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RESENHA As Elizas

31 de agosto de 2018


As Elizas é um ótimo livro com um enredo muito interessante, escrito pela mesma autora de Pretty Little Liars, a obra tinha tudo para ter uma narrativa incrível e me conduzir de maneira surreal e avassaladora, mas a disposição dos capítulos deixou o livro muito maçante e cansativo, pois eu lia um capítulo da Eliza, contando o que acontecia no presente e logo depois um capítulo do livro em que a própria personagem, Eliza Fontaine, estava escrevendo sobre sua história, então era basicamente o que eu já tinha lido no capítulo anterior, tornando o livro muito cansativo. O livro decepciona um pouco por essa leitura arrastada, pois você pensa que o livro vai andar, que a história vai se desenrolar e logo em seguida vem um novo capitulo com basicamente o que eu acabei de ler, mas com outra personagem contando. Contudo, não posso deixar de falar sobre essa capa lindíssima, parabéns Harper Collins, que tem tudo a ver com a história do livro.

Partindo para a história em si, Eliza é uma garota que não consegue saber se o que vive é realmente realidade ou meros flash de memória perdido pelo tempo. Em busca da verdade, Eliza é taxada como uma pessoa extremamente complicada e com tendências suicidas. Em sua infância foi diagnosticada com um tumor cerebral e por isso sua tia Eleanor se dispôs a cuidar da menina em sua recuperação. Eliza tem muito amor por Eleanor, que não é nada confiável, mas mal sabe ela que sua vida poderia ser bem diferente se outra pessoa tivesse sido sua cuidadora.

Por causa de tantos transtornos Eliza escreve um livro, As Dots, que relata a sua vida da maneira que ela enxergava, que na maioria das vezes era somente lembranças em nuvens de fumaça. Depois de algum tempo sua mãe, seu padrasto, Bill, e sua irmã, Gabby, contam a verdadeira história de Eliza, pois como ela não se lembra muito bem o que aconteceu pensa ter sofrido uma tentativa de assassinado, mas ninguém acredita nela e acham que ela tenha tentado se matar.

Mesmo com essa estrutura difícil o livro é ótimo e vale muito a pena ser lido. Eu deixo uma pergunta para vocês: Eleanor, tia de Eliza, teria sido um anjo ou um demônio em sua vida?
“Paro perto da água, procurando freneticamente em torno. O quê? E sinto medo… Mas por quê? Então ouço passos. Há uma confusão de movimento, e tropeço. Ouço um gemido – meu gemido -, e a risada de um estranho.”

Título: As Elizas
Autora: Sara Shepard
Editora: HarperCollins
Nº de Páginas: 384
Sinopse: "Quando a escritora estreante Eliza Fontaine é encontrada no fundo da piscina de um hotel, sua família acredita ter sido mais uma tentativa de suicídio fracassada. Mas Eliza jura que foi empurrada, e sua única testemunha é quem a salvou. Desesperada para encontrar o culpado, Eliza toma para si a investigação do caso. Mas, conforme a data de lançamento do seu primeiro livro se aproxima, ela se vê com mais perguntas do que respostas. Por que a editora, agente e a família estão misturando os acontecimentos de sua vida com os de seu livro? Ele não é totalmente ficcional?" 
*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA A Cidade das Máscaras

29 de agosto de 2018

AVISO DE SPOILER.

Eu gostaria de começar esta resenha com um palavrão, mas não posso, infelizmente. Eu particularmente amo essa saga da Genevieve Cogman, o primeiro livro A biblioteca invisível foi incrível e você pode encontrar a resenha AQUI. A cidade das máscaras é o segundo volume da coleção A biblioteca invisível, então se você não leu o primeiro volume não leia esta resenha pois contém spoiler. O segundo livro é tão bom quanto o primeiro, cheio de suspense e aventura. Irene é a dona do livro todinho, basicamente leva todo mundo nas costas, apesar de precisar de ajuda as vezes pois mesmo sendo incrível ela ainda é humana.

Depois de tudo o que aconteceu em A biblioteca secreta, nós temos o seguinte cenário, Irene e Kai estão morando no alternativo em que eles fizeram sua ultima missão, o alternativo de Vale. Agora Irene tem um cargo fixo na biblioteca de Londres, da Londres daquele (mundo) alternativo pelo menos. No inicio do livro nós descobrimos que Kai e Irene fazem alguns trabalhos de busca por livros pela cidade, algumas missões são mais difíceis, outras nem tanto. Mas afinal, qual é a ideia total deste livro? Bom, acontece que já no começo Kai é sequestrado por alguém, que até dado momento Irene e Vale não sabem quem é, e sendo ele um dragão, sequestra-lo é um grande ato de coragem, ou burrice. No primeiro livro uma das questões estava sobre Kai por ele ser todo misterioso e ao final do livro descobrimos que ele é um príncipe dragão e que os dragões são MUITO poderosos e quem os desafia merece um parabéns pela coragem porque noção não tem.

