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RESENHA As Regras do Amor e da Magia

23 de maio de 2019


A história se inicia quando conhecemos Susanna Owens, que mora em Nova York com seus três filhos: Franny, Jet e Vincent. Essas crianças sempre foram escondidas do mundo em todos os âmbitos, não brincavam com as outras crianças, pouca interação social, basicamente não podiam sair de casa ou fazer qualquer coisa sem autorização. Susanna sempre argumentou para seus filhos que aquilo era pura proteção, mas ficava claro que havia algo mais, há uma herança mágica que corre nas veias de cada um deles. As proibições feitas por ela deixam claro como há algo estranho em seus filhos, não devem ler determinados livros, acender velas ou lidar com tabuleiro Ouija, mas acima de tudo, em hipótese alguma devem se apaixonar, isso é terminantemente proibido!


Mas como sabemos bem, o perigoso é divertido, os jovens começam a questionar as interdições da mãe, em uma situação adversa são convidados a passar as férias na casa da tia distante Isabelle  e logo descobrem que possuem poderes, há uma maldição que ronda a família Owens desde 1620, época em que Maria Owens é acusada de bruxaria após se apaixonar por um inquisidor e lança uma maldição, onde qualquer um que se apaixonar por mulheres dessa família irá morrer.

O livro todo é um caminho de descobertas, esses jovens precisam rapidamente amadurecer para lidar com a situação com a seriedade que ela exige, precisam encontrar um modo de acabar com a maldição que permeia a família e aprender a lidar com as incumbências que os poderes lhe proporcionam.

Essa obra foi o presente de boas vindas da editora para os parceiros de 2019, fomos parceiros da editora Jangada e sempre confiei muito nas dicas e títulos enviados por eles, dessa vez não foi diferente. Geralmente quem se disponibiliza a ler os títulos mais fantasiosos são Isabela e Thais, mas dessa vez resolvi arriscar e me diverti demais! A escrita da autora é maravilhosa, tudo é muito bem descrito, sem exageros, você consegue sentir o aroma até do jardim da tia Isabelle. Os personagens são totalmente diferentes uns dos outros, e de certo modo essa jogada funciona demais, pois eles acabam se completando. O amadurecimento também é algo notável na obra, de início você vê jovens perdidos, satisfeitos apenas em contrariar a mãe, mas conforme a narrativa avança, pode-se notar como se tornam pessoas centradas em seus objetivos, isso é lindo.


"Sei que a nossa mãe quer que a gente finja que somos iguais a todo mundo, mas você sabe que não somos."
O enredo é uma verdadeira corrida contra forças muito maiores que os jovens, se eles pretendem se permitir amar e viver isso como “jovens normais” eles precisam encontrar um modo de quebrar essa maldição, mas até ontem eles nem sabiam sobre o passado da família, como lidar com tantas informações?

A história é narrada em terceira pessoa, o que possibilita mais imparcialidade, você não é inclinado a gostar de ninguém, gosta dos personagens porque eles são bem trabalhados e aprofundados, porque são estruturalmente fortes e interessantes, para mim essa foi a característica mais importante da obra. Além disso, a escrita da autora tem um ar todo mágico, parece que você está lendo um conto fantástico ou algo do gênero, literalmente te transporta da realidade. Uma leitura que vale a pena se você quer sair da zona de conforto e acompanhar a jornada de amadurecimento de jovens em prol de sua família e de suas particularidades.


Título: As Regras do Amor e da Magia
Autora: Alice Hoffman
Editora: Jangada
Nº de Páginas: 368
Sinopse: "Em 1620, depois de ser acusada de bruxaria por amar um inquisidor, Maria Owens lança uma maldição em todas as gerações de mulheres de sua família: qualquer homem que se apaixonasse por elas estaria condenado à morte. Mais de trezentos anos depois, Susanna Owens mora na cidade de Nova York, com os três filhos adolescentes - a temperamental Franny, a doce Jet e o carismático Vincent -, e faz de tudo para protegê-los, escondendo o passado da família e criando algumas regras: é proibido andar ao luar, usar o tabuleiro Ouija, acender velas, criar gatos e corvos ou ler livros de magia. E o mais importante: é proibido se apaixonar! Mas não demora muito para que os irmãos comecem a descobrir seus poderes sobrenaturais e, junto com eles, os segredos e a maldição que assombra sua família. Agora, precisam buscar uma forma de violar as leis da magia sem sucumbir à maldição de Maria Owens. As Regras do Amor e da Magia é uma história que antecede o clássico cult Da Magia à Sedução, resgatando a história da família Owens e personagens já conhecidos. Um livro sobre magia, coragem e o desafio de aceitar a si mesmo para viver o verdadeiro amor."

*Exemplar cedido em parceria com a editora.

