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RESENHA 132 crônicas: Cascos & Carícias e Outros Escritos

6 de setembro de 2018


O que eu mais amo na editora Nova Fronteira é essa capacidade de surpreender o leitor, cada mês meu coração salta de alegria por um motivo diferente, a editora simplesmente não para com os projetos, seja de clássicos, de bolso, em parceria com a Amazon, é muita coisa, sempre na busca de trazer o melhor para seus leitores. 132 crônicas: Cascos & Carícias e Outros escritos foi a minha primeira experiência profunda com os escritos de Hilda, já havia lido algumas coisas suas na faculdade, meus professores de literatura são apaixonados por essa mulher e eu sempre questionei o motivo, quando li um de seus contos, achei uma experiência interessante, mas não tão incrível assim. No entanto, quando vi esse lançamento, não pensei duas vezes e solicitei, eu PRECISAVA entender o que essa mulher tinha de tão incrível que atraia tanta gente que eu admirava, e eu finalmente entendi.

Ler contos nem sempre é uma tarefa fácil, eu sou muito aberta a todo tipo de leitura, mas nesse caso preciso defender a degustação de Hilda, essa é uma coleção que precisa ser apreciada aos pouquinhos, um conto de cada vez, não necessariamente ler tudo em um dia, Hilda é tapa na cara e soco no estômago, é pura pressão, as vezes a gente termina um conto, para, olha pro nada e fica pensando sobre como a literatura nos atinge, é assim que funciona nessa coletânea.

A obra é uma reunião bastante rica de crônicas de Hilda publicadas no jornal Correio Popular de Campinas entre os anos de 1992 e 1995, e alguns outros textos soltos por aí, o melhor da autora está reunido, eu entendi como a sua personalidade se funde aos seus escritos, como suas crônicas indubitavelmente se tornam a sua pessoa, como Hilda e seu texto é um só. Uma mulher diferente de tudo que eu esperava, creio que minha experiência inicial não foi tão boa assim porque não encontrei o texto "certo" da autora, mas aqui, era impossível esse encontro não acontecer. Crua, sincera, sem escrúpulos, direta ao ponto e acima de tudo irônica.

Hilda brinca e critica o cotidiano brasileiro, em seus textos ela coloca uma voz diferente, que transpassa aquela do nosso subconsciente e caminha pelo nosso peito, é algo que vai passeando dentro de nós, e quando caímos na real, o texto acabou e seguimos absorvendo tudo aquilo que ele nos destinou.

Essa foi uma experiência bastante única, que fez o meu encontro com a autora de fato acontecer, seu uso de metáforas, a linguagem, a metalinguagem, tudo é presente e fala alto, ressaltando ainda mais a sua voz.

A obra faz parte da coleção Clássicos de ouro, fica a dica de excelente leitura.



Título: 132 crônicas: Cascos & Carícias e Outros Escritos
Autora: Hilda Hilst
Editora: Nova Fronteira
Nº de Páginas: 400
Sinopse: "132 crônicas: Cascos & carícias e outros escritos é a reunião mais completa das crônicas de Hilda Hilst publicada até hoje. Material híbrido, em parte comentário do cotidiano e da conturbada vida política da época, em parte excertos da sofisticada poesia da autora, muito de sua transgressão, irreverência e fina ironia, este é um conjunto de textos ácidos e bem-humorados, mas acima de tudo extremamente lúcidos. Produzidos entre 1992 e 1995 — à exceção de dois deles encomendados pela Playboy e nunca publicados na revista —, os escritos de Hilda são atuais, divertidos, imprescindíveis."*Exemplar cedido em parceria com a editora.

37ª Semana Literária do Sesc



Oi pessoal, o post de hoje é super bacana e extremamente animado! Pra quem não sabe, somos do interiorzinho do Paraná, sendo assim é bem difícil que aconteça qualquer evento literário, mas dessa vez o Sesc resolveu nos alegrar!

Todos os anos acontece a Semana Literária, já trabalhei lá como livreira e é um evento lindo, repleto de exposições de conteúdo literário, intervenções, bate papo e espetáculos. Lembro de como meu coraçãozinho de enchia de alegria ao ver as turminhas do ensino infantil chegando para aproveitar a programação. Esse ano a coisa será um pouquinho diferente, o tema da 37ª Semana Literária do Sesc será Literatura: o tempo da imaginação, porque sabemos como ninguém, como o livro nos faz viajar pra longe, e adivinha quem vem pra abrir a programação? Raphael Montes! Pra quem não sabe, ele é visto atualmente como um dos maiores nomes da literatura policial no país, o blog conseguiu um espacinho super bacana para entrevistá-lo e participar efetivamente do bate papo, aguardem que vem coisa boa por aí!  



Nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Escreveu os romances Suicidas, Dias Perfeitos, O Vilarejo e Jantar Secreto, todos sucesso de público e de crítica, traduzido em mais de 20 países e com os direitos de adaptação vendidos para o cinema. Atualmente, Raphael também apresenta um programa de literatura na TV Brasil, o Trilha de Letras, e escreve roteiros para cinema e para TV.








Fora isso, a programação está repleta de bons autores e pessoas que fomentam a literatura no brasil, você pode acompanhar a programação completa em: https://www.sescpr.com.br/semanaliteraria/


RESENHA Ariel

4 de setembro de 2018


Esse livro faz parte do projeto Setembro Amarelo, que visa a valorização da vida além de um debate saudável sobre transtornos mentais, suicídio e formas de evitá-lo.

Sylvia Plath sempre me chamou a atenção, principalmente por saber que apesar das inúmeras teses, pesquisas, ensaios, nada nunca vai responder a maior questão que cerca essa mulher: Seu romance, foi de fato uma biografia? Pra quem não sabe, Sylvia Plath escreveu Redoma de vidro, onde a protagonista passa por algumas experiências de quase suicídio, a grande questão é, um mês após o lançamento a própria autora se matou, após inalar o gás do forno onde colocou a cabeça. Então por mais que tenhamos inúmeros estudos sobre uma autora tão ímpar, nunca teremos realmente uma resposta. A redoma de vidro foi um livro que realmente me marcou, a personagem tem um humor ácido, e lida com questões sérias de maneira bastante incomum, até então, meu conhecimento com Sylvia ia até aí, nunca havia lido seus poemas até a Verus lançar essa lindeza!

Vou começar fazendo o caminho inverso e falando sobre a edição, que trabalho fantástico! Apesar de ser uma edição simples, curtinha, é extremamente esclarecedora, logo no início temos uma nota explicando sobre os poemas e como eles são integrais, pra quem não sabe, em edições anteriores, o marido de Plath retirou alguns poemas porque julgou agressivos demais, a acrescentou outros, o engraçado disso é que os poemas retirados falavam diretamente do episódio em que ele traiu a autora, ou sobre a relação deles, sem falar que mexer em uma obra, deixada pronta, e organizada de determinada maneira porque tinha uma intenção, é quase reescrever o livro de alguém, algo que não é seu direito. Quanto a isso, a Verus foi sublime, esclareceu esse ponto, indicou quais poemas foram retirados, quais foram inseridos, e claro, mostrou-os. A edição é bilingue, então atende a todos os públicos, no final há um trechinho com alguns rascunhos da autora e uma nota escrita por sua filha, é tocante demais, vale a pena.





Agora sobre os poemas em si, sei que muita gente não curte poesia, mas definitivamente vale a pena, Sylvia é uma mulher única e que fez de seus poemas, o seu grito por socorro, ela não teve problema algum em falar sobre temas sérios e que não eram vistos com bons olhos na época, esses acima são trechos de meus poemas favoritos, e que mostram como ela realmente tinha intenções suicidas a muito tempo, mas para além disso, precisamos analisar como a escrita da autora, de certo modo, fomentou muitos estudos literários, e contribuiu para a literatura até hoje, Plath foi cedo demais, mas seus poemas ainda reverberam em nós.

Sylvia sempre escreveu sobre suicídio, em seus poemas isso é notório, além de suas tentativas também, em A redoma de vidro, a personagem também tenta se matar e passa por algumas sessões de eletrochoque. O autoaniquilamento sempre foi uma grande questão, seja na vida ou obra da autora, isso só comprova o que muita gente não acredita, suicidas falam sobre suicídio, suicidas pedem socorro, suicidas gritam ao seu modo, eles dão os sinais, precisamos ter mais cuidado ao olhar para esses casos, procurar ajuda profissional é a primeira indicação, um ombro amigo não é um profissional, um ombro amigo não é psicólogo, mas um ombro amigo ainda significa que alguém se importa, e que sua vida faz diferença.


Título: Ariel
Autora: Sylvia Plath
Editora: Verus Editora
Nº de Páginas: 208
Sinopse: "Com a publicação póstuma do livro de poesia Ariel, em 1965, Sylvia Plath se tornou um nome de destaque na literatura norte-americana. No entanto, o manuscrito de Ariel deixado pela autora quando morreu, em 1963, era diferente do volume de poemas então publicado e mundialmente aclamado. Esta edição bilíngue e fac-similar restabelece pela primeira vez a seleção e o arranjo dos poemas exatamente como Sylvia Plath os deixou antes de se suicidar. Além da reprodução dos manuscritos da autora, este volume também inclui os rascunhos completos do poema-título, “Ariel”, oferecendo ao leitor a oportunidade de acompanhar o processo criativo da poeta. Com esta publicação, o legado de Sylvia Plath pode ser reavaliado à luz de seu trabalho original e permanece conforme sua vontade. Sylvia Plath conseguiu, em Ariel, transformar em poesia tanto assuntos particulares como eventos históricos trágicos. Seus poemas evidenciam as dores de uma vida traumática, marcada pela morte do pai e pelos conflitos com o marido infiel, e são a prova do talento dessa poeta que, com otimismo ou sofrimento, soube unir técnica e emoção e criar uma obra já clássica."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA Por Lugares Incríveis


