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RESENHA Big Rock

18 de janeiro de 2019

Ok, assumo que relutei MUITO para ler Big Rock, eram tantos comentários, tanta gente enaltecendo essa belezinha que eu não acreditei que fosse possível uma obra ser tão boa assim. Eu tenho um grande problema com essas capas um pouquinho apelativas, obvio que não comprometem a história, mas não me agradam muito, deixei isso de lado e resolvi tentar entender porque essa é uma história que deixa todo mundo apaixonado e entendi perfeitamente, tem coisa melhor que um romance super engraçadinho? Super mesmo, com direito a piadinha em momento inapropriado e tudo mais, Big Rock é merecedor de todo esse sucesso, o livro é sensacional.

Spencer Holiday segue o estereótipo de homem rico de Nova York, rico, dono de grandes negócios, lindo de doer, desejado por todas as mulheres e é bem consciente do seu poder de sedução, ele o típico cara que coleciona números em sua agenda, sempre deixou claro que não é um homem para compromissos, mas a verdade é que ele é irresistível, a única pessoa que parece ser imune a isso é sua melhor amiga Charlotte, eles são sócios e tudo parece caminhar com tranquilidade, até quando o pai de Spencer decide vender a empresa que é o grande legado da família, acontece que o possível futuro proprietário é um cara mega conservador, sendo assim, espera que Spencer não seja um cara mulherengo, e sim um homem de “família”, sem saída o mocinho mente que está noivo de sua melhor amiga, só falta um pequeno detalhe, ela precisa ser avisada dessa pequena mentira.
"Eu precisei fingir ter um compromisso para perceber que você é a única mulher que já amei. Mas mais do que isso - você é a única mulher que eu quero amar."
Preciso começar ressaltando como esse livro é curtinho! Eu juro que queria mais, muito mais, no mínimo mais umas 100 páginas, tudo acontece muito rápido, a apresentação, os negócios, o falso namoro, o amor, tudo caminha em um ritmo desenfreado e o resultado disso é uma leitura que você faz em uma sentada só, esse comentário não é uma crítica, é só uma espécie de saudosismo, eu queria mais de Spencer e Charlotte, eles são fofos juntos.

Depois da mentira Spencer resolve se encontrar com Charlotte para avisar que vai precisar de ajuda, eles irão fingir o noivado por uma semana e depois encenam o término, mas pra isso acontecer com veracidade e todo mundo acreditar eles precisam ter uma intimidade que nem melhores amigos possuem, precisam de algo mais, como por exemplo beijar... É aí que a coisa fica séria, Spencer é um homem lindo, Charlotte é uma mulher espetacular, e apesar de serem melhores amigos, quando a coisa tende a ir pro lado amoroso as faíscas começam a surgir. Como o livro é narrado do ponto de vista dele, é muito engraçado vê-lo lutando contra os seus desejos por sua melhor amiga, tudo deixa ele inebriado, até o creme que ela usa, o motivo? Ele nunca pensou em Charlotte como esse tipo de mulher, ela era só a melhor amiga, sem conotações sexuais. Mas Charlotte não facilita, ela quer entrar de cabeça nisso, mas quem diriam que o amor poderia surgir no meio disso e ambos acreditariam nessa mentira?

Eu amo livros narrados do ponto de vista masculino porque quase sempre são muito engraçados, aqui não foi diferente, eu ri demais com os medos, as regras que não iam funcionar mas que eram estabelecidas, e achei fofo o amor crescendo aos pouquinhos, por mais que tudo aconteça de maneira muito abrupta, eles tentam se relacionar com calma, porque não querem estragar a amizade, mas quem aguenta?

Spencer é um cara ótimo, protetor, lindo, muito sedutor e seguro de si, ele tenta ao máximo não se apaixonar por Charlotte, por não acreditar que seja recíproco ou por receio de machucá-la, já ela... Que mulher! Inicialmente achei que ela fosse uma mocinha tímida, um complemento pra Spencer, pra manter o equilíbrio, sabe? Que nada! A mulher é uma caixinha de surpresas, a cada página eu me surpreendia mais com a segurança dela e a sua confiança. Ver os dois em ação foi algo mágico, me peguei sorrindo em diversas vezes, a autora soube muito bem como conduzir a história, colocando charme e comédia na medida necessária, só senti necessidade de um pouquinho mais de páginas, eu queria mais desse casal. O final é algo esperado, mas que acontece por caminhos estranhos e que te deixam com carinha de surpresa. Lauren certamente é uma autora que entrará para a minha lista de queridinhas.
"O maior erro que um homem pode cometer em um bar é achar. Achar que a mulher quer conversar com ele, achar que ela irá para casa com ele, achar que pode beijá-la sem que ela lhe dê permissão. Quem acha vive se perdendo, não é?"

Título: Big Rock
Autora: Lauren Blakely
Editora: Faro editorial
Nº de Páginas: 224
Sinopse: "A maioria dos homens não entendem as mulheres.... Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam. E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?” Quer dizer, a vida ERA assim. Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo. Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora."