RESENHA International Guy: Milão, San Francisco, Montreal

20 de maio de 2019


Contém Spoiler.

Oi pessoal, aqui é a Thais e venho trazer mais uma dica de leitura para vocês. Antes de mais nada um aviso, para quem ainda não leu o primeiro livro da série e não gosta de spoilers, recomendo que não continue lendo essa resenha porque pode pegar alguns. A primeira vez que li um livro da Audrey Carlan foi por uma indicação de uma amiga, ela tinha acabado de comprar os primeiros volumes de “A garota do calendário” e queria alguém com quem discutir a respeito, então basicamente empurrou os livros pra cima de mim para que pudéssemos conversar sobre. Confesso que fiquei meio receosa no começo, porque nem todos os meus contatos com literatura hot foram bons, mas a autora conseguiu me surpreender, tanto que li os quatro primeiros livros em... quatro dias kkk Mas ela me surpreendeu muito mais com a International Guy, porque gostei da pegada que ela adotou nesse livro. Pude rir em alguns momentos, me divertir, até aprendi uma coisinha ou outra, assim como também pude viajar bastante com eles. Eles realmente sabem o que fazem.


Esse segundo volume já se inicia com uma bomba, mas, com Parker sendo... Bom, o Parker, pra tudo arruma-se um jeito, pelo menos por um tempo... Ao contrário do livro anterior, as coisas começam a ficar um pouco mais tensas para Parker e o pessoal da International Guy, com direito a escândalos, corações partidos e fortes baques pessoais na vida do grupo. Nessa obra a primeira parada é em Milão, onde uma agência de modelos contrata a empresa para ajudar um grupo de jovens mulheres a explorarem seu lado sensual para desfilarem de lingeries. O proposito é expor peças para mulheres de todas as formas e tamanhos, e para isso, Parker, acompanhado de Bo, o Mago dos Amor, precisam ensinar as modelos a se sentirem a vontade consigo mesmas, com seus corpos, a seduzirem a câmera e o público para campanhas publicitarias. O que mais gostei nessa parte é que são mulheres que não são realmente modelos, nenhuma delas desfilou antes e de certo modo, são mulheres mais reais, porque são mães, professoras, garçonetes, realmente representando mulheres em todas as formas e tamanhos, com seus medos e inseguranças em relação ao corpo. E eu simplesmente fiquei encantada com a forma carinhosa, atenciosa e principalmente, respeitosa com que Bo e Parker tratam elas, e não apenas porque esse é o trabalho deles, mas porque se preocupam com isso. Até porque esse é justamente o propósito do trabalho deles, fazer com que toda mulher se veja como a joia que é. Eles entendem o que elas precisam e ajudam elas a se soltarem, a olharem para si mesmas com mais confiança. E sinceramente, essa própria pegada da obra, voltada em parte para essa questão do publico feminino, foi o que mais despertou meu interesse pelo livro.

De volta aos Estados Unidos, a segunda parada é em São Francisco, onde Parker, junto de Royce, o Mago do Dinheiro, vão atender Rochelle Renner, uma executiva de sucesso sem sorte no amor (pelo menos aparentemente). Ela é linda, inteligente, confiante, bem sucedida e tem muito dinheiro, só não tem um homem legal com quem compartilhar tudo isso, ou pelo menos ela acha que não tem. Uma das coisas que ficam evidentes logo de início é a grande atração entre Royce e a nova cliente (tem bastante fogo no ar). No entanto, Parker fica preocupado com o amigo, porque sabe que o interesse dele na relação é mais sério e não consegue ver um futuro para Royce e Rochelle, e isso gera uma pequena tensão entre os dois amigos e opiniões bem diferentes a respeito do que está acontecendo. Porém, as coisas tomam um outro rumo quando descobrem que há um pretendente número um na lista de homens para a vida dela (embora Rochelle seja bem ignorante a esse fato), e que talvez não precisem ir muito longe para fazer sua cliente encontrar o homem ideal. Só precisam fazer com que ela abra os olhos.
“A questão nem sempre é ver o que está bem na frente do seu nariz, apesar de isso ter sido muito importante no seu caso. Às vezes essa parte pode ser resolvida abrindo os olhos.”


A última parada é em Montreal, no Canadá, onde a International Guy vai em peso, com direito a Parker, Bo, Royce e a louca e inigualável Wendy, para cuidar de um caso de espionagem industrial na área tecnológica. A CEO Alexis Stanton sabe que há alguém sabotando sua empresa, vendendo informações e corrompendo arquivos, só ainda não conseguiu descobrir quem é e vai precisar da ajuda de toda a equipe para descobrir. Parker, arrasado depois de uma possível traição, precisa de toda força e apoio para se concentrar no trabalho, e isso inclui resistir a uma sexy CEO que já deixou bem evidente que suas intenções com ele são mais do que apenas profissionais. Mas isso é apenas parte das inúmeras reviravoltas que a equipe tem que enfrentar, principalmente Parker. 

