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A sensibilidade presente em O cuidadoso despir do amor

3 de abril de 2020

Já li outras coisas escritas por Corey e a cada experiência eu sentia um misto de sentimentos, a maneira como autora trabalha o drama é perceptível a cada página, não há como sair da leitura sem se emocionar, não há como terminar uma obra de Corey sem sentir o coração pesar um pouquinho, amar nem sempre é uma tarefa fácil, mas poxa, precisa ser tão doloroso assim?

Não se deixe enganar por essa capa fofíssima, a autora não deixa essa história acontecer de forma tão gostosinha assim, esse é um drama jovem, mas que te comove como ninguém. Até onde a morte, luto e medo podem ser culpa de um grupo de pessoas?


Lorna, Delilah, Charlotte, Isla e seu irmão, Cruz, são amigos próximos, próximos mesmo, unha e carne, moram na mesma rua, se entendem como ninguém e carregam traumas tão únicos, mas que de algum modo acaba unindo-os. Acontece que essa rua em especial carrega um tipo de maldição, há uma concentração exacerbada de viúvas ali, nenhuma mulher que mora ali deve se apaixonar, caso isso aconteça, seu amado provavelmente sofrerá as consequências com isso, mas até onde isso é puro misticismo? Como Angelika, uma senhora tão velhinha, pode estar tão certa disso? Quando Jake, o namorado de uma das garotas dessa rua se acidenta, tudo isso vem a ser questionado, será que realmente verdade?


Não tem um livro dessa mulher que não mexa com o meu emocional, de verdade! A maneira tão despretensiosa que Corey escreve é o que acaba nos cativando, os personagens são sempre jovens, tão doces e sinceros que você acaba se afeiçoando facilmente, gostando de graça, o ponto nesse tipo de narrativa é totalmente diferente, não há nenhum tipo de plot que te deixa sem fôlego, aqui tudo flui numa calmaria que te machuca a cada página, cada trecho é recheado de tanta dor, tanto sentimento, tanto pesar que você não consegue deixar de se emocionar.

As mulheres da rua Devonairre são conhecidas pelos longos cabelos entre outras características, e apesar de Lorna ser a jovem mais cética do grupo, pouco a pouco ela passa a reavaliar essa maldição toda, principalmente quando Delilah, que faz parte de seu grupo se apaixona, tudo muda de modo bastante considerável, mas algo acontece e a maldição volta a reverberar ao redor de todos dessa rua, e novamente mais dor volta a rondar esse grupo.
“Na maior parte das vezes, somos uma piada. Uma lenda urbana engraçada que é desacreditada, usada como anedota ou mencionada como parte do charme do bairro. As pessoas reviram os olhos e perguntam por que damos a uma lunática como Angelika tanto poder. Então perguntam se já medimos nosso cabelo. Pegam a chave em volta de nosso pescoço e a seguram nas mãos, esquecendo que estão ligadas a pessoas de verdade.”
Não há como delimitar a maneira como essa obra é narrada, não há como explicar maneiras tão significativas para a dor unir o grupo, não há meios de demonstrar porque o que é diferente nos chama tanto a atenção que acabamos desumanizando os outros, não há como não se sensibilizar com esse grupo sem pensar como chegaram até ali. O cuidadoso despir do amor é uma história única, sobre temas tristes e que fazem respirar com pesar na maioria das vezes, mas ainda assim é uma narrativa que te apresenta uma bela lição moral, te faz refletir sobre a menor das coisas e te torna uma pessoa ainda melhor. Uma história dolorosa sobre o morrer mas acima de tudo sobre união.



Título: Cuidadoso despir do amor
Autora: Corey Ann Haydu
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 266
Sinopse: "Lorna, Delilah, Charlotte, Isla e seu irmão, Cruz, são tão íntimos que por vezes se sentem como uma pessoa só. Cresceram na mesma rua do Brooklyn, em Nova York, celebram seu aniversário no mesmo dia e o mesmo atentado tornou-os órfãos de pai. Mas, acima de tudo, o que os une é que se recusam a acreditar na Maldição que ronda a rua Devonairre. Conta Angelika, sua velha vizinha, que aqueles por quem uma garota da rua Devonairre se apaixona morrem. Prova disso são as incontáveis viúvas que ali vivem. Para proteger aos homens e a si mesmas, as jovens da rua devem se identificar pelos cabelos longos, as chaves penduradas no pescoço, as roupas de lã... e ser minuciosamente examinadas pela idosa, em busca do menor sinal de amor. Os amigos não têm medo, e Delilah parece ser a primeira a experimentar a sensação. Mas quando seu namorado, Jack, é atropelado, eles começam a questionar se amar é um direito seu."*EXEMPLAR CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA. 