Oi pessoal, aqui é a Isa, vocês não sabem o tamanho da minha alegria por poder escrever uma resenha sobre um dos meus livros favoritos no mundo todinho. Quero começar dizendo que amo Jennifer Niven, ela mandou super bem em Por lugares incríveis e é muito atenciosa com os fãs que querem saber mais sobre o livro ou sobre a estória real a respeito dele. Para quem não sabe, Por lugares incríveis é baseado em um a experiência real da vida da Jennifer, no passado ela amou um garoto como o Finch e seu fim foi exatamente como o do personagem.

Quando você vê essa capa fofa e tudo mais o que você pensa? “Nossa, esse livro deve ser muito doce.” “Deve ser uma história bem tranquila” se você pensou essas duas coisas você está certx e erradx, pois este livro é lindo e fofo, mas ao mesmo tempo vai deixar seu coração no chão e sua vida sem sentido pois o final é arrebatador.

Desde já deixo explicito que TERÁ SPOILER, pois no mês de prevenção ao suicídio eu não posso deixar de falar até o final sobre este livro.

Então vamos lá, Violet Markey e Theodore Finch se conhecem em um momento muito crítico de suas vidas, ambos estão no topo da torre do colégio em que estudam prestes a pular, porém quando Finch chega na torre ele vê Violet, desiste de se matar e salva a vida dela. No decorrer do livro Finch e Violet vão se conhecendo e também os lugares incríveis de Indiana, para um trabalho de escola. Mas esse trabalho se torna muito mais do que isso, vem a ser uma válvula de escape para ambos.

Ambos os personagens tem problemas psicológicos e familiares, Violet perdeu a irmã mais velha em um acidente de carro do qual ela se culpa profundamente e Finch tem depressão e distúrbio bipolar além de vários problemas familiares. Ao mesmo tempo que se conhecerem foi de grande ajuda pra ambos, o final não é o esperado.

Com a visita a todos esses lugares incríveis e com a companhia um do outro eles descobrem os prazeres da vida, cada um a sua maneira. Mas seriam os lugares incríveis suficientes para toda uma vida? Depois de sofrer vários episódios de bullying no colégio e negligencia por parte da família, Theodore Finch decide se suicidar e dar um fim a toda sua dor, deixando muitas perguntas como: Por quê? Eu não fui o suficiente? Por que ele faria isso? Ele não tem pena da família e dos amigos?

Sendo o suícido um ato subjetivo é difícil dizer: “Ele se matou por causa disso, isso e aquilo”, ninguém nunca saberá o motivo pelo qual alguém se mata (a não ser que a pessoa deixe um bilhete), mas o intuito deste projeto não é defender o suicídio e sim alertar sobre ele, mesmo sendo um tabu na sociedade em que vivemos é algo que acontece constantemente e que devemos dedicar um tempo de nossas vidas para esse assunto.

O que me deixa muito indignada em casos de suicídio é o quanto as pessoas podem ser hipócritas, elas choram, tentam entender o porquê, fazem memoriais, colocam a pessoa em um pedestal dizendo o quanto ele era especial para todos, mas quando a pessoa estava viva e dá CLAROS sinais que precisava de ajuda NINGUÉM foi ajudar, NINGUÉM perguntou “ Eai, Finch? Você está bem?”, NINGUÉM se importou quando ele sumiu porque “ele sempre some e depois volta”. O que eu quero dizer com tudo isso é que nos sempre podemos fazer alguma coisa a respeito, mas as vezes estamos ocupados demais olhando só para nossa vida, com nossa visão limitada que não vemos a pessoa do nosso lado mergulhando na escuridão profunda da depressão e quando nos damos conta já não temos mais a chance de ajudar, pois quando tivemos a chance fechamos os olhos e fingimos que não estávamos vendo, para que logo depois a morte da pessoa nós possamos construir memoriais e chorar por aquela pessoa, mas tudo isso não é em memória de quem se matou é para amenizar nossa própria culpa.

Eu escrevi essa resenha com um pouquinho (talvez bastante) de raiva e chorando porque o que descrevi anteriormente é o que acontece com Finch depois que ele morre, todas as pessoas que o chamaram de aberração e praticaram bullying com ele estavam fazendo um memorial para ele e indo ao funeral, os pais recebendo os “meus sentimentos” de todos, levando em conta que quando Finch estava vivo nenhum deles se preocupou em, no mínimo, ir no quarto dele para vê-lo, pois se tivessem ido teriam percebido que todos os moveis tinham sumido e que ele estava dormindo no closet, se eles tivessem só parado de pensar em si próprios e percebido o quão afundado na depressão e na bipolaridade Finch estava, talvez o final poderia ter sido diferente. 