Eu ainda estou me recuperando dessa leitura, que posso dizer que me deixou com o coração um pouquinho na mão com devido alguns acontecimentos. Eu sinceramente sou um pouco dividida em relação ao Parker, fiquei um pouco apaixonada por ele para falar a verdade, o que parece bem típico, já que ele além de bonito, é charmoso, divertido, inteligente e convenhamos, muito sexy. O que também posso ressaltar que acho que é uma qualidade que todos os três homens da IG possuem. Mas ele também tem seus momentos de comportamento idiota, do tipo que você sente vontade de mandar ele tomar vergonha na cara e usar a cabeça, mas em certo ponto eu também consigo entender as ações dele, o porque dele agir como age. Ele também mostrou uma faceta diferente nesse livro, deixando de lado aquele cara mais conquistador para a realidade de um homem mais apaixonado. 

Gosto também da relação que ele, o Royce e o Bogart tem, essa relação de irmãos, é uma coisa que eu acho muito linda, de sempre se apoiarem em tudo, de acima dos negócios, colocarem a família. Também é uma relação divertida que conseguiu me arrancar alguns sorrisos. E não posso deixar de falar do membro feminino do grupo, até porque eu simplesmente ADORO a Wendy, acho que ela e a Sophie (a doce francesa que estava no livro anterior) meio que batem competição pelo meu favoritismo. Não curto o relacionamento dela com o tal Michael, mas acho essa “abusada” incrivelmente foda e acho fofa a relação que ela passou a ter com os caras, como se eles a tivessem adotado como uma irmã caçula. Acho que esse é um dos pontos mais legais, para falar a verdade, ver o desenvolvimento da relação desse grupo. Diferente do volume anterior, a autora também abriu mais espaço para o relacionamento de Parker e Skyler, que passou a ser uma coisa mais séria, cheia de altos e baixos e com o que parece ser uma gama infinita de obstáculos, o que pode ser encontrado em muitos relacionamentos. Sinceramente, eles como casal, não sei explicar porque, ainda não foi uma coisa que me prendeu, mas acho que vou esperar pelos outros volumes para ver como tudo se desenrola e se minha opinião a esse respeito muda. 

De modo geral, não foi uma das minhas leituras favoritas, mas foi uma que gostei de fazer, acho que conseguiu desfazer muitas más impressões que tive com algumas outras leituras do gênero. Talvez tenha ajudado eu já estar um pouco familiarizada com a escrita da autora, que eu acho muito gostosa e fácil de ler, de mergulhar. A edição, como muitas outras da Verus, também é ótima, o que ajuda bastante, porque eu sou uma pessoa muito influenciada pelas capas dos livros. Cada final dos livros parece um final, mas não é um final. Acho que fica parecendo isso porque eles meio que são três livros em um, mas acho isso uma coisa legal também. Ver eles trabalhando com diversas mulheres, de diversos locais, desde a mais tímida que precisa se soltar até a mais impetuosa que só precisa de auxílio, forma um belo contraste de variedades interessantes dentro do próprio livro. Acho que tudo que posso fazer agora é esperar pelas três próximas paradas e pelos próximos abalos que a International Guy vai causar. Ou que vai ser causado a eles. 


Título: International Guy – Milão, San Francisco, Montreal
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
N° de Páginas: 416
Sinopse:
“Mesma autora da série A Garota do Calendário, que vendeu mais de 670 mil exemplares no Brasil. International Guy é a agência de Parker Ellis, um dos maiores especialistas do mundo em vida e amor, que tem como missão ajudar as mulheres em questões tão diversas quanto se sentir sexy e poderosas, aprender a administrar um império empresarial ou conquistar o homem dos seus sonhos. Parker e seus dois sócios atendem mulheres ricas do mundo todo, como atrizes de Hollywood, membros da realeza e CEOs de multinacionais bilionárias. E, às vezes, eles não podem evitar que as coisas esquentem e vão parar na cama de suas clientes. Literalmente. Parker adora sua vida de playboy e não está procurando compromisso. Afinal, há um mundo inteiro à sua frente: os negócios o levam de Paris a Milão, de Berlim ao Rio de Janeiro. Mas, conforme ele pula de cidade em cidade ― e de cama em cama ―, é possível que acabe encontrando mais que sexo ao longo do caminho... No segundo volume da série, o trabalho começa em Milão, onde os executivos vão ajudar mulheres comuns a descobrir a arte da sedução. O próximo compromisso é com uma empresária de San Francisco em busca de um parceiro. A terceira cliente, uma CEO de Montreal, desconfia de que há um espião em sua equipe ― e faz uma proposta tentadora a Parker, abalado após uma traição.
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