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RESENHA A Boa Filha

6 de dezembro de 2018

Para começar a falar de A boa filha, você precisa saber que é um livro extremamente forte e intenso. Cenas perturbadoras virão logo no início da trama e vou confessar que por alguns momentos eu tive que parar, dar uma respirada, e depois retomar à leitura de fato, pois muita coisa é capaz de nos incomodar aqui.

Eu nunca havia tido contato com algo escrito pela Karin Slaughter, mas só vi resenhas e críticas boas sobre suas obras anteriores. Bom, isso já me fez querer ler as mesmas, mas após terminar A boa filha, eu quero mais ainda. Karin escreve de uma maneira única, explícita, detalhista e voraz. A riqueza em detalhes, faz você imaginar cada coisinha, isso pode incomodar um pouco caso você não tenha o costume de ler histórias com muitos detalhes, mas em thrillers eles são essenciais.


Como sabemos, Charlotte e Samantha Quinn são filhas de um advogado que sempre pega os autores dos casos mais horrendos para defender, e o pessoal da cidade o julga muito por isso, o homem não é visto com bons olhos por praticamente ninguém, mas segundo ele, alguém tem que fazer o trabalho. 
Depois da tragédia que foi citada na sinopse, a família de pai e filhas, fica totalmente desequilibrada. As irmãs se separam, quase não mantém contato, e a relação de pai e filha, já que Charlotte mora perto de seu pai, também não parece uma das melhores.

Um assassinato acontece no colégio onde Charlotte estava, por motivos pelos quais ela esconde, e com o passar do tempo você descobre o que ela realmente estava fazendo lá. Isso acarreta a vinda de Samantha para a cidade onde mora seu pai e sua irmã. A partir daí as coisas começam a tomar rumo, e a história começa a ficar cada vez mais interessante. O livro simplesmente te prende e você quer saber a todo custo o que realmente aconteceu, porque aconteceu e como. A maneira como Karin te leva a pensar um milhão de coisas e descobrir nada, é incrível, me arrisco a dizer que esse foi um dos melhores thrillers que eu já tenha lido até hoje.

Os personagens aqui são muito bem construídos, e se ligar à eles é muito fácil. Cada um com sua personalidade diferente e única, tornando cada um interessante à sua maneira. Os cenários são muito bem elaborados pela autora também, diga-se de passagem. Como eu disse: Cada detalhe é colocado na medida certa. Além do suspense do crime em si, temos também uma carga emocional gigantesca por conta do passado das nossas protagonistas. A mistura de amor, ódio, união e afins, deixa o clima sempre muito pesado, mas se não tivesse isso, não poderíamos chamar de thriller, né? E eu particularmente AMO uma família problemática (risos).

Apesar de A boa filha ser um livro ÓTIMO, não recomendo para todos. É um livro para poucos, e digo isso devido ao modo como tudo é extremamente descrito. Contém cenas fortes e até agonizantes de ler, cenas que realmente incomodam o leitor, então com essas ressalvas, se você está disposto a mergulhar num enredo sombrio e perigoso, esse livro é para você.
"Uma sociedade justa é uma sociedade cumpridora da lei. Você não pode ser um dos mocinhos se agir como um dos vilões."


Título: A Boa Filha
Autor: Karin Slaughter
Editora: HarperCollins
Nº de páginas: 463
Sinopse: "Quando eram adolescentes, a vida tranquila de Charlotte e Samantha Quinn foi destruída por um terrível ataque em sua casa. Sua mãe foi assassinada. Seu pai – um famoso advogado de defesa de Pikeville, Geórgia – ficou arrasado. E a família foi dividida por anos, para além de qualquer conserto, consumida pelos segredos daquela noite terrível. Vinte e oito anos depois, Charlie seguiu os passos de Rusty, seu pai, e se tornou advogada – mas está determinada a ser diferente dele. Quando outro caso de violência assombra Pikeville, Charlie acaba embarcando em um pesadelo que a obriga a olhar para trás e reviver o passado. Além de ser a primeira testemunha a chegar na cena, o caso também revela as memórias que ela passou tanto tempo tentando esconder. Agora, a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não poderá mais permanecer enterrada e Charlotte precisa se reencontrar com Samantha, não apenas para lidar com o crime, mas também com o trauma vivido. A boa filha é mais uma obra-prima de Karin Slaughter, um enredo sólido, com caracterizações fortes e reviravoltas extraordinárias, um misto de drama e terror que faz arrepiar até os leitores mais corajosos." *Exemplar cedido em parceria com a editora. 

