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RESENHA O Regicida

9 de março de 2018


Como todo mundo que acompanha o blog sabe, estou tentando ler mais fantasias, pra minha sorte as minhas experiências tem sido as mais positivas possíveis e enquanto lia o segundo volume da série A caçadora de bruxos me peguei pensando porque relutei tanto pra ler esse gênero, é sensacional! Eu adoraria ter feito essa resenha ontem, no dia da mulher porque a protagonista desse livro é girl power total! Acho que nunca vibrei tanto com os diálogos de alguém.

Só pra contextualizar um pouquinho quem não conhece a série, Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxas já treinadas por Blackwell, ele a treinou para matar, sem dó, sem humanidade, sem medo, ela é praticamente um instrumento do mal, acontece que ela foi presa, acusada de praticar magia/bruxaria, acreditam? Algo que ela sempre lutou contra. O que ela não esperava era ser salva por pessoas que sempre causou tanta dor, sendo assim, se encontra refugiada na vila de Harrow, um local repleto de magia e pessoas que sabem colocar a empatia em prática. Mas nem tudo são flores, Blackwell deu um golpe e se tornou rei, agora ele quer ocupar todos os lugares próximos à seu reino e tomar o que é seu por direito, obviamente a vila de Harrow está no radar e Elizabeth também, ela possui algo que pode ser um dos utensílios para a imortalidade que o vilão tanto quer então uma batalha irá ser travada, literalmente.


O ponto mais notável na escrita de Virginia é como ela quer tornar a protagonista dona de sua própria história, empoderada e que não precisa da defesa de homem algum, ela sofreu muito na vida e se tornou alguém forte o suficiente pra bater de frente com qualquer homem. Elizabeth precisa destruir quem a treinou para matar, para isso vai contar com a ajuda de seu pseudo romancinho John, um cara que evoluiu bastante nesse segundo volume, saiu daquele papel doce e inocente, quase um cara bobão e passou a fazer parte da linha de frente dessa luta. Sendo assim, para proteger Elizabeth e a vila, os moradores de Harrow começam a formar um exército para batalhar contra Blackwell, algo que começa de maneira pessimista, apenas como linha de defesa se torna um montante de milhares de homens prontos para lutar pelos seus iguais. Isso é bacana, ver como essas pessoas, apesar de suas diferenças quando possuem um objetivo em comum se tornam aliados e defensores uns dos outros, as mulheres então, pura sororidade! Há um exército feminino, chamado de Resistência que chega para ajudar, quem ouvia falar sobre essas garotas achavam que eram moças pacatas, muito se enganam! Elas são mulheres portadoras de poderes incríveis a partir de todos os elementos, sejam eles ar, fogo, terra, o que for, elas destroem o que tem pela frente apenas com um olhar.

O livro todo é um eterno clímax, a autora não dá descanso, as batalhas são constantes, Elizabeth tá sempre se metendo em problemas e seus amigos prontos para ajudá-la. Gostei muito da obra justamente por isso, a protagonista vai sem medo, ciente de que ao menos precisa tentar e acima de tudo sabendo que pode se superar.

Eu já sabia que a Galera Record é um antro de personagens femininas fortes, mas definitivamente essa série me surpreendeu de maneira positiva, se você gosta de batalhas com seres de outro mundo, personagens perversos e que te deixam fula da vida, mulheres fortes e que provam que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive lutando com um híbrido, esse livro é pra você!
"Existem diferentes tipos de força, agora eu sei. Há o tipo que brande espadas e mata monstros, mas também há outro tipo: um que chega de mansinho, mas no fim é mais forte, mais duro e mais poderoso: O tipo que vem de dentro. Em todas as vezes que precisei dele, jamais percebi até que ponto ele precisava de mim."

Título: O Regicida
Autora: Virginia Boecker
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 322
Sinopse: "A ex-caçadora de bruxos Elizabeth Grey está escondida na magicamente protegida vila de Harrow. Ali, ela tenta driblar os caçadores de recompensa, ansiosos pelo prêmio que Lorde Blackwell, o usurpador do trono da Ânglia, colocou em sua cabeça. Seu último encontro deixou o antigo mestre arruinado, mas a sede de poder do homem parece não ter fim. Ele reúne seus exércitos para a guerra contra todos que resistem a seu reinado imposto; ou seja, Elizabeth e seus aliados magos. Sem seu estigma, fonte mágica de proteção e cura, a força de Elizabeth é testada tanto física quanto emocionalmente. Guerra sempre significa sacrifício, e a tênue linha entre o bem e o mal mais uma vez se torna turva. Mais uma vez Elizabeth tem que decidir o quanto deseja arriscar para salvar aqueles que ama..." *Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Cidade de Selvagens

8 de março de 2018


Tenho que admitir que minha primeira impressão do livro não foi muito empolgante, mas quando comecei a ler ele se tornou uma grande surpresa. Eu sou muito apaixonada por distopias, são a maior parte dos livros que eu leio e Cidade de selvagens me surpreendeu por não ser “mais do mesmo”. É cheio de tensão e quando você pensa que tudo vai dar certo e que todos vão ficar bem, acontece algo que deixa tudo muito ruim e eles tem que lutar disfarçadamente pelas suas vidas ou tudo estará perdido.