O fato de Kai ser um príncipe é muito importante na história pois isso move o livro todo. A história se desenrola com Irene procurando Kai, não só porque ele é responsabilidade dela, mas também porque ela sente alguma coisa por ele, mas é durona demais para falar. Vale e Irene correm contra o tempo para descobrir o paradeiro de Kai. Em determinado momento eles descobrem que ele está em um alternativo dominado pelo Caos, o que o torna totalmente toxico para os três, só que tem um problema, eles não conseguem entrar nesse alternativo sozinhos eles precisam da ajuda de alguém e é neste momento que o Lorde Silver entra. Lorde Silver foi relevante no livro anterior (só pra atrapalhar tudo na real) e neste livro continua sendo relevante porém Irene o coloca em seu lugar (o que eu amei muito não posso negar rsrs). Silver ajuda Irene a entrar no alternativo pois Vale não pode ir junto dado ao fato de que o Caos o prejudicaria, mas Vale é muito teimoso.

Chegando neste novo alternativo novas dificuldades são enfrentadas e novas pistas descobertas. Pararei por aqui pois esse livro é bom demais para eu contar toda a história e vocês não terem o prazer de ler.


Dedico este parágrafo para falar sobre a Irene, eu amo essa personagem, ela é um ícone de força e determinação. Desde o primeiro livro ela vem se mostrando forte, decidida, esperta, benevolente e incrível. Para mim, Irene é um símbolo de mulher empoderada e dona de si, ela é a heroína neste livro, mesmo tendo os personagens masculinos que a salvam em dados momentos e a ajuda. Uma coisa muito interessante é como ela usa a linguagem (mágica para os leigos) para resolver os problemas, não a força bruta (apesar de ter momentos em que é inevitável), mas eu acredito que ela usar a fala para sessar conflitos é um ótimo lembrete para nós de que o conhecimento e os argumentos sólidos são as melhores armas que podemos ter. Não tenham medo de usar a fala para defender seu ponto de vista e uma ideia favorável ao coletivo. Sua fala é sua melhor arma.
“Os bibliotecários aprendem desde cedo que não se nada em águas profundas com os tubarões, para não sermos comidos vivos! ”

Título: A Cidade das Máscaras (A Biblioteca Invisível #2)
Autora: Genevieve Cogman
Editora: Morro Branco
Nº de Páginas: 400
Sinopse: "Irene está trabalhando como espiã em uma Londres Vitoriana, coletando importantes livros de ficção para a misteriosa Biblioteca, quando Kai é sequestrado. A origem enigmática de seu assistente significa que ele tem aliados e inimigos igualmente poderosos, e seu sequestro só pode significar uma coisa: guerra entre as forças da ordem e do caos, capaz de destruir mundos inteiros. Para manter a humanidade longe do fogo cruzado – e salvar Kai de uma morte certa –, Irene terá que fazer aliados duvidosos e viajar até as profundezas de uma Veneza repleta de magia negra e estranhas coincidências, onde é sempre Carnaval. Lá, ela precisará lutar, mentir e chantagear seres poderosos. Ou enfrentar consequências fatais."*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Os Imortalistas

28 de agosto de 2018


A vida é regada por dúvidas juntamente a acontecimentos que saem do alcance de cada um de nós, e a única certeza plena que temos em meio a tudo isso é que, algum dia, nós iremos morrer. E se conseguíssemos saber qual será esse tão determinante dia, iriamos optar por saber? E se soubéssemos, isso mudaria, de fato, o nosso modo de viver? Talvez sejamos reféns do destino e de nada adianta tentar mudar: as escolhas determinam o aproveitamento e longevidade dos dias, mas não mudam a indubitável morte. “Os imortalistas” é uma narrativa incisiva em relação aos diversos e mais variados aspectos da vida, em que a autora, Chloe Benjamin, não faz rodeios para contar a história de quatro vidas ligadas por um laço sanguíneo. 


