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RESENHA International Guy: Paris, Nova York, Copenhague

24 de outubro de 2018


Receber surpresas do Grupo Editorial Record é sempre uma delicinha, principalmente quando remetem aos gêneros que mais te agradam, aqui a coisa não foi diferente, a proposta de International Guy é extremamente interessante e vai contraria a essa onda dos eróticos que colocam a mulher como o corpo em questão, confuso? Vou explicar! Quase sempre em livros eróticos as mulheres são sensuais, atiçam o desejo dos homens, aqui a situação é totalmente contrária! Nossos protagonistas são três rapazes muito conscientes do seu poder para com o público feminino, sabem que causam euforia, sabem que são desejáveis, e usam disso para ganhar dinheiro, é a partir dessa premissa que a história se desenrola. 



Logo no início conhecemos Parker e seus companheiros Bo e Royce, o trio comanda a International Guy, uma empresa que ajuda qualquer mulher, em qualquer situação, desde que ela tenha dinheiro para pagar, eles colaboram ensinando-as como gerir empresas, ser mais confiantes, empoderar-se, o que for necessário eles serão capazes de fazer para que cada contratante do sexo feminino tenha total controle sobre si, seu corpo, sua mente e o que é capaz de fazer. Desse modo a obra é dividida por cidades, em Paris conhecemos um pouquinho mais sobre Parker, ele irá ajudar Sophie a ter a auto estima necessária para comandar a empresa deixada por seu pai, isso acontece de modo muito sensual, é assim que ele trabalha, mostrando como ela é bonita e só precisa dos toques certos, seja na mudança de visual ou de postura, apesar de ser extremamente mulherengo, Parker é um profissional muito correto e acompanhá-lo defendendo Sophie foi uma das coisas mais incríveis que posso destacar nessa obra, sem duvida alguma ele contribuiu muito para o crescimento da nossa mocinha.

Já em Nova York, Parker viaja sozinho(no trabalho anterior, em Paris, a equipe toda estava presente) e sua missão agora é ajudar uma atriz, a química entre os dois é coisa de outro mundo, você sente as faíscas enquanto lê essas cenas, de verdade. Aqui encontramos um lado mais humano de nosso protagonista, ele consegue ir ao fundo da mente de sua cliente, só com seu jeitinho doce, e de certo modo isso é capaz de tratar uma pequena ferida que existia nela e a impedia de atuar.

Em Copenhague a coisa fica um pouquinho mais real hahah, Parker viaja para cuidar pessoalmente de uma princesa, que inicialmente achei extremamente mimada e fútil. Mas que aos pouquinhos, e graças ao jeitinho todo cafajeste e romântico de Parker, vai se abrindo e deixando claro os seus motivos para não se render a um casamento real.

Tive grandes problemas com a escrita da Audrey no passado, li uma outra série sua e a maneira como ela construiu personagens femininas me irritou de tal modo, que acho que nunca fiz uma resenha tão negativa sobre uma obra, depois daquela experiência eu estava certa que não leria mais nada escrito pela autora porque a maneira que um relacionamento abusivo foi posta de modo romântico e suavizado, me irritou, eis que International Guy chegou e a curiosidade falou mais alto, resolvi dar mais uma chance e sinceramente... Ela se redimiu bonito, lindamente! A sensação que tive é que esse livro foi um grande recado pra mim, como se ela dissesse nas entrelinhas "Ei, sei que vacilei na obra passada, mas agora estou aqui, com esse livro muito bacana, onde homens mostram para as mulheres como elas são belas, onde homens mostram para moças incríveis que elas não precisam de mais nada a não ser de si mesmas, onde a grande questão talvez até seja o romance, mas acima de tudo, a minha mensagem é sobre a construção de auto estima e como nós somos capazes de superar nossos medos" E foi isso, exatamente o que senti. Óbvio que Parker e seus amigos tratam a empresa como um negócio, mas eles fazem isso porque são bons demais em conquistar, e porque sabem a maneira correta de fazer uma mulher se reconhecer como o mulherão que realmente é, sem muito esforço eles apenas mostram quem realmente elas são. Essa foi uma surpresa extremamente positiva, Audrey acertou lindamente em começar essa trama com Parker, ele é um cara firme, sexy, extremamente charmoso e com um toque de diversão que você se sente nervosa, como se não soubesse lidar com tanta perfeição em um homem só. O lado ruim? Serão só três livros, cada um passando por três cidades diferentes, e eu com a certeza que vou me apaixonar a cada novo contrato desses rapazes.
"Na Intenational Guy, atendemos às necessidades da cliente. Nenhum pedido é exigente demais ou estranho demais."
Título: International Guy: Paris, Nova York, Copenhague
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Nº de Páginas: 376
Sinopse: "International Guy é a agência de Parker Ellis, um dos maiores especialistas do mundo em vida e amor, que tem como missão ajudar as mulheres em questões tão diversas quanto se sentir sexy e poderosas, aprender a administrar um império empresarial ou conquistar o homem dos seus sonhos. Parker e seus dois sócios atendem mulheres ricas do mundo todo, como atrizes de Hollywood, membros da realeza e CEOs de multinacionais bilionárias. E, às vezes, eles não podem evitar que as coisas esquentem e vão parar na cama de suas clientes. Literalmente. Parker adora sua vida de playboy e não está procurando compromisso. Afinal, há um mundo inteiro à sua frente: os negócios o levam de Paris a Milão, de Berlim ao Rio de Janeiro. Mas, conforme ele pula de cidade em cidade — e de cama em cama —, é possível que acabe encontrando mais que sexo ao longo do caminho... " 