RESENHA Eu e Esse Meu Coração

4 de dezembro de 2018


Leah McKenzie não é uma adolescente qualquer, ela não pode ter uma vida normal, não tão cedo, ela vive com um coração artificial, que bombeia sua vida através de tubos, não frequenta a escola e qualquer gripe pode matá-la. Ela tenta lidar com essa situação da maneira menos complicada possível, sabe que isso não envolve apenas o seu sofrimento, mas também o sofrimento de seus pais que vivem para amá-la e cuidar de sua saúde, mas tudo muda quando de última hora um garoto precisa substituir sua professora particular, e não é nada mais nada menos que sua paixãozinha da época que frequentava a escola, Matt faz o seu coração falso vibrar de uma maneira que ela imaginou que não fosse capaz, mas Leah não faz planos para o futuro, não quando nem consegue saber se vai estar viva amanhã, seu coração artificial não é a cura, é só uma medida de emergência enquanto ela aguarda pelo transplante. Mas Matt não apareceu somente para fazer seu coração trabalhar de maneira além da automática, ele tem uma história triste, mas capaz de salvar a nossa protagonista. 



Assim que Leah vê Matt pela primeira vez depois de muito tempo, ela se envolve com ele, de início de maneira bem unilateral, porque imagina que ele jamais corresponderia a ela, mas as coisas mudam bruscamente, quando o irmão gêmeo me Matt, Eric, é encontrado morto na floresta, um tiro na cabeça, uma mente morta, mas com um coração que pulsa e é capaz de ser doado. Por ironia do destino Eric é compatível com Leah e o transplante é feito, em meio a dor, ainda no hospital, Matt descobre para quem o coração do irmão será destinado e não consegue tirar esse pensamento da cabeça. Mas para além de outras coisas, o que atormenta o garoto são as constatações que ele sabe que não são verdadeiras, a polícia concluiu que Eric cometeu suicídio, ele morreu com a arma do pai, havia terminado um relacionamento recentemente e tudo leva a crer que ele decidiu se matar, Matt sendo gêmeo sente coisas que humanamente não somos capaz de explicar, e de algum modo ele sabe que seu irmão não se matou.

Mas certo, o livro é um romance, cadê?




Matt fica tão envolvido por Leah quanto ela, mas isso é deixado de lado por conta da morte de seu irmão, acontece que após saber que o coração dele foi para a garota, ele toma coragem para se aproximar ainda mais, não pelo fato de sentir que seu irmão vive em outra pessoa, mas porque Leah teve uma segunda chance na vida, e ele quer viver esse amor com ela. Acontece que nossa protagonista começa a ter sonhos estranhos, que podemos concluir que são os momentos antes da morte de Eric, ela se sente perturbada com isso e logo mais um vínculo é estabelecido, ela e Matt vão se unir para tentar descobrir o que de fato aconteceu com o seu doador, mesmo que todos digam que é suicídio, os dois sentem que a história do garoto foi interrompida de maneira diferente.