Varya, Daniel, Klara e Simon. Quatro irmãos de família com costumes judeus moradores de Nova Iorque, a partir da década de 60, cujos dias de suas respectivas mortes foram revelados por uma cartomante do bairro onde moravam quando ainda eram crianças, e a partir disso surge a grande dúvida: será que a data dada era real? Aquelas crianças poderiam ou não acreditar naquilo, ao ponto de fazerem com que as suas vidas prossigam tomadas por algumas atitudes em decorrência daquela informação. Pensar naquelas datas era inevitável para cada um deles.

Saul, pai dos quatro irmãos e marido de Gertie, morre quando Klara e Simon são adolescentes e Varya e Daniel já são adultos. Tal fato faz com que a mãe dos irmãos fique desestabilizada e os negócios da alfaiataria da família fiquem sem o seu dirigente. Varya já não estava mais em casa, Daniel iria estudar medicina, Klara não pensava em faculdade e queria a todo custa sair de casa. Assim, o único que restara era Simon, o caçula que ainda faltava dois anos para a conclusão do colegial e que poderia cuidar dos negócios do pai e cuidar de sua mãe. Todavia, Simon não queria essa vida para ele e é induzido por Klara e pela vontade própria a sair de casa e ir para São Francisco. A partir disso, a história é desencadeada com conflitos familiares, jornadas de autodescobertas, pressões da família e das pessoas em volta. Cada irmão assume um papel distinto que os separam daquela inocência que os levaram até a casa daquela senhora cartomante no início do livro, em que cada um segue sua vida e faz suas próprias escolhas, independente – ou talvez muito dependente – do dia final.

O livro possui uma narrativa muito simples e fluida, não há tanta descrição das cenas e a história faz-se bem objetiva e sem lacunas. No começo do livro e em algumas outras partes, vi-me perdida num mar de nomes de pessoas e lugares que não há muita explicação sobre eles, mas creio que isso não influencie na percepção e compreensão dos fatos. Como o enredo todo é baseado numa família judia, muitos aspectos da cultura da religião judaica nos são lançado, como nome de pessoas, eventos, dogmas, expressões, dentre outros. Acho interessante sempre que não souber o que quer dizer tal termo, procurar, pois assim, a leitura e o entendimento é mais eficaz, sem contar a imersão, mesmo que rasa, numa cultura diferente. No que diz respeito ao narrador, ele é na terceira pessoa, pois como conta a história e o rumo da vida de quatro pessoas diferentes, me parece coerente e sensato a opção por esse tipo de narrador, em que cada irmão ganha uma parte do livro, essas intituladas por “Vá dançar, moleque” para Simon, “Proteus” para Klara, “A inquisição” para Daniel e “Lugar de vida” para Varya, cada qual com o ano de início e fim do período em que é narrada a história de cada um.


Eu amei muito essa história, como ela é dividida e como ela é contada. Senti-me envolvida e consegui sentir, por momentos, em quatro peles, ao mesmo tempo. Incitou-me a refletir sobre o contexto em que muitas coisas que são tratadas, como algumas doenças, homossexualidade, preconceito e laços familiares, estes, mais fortes que qualquer outra coisa. Foi importante ver a história de cada uma das pessoas e entender as escolhas delas, visto que são pessoas diferentes nas quais a vida também foi diferente, ou a vida foi justamente diferente pela escolha, afinal, a vida determina as escolhas ou as escolhas determinam a vida? São simplesmente vidas narradas aqui, não tem segredo, são vidas comuns mostradas a nós de maneira fascinante, destemida, profunda. Tudo isso oriundo de um mesmo fator: o conhecimento perpétuo do dia da morte. Como não pensar em destino? Como não acreditar nele? A conclusão é que, tendo um dia certo em que nós partimos ou não, a vida não espera para ser vivida. Eis aqui, a verdade mais clichê de todas.
“–Ninguém escolhe a vida. Eu com certeza não escolhi. – Gertie solta uma risada áspera. – O que acontece é isso: você faz escolhas, então elas fazem escolhas. Suas escolhas fazem escolhas.”

Título: Os Imortalistas
Autora: Chloe Benjamin
Editora: HarperCollins
Nº de Páginas: 320
Sinopse: "É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade."
*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Procurando Gobi

26 de agosto de 2018


Dion Leonard é australiano mas mora na Escócia, isso deveria servir como ponto de referência para a história mas não é bem assim, ele já viajou para todo o canto do mundo por ser ultramaratonista, desse modo, ele tem uma bagagem interessantíssima e isso fica bem claro no decorrer da história, o modo como Dion olha para o mundo é a visão de alguém que já passou por diversas experiências, mas foi em 2016 que tudo mudou.