RESENHA Menina Boa Menina Má

16 de janeiro de 2019


Oi, aqui é a Isa e eu só tenho uma palavra para descrever esse livro: intenso. Sabe aquele ditado “filho de peixe peixinho é”? Então, esse livro tem uma relação com esse ditado, uma relação tão direta que chega a ser assustadora, e nossa protagonista veio provar isso. Annie mora com sua mãe, mas ela não teve uma infância comum, o que é uma pena para ela, durante toda infância ela via crianças indo para o porão de sua casa e nunca voltando, além de sofrer abusos tanto físicos quanto psicológicos, sua mãe sempre quis mostrar a sua psicopatia para ela de maneira muito crua, sem pensar nos efeitos e sequelas que isso poderia causar.


Certo dia ela decide ir até a polícia e denunciar a mãe, mas se você está achando que foi uma decisão fácil para Annie você está extremamente errado, pois mesmo a mãe fazendo tantas coisas ruins, ainda é a mãe dela, correto? Dificilmente você consegue se desassociar desse sentimento tão forte que a maternidade te faz sentir, ainda assim, mesmo sentindo um amor enorme pela mãe, ela sabe que o correto é denunciar, essa situação não é normal e sua mãe além de criminosa é doente, alguém precisa parar isso.


Quando a polícia chega na casa de Annie no meio da noite para buscar sua mãe, a garota se vê em um misto de sentimentos, não sabe se fez a coisa certa, se arrepende, sente alívio, como culpá-la por sentir tudo isso? Era sua mãe sendo presa, a mulher responsável pela sua criação. Depois da denúncia sua vida muda totalmente ela é treinada por um grupo de especialistas para ser inserida em uma nova família, então ganha um novo nome, Milly. Mas entrar do nada em uma nova família, com pessoas que você não conhece, viver uma vida que não é a sua, frequentar uma nova escola e ter uma irmã não é nada fácil.


Foi Mike que a levou para sua casa, ele é psicólogo e sempre levava adolescentes “problemáticos” para passar o tempo que for preciso em sua casa, sua esposa é muito compreensiva com isso, mas sua filha, Phoebe, não aceita bem esses jovens que vem morar em sua casa. Durante esse tempo que Annie fica na casa de Mike ela precisa ensaiar para o julgamento de sua mãe, no qual ela terá que depor, e também precisa retornar ao ambiente escolar, o que se torna um pesadelo, mais um no caso de Annie, as meninas fazem brincadeiras idiotas com ela e não a deixam em paz.

Juntamente com tudo isso que não vai bem em sua vida ela trava uma luta diária com sigo mesma, vocês lembram do ditado? (filho de peixe peixinho é) Então, Annie é assombrada com pensamentos ruins, que talvez ela seja igual sua mãe, que a qualquer momento ela vai começar a matar crianças e colocá-las no porão. Esse sentimento vai ficando cada vez mais forte com a chegada do julgamento, tanto que ela tem a opção de testemunhas por vídeo, mas ela não quer, Annie sente saudades da mãe, ela quer vê-la, mas o medo do que pode acontecer quando esse encontro ocorrer a aterroriza e a ideia de ser como sua mãe tira seu sono.

Esse livro é um jogo psicológico muito bem elaborado, tudo gira em torno da mente dos personagens, da possibilidade de Annie ser igualmente doente, do medo que assombra, das lembranças. Eu gostei muito de como isso foi explorado, por mais que não seja um livro de grandes acontecimentos, grandes situações ou ambientes que sejam bem elaborados, a autora provou que não precisou de muito para criar uma grande obra, o grande plano central e o que move a história é a cabecinha de nossa personagem, o que os traumas de sua infância causaram e a grande dúvida, Annie é uma cópia da mãe? Ela é forte o suficiente para ter as rédeas de sua mente? São muitas perguntas, uma narrativa estarrecedora e que quebra qualquer linha de pensamento, você sente raiva, desconfiança, pena, mas você não tem certeza de nada.

Esse livro é ÓTIMO, sem mais questionamentos. Vocês precisam ler, a narrativa é intensa, eu fiquei “AAAA o que vai acontecer??” o livro todo. Essa capa é maravilhosa e passa os sentimentos exatos que essa história causa, medo, desconfiança, beleza, infância? É muita coisa pra absorver, muitas perguntas mas ao final só uma importa: será que Annie é uma menina boa ou uma menina má? 
"Achei que você seria menos dona de mim depois que eu a entregasse, mas às vezes tenho a sensação que é ainda mais”



Título: Menina Boa Menina Má
Autora: Ali Land
Editora: Record
Nº de Páginas: 376
Sinopse: "Os corações das crianças pequenas são órgãos delicados. Um começo cruel neste mundo pode moldá-los de maneiras estranhas Nome novo. Família nova. Eu. Nova. Em folha. A mãe de Annie é uma assassina em série. Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Mas longe dos olhos não é longe da cabeça. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly. Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser... Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera..."*Exemplar cedido em parceria com a editora.
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