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA A Garota do Orfanato Sombrio

23 de outubro de 2018


Hoje teremos uma resenha estranha, de uma obra que começa de modo mais estranho ainda, a Jangada foi bastante arriscada na proposta desse livro mas o melhor de tudo é que ele foi capaz de atender a todas as nossas expectativas e ainda assim, superá-las. Um enredo diferente, que te coloca na cena do presente, mas que te faz retornar ao passado para entender porque as coisas estão assim agora. Peça a peça o quebra cabeça vai sendo montado.

Echo acorda e não sabe onde está. O quarto se encontra todo escuro e sombrio e então ela escuta um barulho embaixo da cama e quando dá uma espiadinha vê olhos vermelho e assustados, um menino embaixo da cama sai correndo e molhando todo o chão. Mas o que estava acontecendo?

Nossa protagonista não entende nada, não sabe porquê está ali, não sabe onde seus pais e Andy, seu namorado, estão. Começa a andar pelo orfanato até encontrar Dona Trouvor que a trata muito mal e a manda recolher as roupas sujas de todos os quartos. Enquanto ela recolhe as roupas acaba conhecendo os moradores do local, um mais esquisito que o outro. Depois de recolher todas as roupas ela as leva á lavanderia onde conhece Cole, um cara gato demaaais...

A garota faz mil perguntas para ele, mas o garoto só responde a mais importante para ela, existe um jeito de fugir daquele lugar e Cole vai ajudá-la. No café da manhã, Echo é alvo de uma pegadinha de novata e quase morre, o que é uma ironia. Naquela noite Cole a mostra a saída e diz que certas coisas dela devia descobrir sozinha. Echo vai até a sua casa e encontra um senário muito estranho, algumas coisas estão quebradas no chão, está tudo bagunçado e tem sangue pra todo lado. Ela fica mais confusa ainda. Seus pais chegam e ela vai correndo até eles, sua mãe começa a chora e o marido a consola, mas eles não veem Echo e vão embora. Mais confusa do que nunca, ela corre atrás do carro e consegue ficar na frente dele, mas, novamente, seus pais não a veem e, ao invés de atropelá-la o carro passa através dela, e é aí que a ficha dela cai: Echo está morta.

De volta ao orfanato, Echo encontra Cole e os outros jovens que fizeram o trote com ela e eles explicam que está na Casa do Meio, onde o espirito de quem foi brutalmente assassinado fica até encontrarem quem os mataram. Cada um conta como foi seu assassinato e que quando finalmente encontram o assassino, podem ir para o outro lado e reencarnar. Echo fica obcecada em encontrar seu assassino e seus novos amigos a ajudam.

Mas durante a investigação ela descobre coisas que não lembrava sobre ela mesma, pois na vida pós morte você não se lembra de muitos fatos e nem de como foi morta, vê sua família sofrendo muito e seu namorado Andy definhando na tristeza cada dia mais, e descobre que mesmo depois da morte não da para confiar nos outros.


Eu adorei esse livro, apesar da Echo ser meio chata as vezes, o que em certos momentos tornou a leitura meio arrastada, ele tem um suspense extremamente instigante e você nunca sabe o que vai acontecer a seguir, é como se você só conseguisse ver escuridão enquanto lê, nunca sabe o que vai acontecer. As personagens são estranhas, mas divertidas e tem um companheirismo bastante importante para o enredo, um ajuda ao outro a se adaptar e encontrar o assassino. Se você gosta de um suspense adolescente esse livro é perfeito para você! Uma leitura fluída e capaz de te curar da ressaca de leituras mais densas.


Título: A Garota do Orfanato Sombrio
Autor: Temple Mathews
Editora: Jangada
Nº de Páginas: 304
Sinopse: "Echo Stone acorda suando frio num quarto escuro e desconhecido, sem saber exatamente como foi parar ali. Tentando entender a situação, ela descobre que aquele lugar sombrio é a “Casa do Meio”, um orfanato que abriga crianças e adolescentes. Só tem um problema: Echo não é órfã, seus pais estão vivos! Mas ninguém parece se importar com suas explicações e o único disposto a ajudá-la a fugir dali é Cole. Mas quando a garota consegue voltar pra casa o problema fica ainda pior: uma fita amarela da polícia indica que um crime horrível e violento aconteceu - seu próprio assassinato! Echo está morta e não sabe como isso aconteceu. Desesperada para ter sua vida de volta, ela inicia uma busca para resolver esse enigma e, à medida que cresce a lista de suspeitos, ela descobre que não é a garota boazinha que julgava ser..."*Exemplar cedido em parceria com a editora.
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