Durante a preparação para uma maratona, uma cadelinha fofa começa a brincar com ele, como qualquer ser humano digno de sentimentos ele corresponde com carinho, imaginando que logo ela iria embora ou o dono apareceria, ledo engano, ela começa a acompanhá-lo durante a competição e acaba se tornando o maior dos prêmios.

Gobi, que passa a ser chamada assim por ele (significa deserto em mongol) começa a acompanhar Dion durante a competição e isso ao mesmo tempo se torna uma diversão e motivo para preocupação. Diversão porque uma cadelinha fofa como essa, de perninhas curtas e que acha que tudo é uma grande brincadeira, não fazia ideia do alvoroço que poderia causar. Preocupação por motivos ainda maiores e mais sérios, atletas costumam perder até 10% de sua massa em competições como essa, que sempre levam ao extremo o corpo humano, todos os cuidados são necessários para evitar desidratações ou situações ainda mais complicadas, um animalzinho ao topar acompanhar alguém em um evento tão exaustivo como esse, precisaria de cuidados também, é assim que Dion se sente, dividido, mas o amor acaba falando mais alto e sinceramente, quem resiste a um focinho fofo?

A maratona tem 250km e acontece na região Norte da Republica popular da China e região mais sul da Mongólia, imagine só, 250km competindo, é preciso muito foco e certamente é um processo extremamente solitário, mas não para Dion que ganha sua compenheirinha. Ele decide adotá-la mas descobre que isso é muito mais difícil do que pode imaginar, os trâmites para sair do país com um cão sem raça definida, sem documentação, sem as vacinas em dia... São milhares de documentos que precisam ser providenciados e outros tantos acompanhamentos médicos que são extremamente caros, mas Gobi vale tudo isso e muito mais.

É muito bacana ver como um cãozinho é capaz de mudar a vida de um ser humano de maneira absurdamente positiva, Gobi só veio pra somar e pra ser sincera, foi ela quem veio ao encontro de Dion, porque de algum jeitinho, ela sabia que ele precisava dela. 

Se você pensa que a história se resume a isso, não se engane. Depois de alguns dias de competição ele decide que a cadelinha precisa de cuidados e não merece passar pelo sofrimento de enfrentar o deserto com ele, por isso, é enviada por transporte para ficar esperando por ele e adivinha? Ela some! No início da leitura já sabemos que Gobi e Dion estão em casa um bocado de meses depois, mas a ideia dela perdida me fez surtar e pensar na possibilidade do livro ser uma grande fantasia. As pessoas se emocionaram e começaram a se mobilizar por conta da história, foi criado um financiamento coletivo para ajudar a levar Gobi para a Escócia e depois a busca por ela se tornou a busca de todos.

O livro é dividido em seis partes, a narrativa se alterna entre presente e passado e preciso confessar que torci o nariz para iniciar essa leitura mas logo no comecinho já me vi completamente rendida. Não é uma obra sobre um cãozinho fofo, tem muito mais! Dion nos contextualiza sobre os cenários que esteve, sobre as culturas pelas quais passou, fala sobre sua infância, seus medos e seu amor por Gobi e sua família, é um relato muito sincero e que nos faz questionar principalmente sobre como o destino nos presenteia de maneira incrível.
"Em um país onde a riqueza é abundante, os cães muitas vezes são tratados como acessórios de moda — temporários e descartáveis. A Gobi merecia bem mais do que isso."

Título: Procurando Gobi
Autor: Dion Leonard
Editora: HarperCollins
Nº de Páginas: 256
Sinopse: "Encontrando Gobi é o relato milagroso de Dion Leonard, um ultramaratonista que atravessa longos percursos com um cachorrinho vira-lata enquanto compete em uma corrida de 155 milhas através do deserto de Gobi na China. O adorável cãozinho, que mais tarde ganharia o nome de Gobi, provou que o que ele não tinha em tamanho, tinha de coração, enquanto seguia Dion, acompanhando-o por 77 milhas. Vendo a incrível determinação do animal, o objetivo principal de Dion já não era mais ganhar a corrida, mas, sim, garantir que sua amizade com Gobi continuasse forte bem após a linha de chegada. Embora não tivesse cruzado a linha de chegada em primeiro, Dion sentiu que ganhara algo ainda maior - uma nova visão da vida e um novo amigo que ele planejava trazer para casa assim que possível. No entanto, antes que isso pudesse acontecer, Gobi desapareceu na grande cidade chinesa. Dion, com a ajuda de estranhos e da internet, começou a rastreá-la e se reuniu para sempre com o incrível animal que mudou sua vida e provou a ele e ao mundo que os milagres são possíveis." *Exemplar cedido em parceria com a editora.
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