O livro é dividido em três partes e cada capítulo é narrado pela perspectiva de uma irmã, o que foi uma coisa bem pensada pois em vários momentos elas estão separadas tentando salvar suas vidas e isso nos dá uma melhor visão de tudo o que está acontecendo. 




Cidade dos selvagens conta a história de duas irmãs, Phee e Sky, e sua mãe, que vivem na ilha de Manhattan após a terceira guerra mundial. Nesse universo distópico os Estados Unidos perde a guerra para os Aliados Vermelhos, e agora eles comandam a cidade de New York na qual criaram uma “prisão”, comandada por uma nativa, Rolladin, onde os prisioneiros de guerra trabalham e recebem ordens dos Aliados Vermelhos por meio de Rolladin. Essa “prisão” acaba se tornado uma sociedade, então eles não precisam ficar lá o tempo todo, Sky, Phee e a mãe delas, só voltam para o hotel Carlyle no inverno, para garantir sua sobrevivência e trabalham na colheita. No primeiro dia de trabalho quatro pessoas tentam entrar nos limites do território de Rolladin e são presos e é a partir disso que tudo muda. Eles são levados para julgamento no meio da noite enquanto Sky e Phee saem do quarto, o que é proibido, e vão para o terraço ler o diário da mãe delas, que conta tudo o que aconteceu antes e durante a guerra, sobre a qual a mãe delas nunca contou nada, ou seja, segredos são revelados. Acaba que elas são pegas e levadas para o mesmo lugar onde os novos prisioneiros estão sendo julgados e então descobrem que a guerra acabou e todos estão sendo mantidos presos ali por Rolladin sem necessidade. Elas, muito afrontosas que são, libertam os prisioneiros e fogem com eles, juntamente com sua mãe e Trevor, amigo delas, para os túneis do metrô e começam a descobrir muitas coisas sobre o resto da cidade, a guerra, o passado de sua mãe, lendo o diário que ela não sabe que elas têm, sobre o que está acontecendo além do Estados Unidos e sobre o que o destino reserva para eles.

 É claro que no meio disso tudo tem romances, um triângulo amoroso, amor não correspondido, muitas surpresas, mas tem duas coisas que eu gostei muito: a autora falar bastante da família e como devemos valorizá-la, e sobre amor entre pessoas do mesmo sexo. Que são temas muito importantes, e que de certa forma acabam desconstruindo a visão singular de família que muitas pessoas ainda tem, família nem sempre é a sua definição, família não é algo sólido e imutável.


Se você gosta de distopias como The Hunger Games, Maze Runner ou a trilogia Legend e muita tensão esse livro é perfeito para você. Espero que tenha uma continuação e que vocês também curtam, assim como eu.
"Não é assim tão complicado. Sobreviver significa o parque, e o parque significa as regras de Rolladin."

Título: Cidades Selvagens
Autora: Lee Kelly
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 364
Sinopse: "A Terceira Guerra Mundial estourou há quase duas décadas. Manhattan transformou-se num campo de prisioneiros de guerra governado pela nova-iorquina Rolladin, que controla os sobreviventes com punhos de ferro. Para Skyler Miller, Manhattan é uma gaiola que a impede de conhecer o mundo. Mas para a irmã caçula de Sky, Phee, o campo de prisioneiros no Central Park é o único lar que ela poderia querer. Quando desconhecidos chegam ao parque com notícias surpreendentes, Sky e Phee descobrem que há muitas coisas sobre Manhattan – e a própria família – que sequer imaginaram. O livro de estreia de Lee Kelly é uma jornada de acelerar o pulso por uma cidade que é tão estranha quanto familiar, onde nada é preto no branco e os segredos enterrados podem destruir qualquer um."
*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA O Assassino do Zodíaco

5 de março de 2018


Essa foi a primeira surpresa do mês de março, recebi um pacote surpresa do Grupo Editorial Pensamento, o livro foi escolhido de acordo com a carinha do parceiro, ao que parece alguém notou a minha intervenção aqui no blog, percebeu que quero fugir um pouquinho dos romances esse ano e me mandou um thriller envolvendo signos, apesar do tamanho assustar um pouquinho, mal vi o tempo passar enquanto fazia essa leitura, a imersão nesse mundo distópico foi tão agradável que quando terminei, só sabia sorrir, sorrir pela boa história, pelo excelente enredo, pelo cuidado com cada detalhe, por tudo!



Pra começar, o autor explica qual foi a intenção do livro, isso me conquistou completamente, ele explica que a intenção é levantar um questionamento, separamos pessoas por raça, opção sexual, até por signos, imagine uma sociedade onde essa divisão poderia acarretar todo o rumo da sua vida? Se você nasce taurino, irá frequentar uma escola taurina, conviver com taurinos, trabalhar onde taurinos estão designados, e ah, se você tiver um filho e ele não for do mesmo signo que o seu, provavelmente vocês serão separados.