Leah é uma personagem muito fofa, a identificação é imediata porque ela é uma leitora voraz, devido a sua doença, ela passou muito tempo de cama, então lia em um ritmo exacerbado, durante muito tempo ela não fez planos para o futuro, porque não imaginava que receberia um coração, mas agora que a vida lhe deu uma nova chance, ela quer aproveitar. Sendo assim, Leah passa por uma profunda transformação, decide ser mais firme sobre sua opinião, deixar de lado a posição de garotinha tímida, ela quer aproveitar a vida! Sua cirurgia foi muito grande, e deixou grandes cicatrizes, mas Leah lida com isso ciente de que é uma marca importante, que significa que ela sobreviveu.

Já Matt, ele é doce, doce demais e isso me irritou algumas vezes, ele é tão fofinho que algumas vezes revirei os olhos, vocês já se irritaram com um personagem por ele ser perfeito demais? Pois é. Sem contar o fato que ele insiste em dizer que o irmão não se matou, mas ele insiste quase que de maneira agressiva em alguns momentos, e isso não é nada bacana.

O romance entre os dois avança de uma maneira bastante condizente com a idade deles, sem cenas hot em excesso, sem forçar a barra, a intenção é mostrar como ambos, após sofrerem demais, estavam vivendo uma história de amor doce, no meio do mistério do possível suicídio ou não do gêmeo. A narrativa é intercalada, Leah em primeira pessoa e o ponto de vista de Matt em terceira pessoa, eu nunca havia lido nada descrito desse modo e funcionou bem comigo, fez a história que gira em torno do mesmo assunto o tempo todo, fluir bem. Confesso que ao finalzinho meu coração ficou apertadinho, alguns acontecimentos me deixaram bastante receosa com o final, mas tudo foi condizente com o enredo, me surpreendeu positivamente. Logo ao final da narrativa descobrimos que a obra tem um tom autobiográfico, totalmente adaptado, mas uma experiência da autora foi o gás para o surgimento da história. Esteticamente falando, tudo é impecável, um marcador fofo no formato anatômico de coração, capa com cores vibrantes, fonte e páginas bastante confortáveis para a leitura. Eu e esse meu coração é uma história doce sobre acreditar nas segundas chances que a vida nos dá. 

"Não, não é só o novo coração. Sou eu. Eu mudei. Não tenho mais certeza de quem sou. Não tenho certeza se posso voltar a ser a Antiga Leah. E quem é essa Nova Leah? Isso é um grande mistério."
Título: Eu e esse meu coração
Autora: C. C. Hunter
Editora: Jangada
Nº de Páginas: 424
Sinopse: "Leah MacKenzie, de 17 anos, não tem coração. O que a mantém viva é um coração artificial que ela carrega dentro de uma mochila. Com seu tipo sanguíneo raro, um transplante é como um sonho distante. Conformada, ela tenta se esquecer de que está com os dias contados, criando uma lista de “coisas para fazer antes de morrer”. De repente, Leah recebe uma segunda chance: há um coração disponível! O problema é quando ela descobre que o doador é um garoto da sua escola – e que supostamente se matou! Matt, o irmão gêmeo do doador, se recusa a acreditar que Eric se suicidou. Quando Leah o procura, eles descobrem que ambos têm sonhos semelhantes que podem ter pistas do que realmente aconteceu a Eric. Enquanto tentam desvendar esse mistério, Matt e Leah se apaixonam e não querem correr o risco de perder um ao outro. Mas nem a vida nem um coração transplantado vem com garantias."

*Exemplar cedido em parceria com a editora. 


RESENHA - O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude

3 de dezembro de 2018


Oi Gente, sou a Thais, colaboradora do blog e hoje é dia de resenha de um exemplar mais que especial que veio na caixinha VIB!

