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RESENHA Sem Filtro

2 de março de 2018


Eu sempre torci um pouquinho o nariz para autobiografias ou livros que falem sobre atores, nunca fui tão fã de alguém a ponto de querer saber absolutamente tudo sobre a vida da pessoa, mas a proposta do livro de Lily me encheu de ânimo, um relato pessoal a respeito de todas as suas fragilidades me parece um meio coerente de conhecer alguém, sabemos quem ela é, o que conquistou, onde chegou com o sucesso, mas e seus medos, suas dores, seus problemas? Com uma biografia bastante diferente, Sem filtro é uma maneira peculiar de provar como atores estão muito mais próximos dessa imperfeição humana que imaginamos.


Conheci Lily em Simplesmente acontece, a adaptação de um dos meus filmes favoritos da vida foi muito bem feita e sua atuação foi digna de enaltecimento, a personagem era exatamente como imaginei, foi uma experiência sensacional, a partir disso comecei a vê-la com mais frequência, em filmes e séries, sua última atuação que fez sucesso foi O mínimo para viver, um filme sensacional da Netflix e que fala sobre distúrbios alimentares, só isso já é suficiente para nos atentarmos a esse relato, certo? Pois bem, Em Sem filtro Lily revela que também teve distúrbios alimentares e que não foi fácil se livrar disso, ter uma família por perto, alguém te amando e te acolhendo não era suficiente, Lily Collins sofreu por anos, grande parte disso é culpa de sua carreira como modelo e atriz que prega uma imagem perfeita da mulher na mídia, que veste determinado número de roupa e caso você não se encaixe nesse padrão, você é o erro.

Fora isso encontramos na biografia alguns relatos fofos sobre o relacionamento com seus pais, a mãe incrível que ela teve e que sempre teve um modo bastante diferente de mostrar o mundo para a filha, tudo isso serviu como um alicerce bom o suficiente para moldar o caráter de Lily, uma pessoa sensata, e que não se deixa enganar pela máscara da fama dos outros. 


Um dos pontos que mais me tocou e que teve grande importância na obra é no que diz respeito à relacionamentos abusivos e como o vício destruiu seus amores, quem vê ela toda doce e sorridente não imagina o quanto ela sofreu na mão de homens que faziam de tudo para manipulá-la, desde agressões psicológicas até as físicas, todos os relatos foram muito reais e em certo momento eu senti a falta de ar enquanto ela narrava uma discussão que praticamente foi estrangulada.

Pela capa eu não daria nada por essa obra, muito menos pelas folhas brancas, mas ler esse relato me rejuvenesceu, me tornou ainda mais feminista do que sou e me fez criar uma espécie de sororidade pelas atrizes, elas não são perfeitas, muito pelo contrário, são mulheres frágeis e que sofreram muito para estar onde estão, Lily tem um espaço especial em meu top de filmes prediletos, mas também ocupa um lugar saudoso em meu coração.
"Então, obrigada a todas as pessoas que me colocaram em situações horríveis e me disseram não – isso tornou o sim muito melhor de ouvir."

Título: Sem Filtro
Autora: Lily Collins
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 240
Sinopse: "Lily Collins — estrela de filmes como Instrumentos mortais, Espelho, espelho meu e Simplesmente acontece — estreia na literatura com um livro confissão; uma conversa entre amigas. Honesta. Sem filtro. Pela primeira vez, Lily fala da vida pessoal e confessa seus segredos mais bem guardados. Lily desnuda suas vulnerabilidades com uma coragem comovente, e lembra que a vida não é feita apenas de risos e um eterno alvorecer cor-de-rosa. Para cada alegria há, também, dor e desilusão; luz e trevas, como em qualquer trama bem urdida. Aceitação é a palavra mágica. Para Lily, olhar o espelho e gostar do que vê, fazer as pazes com você mesma é a chave para suportar os dias ruins. Embora o caminho para o amor-próprio possa ser sinuoso, a autora aprendeu que basta uma pessoa estender a mão, alguém tomar uma pequena atitude para todos os demais entenderem que não estão sozinhos. Engraçada e terna, a voz de Lily irá inspirar você a ser quem é e a sempre dizer o que sente. Chegou a hora de achar sua voz. E viver sua vida... plenamente."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Wink Poppy Midnight

26 de fevereiro de 2018


Eu tô tentando entender esse livro até agora, juro pra vocês! Uma das metas estabelecidas para 2018 é sair da minha redoma de romances e poesias e me arriscar por outros gêneros, quando vi Wink Poppy Midnight nos lançamentos da Galera Record, nem pensei direito e já fui solicitando, a leitura foi tão rápida e mirabolante que precisei de um tempinho para digerir e enfim resenhar a obra.

Wink é a vizinha estranha, uma garota ruiva que mais se parece com uma fadinha, ela é doce, repleta de irmãos e vive no mundo da fantasia, para ela tudo é uma grande aventura. Poppy é a típica garota insuportável do ensino médio, ela é mesquinha, egoísta e maldosa. Midnight é como se fosse o chaveirinho de Poppy, ela faz o que quer com ele porque sabe dos sentimentos que ele nutre, ele é um cara muito passível e que não questiona muita coisa, pois bem, o que eles tem em comum?