Em uma sociedade distópica, as pessoas são separadas por seu signo solar, sendo assim, a data do seu nascimento é o que marca o que você vai ser pelo resto de sua vida, Arianos geralmente são violentos, arruaceiros, taurinos são leais, geralmente trabalham em cargos públicos e por aí vai... Acontece que um psicopata está matando pessoas de acordo com o seu signo, sendo assim, uma pessoa do signo de fogo morreu queimada, uma pessoa do signo de água morreu por meio da água, é um método muito suspeito e quem passa a ficar na cola desse assassino é o detetive Burton, como a única pista sobre esse criminoso são pistas a respeito dos signos assassinados o detetive convida a astróloga forense Lindi Childs para ajudar no caso, o primeiro assassinado foi Willians, um policial aposentado que foi encontrado em uma vala no seu próprio quintal, a única testemunha foi sequestrada pelo criminoso e seu pedido de socorro ficou salvo na central da polícia. Mas então, quem é o próximo? Qual o motivo?


Eu iniciei essa leitura sem expectativas, esse não é um gênero que tenho o hábito de ler, sendo assim, a experiência seria válida para seguir lendo thrillers ou para dar uma pausa e optar por outros estilos, achei que não daria conta de um calhamaço de quase 500 páginas, mas fui totalmente enganada, em dois dias terminei essa belezinha e virei noites tentando descobrir quem era o verdadeiro culpado disso tudo.

A história se passa em dois tempos, é narrada em terceira pessoa, sendo assim vamos acompanhar os dias atuais, onde o detetive Burton e Lindi precisam descobrir quem é o assassino, ele é um homem renomado no meio policial e Lindi é referência quando o assunto é astrologia, os dois não se dão bem, ele não acredita muito nesse lance de mapa astral mas a convivência é remotamente tranquila, acontece que toda pista que surge parece não levar a algum, enquanto isso, conhecemos Daniel, um homem que acabou de perder seu pai e descobriu que tem uma filha de 17 anos, seu pai escondeu isso dele por muito tempo e só agora após sua morte ele tomou conhecimento, Daniel tem como propósito de sua encontrar a garota e finalmente reconhecer a paternidade, acontece que ele encontra a família e descobre que Pam, sua filha, foi levada para uma escola especial para signos, onde testes eram feitos e ela se suicidou, a partir disso Daniel resolve descobrir que escola era essa que torturava tanto crianças apenas com base em seu signo e o que de fato aconteceu para a garota se matar. Sendo assim, vamos acompanhando a história de Burton na busca incessante pelo assassino e paralelamente a história de Daniel que quer saber o que aconteceu com sua filha. Inicialmente eu não achei que as histórias estavam unidas de alguma maneira, até metade do livro já havia aceitado a ideia de que a narrativa era sobre duas histórias, mas eis que na reta final o nó foi dado e tudo fez sentido.

Todos os personagens são muito construídos, Burton tem um passado que até ele desconhecia, Lindi é uma mulher lésbica e que lida muito bem com todas as adversidades de sua vida, Daniel é um homem mandão as vezes, acha que seu dinheiro pode comprar tudo e isso algumas vezes me irritou, mas ele teve muita humanidade com Cray quando o conheceu, o garoto frequentou a mesma escola que sua filha e estava à mercê das ruas, mas Dani o salvou. Eu realmente não posso falar muito além disso, se não seria um baita spoiler, mas só posso pedir para que leiam esse livro!

Eu fiquei surpresa com a crítica do autor, como estereótipos podem moldar erroneamente quem somos, só por ser uma ariana eu sou uma assassina? Meu signo me torna suspeita? A leitura foi muito melhor do que eu esperava, a editora Jangada acertou em cheio na dica! A leitura é rápida porque os capítulos são bem curtinhos e vão intercalando as histórias, não encontrei erros de ortografia e essa capa é maravilhosa!
"Essas leis se baseiam na ideia fantasiosa de que devemos tratar pessoas de signos diferentes da mesma maneira. Mas isso é impossível. Por quê? Porque elas não são iguais. Pessoas de signos diferentes, se comportam de modo diferente. Leoninos e Geminianos são mais extrovertidos. Pessoas de Aquário e Sagitário não assistem ao meu programa, podem ter certeza disso. E Arianos tendem mais para violência."
Título: O Assassino do Zodíaco
Autor: Sam Wilson
Editora: Jangada
Nº de Páginas: 464
Sinopse: "Numa sociedade corrupta e violenta, dividida pelos signos do Zodíaco, as desigualdades entre as pessoas vêm do berço e continuam por toda a vida. Assassinatos passam a ocorrer com brutalidade incomum, e as vítimas parecem não ter nada em comum. Seriam esses crimes uma rebelião contra o sistema ou obra de um serial killer? Para encontrar uma resposta, o detetive Jerome Burton se junta à astróloga forense Lindi Childs. Juntos eles percorrem uma trajetória sombria para tentar desvendar uma história tenebrosa de traição, amores perdidos, promessas quebradas e uma verdade devastadora capaz de abalar o mundo em que vivem..."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.
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