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RESENHA Aventuras de Huckleberry Finn

21 de agosto de 2019


Oi, galera, aqui é a Isa. A resenha de hoje é sobre o livro Aventuras de Huckleberry Finn, mas antes de irmos para a resenha em si precisamos saber algumas coisas. Talvez alguns de vocês conheçam o livro As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain, bom, nesse livro Huckleberry é o melhor amigo de Tom e eles vivem várias aventuras juntos nas margens do rio Mississipi. Outra coisa que é importante saber é que Aventuras de Huckleberry Finn se passa entre os anos 1835 e 1845, no qual a escravidão nos EUA ainda estava acontecendo, desse modo, surgiram várias especulações para levantar a problemática “Aventuras de Huckleberry Finn seria um livro preconceituoso?” Quando lemos um livro precisamos levar em consideração o momento histórico que ele foi escrito, os valores daquela sociedade e não aplicar valores atuais a obra.



Huck é um menino muito bom, porém muito levado e travesso. Seu pai é um homem horrível, que bebia e batia nele. Então a viúva Douglas pega Huck para criar e “civiliza-lo”, na casa da viúva ele aprende a ler, a escrever, ganha roupas novas, boa alimentação e é bem cuidado. Certo dia Tom Sawyer chama Huck para uma reunião no meio da noite, mas antes de irem Tom faz uma brincadeirinha para assustar Jim, o escravo da família. Tom quer formar uma quadrilha como outros amigos para eles poderem fazer roubos na cidade. Como Huck não tem nada a perder ele aceita e dá a viúva como garantia caso ele denunciasse os amigos.

Huck e Jim são muito amigos, um nível de amizade mais elevado do que era permitido na época entre um branco e um negro. Até chegar um determinado momento em que a viúva precisa vender o Jim, ele escuta isso e decide fugir. Huck faz de tudo para que ela não precise vendê-lo, mas não adianta. Jim conta para Huck que vai fugir pelo rio Mississipi até um refúgio de escravos e pede para Huck ir com ele pois um negro sozinho no rio seria suspeito, mas se ele estivesse com um branco seria diferente. Huck diz que aquilo não está certo, que Jim não pode ir e se ele ajudasse ele seria um “abolicionistazinho”, discurso que ele ouviu do pai. Apesar de todas as ressalvas Huck decide ir e é aí que toda a aventura de Huckleberry Finn começa pelo rio Mississipi.



Aventuras de Huckleberry Finn é um livro muito bom, pois por meio dele podemos observar como era a situação das pessoas escravizadas no Sul dos EUA. Essa obra mostra o olhar de uma criança frente ao horror desse período que ainda deixa cicatrizes bastante latentes em nossa sociedade. Não é um livro feliz, apesar de ser engraçado em alguns momentos pois são jovens que aprontam de montão e vivem várias aventuras, o que segue ecoando é a tristeza desse período em relação à questão racial,  é um livro que te tira da zona de conforto, te faz ter fortes embates pois são só crianças narrando a segregação em seu ápice, uma história bastante dolorosa ainda mais do ponto de vista juvenil. Essa obra é necessária para que possamos pensar os clássicos naquela época e como tudo era retratado. As aventuras de Huckeberry é uma forte crítica, que passeia pelo gênero infanto juvenil mas que cumpre seu papel entre todas as idades, uma leitura que vale a pena. Além do livro ser ótimo essa edição da Zahar é maravilhosa, capa dura, com um cuidado impecável na diagramação e  várias ilustrações durante a história.


Título: Aventuras de Huckleberry Finn
Autor: Mark Twain
Editora: Zahar
Nº de Páginas: 408
Sinopse: "Huckleberry Finn – o parceiro de Tom Sawyer – escapa de casa para embarcar em uma série de aventuras junto com o escravo fugitivo Jim. A bordo de uma jangada, os dois sobem o Mississippi e vivem situações extraordinárias com personagens inesquecíveis – como o “Rei” e o “Duque”, uma das maiores duplas de vigaristas da história da literatura. Narrado em primeira pessoa pelo próprio Huck, a viagem de formação que une o menino rebelde ao escravo negro perseguido atravessa questões sérias e profundas que continuam a nos desafiar: o racismo e a escravidão, a brutalidade das relações humanas no “mundo adulto” e o puritanismo religioso e cultural. Em conflito com os valores corruptos e hipócritas da sociedade, Huck enfrenta o dilema de salvar o amigo ou entregá-lo às autoridades. *Exemplar cedido em parceria com a editora.
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