Quando peguei esse livro, eu realmente não sabia o que esperar dele, a princípio porque a capa não me chamou muito a atenção e mesmo que a sinopse o tenha feito, ainda fiquei um pouco receosa. E fiquei realmente surpresa quando o livro me cativou de tal modo que me vi finalizando a leitura dele em três dias. Foi a primeira vez que li um livro onde os personagens principais/par romântico são gays e gostei bastante do fato da autora ter escolhido essa vertente, saindo do foco dos casais padrõezinhos. Tem um toque clichê na história? Tem, mas é um clichê um tanto diferente. Tem romance? Tem, mas a história não se trata apenas e exclusivamente disso, ela também mostra situações e dificuldades enfrentadas por negros, mulheres e casais homossexuais durante o século dezoito. E como já falei várias vezes, adoro quando autores criam histórias assim, tão únicas.


Henry Montague foi criado para ser um cavalheiro, alguém para guiar os negócios e seguir com o respeitável nome da família. O problema é que Monty não é do tipo que segue regras, não pretende seguir os passos do pai e gerenciar as propriedades da família, ele prefere muito mais as jogatinas, o álcool e passar as noites nos braços de quem lhe chamar a atenção, sejam homens ou mulheres. Tudo isso acompanhado de seu melhor amigo/grande amor Percy.


Assim como vários outros jovens nobres de sua idade, Monty irá embarcar no Grande Tour pela Europa, uma viagem/despedida antes de ter que começar a assumir responsabilidades e trabalhar ao lado do pai, em um ano onde, ao lado de Percy, poderá aproveitar todo o tipo de depravação antes de sua liberdade ser restringida. Era isso que ele pensava até descobrir os planos de seu pai, que incluíam um tutor para colocá-lo na linha e sua irmã caçula, Felicity. Mesmo com os obstáculos, Monty está disposto a fazer o que precisar para que ele e Percy se divirtam. Pelo menos até que, por um ato puramente imprudente e aparentemente (segundo ele) não muito grave, a viagem se torna uma grande fuga, onde ele, Percy e Felicity percorrem metade da Europa para se manterem vivos e para buscarem respostas sobre o misterioso objeto que os colocou em toda aquela confusão.

Em meio a roubos, noites dormidas ao ar livre, a prisão, um sequestro pirata e conflitos sentimentais, além de grandes revelações, Monty começa a questionar tudo o que sabia sobre a vida, sobre ele mesmo e até sobre os sentimentos e sua relação com seu melhor amigo.

Eu realmente me vi cativada por essa história, me indignando, rindo, me divertindo, me irritando, e me vi shippando Percy e Monty, porque apesar de alguns comportamentos idiotas (de Monty em quase todas as vezes, já que ele sabe ser um grande idiota as vezes) achei bonita a amizade deles, a relação e o romance dos dois, da força do amor deles contra o preconceito enfrentado na época.

No começo eu não gostava muito de Monty, porque pensava “você só pensa em beber e fornicar o tempo todo? MDS”, e ele pensa muito nisso, além de, de certo modo, não ser como os personagens fortes com os quais estou acostumada. Mas ele me surpreendeu, principalmente porque cresceu e amadureceu muito ao longo da história. Ele era aquele cara rico e tipicamente bonito para quem o mundo gira em torno dele, privilegiado, mas ao ter que fugir, ao ser forçado a viver em situações tão desgastantes, sofridas, reais, tão diferentes de sua vida na alta sociedade cheia de luxo, ele começou a enxergar as coisas realmente, começou a crescer, a se libertar e de fato se tornou alguém forte. Embora nunca deixe seu drama, que chega a ser bem engraçado, de lado. Mesmo não sendo o tipo de personagem com o qual estou acostumada, acho que isso forneceu uma característica mais real a ele, alguém que não segue aquela linha do totalmente heroico e destemido. Outras duas coisasme influenciaram a gostar e simpatizar mais com ele: a primeira foi o fato dele ser, de tantas pessoas possíveis, apaixonado pelo melhor amigo, o que de fato é uma grande merda, e tudo que ele tem que fazer para não perder seu amigo; a segunda foi ver toda a situação que ele passava com o pai (que é praticamente o diabo), que o espancava e o humilhava, causando um grande trauma nele, em grande parte apenas porque ele gosta de se relacionar com homens.