        Isso tudo que eu disse não é para colocar a culpa em fulano ou em ciclano, mas sim para dizer: preste atenção na pessoa ao seu lado, preste atenção em você mesmo, sua vida é muito importante e você tem um futuro brilhante pela frente, mesmo que não pareça, assim como Finch tinha. Se você sente que não está conseguindo levar a vida e que tudo está pesando, não sinta vergonha ou medo de pedir ajuda!
“Imagino como deve ser andar na rua, confiante e calmo, sentindo-se bem consigo mesmo, e simplesmente se misturar. Sem que ninguém se afaste, ninguém encare, ninguém espere ou imagine qual será a próxima maluquice que você vai fazer.”

Título: Por Lugares Incríveis
Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Nº de Páginas: 336
Sinopse: "Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los."






PROJETO SETEMBRO AMARELO

2 de setembro de 2018



Oi pessoal, hoje eu venho com uma proposta um pouquinho diferente pra vocês, juntamente com os colaboradores do blog, resolvemos participar ativamente do Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, mas antes de explicar como vai funcionar, vocês precisam entender os motivos: Quando eu criei o blog, era pra ser mais como um refúgio, inicialmente eu escrevia alguns textos e colocava-os aqui, sem intenção de divulgar, só precisava desabafar. Fui diagnosticada com depressão muito cedo, sempre evitei medicamentos. Em 2015 comecei a ficar mais próxima da literatura e resolvi usar isso aqui de outra maneira, comentando sobre o que eu mais amava e me fazia bem. Mais tarde fui diagnosticada com TOC, e sinceramente, é um inferno viver com isso, você simplesmente não consegue parar sua cabeça, então antes de dizer que tem TOC porque não consegue ver tal coisa fora do lugar, tenha um pouquinho de empatia e passe a entender sobre esse transtorno. Depois disso, a coisa desandou, passei por alguns episódios nada fáceis e tentei suicídio algumas vezes, tenho algumas marcas, não só físicas, mas posso dizer com toda a certeza que a literatura foi uma das coisas que me salvou, quando eu não me sentia bem, lia, lia muito, até esquecer o que sentia, e isso funcionava. Obviamente tratamento adequado melhorou as coisas significativamente e é a minha primeira indicação, antes de qualquer coisa, ok?

Pois é, esse foi o maior motivo para pensar no projeto, mas além disso, outras duas colaboradoras do blog, Isa e Carol, são minhas companheiras de pesquisa na faculdade, fazemos Letras e desenvolvemos nossas pesquisas sobre suicídio e a literatura, meu corpus de análise é O último adeus, da Cynthia Hand, a Isa estuda Por lugares incríveis e Carol faz a análise de Van Gogh, isso certamente nos aproximou do tema e de uma visão um pouquinho mais cientifica a respeito, mas acima de tudo, nos mostrou como o suicídio ainda é um tabu, nunca noticiado, nunca falado, mesmo com as taxas só aumentando. A partir disso pensamos no projeto Setembro Amarelo. Durante todo mês, além das resenhas comuns, falaremos semanalmente sobre livros que tenham o suicídio como tema, ou que falem sobre transtornos mentais. Algumas editoras toparam participar do projeto, e eu achei isso muito bacana, a grande maioria nem é parceira do blog mas abraçou a ideia porque sabe a importância do tema. Todos os livros que serão resenhados, são excelentes obras, que explanam um pouquinho mais sobre transtornos, nos colocam pra trabalhar a empatia e acima de tudo NÃO ROMANTIZAM ESSA SITUAÇÃO. A intenção do projeto é mostrar como a literatura pode servir de alerta e trabalhar a favor da prevenção ao suicídio, segundo dados, 90% dos casos de autoaniquilamento poderiam ser evitados se alguém tivesse notado os sinais antes, doido isso, né? A questão é passarmos a realmente olhar com atenção ao coleguinha. Sendo assim, cada resenha vai contar com uma reflexão sobre a situação narrada na história, pra podermos aplicar isso na nossa realidade, e observamos o que podemos fazer pelo outro. Você pode encontrar as resenhas facilmente usando o marcador Setembro Amarelo.

E lembrem-se, Setembro Amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida (CVV) que conta com atendimento 24h, seja por telefone, chat, email, onde for, alguém está lá para te ouvir, não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda, a sua vida importa. E nós, do Uma dose de cacto queremos provar isso.

Para entrar em contato com o CVV, você pode entrar diretamente no site, clicando AQUI
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Via telefone, discando: 188

E também pode procurar os postos de atendimento clicando AQUI

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