RESENHA Beijos em Nova York

1 de abril de 2020

Se tem uma coisa que eu amo são esses romancinhos que a Galera Record lança, leituras sempre leves, que você consegue conduzir de maneira bastante ágil e quando vê a história já terminou e você fica com o coração quentinho. Quando há algum tipo de ambientação específica então, o amor só aumenta! Foi isso que aconteceu em Beijos em Nova York, uma narrativa que tinha tudo para ser sobre términos mas deu uma baita lição sobre recomeços.


Na véspera do Natal vamos conhecer Charlotte, que acabou de levar um pé na bunda de seu namorado, nesse momento ela está angustiada, pronta para ir embora de volta para a Inglaterra porque só quer esquecer que aquilo de fato aconteceu, mas como bem sabemos tudo é um verdadeiro transtorno nesse período e um voo nessa época é quase impossível, Charlotte precisará passar o Natal por lá e ela não vê como fazer isso acontecer sem se depreciar de todas as maneiras possíveis, e então de modo abrupto ela acaba presenciando um término de namoro, o de Anthony, que sem querer descobre que sua namorada está apaixonada por outra pessoa, enquanto isso acontecia Charlotte acabou adquirindo o livro Supere seu ex em 10 passos, disposta a fazer algo por si, ela decide embarcar nessa jornada e Anthony acaba indo junto, por não querer passar o Natal em família, após estar solteiro e tudo mais. 
“A maioria dos sonhos não se realiza, ao menos não para a maioria das pessoas. Mas ao menos você vai poder dizer que correu atrás deles.”
O que vamos ter aqui basicamente é Anthony acompanhando Char enquanto ela tenta seguir o passo a passo desse livro de auto ajuda, que ela sabe bem que é composto por frases muito clichês mas que são importantes nesse momento em que o coração ainda dói, sabe?

A narrativa vai acontecendo de modo intercalado, vamos observando o ponto de vista de ambos os personagens e assim podemos perceber como eles eram pessoas incríveis e que se relacionaram com pares horríveis, o ex de Charlotte tem um comportamento pra lá de problemático, e a ex de Anthony não tem sentido algum com ele, mas quando se ama, muita coisa não se vê, né? É por meio desse livro que os dois vão descobrindo como eram pessoas absolutamente maravilhosas antes desses relacionamentos e não precisam disso para serem felizes, é claro que esse processo todo é bastante doloroso e difícil de superar, mas me parece que os dois criam uma cumplicidade tão fofa, que tudo fica mais fácil de lidar. A obra é muito rápida, de modo literal mesmo, a história parece acontecer em um dia só e você simplesmente não consegue desapegar da narrativa porque quer que os dois fiquem juntos, que esse seja um bom Natal e tudo mais. Esse acaba por ser um ponto negativo também, por ser uma história rápida, nada é muito aprofundado, o final por mais condizente que seja acaba acontecendo de maneira bastante rápida e você fica com aquela sensação de quero mais, porque de fato falta um certo aprofundamento nos personagens. Mas por outro lado, essa é a proposta da obra, uma narrativa rápida e que vai te conquistar principalmente pela ambientação. Para você que gosta de descobertas, romances rápidos e uma história muito amorzinho, Beijos em Nova York é o livro certo para você.


Título: Beijos em Nova York
Autora: Catherine Rider
Editora: Galera Record
Nº de Páginas: 240
Sinopse: "É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que, coincidentemente, acabou de levar um fora – e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, “Supere seu ex em 10 passos fáceis”, e determinados a, de fato, superarem suas desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York – e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória."*EXEMPLAR CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA.

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