Percy é um amorzinho, ele e seu violino que parece a coisa mais indestrutível que já vi na minha vida. Eu me encantei com sua lealdade, com seu jeitinho e também com sua força. Me indignou o preconceito que ele sofria por causa da cor de sua pele, como era tratado por isso, até pela sua família e como aguentava tudo. Embora não esteja tão surpresa, visto o século que era. E também o admirei pela força e determinação que mostrou perante sua doença, a epilepsia, que mesmo nos dias de hoje não é algo fácil, imagina no século XVIII?

Felicity com toda certeza não se encaixa nos padrões esperados para as damas do seu século e simplesmente adoro ela por isso. Impertinente, espirituosa, corajosa e forte, ela não tem nada de tímida e submissa. Durante todo o percurso, ela basicamente foi o cérebro do grupo, assumindo uma postura firme e controlada, mostrando sua inteligência, engenhosidade e claro, seu grande talento para a medicina. Até mesmo por sua idade, mesmo perante a todos os perigos pelos quais passaram, ela não demonstrou fragilidade, não chorou, foi forte. Os irmãos Montague claramente não seguem os padrões estipulados pela sociedade. Esses três formaram um trio totalmente cativante.

Eu gostei muito do modo como a autora abordou as temáticas, embora algumas não fiquem tão abertamente expostas. Adorei o amadurecimento dos personagens e o desenvolvimento de seus relacionamentos (um destaque para a aproximação de Monty e Felicity, que eram bem distantes um do outro no começo). É uma leitura fácil é gostosa, não tem muitas palavras que te façam empacar na leitura, e ajuda muito o modo criativo como o livro é separado em partes, encabeçadas pelo nome dos lugares onde eles estão durante os episódios. A autora soube muito bem colocar as referências históricas e os costumes da época na qual a história se passa, mesmo trazendo um toque mais moderno para sua narrativa. E achei super interessante também o fato dela deixar pequenas notas no fim do livro, explicando um pouco dos temas abordados no livro, como a política, as relações raciais e a epilepsia.


Claro, a história não é perfeita, tem alguns momentos de desagrado e tal, mas isso é típico na maioria dos romances. Mas, de todo modo, foi uma leitura que valeu a pena, que me fez viajar por um final de semana e que com certeza me fez ter uma outra visão sobre certas coisas da vida. 
“É uma pequena alteração no campo gravitacional entre nós, mas subitamente todas as minhas estrelas estão desalinhadas e os planetas tirados de órbita e me vejo aos tropeços, sem mapa ou direção, em meio ao território assombroso de estar apaixonado por meu melhor amigo.”


Título: O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude
Autora: Mackenzi Lee
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 434
Sinopse: "Uma aventura romântica do século XVIII para a era moderna. Simon Versus a Agenda Homo Sapiens, encontra os anos 1700. Henry "Monty" Montague nasceu e foi criado para ser um cavalheiro, mas nunca foi domado. Os melhores internatos da Inglaterra e a constante desaprovação do pai não conseguiram conter nenhuma das suas paixões - jogos de azar, álcool e dividir a cama com mulheres e homens. Mas agora sua busca constante por uma vida cheia de prazeres e vícios está em risco. O pai quer que ele tome conta dos negócios da família. Mas antes Monty vai partir em seu Grand Tour pela Europa, com a irmã mais nova, Felicity, e o melhor amigo, Percy - por quem ele mantém uma paixão inconsequente e impossível. Monty decide fazer desta última escapada uma festa hedonista e flertar com Percy de Paris a Roma. Mas quando uma de suas decisões imprudentes transforma a viagem em uma angustiante caçada através da Europa, isso faz com que ele questione tudo o que conhece, incluindo sua relação com o garoto que ele adora."


*Exemplar cedido em parceria com a editora. 
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