorte de desgraças. Mas, afinal, quem deseja viver uma relação verdadeira se não quebrar ovos de vez em quando?"

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA A Fogueira

14 de janeiro de 2018



Minha paixão por Krysten vem de sua atuação, Jéssica Jones foi uma das melhores séries que vi (tirando o último episódio, claro) e quando eu soube sobre sua estreia no mundo editorial me animei demais, eu queria saber o que essa mulher nos reservava. Ver ela fora das telas, foi algo sensacional, mostra a sua versatilidade, e já te adianto, ela não tem só o dom de atuar, o da escrita também pulsa em suas veias!

Acho muito interessante livros que nos fazem revisitar o passado de seus personagens para entender porque escolheram o caminho que se encontram hoje, é uma maneira bastante instigante de contar a história e aqui funcionou até certo ponto. Abby é uma excelente advogada, especializada em casos ambientais, ela é convidada para assumir um caso bastante estranho e após retornar para a cidade em que viveu grande parte de sua vida, nossa protagonista terá um trabalho duplo, se aprofundando no caso no qual ficou responsável, e ao mesmo tempo querendo saber cada vez mais sobre o paradeiro de Kaycee (sua melhor amiga da época), e o que aconteceu no passado.

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O suspense é iminente, a autora aqui nos prende do início ao fim do livro, e confesso que fiquei bem nervoso em VÁRIAS partes. As informações e lembranças de Abby nos confundem na leitura, e fica super difícil saber se o que ela fala está realmente certo, ou se tudo não passa da sua imaginação. Eu achei o livro bom, exceto por algumas ressalvas. 

A autora juntou duas coisas, porém deu atenção somente a uma. Quando digo isso, me refiro ao fato de que: O trabalho de Abby era solucionar o caso da Optimus, porém o que mais se destacou foi essa busca para saber sobre o que houve no passado da sua vida pessoal, envolvendo suas amigas de infância e principalmente Kaycee. Creio que se ela tivesse focado mais em uma coisa só, o livro seria mais aproveitado e a trama daria um bom suspense. 

A escrita da autora é excelente, tudo acontece de uma maneira lógica, mas em certos momentos ela se perdeu em pensamentos ou explicações, isso que me confundiu. Os quotes são incríveis e isso é um ponto que merece ser lembrado.

Creio que para uma primeira obra a autora se saiu bem demais, provou que sua escrita é boa, que há criatividade o suficiente para uma boa história, o único ponto que me deixou insatisfeito foi na colocação das ideias, fiquei perdido em alguns momentos, no mais, é uma leitura bastante válida, espero que ela siga escrevendo porque eu com certeza continuarei lendo suas obras. 




Título: A Fogueira
Autora: Krysten Ritter
Editora: Fábrica231 (selo da Rocco)
Nº de Páginas: 288
Sinopse: "Com lançamento simultâneo no Brasil e nos EUA, A fogueira é o livro de estreia da atriz Krysten Ritter, protagonista do premiado seriado da Netflix Jessica Jones e conhecida também por seus papéis em Os defensores e Breaking Bad, entre outros filmes e séries. Na trama, Abby Williams é uma advogada de 28 anos especializada em questões ambientais. Hoje uma mulher independente vivendo em Chicago, Abby teve uma adolescência problemática numa cidadezinha no estado de Indiana que até hoje ela luta para esquecer. Mas um caso de contaminação envolvendo uma grande empresa obriga Abby a voltar à pequena Barrens e confrontar seu próprio passado. Quanto mais sua equipe avança nas investigações sobre a Optimal Plastics, mais Abby se aproxima também da verdade sobre o misterioso desaparecimento de sua antiga melhor amiga anos atrás e de outros acontecimentos até então sem resposta."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

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