Midnight depois de anos apaixonado por Poppy parece estar acordando, ele começa a ver como ela é maldosa, egoísta e só pensa em si mesma, ela é o tipo de pessoa que faz qualquer coisa para humilhar o outro, ao notar essas coisas Mid decide se afastar um pouquinho e conhecer sua nova vizinha Wink, ela e sua família sempre foram motivos de chacota na escola, eles são estranhos, númerosos e ter uma mãe que lê a sorte não é algo visto como positivo em uma escola elitista. Mid começa a conviver com Wink e logo o romance começa a acontecer, acontece que Poppy não aceita isso, Mid é o garoto dela, o garoto que ela faz o que bem entender com os sentimentos e não vai permitir que ninguém o tome dela.




Quem lê isso imagina que o livro fica em torno desse romance bobo e essa disputa, certo? Errado! O livro é um grande thriller/fantasia que não sei como definir ou encontrar palavras suficientes para explicar o que senti lendo essa história! A narrativa acontece do ponto de vista dos três personagens, cada um ressaltando pontos importantes de sua personalidade, sendo assim Wink tá sempre agindo como se estivesse em um livro de fantasia onde ela precisa salvar Mid do grande leão malvado(Poppy), muitas vezes eu me vi nesses enredos fantasiosos da personagem porque ela crê nisso tão fielmente que você acredita nos elementos sobrenaturais citados por ela, eu sou alguém muito, mas MUITO realista, tanto é que fujo de todas as fantasias possíveis, mas Wink soube me conduzir com sua lábia e quando me vi já estava procurando duendes pela história. Já Poppy é a verdadeira personagem embuste, para mostrar como é a melhor em tudo ela não faz questão de pensar no outro e como suas ações podem afetar as pessoas ao seu redor, o nível de bullying que ela pratica ultrapassa qualquer um, de verdade, o mais surreal disso tudo é que ela tem consciência de quão maldosa é e muitas vezes parece não se importar, em sua concepção isso é intrínseco dela, portanto, o que ela é não pode se desprender da sua personalidade. Já Midnight... Meu Deus, que cara amorzinho e bobo ao mesmo tempo! Ele se perde nas mentiras construídas por Poppy e faz cada bobagem só pra provar como gosta dela... Mas quando ele acorda é pra valer, quando começa a se apaixonar por Wink é algo fofo e sincero, você vê o amor nascendo aos pouquinhos, tudo tão doce e singelo.

Sabe qual é o problema? Você não pode confiar em nada disso, todo esse cenário construído, em determinado momento da narrativa cai por terra e você não sabe mais a qual verdade se apegar, na real você nem sabe mais o que é verdade. A autora foi genial, criou um cenário fantasioso, adolescente e romântico em que o leitor se vê debruçado na história e torcendo pelos personagens (e odiando outros) mas o grande clímax dessa trama é como o leitor pode ser facilmente enganado, eu nutri sentimentos errados por personagens que julguei serem bons e depois me senti tão enganada...

O livro é curtinho, ótimo para ler em um dia, inicialmente pode ser um pouquinho confuso porque cada personagem tem um modo único de narrar, mas ainda assim, é sensacional, quando a leitura engata você não para mais, o ponto alto da trama te deixa de queixo caído! Eu não conhecia a autora e certamente quero ler mais de suas histórias, essa capa é totalmente condizente com o enredo, é a carinha da Wink e as histórias que conta para seus irmãos, a diagramação é ótima com folhas amareladas, mais uma vez a Galera Record mandou bem demais! 
"Como algo tão suave, maleável e sem falhas como a pele de Poppy podia esconder um coração tão negro? Como não transparecia nada do que estava por baixo, nem um vestígio?"
Título: Wink Poppy Midnight
Autora: April Genevieve Tucholke
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 224
Sinopse: "Um thriller que traz narradores nada confiáveis que vão fazer você duvidar até da sua própria moral. Indicado pela YALSA e pela TeenVogue como um dos melhores livros de ficção jovem-adulta de 2016. Wink é a nova vizinha esquisita e misteriosa, com seus cachos ruivos rebeldes, suas sardas e suas roupas estranhas. Poppy é a rainha do ensino médio, com seu cabelo loiro perfeito, sua beleza estonteante e sua grande habilidade para a manipulação e crueldade. Midnight é o menino doce e inseguro que se vê entre as duas. Wink sabe contar muitas histórias de cor. Ela está ciente de que todas elas precisam de um herói para derrotar o vilão. Poppy não acredita em histórias. Ela acredita acima de tudo, em si mesma e acha que pode conquistar e derrotar qualquer coisa. Midnight até acredita em histórias, mas ele está certo de que nunca vai ser protagonista de nenhuma, mesmo que Wink pense o contrário. Ele não é bom em nada. Poppy é a rainha da escola. Wink é a menina excluída que parece viver em um mundo particular e fantasioso. Midnight é o garoto preso entre elas que se vê obrigado a lidar com as consequências de um trote sombrio. Mas o que realmente aconteceu? Alguém sabe a verdade. Alguém está mentindo. Mas quem?"

*Exemplar cedido em parceria com a editora.
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